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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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terça-feira, 31 de maio de 2011

Chile, 1973

Allende teria levado dois tiros no dia de sua morte, diz TV chilena

[qual o beneficio de se saber se Allende se suicidou ou foi sucidado; já se passaram 38 anos.]

Uma reportagem da televisão estatal chilena exibida na noite de segunda-feira reforçou as dúvidas sobre a real causa da morte de Salvador Allende. Com base em arquivos militares secretos, o programa diz que o então presidente levou dois tiros na cabeça durante o golpe de 11 de setembro de 1973, o que vai contra a versão oficial de suicídio.

Por ordem de um juiz, o corpo de Allende foi exumado no último dia 23 de maio, e agora passa por análises de peritos chilenos e estrangeiros para esclarecer o que aconteceu no Palácio La Moneda há 38 anos. Não há previsão para a divulgação de um laudo oficial.

O arquivo obtido pelo programa "Informe Especial", do canal Televisión Nacional do Chile, teria detalhes de uma investigação realizada na época, segundo a qual Allende levou um tiro de uma arma pequena antes de outro no queixo disparado por um fuzil AK-47.

A versão oficial fala apenas neste último disparo, que teria sido feito pelo próprio presidente - com uma arma presenteada por Fidel Castro - quando as tropas do general Augusto Pinochet invadiram o Palácio de La Moneda.

Além disso, continua a reportagem, uma análise de digitais relatada no documento diz que nenhuma marca de Allende foi encontrada no fuzil com que ele teria se matado. E para reforçar a tese de que pode ter havido homicídio, o programa lembra que as únicas três pessoas que teriam testemunhado o suicídio foram presas e nunca mais vistas.

A TV chilena explica que recebeu o documento de pessoas que o encontraram nos escombros de uma casa que pertenceu a um relator da Corte Marcial do Chile, hoje já morto.

Escritor fala em suicídio assistido

Em entrevista ao jornal chileno "El Mercúrio", o escritor Camilo Taufic diz que não vê novidade na "teoria dos dois tiros" exibida no programa. Há décadas ele sustenta que Allende não morreu pelo disparo do AK-47 presenteado por Fidel Castro e sim graças a um "tiro de misericórdia" dado por uma pessoa próxima ao ex-presidente.

Após ouvir testemunhas, Taufic diz que Allende tentou se matar com um tiro de pistola na cabeça, mas que continuou vivo. Então, ao mesmo tempo em que as tropas de Pinochet invadiam o palácio, um membro de sua guarda pessoal deu o segundo tiro com um fuzil no queixo.

Camilo Taufic explica que antes do golpe Allende já havia dito a seu círculo mais íntimo que preferiria se matar a entregar o poder aos militares. Segundo ele, a verdade é mantida em sigilo por médicos, ex-guardas e amigos para preservar a imagem do presidente chileno.

Fonte: O Globo

Palocci se enrola mais ainda e também coloca a cunhada no rolo

PPS quer investigar repasse de R$ 1 milhão a cunhada de Palocci

A Fundação Feira do Livro de Ribeirão Preto, entidade que tem como vice-presidente uma cunhada do ministro Antonio Palocci (Casa Civil), recebeu, entre 2008 e 2010, R$ 1 milhão do governo federal, de acordo com levantamento feito pelo PPS na Câmara dos Deputados.

PPS anunciou na tarde desta terça-feira que vai pedir cópia de toda a documentação dos convênios firmados entre os ministérios do Turismo e da Cultura e a Fundação Feira do Livro de Ribeirão Preto.

A entidade tem como vice-presidente Heliana da Silva Palocci. Ela é mulher de um irmão de Palocci.

Do total repassado, R$ 550 mil vieram de convênios cujos recursos foram garantidos por meio de duas emendas apresentadas pelo então deputado federal Antônio Palocci (PT-SP) em 2008 e 2009.

Como a Folha revelou em 22 de maio, Palocci apresentou emenda de R$ 250 mil ao Orçamento 2009, indicando como beneficiária a Fundação Feira do Livro de Ribeirão Preto. Outra emenda, no valor de R$ 300 mil, foi apresentada na lei orçamentária do ano seguinte.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias veda a destinação de recursos a entidades privadas dirigidas por parentes de agentes políticos dos três Poderes, mas não prevê sanções para quem desrespeita a regra.

As emendas de Palocci foram pagas pelo Ministério do Turismo, que firmou convênios com a entidade para promover edições da Feira do Livro de Ribeirão, município paulista onde o ministro começou a carreira política.

Ao apresentar as emendas, o então deputado justificou a indicação dizendo ser necessária "ajuda financeira federal para que se garanta a continuidade" do evento. De acordo com a justificativa do então deputado, a feira é um "evento cultural-artístico-turístico de impacto e repercussão que ultrapassam em muito os limites geográficos do nordeste do Estado de SP".

OUTRO LADO

Sobre as emendas, Palocci disse à Folha, por meio da assessoria de imprensa, que cabe ao ministério analisar os repasses. "A análise das transferências de recursos para o setor privado compete ao ministério responsável pela execução das ações", informou via assessoria em 20 de maio.

O Ministério do Turismo informou que o projeto da Fundação Feira do Livro de Ribeirão Preto passou pela análise da pasta, "que considerou que a proposta apresentada satisfazia às exigências técnicas e legais para a celebração do convênio". O ministério não comentou o fato de o autor da emenda ter indicado o repasse para entidade ligada a uma cunhada dele.

Também por meio da assessoria, a entidade esclareceu que a cunhada de Palocci ocupa o cargo de vice-presidente da Feira do Livro porque é "educadora, tem escola e grande prestígio" em Ribeirão Preto. Informou também que os recursos são captados por meio de lei de incentivo cultural e junto a patrocinadores.

PATRIMÔNIO

Além de ter aumentado em pelo menos 20 vezes o próprio patrimônio entre 2006 e 2010 --o ministro comprou um apartamento de luxo e um escritório em São Paulo -, sua empresa de consultoria faturou R$ 20 milhões no ano passado.

Palocci nega ter cometido irregularidades na condução de seus negócios privados.

Palocci rumo à desmoralização

O superministro agora leva pito até do vice que não levanta a voz nem em comício

Até a descoberta do milagre da multiplicação do patrimônio, Antonio Palocci era o único ministro que parecia livre do risco de levar um pito de Dilma Rousseff. A aparição do traficante de influência transformou o poderoso chefe da Casa Civil no único que levou um pito do vice Michel Temer, que prefere sussurrar até em discussão de botequim. Antes, o superministro da presidente abúlica chamava a chefe de “Dilma”. Agora, na imagem de Stanislaw Ponte Preta, Palocci deve andar chamando urubu de “meu louro”.

Prisioneiro da mentira inaugural segue contando uma atrás da outra e jurando inocência. Na semana passada, sem ter virado réu oficialmente, contratou de novo os serviços do advogado José Roberto Batochio. Recorrer ao doutor Batochio já é uma admissão de culpa, informa a lista de fregueses. Mas o camburão fica mais distante, comprovou a sessão do Supremo Tribunal Federal que, em 27 de agosto de 2009, livrou Palocci de qualquer envolvimento no estupro do sigilo bancário de Francenildo Costa.

