Pesquisa personalizada

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Militares lançam abaixo assinado para retirar do ar o folhetim do SBT

Militares da reserva querem tirar do ar novela do SBT sobre ditadura

Um abaixo-assinado criado por militares da reserva da Aeronáutica, disponível no site militares.com.br , pede a retirada do ar de "Amor e revolução", novela escrita por Tiago Santiago e exibida no SBT. O autor da mobilização, José Luiz Dalla Vecchia, alega que o folhetim pode colocar a população contra as Forças Armadas. A trama gira em torno da ditadura militar (1964-1985) no país e retrata a perseguição política contra os militantes de esquerda da época.

Até o início da manhã desta quinta-feira, a ação tinha sido assinada por aproximadamente 400 pessoas. No texto de abertura do abaixo-assinado, os reservistas insinuam que a novela parece ser um acordo firmado entre o proprietário da emissora, Silvio Santos, e o governo federal por meio da Comissão de Verdade para quitar as dívidas do Banco Panamericano que pertencia ao apresentador e foi recentemente negociado por R$ 450 milhões. [para meditação dos leitores: em 2010 o banco do senhor Silvio Santos – Senor Abravanel – mesmo com um rombo gigantesco foi comprado em parte pela Caixa Econômica Federal que, estranhamente, não descobriu o rombo; no final de 2010 após constatar que o rombo excedia os 4,5 BILHÕES DE REAIS o senhor Silvio Santos se entendeu com o senhor Lula e o resultado foi que Silvio Santos vendeu o banco para outra instituição – que se responsabilizou pela cobertura do rombo de 4,5 BILHÕES e ainda repassou para o dono do SBT a bagatela de 450 MILHÕES.

Resumo: o senhor Silvio Santos devia 4,5 BILHÕES, teria que entregar todo o patrimônio do Grupo Silvio Santos como garantia (incluindo o SBT e a JEQUITI), conversa com o Lula e de repente ‘aparece’ um outro banco que assume a dívida do PANAMERICANO e ainda dá uma gratificação de 450 MILHÕES para o senhor ‘sorriso’.

Logo depois começam os preparativos para o lançamento do folhetim AMOR & REVOLUÇÃO que consegue a proeza de veicular cenas de tortura ‘ocorridas’ logo após o CONTRAGOLPE de 64, quando o Castelo Branco sequer tinha assumido a presidência da República.

É indiscutível que naquela época não havia tortura no Brasil tanto que nem o grupo TORTURA NUNCA MAIS acusa os militares de terem torturado alguém naquela época.]

Dalla Vecchia, que é o 1º secretário da Associação Beneficente dos Militares Inativos Graduados da Aeronáutica (ABMIGAer), alega que as Forças Armadas não devem permitir, dentro da legalidade, que a novela seja exibida. Ele ressalta que os militares já se manifestaram negativamente sobre a trama. - Qual a finalidade da novela? Será que veio para reviver essa questão? - questiona. - Todos os que participaram dessa época já estão mortos. Nós, os militares atuais, não temos nada a ver com isso. Não é justo que esse assunto venha à tona e prejudique os que estão na ativa - disse ao site do GLOBO.

Procurado, o SBT não quis falar sobre o documento assinado pelos oficiais.

Interessados em assinar o abaixo-assinado pela retirada da novela do ar, cliquem aqui. Pode ser assinado por civis.

Por: Rafaela Santos - integrante do Programa de Estágio da Infoglobo


0 comentários: