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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mais uma associação gay quer tirar uma casquinha no Bolsonaro. Isso o projeta em âmbito nacional

Associação LGBT vai entrar com representação contra Bolsonaro na PGR

[firme deputado Capitão JAIR BOLSONARO = os BRASILEIROS DO BEM estão com o senhor.
O melhor de tudo é que essa perseguição movida contra o senhor, projetam seu nome para vôos mais altos em Defesa do Brasil e dos BRASILEIROS e BRASILEIRAS do BEM.]

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ALGBT) vai entrar ainda nesta sexta-feira (1º/4) com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). “Queremos que ele seja investigado pelo crime de racismo”, afirmou o presidente da associação, Toni Reis.

Na segunda-feira (28), Bolsonaro criou polêmica ao ser entrevistado em um programa de televisão. Perguntado, em tese, sobre como enfrentaria a homossexualidade de um filho, o deputado respondeu: “Isso nem passa pela minha cabeça. Eles tiveram uma boa educação. Eu sou um pai presente, então, não corro este risco.” Também declarou que não participaria de uma parada gay porque tal evento “promove os maus costumes”. “Acredito em Deus, tenho uma família, e a família tem que ser preservada a qualquer custo, senão a nação simplesmente ruirá”, completou.

Para o presidente da ALGBT, o deputado tem liberdade de expressar opinião, mas as declarações dadas durante a entrevista "passaram do limite". “Todos são iguais perante a lei. Não podemos tolerar esse tipo de atitude, pois ele ultrapassou a linha do permitido e vai contra a Constituição.”

Na quarta-feira (30), Bolsonaro afirmou que não teme ser cassado por causa de comentários racistas e homofóbicos feitos no programa. Os seis pedidos de investigação contra ele na Câmara dos Deputados poderão ser reunidos em um único processo.

Uma das representações, assinada por 20 deputados, pede que Bolsonaro deixe a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A representação também será encaminhada ao Ministério Público, ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e ao Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

Declarações de Bolsonaro são "caso explícito de racismo", diz ministra

A ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, considera que as declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) sobre cotas raciais e a possibilidade de um filho se apaixonar por uma mulher negra são “caso explícitos de racismo”. “Não podemos confundir liberdade de expressão com a possibilidade de cometer um crime. O racismo é crime previsto na Constituição”, disse Luiza. [muito em breve o STF decicirá que as cotas, de qualquer tipo, violam à Constituição e se encerra essa mania de cota pra isso, cota praquilo.]

Para a ministra, “qualquer caso de discriminação deve ser repudiado”. Ela disse ainda que espera “firmeza” no posicionamento da Câmara dos Deputados. “O protagonismo é do Legislativo”, afirmou em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) em parceria com a EBC Serviços.

“Cada setor do Estado e da sociedade deve assumir o seu papel no combate ao racismo. Nós devemos deixar para que a Câmara Federal encaminhe esse caso e tome decisões contra o deputado dentro das instâncias do Legislativo”, falou após participar do programa. “O crime tem que ser punido e tem que ser combatido em qualquer lugar, principalmente, se ele é cometido em um espaço como o Parlamento brasileiro.”

No início da semana, em entrevista ao programa CQC, da TV Bandeirantes, Jair Bolsonaro disse que “não viajaria em avião pilotado por cotistas nem aceitaria ser operado por médico [ex-cotista]”. Em resposta à cantora Preta Gil sobre a eventualidade de um filho ter envolvimento amoroso com uma mulher negra, o deputado respondeu: “não vou discutir promiscuidade. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem-educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”.

Luiza Bairros espera que “o Legislativo tenha capacidade de tomar a decisão mais coerente com o que tem sido discutido pelos movimentos negro e LGBT [lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros]”, destacou referindo-se a declarações homofóbicas também feitas pelo parlamentar ao programa de TV. [Dona Luiza: homofobia não é crime no Brasil. Ainda não tive tempo para decorar o nome da sua secretaria, por isso estou me dirigindo diretamente à Senhora.]

Para a ministra, as declarações do deputado não são surpreendentes no seu conteúdo. “Nós não devemos ficar assustados com esse tipo de declaração, é isso que o movimento negro tem denunciado nas últimas décadas. O que deixa a sociedade indignada é ela [declaração] ter partido de um deputado federal”, afirmou. Jair Bolsonaro é oficial da reserva do Exército e conhecido por sua defesa à ditadura militar (1964-1985).

Socióloga e ligada ao movimento negro, Luiza Bairros acredita que as manifestações racistas ocorrem na medida em que as pessoas negras vão se deslocando na sociedade e passam a ser vistas em lugares que eram historicamente ocupados por pessoas brancas. “Isso provoca reação. Para muitas pessoas, parece perda de espaço. Isso demonstra como ser branco na sociedade brasileira implica em determinados privilégios em detrimento dos direitos dos negros em geral”, avaliou.

Durante o programa Bom Dia, Ministro, Luiza Bairros disse que a Ouvidoria da Seppir monitora episódios e denúncias de discriminação e encaminha casos de manifestações racistas veiculadas na internet à Polícia Federal.

Fonte: Agência Brasil

1 comentários:

Anônimo disse...

Estão fazendo uma tempestade com copo dàgua, e tendo tanta coisa errada neste país, ficam dando atenção e fazendo a maior onda chamando Bolsonaro de racista.O que ele não é, e não foi essa a intenção dele.Ele é um bom politico e honesto,defende os valores cristãos e a familia.
E´uma bobagem o que estão fazendo com ele.