Para inocentar o culpado, Batochio acusou a vítima. Conseguiu livrar o cliente “por falta de provas”. Não conseguiu condenar o caseiro por falta de tempo. Mas contribuiu para que o ministro Gilmar Mendes, presidente do STF e relator do caso, inventasse outra brasileirice: o crime encomendado sem mandante “Não há dúvida quanto ao recebimento por Antonio Palocci dos extratos, mas não foi ele quem acessou a conta, e sim, funcionários da Caixa, autorizados por suas competências funcionais a acessar os dados”, diz um trecho do papelório aprovado por 5 votos a 4. “O suposto interesse de Palocci em ter desacreditado o depoimento do caseiro não basta para que ele seja responsabilizado, se não há provas concretas”, continuou o relator. Feito o esclarecimento, resolveu que o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, fora o responsável por tudo: “Ele estava autorizado a acessar os dados, mas não revelá-los a terceiros. Portanto, quanto a ele, há elementos para o recebimento da denúncia”.

“O Supremo não é sujeito à influencia política nem à opinião das ruas, a absolutamente nada, o compromisso dele é com a lei”, festejou o doutor Batochio ao fim do julgamento. “Palocci não tem mais nenhum processo criminal. Não existe nada na Justiça contra ele. Está zerado”. Estava: neste 25 de maio, o palavrório de Gilmar Mendes e Batochio foi implodido pela própria Caixa Econômica Federal. Condenada a pagar uma indenização de R$ 500 mil a Francenildo Costa, a direção da CEF informou, num recurso à Justiça, que foi o então ministro da Fazenda quem encomendou o crime.

Foi ele também, em parceria com o assessor de imprensa Marcelo Netto, quem repassou à revista Época informações que, além de obtidas criminosamente, eram falsas. A confissão dos cúmplices, escondida por cinco anos, confirma que o estuprador de sigilo mentiu o tempo todo. Como vem mentindo agora o traficante de influência, sempre confiante na esperteza do advogado. No resto do mundo, a história se repete como farsa. No Brasil, a impunidade permite que a farsa se repita como farsa.

Desta vez, Batochio terá mais trabalho para garantir o triunfo da injustiça. Em 2009, Palocci estava voltando ao coração do poder. Neste outono, leva pitos até do vice que não levanta a voz sequer em comício. O chefe da Casa Civil hoje é só o caseiro do Planalto. Nada a ver com Francenildo: Antonio Palocci é um caseiro que mente.

Fonte: Blog do Augusto Nunes

Sarney gosta tanto do alheio, especialmente público, que até a história ele seqüestra, depois recua Sarney 'devolve' impeachment de Collor à história

Sarney recua e mantém imagem de impeachment de Collor no Senado

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recuou nesta terça-feira (31) da decisão de excluir o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) do corredor "túnel do tempo" da Casa painéis com imagens que contam os principais fatos históricos da instituição. Sarney chegou a classificar ontem o impeachment de "acidente", mas recuou um dia depois diante da repercussão negativa da retirada.

"Acabo de determinar à sessão competente do Senado, sua administração, que faça constar na referida exposição o impeachment do presidente Collor, uma vez que nós não temos nada para esconder nesta Casa", disse o senador.

Em vídeo postado no blog do Senado, Sarney afirma que não era o curador da exposição de fotos que integram os painéis, por isso não foi sua a responsabilidade excluir o impeachment do local. A galeria, com 16 painéis, fica em um corredor entre os gabinetes dos senadores e o plenário. É um dos lugares mais visitados da Casa. O espaço passou por reforma, sem custos, segundo a Secretaria de Comunicação do Senado.

Em 2007, às vésperas da posse de Collor no Senado, a Casa já havia retirado as referências ao caso, mas recuou e algumas imagens acabaram inseridas no túnel do tempo. O painel que retrata a gestão Collor mostra, por exemplo, a aprovação de projetos como o tratamento gratuito de HIV e o "Estatuto das Micro e Pequenas Empresas".

Collor renunciou momentos antes do Senado decidir pelo impeachment, em 1992. Mesmo assim, os senadores aprovaram a perda do cargo. Em nota, a Secretaria de Comunicação do Senado disse que a ideia dos painéis era "a partir da Constituição de 1988 destacar os fatos marcantes da atividade legislativa", com "foco na produção legislativa do Congresso Nacional".

REAÇÃO

Líder estudantil e do movimento dos caras pintadas, o hoje senador Lindberg Farias (PT-RJ) rebateu as declarações de Sarney. O petista disse que o fato é uma "página da história que orgulha" os brasileiros. "É um erro tremendo. Não se apaga as páginas da história. É um erro do presidente Sarney, um grande equívoco", disse Lindberg.

Sarney classificou ontem o impeachment de "acidente" logo após a reinauguração da galeria de imagens do Senado, que conta a história da instituição desde o Império até os dias atuais - mas excluiu as fotos que faziam referencia à aprovação do processo de impeachment de Collor na Casa.

Lindberg saiu em defesa da importância histórica do impeachment para o fortalecimento da democracia no país. "Na história recente do país, o impeachment foi um dos maiores movimentos de mobilização social da nossa história, então, não é acidente. É uma página da historia que muito nos orgulha."

Sarney disse que o episódio talvez "seja apenas um acidente e não devia ter acontecido na história do Brasil". "Não é tão marcante como foram os fatos que aqui estão contados que construíram a história e não os que, de certo modo, não deviam ter acontecido', disse o presidente do Senado.

Procurado pela Folha, o ex-presidente Collor não quis comentar a polêmica sobre a retirada do painel. [o ‘impeachment’ do Collor pode não ter trazido resultados para o Brasil, mas com certeza o senador Lindberg se deu bem; de um medíocre presidente da UNE chegou ao Senado Federal e mesmo assim pelo partido errado.]

Fonte: Folha de São Paulo

Salário baixo, equipamento sucateado, ex-terroristas e ex-guerrilheiros no comando, fica difícil ter/manter vocação para ser militar

Desmotivando vocações militares

Eventualmente, recebemos indagações de “quando os militares vão agir” ou referências de “como era bom no tempo dos militares”.

Lamentamos. Gosto não se discute.
Os militares que conviveram com a quebra da lei e da ordem, antes da Contra - Revolução de 31 de março, e a subversão e o terrorismo deflagrados nos anos seguintes, torcem o nariz para a hipótese de qualquer retorno.

Se eles concluíram que a Nação não mereceu tanto desgaste, não sabemos. É provável.

A cruz decorrente daquela chama de idealismo, que deplorava um regime totalitário que batia à nossa porta, foi, e é pesada, até para o mais radical democrata nacionalista, militar ou não.

Contudo, hoje assomam na cabeça dos militares não somente as questões ideológicas, mas outras, triviais, visto que na trilha do Gramsci e pela manipulação da democracia, até os regimes mais totalitários travestidos e acobertados pelas distorções e facilidades inerentes à democracia, aboletaram – se no poder, mormente na America Latina.

Adentramos no “regime democrático”, foram - se os governos militares.

E lá se foram os generais presidentes, pobres como assumiram seus cargos, não deixaram como lembrança, um filho, um sobrinho, um parente sequer para encher o nosso saco no reino da politicagem. Eles, simplesmente, cumpriram a sua missão.

A verdade, é que nem nos governos militares foram os soldados beneficiados com opulentos salários e vistosas mordomias. Os gastos com os equipamentos, parcimoniosos, estavam sempre de olho na capacidade da Nação. Segundo o saudável princípio de que o Poder Militar deveria ser compatível com a estatura do País.

