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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mais um pouco sobre os terroristas - assassinos, covardes e traidores da Pátria - que hoje posam de heróis

Memórias Reveladas - VPR - Depoimento I


Editado e pesquisado pela editoria do site A Verdade Sufocada


"(...) Trata-se de fazer valer o direito à verdade e à memória.(...)
(...)Estamos abrindo as cortinas do passado, criando as condições para aprimorarmos a democratização do Estado e da sociedade.(..) "
(Trecho de abertura do Portal Memórias Reveladas - assinado pela Ministra da Casa Civil Dilma Rousseff )

A partir de 1979, quando foi aprovada a Lei de Anistia, governadores de importantes estados, eleitos com o apoio da esquerda radical que acabava de ser anistiada, nomearam como seus auxiliares ex-militantes de organizações subversivo- terroristas , banidos, cassados e simpatizantes da luta armada.

As universidades receberam reforço de ex-professores banidos e de ex-auto-exilados, que passaram a moldar os pensamentos das novas gerações. Essa situação proporcionou condições excepcionais para o trabalho de massa. Cargos importantes em vários setores da sociedade foram ocupados por formadores de opinião. Para a esquerda foi a oportunidade de desacreditar o movimento de 1964, de omitir seus êxitos e exagerar seus erros. O governo derrotara a luta armada e o terrorismo. Crédulo, respeitando a Lei da Anistia, calou-se e com isso perdeu a batalha das comunicações.


Uma reportagem, como a publicada no Estado de São Paulo, de Felipe Recondo e Leôncio Nossa, sob o título "Exército teve 'célula' de guerrilheiros, diz documento", pode parecer, para os mais desavisados, jovens que tiveram a "cabeça feita", pura imaginação dos "arapongas de plantão", para justificar a repressão à luta armada..


Para que fatos como o narrado abaixo não se repitam, e para esses incrédulos, vamos transcrever trecho do livro A Esquerda Armada no Brasil - 1967/1971, Prêmio Testemunho 1973 da Casa de Las Américas, de Antônio Caso, escrito em Cuba e publicado em Portugal . O livro é composto por depoimentos de subversivos-terroristas brasileiros que estavam presos e foram libertados em troca da vida dos diplomatas que haviam sido sequestrados. Para que os diplomatas não fossem assassinados o governo cedera às exigências dos sequestradores e os liberara para seguirem para os destinos exigidos pelos sequestradores.

Depoimento do ex-sargento Darcy Rodrigues:
Conheci Carlos Lamarca em 1962, quando cheguei ao IV regimento de infantaria, procedente da Escola de sargentos das armas. Lamarca já era tenente numa das companhias do Regimento e desde então estive muito ligado a ele. Desde aquela época a nossa relação foi fundamentalmente política. Ambos participávamos de um círculo de estudos políticos integrado por oficiais e suboficiais do regimento. (...) Por isso mesmo, as nossas discussões giravam em torno da luta armada, embora ainda, naquela época, com posições esponeístas.

O exemplo da revolução cubana provocou grandes discussões no seio das forças armadas brasileiras e fez com que muitos oficiais e sargentos progressistas se interessassem por tais questões. (...) Em 1967 já estava organizado o grupo de Carlos Marighela a Ação Libertadora Nacional (ALN) e havia também um grupo de ex-militares expulsos que mantinha ligações com operários metalúrgicos de Osasco e outros sectores proletários da região industrial de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano, em São Paulo. Este grupo de ex-sargentos esteve inicialmente vinculado ao Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), dirigido pelo ex-governador e deputado Leonel Brizola. Mas depois da dissolução do MNR, o grupo uniu-se a um sector dissidente da POLOP e deu origem à Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Por essa época já eu mantinha contacto, a nível de simpatizante ou de aliado, com esse grupo de ex-militares e tinha intenção de integrar-lhe à célula do IV Regimento


Lamarca acompanhou com grande interesse todo aquele processo e tratou de fortalecer os vínculos com os companheiros ligados a ele. A perspectiva de Lamarca, naquele momento, era a de entrar em contacto com algum grupo da esquerda Armada. (...) Depois de superar algumas questões preliminares e de um mínimo indispensável de necessárias discussões políticas, Lamarca chegou à conclusão de que a linha política da VPR estava mais próxima da sua posição e passou a integrar a célula do IV Regimento de Infantaria. Por sua parte, os companheiros ex-militares expuseram-nos a necessidade de apoio logístico à sua organização dos elementos que ainda continuavam no Exército. Necessitavam de armas, munições, explosivos e de todo o material que pudesse ser utilizado em ações armadas.

