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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Justiça em Minas pretende que Bruno cumpra sentença integral por homicídio, em regime fechado, antes de ser julgado. Tratamento tão especial, será por

Justiça em Minas nega liberdade ao goleiro Bruno

Desembargadores julgaram habeas corpus nesta quarta-feira (13). Por decisão unânime, o goleiro permanece preso.

[o Código de Processo Penal determina que a prova da materialidade do delito pode ser suprida por outros meios idôneos, inclusive depoimentos. No caso Bruno a prova cabal da materialidade seria o cadáver de Eliza – seria a prova incontrestável de que ela está morta; só que apesar de todos as buscas realizadas até hoje o cadáver não foi encontrado e pelo CPP para provar que Eliza morreu restaria o recurso da prova testemunhas.

Só que a única prova testemunhal de que Eliza está morta e foi morta por Bruno e amigos é o depoimento de um moleque – à época do depoimento um ‘di menor’ e a qualidade mais constante em tal ‘testemunha’ é a cada depoimento mudar o anterior.

Foi também o depoimento de tão ‘idônea’ testemunha que motivou a condenação do Bruno pela Justiça do Rio em dezembro/2009.

Quando for provada a INOCÊNCIA do goleiro Bruno – com certeza o Tribunal do Júri reconhecerá tal inocência – fica a dúvida: quem será responsabilizado e terá que indenizar o Bruno pela interrupção de sua promissora carreira?]

O pedido de liberdade para o goleiro Bruno Fernandes foi negado na tarde desta quarta-feira (13) pelos desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em Belo Horizonte. O habeas corpus pedido pelo advogado Claúdio Dalledone foi julgado por três desembargados e todos votaram para que o goleiro aguarde preso a data do julgamento sobre a morte e desaparecimento de Eliza Samudio, ex-namorado do goleiro. Ainda que os desembargadores concedessem a liberdade, Bruno poderia permanecer preso por causa de outro processo, já com condenação na Justiça do Rio de Janeiro.

Julgamento do pedido de liberdade
Os desembargadores terminaram hoje o julgamento do pedido de liberdade que deveria ter acontecido na quarta-feira (6), mas foi adiado pelo desembargador Doorgal Andrada, que pediu vistas do processo. O julgamento foi adiado após pronunciamento do advogado Cláudio Dalledone. A defesa alegou que o goleiro "detém todos os predicados para ficar em liberdade" até a data do júri e argumentou que
Bruno tem domicílio certo, bons antecedentes e é réu primário. O goleiro está preso há quase nove meses na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Condenação no RJ
No Rio, Bruno foi condenado em dezembro de 2009 por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal contra Eliza Samudio. Na sentença, o atleta é condenado a cumprir 4 anos e 6 meses de prisão. O amigo do goleiro, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, foi condenado apenas por cárcere privado, com pena de três anos.

Em Minas, onde está preso,
o goleiro ainda responde a processo pela morte (?) e desaparecimento da ex-amante, que aconteceu em junho de 2010.

Fonte: G1

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