De lá pra cá, os militares, cegos, surdos e mudos continuaram a sua lida de sempre. Abnegação, dedicação e exemplo foram e continuam como as tônicas da formação militar. Disciplina e Hierarquia eis os pilares de uma Instituição Permanente e nacionalista. Mas o silêncio decorrente da férrea, mas não boçal disciplina, e da rígida hierarquia tem o seu pesado preço. Hoje, o revanchismo atemoriza os jovens que poderiam orientar - se para a carreira militar. Como vibrar ou motivar - se para o ingresso ou prosseguimento numa carreira estribada em obsoletos equipamentos, de silentes sacrifícios, sem horas extras, sem horários?

E o salário? Ah, o ridículo salário.
Na Academia Militar e noutras escolas, de todos os níveis, sem surpresa, jovens, ao invés da dedicação escolar básica para a sua formação militar, preparam – se para os concursos (civis). Mesmo os mais devotados à carreira, balançam entre viver na penúria, abraçados aos seus ideais ou gozar de um remunerado emprego, sem maiores responsabilidades, onde não lhes serão cobrados, o exemplo e a dedicação. É quase impossível, vestir uma farda e bradar, “seja tudo o que Deus quiser”.

Muitos questionam se a sociedade atual merece tanto desapego.

Os superiores podem pelo exemplo e pelo convencimento enrolar na bandeira aos seus subordinados com palavras prenhes de nacionalismo como o “sublime amor à pátria”. Contudo, primeiramente, seu auditório precisa escutar e, mesmo assim, não significa que se encantará com o discurso patriótico e, além disso, seus pupilos poderão fazer ouvidos de mercador e suas necessidades básicas falarão mais alto.

A degradação salarial é um bom caminho para o esvaziamento de uma brilhante profissão. Mas assim caminha o revanchismo.
Sucateando equipamentos e desprestigiando os recursos humanos.

Quando uma nação perde o seu poder militar, sua capacidade dissuasiva de, pelo menos, desencorajar pretensões, ela perde um de seus PODERES. Não há como barganhar, não há como inibir.

Diante das gritantes discrepâncias, no trato, no respeito e nos salários, a tentativa de esvaziamento da carreira militar “vai de vento em popa”.

Em todos os níveis hierárquicos, sem exceção, o padrão do militar e, por conseguinte da instituição, rolam ladeira abaixo e, sem que o desgoverno esboce o mínimo respeito, ele mergulha um dos pilares da Nação num poço de iniqüidade.

Por isso, quando indagam sobre o retorno, a resposta é uma só, “só se for para exigir mais respeito e salários adequados, itens primordiais para a valorização dos recursos humanos”. Quanto ao resto, é dar de ombros e dizer, “é lamentável, mas é disso que o povo gosta”; que se lambuze.

Por: Valmir Fonseca - General de Brigada Reformado, Presidente do Ternuma.

Policiais militares ocupam o Morro da Pedreira

Polícia Militar faz grande operação em Costa Barros para prender assassinos de PM

Policiais militares de oito batalhões realizam uma grande operação no Morro da Pedreira, em Costa Barros, na manhã desta terça-feira. Seis traficantes foram mortos durante confronto. Um deles seria o segurança do gerente do tráfico, identificado como Marrudo. Foram apreendidos três pistolas, um fuzil e grande quantidade de drogas.


Sete escolas, duas creches e um Espaço de Desenvolvimento Infantil que ficam na região estão fechados. Segundo o comandante do 2º Comando de Patrulhamento de Área (CPA), coronel Aristeu Leonardo, todo o complexo de favelas vai ficar ocupado por tempo indeterminado.


Essa área inclui as comunidades Pedreira, Lagartixa, Quitanda e Final Feliz. Policiais do Batalhão de Choque também fazem patrulhamento no entorno dessas comunidades. O objetivo da operação é encontrar bandidos que na noite desta segunda-feira assassinaram um policial do 19º BPM.


Polícia ocupa o Morro da Pedreira, em Costa Barros - Foto: Márcia Foletto - O Globo


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O soldado Marcos Vinícius Saldanha, de 30 anos, voltava para casa com outro policial lotado no mesmo batalhão quando a gasolina do veículo acabou. Ele foi a um posto de gasolina comprar mais combustível, quando bandidos viram que Saldanha estava armado e o levaram para dentro da comunidade. O soldado foi morto a tiros, e o corpo deixado dentro do Complexo da Pedreira.

O colega de Saldanha, que ficou dentro do carro, não foi visto pelos bandidos. O veículo ficou parado próximo ao Hospital Municipal Ronaldo Gazolla (HMRG), em Acari. Criminosos do Morro da Pedreira participaram de uma invasão que terminou com seis pessoas mortas, três feridas e cinco presas no último fim de semana . Junto com bandidos do Morro da Quitanda, eles invadiram a Favela Para-Pedro. O objetivo era obter o controle do tráfico de drogas na comunidade.

PT assumiu o GDF e traficantes dominam metade do Plano Piloto

Traficantes vendem crack em tendas na Asa Norte

A ousadia dos traficantes de drogas do Distrito Federal não tem limites. Em diversos pontos da Asa Norte, muitos deles passaram a montar barracas para vender crack e cocaína com mais conforto. A Polícia Militar está atenta ao mais novo tipo de comércio de entorpecentes num dos bairros nobres de Brasília, mas admite ser difícil combater essa modalidade de crime. Fingindo-se de moradores de rua, eles erguem o abrigo de madeira e lona, geralmente entre as 21h e às 22h de quinta-feira a domingo, e desmontam o acampamento antes do dia amanhecer.

Na SQN 110, a venda de substância ilícita mudou a rotina de moradores e comerciantes. Depois que uma tenda passou a ser instalada com frequência no gramado próximo ao Bloco I, o trânsito de pessoas diminuiu. Morador da região, Jorge (nome fictício), já presenciou uma mulher sendo assaltada às 6h quando passava em frente à barraca do tráfico. “Eles estavam desmontando (a barraca). A moça passou e eles levaram a bolsa dela. Não deu para ver direito, mas parece que carregam facas. O fato é que essa quadra ficou mais perigosa depois que esse pessoal começou a andar por aqui”, contou.


Central do Tráfico.

Não funciona na periferia de Brasília, funciona no centro comercial, hoteleiro e administrativo de Brasília. Entre a sede do governo federal e todos os ministérios e a sede do governo do Distrito Federal.


Ele revela que até carros luxuosos costumam parar próximo à tenda improvisada. Motoristas entregam o dinheiro, pegam a droga e partem. A operação dura poucos segundos. No total, quatro traficantes —sendo uma mulher— são os responsáveis por comandar a distribuição das pedras e do pó aos usuários. O ponto escolhido pelos criminosos é estratégico. Fica próximo a uma área cercada por blocos de concreto. No local deveria ser erguido um edifício, mas a obra nunca saiu do papel. Dentro do cercado, de acordo com moradores, são escondidos drogas, objetos roubados e até armas. “Eles jogam tudo aí dentro. Roubam um som de carro, deixam aí no meio do mato e voltam para buscar dois, três dias depois”, relatou um comerciante que preferiu não revelar a identidade.