Nós tínhamos possibilidade de subministrar-lhes algum material desse tipo porque minha função no quartel era a de auxiliar do supervisor administrativo (IV secção) do regimento. (...) Imediatamente após o ingresso da nossa célula na VPR discutiu-se com Lamarca a projetada expropriação de armas e a organização concluiu que era válida politicamente, além do objetivo logístico que se perseguia com a ação. Essa discussão teve lugar acho eu que em outubro de 1968. Foi então que , por iniciativa de Carlos Lamarca, se preparou a ação do IV Regimento de Infantaria, que consistiria na expropriação de uma boa quantidade de armas e munições e o imediato ingresso de todos na guerrilha urbana, desertando do Exército da ditadura. A ação realizou-se a 24 de janeiro de 1969.


A Ação no IV Regimento de Infantaria
(...) O plano original do Capitão Carlos Lamarca consistia na expropriação de todos os fuzis, metralhadoras e armas curtas da companhia sob seu comando, que passariam a engrossar o arsenal da VPR(...) existiam condições para ampliar o plano, e montar ainda outra ação, que seria levada a efeito no dia seguinte , e que consistiria na expropriação de material bélico do depósito geral do quartel e do paiol. . Neste depósito geral guardavam-se as chamadas reservas de guerra (...) mas no dia 23 de janeiro ocorreu algo inesperado. Nesse dia registrou-se um incidente em Itaparica da Serra de que resultou a prisão de 4 companheiros participantes da ação. Juntamente com eles caiu em poder da repressão parte da infra-estrutura, inclusive o camião que seria utilizado no transporte do armamento expropriado. (...)

(...) Resolvemos executar a expropriação de armas na companhia de armas na companhia do capitão Lamarca nesta mesma tarde de 24 de janeiro de 1969. (...) apesar do imprevisto a ação foi executada com êxito sob o comando do companheiro Lamarca, que retirou do quartel sessenta e três fuzis automáticos ligeiros e, se não me equivoco, cinco pistolas - metralhadoras INA, revolveres e munições. Todo este material foi destinado à VPR. (...)

Da reportagem, publicada no Estado de São Paulo, destacamos trechos como os transcritos abaixo, que mostram a realidade dos documentos e o que foi evitado.


O grupo guerrilheiro VAR-Palmares, que tinha na sua coluna a atual presidente Dilma Rousseff, conseguiu nos anos do regime militar (1964-1985) se infiltrar numa unidade do Exército em Brasília. Uma "célula" da organização composta por seis militares desviou armas e ainda planejou levar o arsenal da Granja do Riacho Fundo, uma das residências oficiais da Presidência da República à época. Documento da Aeronáutica, que integra um acervo revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo e entregue em 2010 ao Arquivo Nacional, revela que, no dia 13 de janeiro de 1970, uma equipe de inteligência do Exército prendeu dois cabos e quatro soldados que integravam uma "célula" da VAR-Palmares no 8.º Grupo de Artilharia Antiaérea, atual 32.º Grupo de Artilharia de Campanha, instalado no Setor Militar Urbano.


Os militares do VAR-Palmares já tinham as chaves das “Reservas de Material Bélico das Baterias” e tinham planejado levar além das armas dessa dependência o armamento da guarda da Granja do Riacho Fundo, uma das residências do presidente da República. A VAR-Palmares teve entre seus integrantes a atual presidente Dilma, presa no dia 16 de janeiro de 1970, três dias após a queda da “célula” na unidade do Exército em Brasília.
Tarja preta. O líder dessa “célula” era um soldado que seguia orientações de líderes da VAR-Palmares de fora de Brasília. O grupo era integrado ainda pelo irmão de um soldado e outros oito civis. O Arquivo Nacional, seguindo determinação da atual legislação, encobriu com tarja preta os nomes dos integrantes do movimento. "

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