Muçulmanos se dizem hostilizados após tragédia em Realengo
A comunidade islâmica no Rio tem sido hostilizada nos últimos dias, segundo autoridades muçulmanas. Por temerem agressões verbais e até físicas, algumas mulheres que frequentam a mesquita, na Rua Gonzaga Bastos, na Tijuca, têm evitado sair de casa com o véu com o qual rotineiramente cobrem o cabelo. Elas têm sido xingadas e ameaçadas desde a divulgação do suposto envolvimento de Wellington Menezes de Oliveira com o islamismo. A irmã adotiva do assassino disse, em depoimento à polícia, que o atirador frequentava uma mesquita no Centro do Rio.A afirmação, contudo, não confere com os registros da Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio, de acordo com Sami Isbelle, diretor do departamento educacional da entidade. Ontem, ao lado do xeque (líder religioso) Anis Orra, ele disse que Wellington jamais participou de uma reunião muçulmana nem no atual templo da Tijuca nem no anterior, na Rua Gomes Freire, no Centro, fechado há três anos.
- Não há registros da presença desse rapaz entre nós. E, com certeza, religioso ele não era. O que ocorreu foi uma atrocidade que nenhuma religião ensina ou mesmo aprova - afirmou Isbelle. - Estamos sofrendo hostilidades que não se justificam, ainda mais em se tratando do Brasil. Jamais fomos vítimas de preconceito aqui.

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