Na hora em que o Correio percorria a quadra, a presença de agentes do Instituto de Criminalística (IC), órgão da Polícia Civil do DF, chamou a atenção. Os policiais periciavam o restaurante do empresário Gustavo Gonçalves de Oliveira. O estabelecimento, que fica na SQN 109 — em frente ao local onde é montada a barraca — foi arrombado na madrugada. Os ladrões levaram quase todo o estoque de bebidas importadas, carnes nobres e até chicletes e balinhas. O prejuízo estimado por Gustavo ultrapassa R$ 1,5 mil. Nem mesmo o sistema de segurança com câmeras e alarmes inibiu os bandidos.

Para Gustavo, os autores do furto a sua loja são os mesmos que passam as noites vendendo drogas na quadra. “Tem cliente que a gente precisa acompanhar até o carro, porque eles (os assaltantes) ficam disfarçados de flanelinhas e ameaçam quem não dá dinheiro. Tenho quase certeza que foi essa turma que entrou no meu restaurante", afirmou. Coincidência ou não, no momento em que os policiais estavam no restaurante, todos os vigias de carros desapareceram do estacionamento e só retornaram depois que os agentes foram embora.

Alta potência

O crack tem um grande poder de gerar dependência, pois a fumaça chega ao cérebro com velocidade e potência extremas, causando problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores no peito. Doenças psiquiátricas como psicoses, paranóia, alucinações e delírios também podem ocorrer.


Problema disseminado
Não são apenas os moradores da Asa Norte que perdem território para as drogas. Em Ceilândia Norte, usuários de crack chegaram, literalmente, ao fundo do poço. Em setembro do ano passado, o Correio mostrou, em uma série de reportagens, a rotina de dezenas de viciados que fumavam pedras de crack dentro de bueiros na QNN 13. Perto dali, a situação era igualmente desoladora. Numa obra inacabada apelidada de Castelo de Grayskull— uma referência ao desenho animado He-Man— o consumo de entorpecentes era constante. Depois das matérias veiculadas, a Administração Regional da cidade cercou a área e tapou os bueiros.

No Centro de Taguatinga, o problema se repete. Não é preciso ir muito longe para se deparar com traficantes e usuários perambulando pela Praça do Relógio e seus arredores. A PM tem intensificado o trabalho na região, mas admite dificuldade em coibir a presença deles. Na Asa Sul, não é diferente. Nas quadras 408, 206 e 110, entre outras, crianças, jovens, homens e mulheres não se intimidam com a presença de policiais. Eles são revistados e, mesmo sob forte efeito de drogas, são liberados,
pois a legislação brasileira não considera o usuário um criminoso.

Conflito entre as corporações

O comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar (Asa Norte), tenente-coronel Leonardo Santana Rodrigues, confirma que o tráfico de drogas em barracas não é uma peculiaridade da SQN 110. De acordo com o oficial, o fato de os moradores de rua traficarem entorpecentes dificulta o trabalho da polícia. “Hoje, lidar com o morador de rua é uma barreira quase intransponível. Não posso interferir no direito de ir e vir desse morador de rua, mas posso interferir no de permanecer. Quando fazemos operações conjuntas para retirar essas barracas, encontramos drogas, mas é difícil caracterizar como sendo um traficante”, explicou o comandante.

Um entrave para uma investigação mais rigorosa sobre os traficantes da região é o mal-estar que isso pode causar com os colegas da Polícia Civil, responsáveis legais pelo trabalho de apuração de crimes. “Para eu levar um cidadão com droga para a delegacia e dizer que ele é traficante, eu tenho que filmar fotografar e reunir provas de que ele não é um simples usuário. Se eu não fizer isso, posso ser acusado de abuso de autoridade. Porém, esse serviço pode ser interpretado como se eu estivesse entrando na seara dos colegas da Polícia Civil”, disse Santana, que afirma receber diariamente uma média de seis reclamações relacionadas a problemas com moradores de rua. [a norma é facilitar a vida do bandido.

[duas medidas simples resolveriam o problema:

- mudar a lei de forma a que qualquer quantidade de droga em poder de um individuo fosse considerada crime e já fundamentasse a prisão em flagrante do delinqüente e sua apresentação à Delegacia com jurisdição sobre a área para emissão do AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANDE, NOTA DE CULPA e o devido encaminhamento do individuo à prisão – prisões lotadas, significam menos bandidos nas ruas e a quem não quiser ir para a cadeia, basta não cometer crimes.

- simplificar o processo de indiciamento no crime de TRAFICO DE ENTORPECENTES, bastando para a caracterização do delito que o individuo portasse uma quantidade de substância entorpecente e reduzindo ao mínimo tal quantidade – assim o simples ato de ter aquela quantidade bastaria para a autuação em flagrante do criminoso, sendo dispensada filmagens, fotografias, etc.]

Policiamento ostensivo

Atualmente, a Asa Norte conta com efetivo de 90 policiais patrulhando as quadras durante o dia e 40 à noite. A barraca que vende drogas é apenas a ponta de um problema que parece sem fim. Balanço divulgado pela Secretaria de Segurança revelou que, em 2010, as apreensões de pedras de crack triplicaram em relação a 2009. A polícia retirou das ruas 35,6kg do entorpecente, contra 11,9kg recolhidos no ano anterior. Isso representa um aumento de 199,15%. Os números mostram ainda um crescimento de 29,25% nas apreensões de cocaína.


Fonte: CB

Casa Civil = CC = Covil de criminosos e não é aproveitando a coincidência das iniciais. E tudo começou no primeiro mandato do Lula, com o Zé Dirceu

[Ministério Público como fica sua autoridade e força moral??? determinou que familiares de Lula devolvessem os passaportes e a determinação foi simplesmente ignorada; sabe aqueles assuntos que não vale a pena nem perder tempo respondendo, foi isso o que os familiares do Lula fizeram com a exigência do MP.]
Todos nós somos alvos

Não é apenas o ex-presidente Lula da Silva (PT), o famoso Dom Luiz Inácio, o mais interessado em abafar o escândalo do ministro Palocci (Casa Civil). A presidente Dilma está atolada até o pescoço e sabe que se fizerem apuração a fundo, mesmo com a “oposição” de fancaria que aí se encontra (cercada de bandidos e salafrários do mesmo naipe petista), sua situação ficará muito mais do que desmoralizante.

Como se fosse preciso mais ainda para desmoralizar sua excelência. Como se não bastasse sua ligação com Erenice Guerra, ex-Casa Civil, a qual circula com desenvoltura pelos círculos palacianos e, de vez em quando, é cotada a voltar à primeira linha. Ora, antes mesmo de assumir a Casa Civil em abril de 2010, a então braço-direito de Dilma já se encontrava envolvida em
dois escândalos.

O primeiro deles dizia respeito ao “dossiê FHC”, nosso ex-presidente boca de tuba que fala 8.564 idiomas (ele redige ofícios em todos eles). O segundo se relacionava a benefício fiscal a ser concedido ao filho do ex-presidente José Sarney (1985-90), aquele retratado no livro de Palmério Dória sob o título de
“Honoráveis Bandidos”.

Não resta dúvida de que nossas elites estão conduzindo o país ao caos, ao descrédito total! Não se cumpre a lei e quem dispõe de recursos financeiros (a maior parte garfada dos cofres públicos), fica impune. Ninguém acredita em mais nada. Até Zé Genoíno, cujo irmão teve assessor carregando dólares na cueca, foi condecorado pelo ministro Nelson Jobim (Defesa). [o que indiscutivelmente pôs por terra qualquer valor que a comenda conspurcada simbolizava.]

