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sexta-feira, 15 de abril de 2011

A ideologia intervencionista chegou ao ponto do delírio e levou o Estado para dentro do motel.

Ideologia intervencionista leva o Estado para dentro do motel

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado, em caráter terminativo, (que dispensa a votação em plenário), decidiu que os motéis têm que fornecer gratuitamente camisinhas para seus freqüentadores.

Talvez não haja nada que simbolize mais a privacidade que um motel. E mais privado ainda o que lá se faz. Mas o Senado, que sugere com isso não ter mais o que fazer, produz benesses (não dá para chamar isso de política social) com o chapéu alheio. Nesse diapasão, daqui a pouco vai estabelecer a obrigatoriedade do fornecimento de Viagra como política para a Terceira Idade e estabelecer regras de comportamento para os amantes. E por que não a obrigatoriedade de cuecas antialérgicas?

É de se imaginar como será a regulamentação dessa possível Lei. Quantas camisinhas por quarto? Qual o parâmetro de qualidade do material empregado na sua fabricação? E se a camisinha estourar, qual a penalidade para o proprietário do motel? Ou será só para o fabricante?

O freqüentador de um motel difere em tudo do indivíduo desprotegido, sem formação e informação sexual, sem recursos para mais essa despesa preventiva e sem consciência para as conseqüências de seus atos nesse campo. A camisinha e outros cuidados recomendáveis para a prática de sexo, exceção já mencionada, é responsabilidade e dever de cada cidadão, mais ainda a compra do produto. Além disso, provavelmente muitos motéis, por senso comercial, já devem oferecer gratuitamente as camisinhas – um marketing óbvio para o segmento.

O mais curioso nessa história é tratar-se de uma iniciativa do DEM, através da senadora Maria do Carmo Alves, – o partido que defende o liberalismo, a economia de mercado, a livre iniciativa. Mais chocante: o senador Lindberg Farias (PT-RJ) estendeu a medida aos hotéis, pousadas e pensões. Dele não espanta a idéia: ex-presidente de uma UNE (União Nacional dos Estudantes) sempre financiada pelo Estado, acostumou-se a pôr na conta do contribuinte o que lhe parecer importante. Ainda que não seja.

Fonte: Blog do João Bosco Rabello

[a idéia do governo é: estabelecer o número de transas que o casal deve efetuar em um determinado período de tempo; a duração de cada relação e uma série de outros itens de forma a ter elementos para fazer os ajustes necessários com vista a padronização de uma PERFORMANCE mínima de um casal.]

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