Amigos, vizinhos, religiosos e familiares prestaram homenagens, durante a madrugada e o início da manhã desta sexta-feira, às 12 crianças vítimas do ataque na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo. Na porta do colégio, na Rua General Bernadino de Matos, foram colocados vasos de flores, um para cada vítima. Jovens acenderam velas e colocaram cartazes na parede. E também oraram.
Ao todo, 11 jovens permanecem internados em seis hospitais. Dois policiais militares passaram a noite no colégio, que ficou lacrado. As aulas estão suspensas. Nesta manhã, funcionários fazem a limpeza da unidade de ensino.
O estudante Alan Marcelo Diniz, de 18 anos, que foi aluno do colégio por cinco anos e era amigo de todas as vítimas, colocou velas em homenagens aos colegas. O adolescente contou que ainda não acredita no que aconteceu: - Eram pessoas tão boas, que não faziam nada de mau para ninguém. Parece que elas vão aparecer para ir à escola amanhã e estarão juntas.
O estudante Alan Marcelo Diniz, de 18 anos, que foi aluno do colégio por cinco anos e era amigo de todas as vítimas, presta homenagem aos conhecidos - Foto: Fernando QuevedoAlan relatou que conhecia de vista Wellington de Menezes Oliveira, de 23 anos, o atirador. Segundo o estudante, o assassino era uma pessoa estranha para a sua idade, já que não tinha amigos.
Representantes da ONG Rio de Paz também estiveram no local. Eles colocaram flores e cruzes junto às velas e cartazes deixados pelos estudantes. Segundo o presidente da instituição, Antônio Carlos Costa, a maior preocupação não é tentar entrar na cabeça do assassino, mas investigar como as armas chegam às mãos das pessoas. - Não é possível entrar na cabeça de um homicida, mas é possível rastrear as armas e munições que entram no nosso estado. Essas armas estão diretamente ligadas a esses episódios - disse Costa.
Doze cruzes foram postas no muro da escolas. Essas mesmas cruzes foram usadas em um ato no Aterro do Flamengo, em 2008, quando o Estado do Rio atingiu o número de dois mil homicídios no ano. A ideia da ONG é queimar essas cruzes quando o estado atingir a meta da Organização das Nações Unidas (ONU), que é de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes.
Fonte: Bom dia Rio

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