O fato é que Dom Luiz Inácio está correndo da sala para a cozinha e se articulando com Zé Sarney (PMDB) para dar um basta nessa história de se convocar Palocci ou abrir CPI, ou fazer qualquer coisa que simule investigação. Embora a maioria dos arranjos tenha como objetivo apenas chantagear, aplicar golpe ou arrancar vantagem que seja do Tesouro.

As nossas “grandes lideranças” e “respeitáveis homens públicos” não fazem a menor ideia de como uma sociedade se desorganiza ou de como as instituições se desmoronam ficando fora de controle e ameaçando a organização social. Não sabem, pois a grande maioria acredita que os cofres públicos não têm fundo e que a paciência da população jamais se esgota.

O PT subiu ao poder e passou a agir da mesma maneira que os outros partidos que tanto denunciava e cujas falhas costumava apontar com rigor. Dom Luiz Inácio, no poder, foi farra sem fim do dinheiro público, com o enriquecimento de inúmeras figuras de sua proximidade. Sem contar o privilégio dos passaportes familiares e a derrama do dinheiro público em cartões corporativos criados na gestão FHC (1995-2003).

E a oposição? Que oposição? Aquela do ex-candidato à Presidência da República (por duas vezes), José Serra (PSDB), que se apressou a defender Palocci depois que a mídia apontou negociatas escusas que deságuam lá no Rodoanel? Ou a de Aécio Neves (PSDB), ex-governador de Minas Gerais e atual senador, que tratou de defender o ministro da Casa Civil com tanta ênfase que causa até ânsia de vômito?

A própria Caixa Econômica Federal anuncia agora que Palocci foi o responsável pela quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo, crime pelo qual o STF o absolveu. É preciso que se reabram as investigações e que se puna alguém nessa história. Não é admissível que as acusações se percam no vazio da impunidade eterna.

Governo e oposição, o país precisa mudar e os que trabalham e cumprem seus deveres (pagando impostos extorsivos), precisam de referência, de exemplo a seguir, de corpo social baseado na moralidade. A não ser que se deseje o povo nas ruas, fazendo Justiça com as próprias mãos, num país de bárbaros guiado por assassinos e ladrões.

Por: Márcio Accioly, Jornalista Fonte: Blog Alerta Total

Servidores do Judiciário permanecem firmes na luta pelo reajuste

Sindjus faz protesto com bloco carnavalesco para pedir reajuste salarial
Servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União (MPU) se reuniram em um ato de protesto no fim da tarde desta terça-feira (31/5), em frente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles reivindicam o cumprimento de um acordo firmado em 2009 pelo então presidente Luís Inácio Lula da Silva, que previa um reajuste salarial de 56%. A manifestação reuniu cerca de 200 funcionários, e foi embalada pela bateria do bloco carnavalesco Barakessã. Nesta terça (31), a categoria completou 13 dias de paralisação.

Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus), Berilo Leão, o objetivo da vigília era sensibilizar o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, presentes no prédio do tribunal. Para que o texto do acordo volte à pauta de votação do governo, seria necessária uma intervenção do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Antonio Cezar Peluzo.



Um novo protesto está marcado para as 15h desta quarta-feira (1/6) em frente ao prédio do STF, na Praça dos Três Poderes. O ministro Lewandowski tem reunião marcada com representantes do Sindjus às 16h do mesmo dia, mas o coordenador do sindicato diz esperar um diálogo direto com o próprio ministro Peluzo. "Ele assinou o acordo que previa o reajuste e a equiparação [com o salário de carreiras semelhantes], agora precisa honrar o compromisso", pontua. [todos os brasileiros estão obrigados a honrarem compromissos assumidos e quando o DEVEDOR DO COMPROMISSO é ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal esta obrigação se torna maior e tem que ser honrada - ministro Peluzo o senhor honrar o compromisso que assumiu é questão de honra.]

Crimes no Campo. PARÁ: estado que mantém o maior índice de invasão de terras e de desrespeito à propriedade privada

Desde 1996, 212 assassinatos em conflitos por terras no Pará

Palco do assassinato de 19 sem-terra em 1996, no episódio que ficou conhecido como o massacre de Eldorado dos Carajás, o Pará continuou escrevendo páginas horrendas de violência no campo. De lá para cá, nada menos que 212 pessoas foram assassinadas em conflitos agrários, a exemplo de José Cláudio e Maria do Espírito Santo. Na média, desde 1996, foram 14 execuções por ano. Outras 809 sofreram ameaças de morte. Os dados constam de levantamentos da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que avalia a situação na região de Marabá, onde o casal de ambientalistas foi morto, como a pior do estado. [erroneamente párte da imprensa chama de 'massacre de Eldorado dos Carajás' uma ação enérgica da PM-PARÁ e que buscava, no estrito cumprimento do DEVER LEGAL, desobstruit uma rodovia ocupada ilegalmente pr uma quadrilha de 'sem terra'.
Os ocupantes reagiram e a PM teve que usar a força necessária para conter a reação e alguns dos facínoras foram abatidos. Desde então, nunca mais ocorreram bloqueios por 'sem terra' em rodovias do Pará.
O exemplo das autoridades policiais daquele Estado precisa ser seguido pelas autoridades dos demais estados para coibir invasão de prédios públicos e propriedade privadas.]

- As pessoas têm a impressão de que, depois de Carajás, a situação melhorou. Não é verdade. Pecuaristas, madeireiros, monocultores exercem uma pressão violenta. A consequência tem sido os mortos - avalia o advogado da CPT, José Batista.

Conforme os relatórios da Pastoral da Terra, 463 fazendas foram ocupadas no estado desde 1996. Nessas áreas, 75,8 mil famílias se instalaram, e 31,5 mil já foram despejadas. Um permanente caldeirão de embates que já resultaram em 799 prisões. Segundo Batista, em cada dez mortos em conflitos no estado, sete são na região de Marabá. Um dos motivos é a avançada devastação na área. Restam muito poucas áreas de florestas, o que aumenta a cobiça pela madeira remanescente.

Além disso, afirma o advogado, a perspectiva de mudanças no Código Florestal favoreceu as derrubadas. O assentamento Praialta-Piranheiras é uma das poucas áreas preservadas na região. José Cláudio e Maria, assim como outros assentados, trabalhavam na produção de açaí, castanha-do-pará, cupuaçu e andiroba, além de plantar e pescar. Rondando áreas cada vez mais devastadas de floresta, a atividade madeireira rende lucros vultosos, apesar dos riscos. Uma castanheira negociada no mercado internacional pode render R$ 22 mil de lucro. Os galhos finos são transformados em carvão e vendidos à indústria do ferro-gusa.

Fonte: Fabio Fabrini - O Globo

Não sabia que tinha ALA GAY no PT e sabia que o Lula logo iria dar um jeito de queimar o filme da Dilma

[É mais fácil o governo da Dilma acabar de acabar do que começar de novo. Afinal a maior parte dos votos dela foram dos teleguiados por Lula e este passou um atestado que Dilma não tem experiencia política.]

Êpa! Não está dando liga

Combina com a personalidade de Dilma pedir a Lula que desembarque em Brasília para ajudá-la a salvar Antonio Palocci, chefe da Casa Civil, suspeito de tráfico de influência, e acalmar o PT e os demais partidos aliados insatisfeitos com o seu governo?

Não combina. Seria admitir que não tem competência para enfrentar crises políticas. Que não estava preparada para ocupar o cargo.

Combina com Lula, que monitora todos os passos do governo, chamar a atenção de Dilma para as dificuldades políticas que ela atravessa e se oferecer para ajudá-la voando até Brasília?

Aí combina, sim. E diante do oferecimento, Dilma não tinha como dizer não.

O que ela talvez jamais imaginasse é que Lula acabaria sendo tão indiscreto como foi, a ponto de ter comentado com senadores do PT que Dilma não tem experiência política, e que ele a aconselharia a se comportar melhor.

Combina com a personalidade amena de Palocci, ainda mais de um Palloci enfraquecido, telefonar para o vice-presidente Michel Temer e ameaçar demitir os ministros do PMDB caso o partido não votasse o novo Código Florestal de acordo com a orientação do governo?

Palocci tem experiência de sobra para saber que a ameaça não funcionaria.

De resto, dependendo do PMDB, como depende, para não ter que ir ao Congresso explicar seu súbito enriquecimento, o que menos lhe interessava era trombar com o presidente licenciado do partido.

Trombou porque fez o que Dilma mandou. E ouviu de Temer o que não esperava ouvir.

A Dilma mais próxima da verdadeira Dilma é a que pensou em dobrar o PMDB via Palocci. Não é a Dilma que abandonou o proscênio para que Lula ali pontificasse alegre como um pinto no lixo

Há governos que começam antes da data marcada no calendário. Foi o caso, por exemplo, do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso. Começou quando ele ainda era ministro da Fazenda e lançou o Plano Real.

Há governos que acabam antes da data marcada. Foi o caso do segundo governo de Fernando Henrique. Acabou quando ele desvalorizou o real tão logo foi reeleito.

O governo Dilma precisa começar de novo. Só depende dela.

Sobre a ALA GAY do PT: Com a decisão da Dilma, a única acertada até hoje e mesmo assim só tomou tal decisão sob pressão, de recolher o KIT-GAY surgiu em Brasília uma carta aberta, devidamente assinada, na qual seus membros se identificam como integrantes da ALA GAY do PT e cobram da Dilma que cupra o Estatuto do PM, que defende o homosseuxalismo.

Fonte: Blog do Noblat e CB

É essencial que a polícia aja com energia para capturar - vivo ou morto - qualquer bandido que assassine um policial

Polícia Militar faz grande operação em Costa Barros para prender assassinos de PM

Policiais militares de oito batalhões realizam uma grande operação no Morro da Pedreira, em Costa Barros, na manhã desta terça-feira. Até agora, quatro traficantes foram mortos durante confronto. Um deles seria o segurança do gerente do tráfico, identificado como Marrudo. Já foram apreendidos quatro pistolas, um fuzil e grande quantidade de drogas. Segundo o comandate do 41º BPM (Irájá), tenente-coronel Alexandre Fontenelle, a polícia está fazendo um grande cerco na região. Quatorze pontos das favelas da Pedreira, Lagartixa e Quitanda estão cercados. Policiais do Batalhão de Choque também fazem patrulhamento no entorno dessas comunidades. O objetivo da operação é encontrar bandidos que na noite desta segunda-feira assassinaram um policial do 19º BPM (Copacabana).

O soldado Marcos Vinícius Saldanha, de 30 anos, voltava para casa com outro policial lotado no mesmo batalhão quando a gasolina do veículo acabou. Ele foi a um posto de gasolina comprar mais combustível, quando bandidos viram que Saldanha estava armado e o levaram para dentro da comunidade. O soldado foi morto a tiros, e o corpo deixado dentro do Complexo da Pedreira.

O colega de Saldanha, que ficou dentro do carro, não foi visto pelos bandidos. O veículo ficou parado próximo ao Hospital Municipal Ronaldo Gazolla (HMRG), em Acari.

Criminosos do Morro da Pedreira participaram de uma invasão que terminou com seis pessoas mortas, três feridas e cinco presas no último fim de semana . Junto com bandidos do Morro da Quitanda, eles invadiram a Favela Para-Pedro. O objetivo era obter o controle do tráfico de drogas na comunidade.

Policial do batalhão de Copacabana é morto no Morro da Pedreira

Um policial militar do serviço reservado do 19º BPM (Copacabana) foi morto, no início da noite desta segunda-feira, por bandidos do Complexo da Pedreira, em Costa Barros, Zona Norte do Rio. Segundo a polícia, ele foi executado por bandidos depois que acabou a gasolina de seu carro próximo ao local.

O soldado Marcos Vinícius Saldanha voltava para casa com outro policial lotado no mesmo batalhão quando a gasolina do veículo acabou. Ele foi a um posto de gasolina comprar mais combustível, quando bandidos viram que Saldanha estava armado e o levaram para dentro da comunidade. O soldado foi morto a tiros, e o corpo deixado dentro do complexo.

O colega de Saldanha, que ficou dentro do carro, não foi visto pelos bandidos. O veículo ficou parado próximo ao Hospital Municipal Ronaldo Gazolla (HMRG), em Acari. O corpo do PM já foi retirado do local.

Segundo a comandante do 19º BPM (Copacabana), tenente-coronel Cláudia Lovain, agentes do Bope, do 9º BPM (Rocha Miranda) e do 41º BPM (Irajá) realizam uma operação na favela com blindados.

Fonte: Extra

FHC sempre teve uma simpatia pela maconha. Até mesmo quando sentou na cadeira do Jânio e perdeu a eleição. Está mais do que na hora dele se aposentar

Governo opta pelo silêncio sobre a descriminalização de entorpecentes
Enquanto líder do PT e ex-integrante da equipe de Dilma apoiam declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre entorpecentes, responsáveis por programas federais evitam o assunto

[Parece incrível. Se o Lula para se manter na mídia ficasse defendendo certas práticas criminosas até que seria aceitável. Mas o FHC querer encerrar sua carreira defendendo maconheiro. Isso é uma vergonha.
Temos é que pressionar o governo para acabar de vez com esse negócio de termos que tolerar os gays - desde que eles fiquem bem na deles;
quanto a discriminalização de entorpecentes é realmente um absurdo sequer cogitar disso.
O que tem que ser feito é endurecer a legislação, especialmente punindo com maior rigor os viciados, os noiados e com isso causar a queda da demanda e, em consequencia, a lucratividade para o traficante. ]

A discussão da política sobre drogas no Brasil ganha força novamente com o lançamento do documentário Quebrando o tabu, que entra em cartaz nesta sexta-feira, em Brasília. No filme, Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), que comandou o Palácio do Planalto entre 1995 e 2002, conta por que agora, diferentemente da época em que era presidente, é a favor da descriminalização de todos os entorpecentes. A produção traz ainda depoimentos de formadores de opinião de vários lugares do mundo concordando com a posição do tucano. Sobre isso, o Ministério da Justiça opta pelo silêncio.

A titular da Secretaria Nacional de Política Sobre Drogas (Senad), Paulina do Carmo Arruda Vieira Duarte, foi procurada pelo Correio para comentar a posição oficial do governo sobre o assunto, mas não retornou. O Ministério da Justiça avisou que não se pronunciaria sobre o assunto. O único integrante da equipe de Dilma Rousseff a falar sobre a questão foi o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Em entrevista ao Fantástico exibida ontem, ele afirmou que a rede de atendimento para dependentes químicos ideal teria de contar com 3,5 mil leitos hospitalares, 900 casas de acolhimento e 150 consultórios de rua. Essa estrutura só deve ser concluída, porém, em 2014. “Nós, do Sistema Único de Saúde (SUS), precisamos reorganizar essa rede e ampliá-la para acolher usuários de drogas, sejam lícitas ou ilícitas”, disse.

O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), defende a regulação restrita da produção de drogas. Para ele, o caminho não seria a legalização, mas a criação de uma estratégia para esvaziar o poder econômico do mercado de drogas. “Basicamente, eu defendo que se transfira a questão das drogas da esfera criminal para a área da Saúde. Falo de regulação da produção e de atendimento ao usuário. Não de legalização. É preciso mudar, ainda que haja a necessidade de passos lentos e cuidadosos”, ressalta.

Indicado para assumir a Senad em janeiro deste ano, Pedro Abramovay, ex-secretário nacional de Justiça, deixou o Ministério da Justiça antes mesmo de ser nomeado. A saída dele teria sido motivada por uma declaração na qual defendia penas alternativas para pequenos traficantes. Até hoje, Abramovay prefere não falar sobre o caso porque, segundo o próprio, desvia as atenções de um assunto maior e mais importante, que é a política sobre drogas. Ele continua discordando da posição do governo.

“A questão da descriminalização não passa somente pela vontade de um país. Não dá para ser um movimento solitário e não se pode tratar todas as drogas da mesma maneira. Acho saudável que essa discussão esteja acontecendo. Do jeito que a legislação é atualmente, há mais danos que benefícios. No Brasil, prendem-se muitas pessoas que estão mais próximas de serem usuárias que traficantes, e a lei de 2006 criou uma ilusão de país liberal, o que não existe”, comenta. “O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no fim do ano passado, que é possível conceder penas alternativas. Jogar qualquer um envolvido com drogas na prisão é suicídio”, completa.

A legislação brasileira proíbe o consumo e a comercialização das drogas. Apesar da Lei nº 11.343 de 2006 determinar penas mais brandas para usuários do que para traficantes, o número de presos envolvidos com entorpecentes continua aumentando. Esse é apenas um dos argumentos usados pelo ex-presidente, por ex-integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e por parlamentares da base aliada de Dilma Rousseff.

Consciência
“Só quem é burro não muda de opinião diante de fatos novos. Eu não tinha consciência da gravidade e do que significava essa questão naquela época como tenho hoje”, diz FHC, no documentário. Ele explica também que a pressão norte-americana influenciava diretamente as medidas tomadas. De acordo com ele, a guerra contra as drogas nos moldes que tem sido feita até hoje fracassou. [FHC, acho que os oitenta anos estão lhe pesando.]

Para ilustrar exemplos bem-sucedidos, Fernando Henrique viaja por países que adotam posturas diferentes das brasileiras em relação ao problema. Em Portugal, por exemplo, todas as drogas foram descriminalizadas e o acesso ao tratamento dos dependentes foi expandido. Com o tempo, o aumento do consumo tornou-se o menor da Europa.

Na quinta-feira, FHC participa de uma conferência da Comissão Global e Política Sobre Drogas, nos EUA, para defender alterações na política mundial. O grupo é formado por nomes expressivos, como Kofi Annan, ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas; Mario Vargas Llosa, escritor peruano e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura; e Paul Volcker, ex-presidente do Banco Central norte-americano.

Fonte: CB

Gays entendam que vocês perderam. Não precisou nem do Bolsonaro. Bastou o Garotinho. Qualquer coisa convocamos o Palocci

Ala do PT pressiona Dilma por liberação de material contra a homofobia
A Setorial Nacional LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) do PT reagiu à suspensão da distribuição do kit contra a homofobia preparado pelo Ministério da Educação, que seria distribuído em escolas brasileiras. A distribuição do material foi interrompida por ordem de Dilma Rousseff, na última quarta-feira. Em carta aberta à presidente, o o grupo pede que ela reconsidere sua decisão e dê continuidade à distribuição do material. '' Não concordamos, em nenhuma hipótese, com a possibilidade dos materiais elaborados pelo projeto Escola sem Homofobia não chegarem a seus destinatários'', diz a carta. O grupo lembra que a maioria da comunidade LGBT trabalhou ''dia e noite'' pela eleição da petista, em 2010. [os que não concordam que sentem em cima... vcs sabem do que e com certeza gostam.]

No documento, o grupo argumenta que o estado brasileiro é laico e que a Constituição combate toda forma de discriminação. Além disso, a carta evoca a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu o reconhecimento de uniões estáveis entre homossexuais.

Para a Setorial, o chamado ''kit anti homofobia'' é um material didático que tem como único objetivo combater o bullying nas escolas, mas foi objeto de uma ''sórdida campanha'' de ''mentiras e distorções'' de pessoas que não conhecem o conteúdo preparado pelo MEC. A carta lembra ainda que o material foi aprovado por entidades como a UNESCO, o Conselho Federal de Psicologia e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. ''O Brasil não cederá à chantagem de religiosos homofóbicos, que confundem templo com parlamento, que ignoram a laicidade, o pluralismo e a dignidade humana''.

A Setorial relembra que o PT foi pioneiro em ações de combate à discriminação contra os homossexuais e que desde 1992 a legenda possui um núcleo que discute políticas voltadas para a comunidade LGBT. ''A maioria das leis e projetos de leis garantindo direitos à população LGBT, em todo o Brasil, são de iniciativa de parlamentares petistas. Marta Suplicy, já em 1995, propôs projeto de lei que estabelecia a união civil homossexual. Várias resoluções de Encontros Nacionais e Congressos do PT - e também nosso estatuto - ratificam esse compromisso com de combate ao preconceito e a discriminação em geral, e à homofobia em particular'', afirma a carta.

Fonte: Luisa Brasil - CB

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A presidente argentina ainda não confirmou se concorrerá à reeleição, e tem tantos motivos para buscar um novo mandato quanto para desistir dele

Cristina Kirchner vai ou não vai?

Por meses, a maioria dos argentinos presumiu que Cristina Fernández de Kirchner será reeleita à presidência nas eleições de outubro. Graças a uma forte economia, uma oposição sem atrativos e uma onda de simpatia após a morte súbita de seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, sua candidatura parece imbatível. O único motivo para dúvidas é que Kirchner ainda não confirmou sua participação na disputa. Faltando apenas um mês para o anúncio dos candidatos, ela mantém o país em dúvida. “Não tenho tanto interesse em ser presidente novamente”, disse ela no dia 12 de maio. “Dei de mim tudo o que havia para dar”.

Os comentaristas em Buenos Aires não deram bola para a indecisão da presidente, tratando-a como uma esperta tática política – assim como em 2007, quando ela e Néstor Kirchner esperaram até o último momento possível para revelar qual dos dois seria o candidato. Quanto mais tempo ela espera, diz Sergio Berensztein da Universidade Torcuato Di Tella, mais tempo ela se mantém distante da disputa eleitoral, em seu popular papel de presidente e viúva. Luis Tonelli, um colunista da revista Debate, chama essa manobra de “operação clamor”, destinada a fomentar uma grande demanda pública por sua candidatura. E Manuel Mora Y Araujo, da Ipsos, uma empresa de pesquisas, enxerga no comportamento da presidente, um alerta para Hugo Moyano, chefe da central sindical argentina: se ele não reduzir suas exigência de influência política, Kirchner poderia desistir, deixando um sucessor bem menos amigável às questões trabalhistas.

A presidente tem todos os motivos para querer outro mandato. A economia emergente, estimulada por preços altos para a bem sucedida colheita de grãos de soja e o rápido crescimento do vizinho Brasil. De acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, o PIB argentino teve uma expansão de 8,4% no ano passado, e há previsões de um crescimento entre 5 e 6% em 2011. A morte de Néstor Kirchner elevou os índices de aprovação de sua esposa em 25%. E enquanto ela mantém seu luto — ela substituiu suas roupas glamorosas de grife por conjuntos negros mais simples, e frequentemente chora em eventos públicos – qualquer crítica a ela soa como uma maldade.

Atirando para todos os lados

Cristina também mostrou agilidade política. Em março e abril, ela se virou para a esquerda, criticando o bombardeio da Líbia pela Otan, e usando as ações do Estado por meio do sistema de previdência nacional para tentar colocar mais diretores do governo nos conselhos administrativos de grandes companhias privadas. Essas manobras dissuadiram Fernando Solanas, um cineasta esquerdista que concorreu à presidência em 2007, de se candidatar novamente. Em seguida, ela retornou ao centro, começando uma disputa com o pouco popular Moyano, a quem acusou de extorsão após uma série de greves.

Vários outros oponentes também abandonaram a corrida. Julio Cobos, o vice-presidente que se voltou contra ela durante uma disputa fiscal com os fazendeiros em 2008, declarou que não concorrerá. E Francisco de Narvaéz, um empresário que derrotou Kirchner em uma eleição no Congresso em 2009, não pode concorrer por ter nascido fora da Argentina. Isso deixa apenas Ricardo Alfonsín, filhou do ex-presidente Raúl Alfonsín; Elisa Carrió, uma eterna candidata pouco tradicional; e possivelmente Eduardo Duhalde, antecessor de Néstor Kirchner na presidência. Nas pesquisas, Alfonsín tem menos de 20% das intenções de voto, e os outros dois tem menos de 10%.

Poderia ser o caso da ambivalência de Cristina Kirchner ser genuína? Muitas das decisões difíceis que ela adiou terão que ser tomadas em breve. O governo controlou o índice de inflação desde 2007, mantendo a taxa oficial na casa dos 10%, enquanto os preços tiveram um aumento três vezes mais rápido. Limpar esses números a forçaria a esfriar a economia para reduzir a inflação. O superávit orçamentário da Argentina se foi, e seu superávit comercial foi artificialmente estimulado por restrições nas importações de remédios, comida processada e automóveis. A taxa de investimentos permanece abaixo dos números registrados em 2007.

Ela também tem motivos pessoais para não concorrer: ela desenvolveu um problema de pressão alta, e sua filha tem insistido para que ela desista. Mas a presidente foi um animal político por toda sua vida. E ela, sem sombra de dúvida, gostaria de ver a continuação das políticas populistas e esquerdistas que implementou juntamente com seu marido. Como declarou em dezembro a Olga Wornat, sua biógrafa e amiga de longa data, “Isso é o que Néstor gostaria que eu fizesse”.

Fonte: Opinião & Notícia

Carvalho ou está falando bobagem ou o golpe está em andamento

Executivo 'não depende' do Congresso, diz Carvalho

[esse tal de Carvalho está falando bobagem demais e sempre provocando; primeiro, quando surgiu a crise do Palocci ele decretou que o assunto estava encerrado;
agora simplesmente afronta o Congresso Nacional e a única resposta digna que o Poder Legislativo pode dar ao Carvalho e aos que o teleguiam é de agora em diante rejeitar todos os projetos do governo, incluindo as MP.]

Em declaração que aumentou o desgaste do Planalto com o Congresso, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse hoje, em entrevista à Rádio Estadão/ESPN, que o Executivo "não depende" do Congresso para trabalhar. A afirmação provocou críticas da oposição, que viu na declaração uma tentativa de menosprezar o papel do Legislativo.

A declaração de Carvalho foi uma resposta a um questionamento sobre se a crise envolvendo a evolução patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, teria contaminado o ambiente no Congresso e paralisado o governo. O ministro reconheceu que há problemas nas relações políticas com partidos da base, tratou a crise com o PMDB como "um casamento" e afirmou que essas questões não influenciam as ações do governo.

"Evidente que nas relações políticas há um problema. Isso é inegável, não vamos fechar os olhos a isso. Mas quero dizer que uma coisa são essas relações, outra coisa são as ações do governo. Nós não dependemos do Congresso para seguir trabalhando", disse Carvalho.

O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), viu "autoritarismo" na frase do ministro Gilberto Carvalho. Para ele, há intenção em tratar o Legislativo como um poder inferior. "Essa manifestação dele (Carvalho) traz um viés autoritário que identificamos no governo nesses últimos anos, tenta-se submeter o Legislativo a uma condição de inferioridade".

O tucano ironizou Carvalho, afirmando que o Executivo está paralisado. "Ele pode até ter razão, porque para essa paralisia do governo não há necessidade do Congresso mesmo. O governo não depende do Congresso para continuar a não fazer nada". Dias disse ainda que o tratamento dispensado ao Legislativo pode levar parlamentares da base aliada a se rebelar contra o Palácio do Planalto.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), evitou criar polêmica sobre o assunto. Ele afirmou que a relação entre os poderes é de complementação e não de dependência.

Fonte: O Estado de São Paulo

Obama reprova o Brasil

Nota Vermelha

A melhor declaração da semana passada foi a do presidente americano, Barack Obama, para quem a China, a Índia e o Brasil são emergentes até bem bacanas, mas estão muito longe de fazer frente à hegemonia dos Estados Unidos e do Reino Unido. Alguém há de questionar?

Os BRICs (excluídas a Rússia, que não se vê como "emergente", e a África do Sul, que acaba de chegar) de fato vêm fazendo bonito na economia, e as projeções indicam que o furacão China deve ultrapassar os EUA até 2020. Mas hegemonias não se fazem apenas com PIB.

O que a China tem na economia não tem na política e está muito longe de ser uma democracia. Já a Índia é craque em tecnologia, especialmente em informática, mas abriga milhões de miseráveis famintos. E o Brasil caminha com a rapidez de uma lebre para ser a quarta maior economia do mundo e com a morosidade de um cágado para se tornar um país moderno.

Nada poderia ilustrar melhor o estágio brasileiro do que a própria semana em que Obama fez a comparação dos BRICs com os EUA: o principal ministro atolado em mais um escândalo; os órgãos do governo se esquivando de apurar; a presidente da República tutelada pelo antecessor; o vice-presidente aos gritos com o chefe da Casa Civil; o Código Florestal em chamas; as idas e vindas do kit anti-homofobia para as escolas.

Na área urbana, um assassino confesso, mas poderoso, foi preso depois de 11 anos de recursos e só deve ficar dois na cadeia. No campo, o assassinato de três líderes rurais: José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher, Maria do Espírito Santo da Silva, no Pará, e Adelino Ramos, em Rondônia.

Ou seja: há crises e falhas graves no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Não é assim que o Brasil vai conseguir um lugar ao sol e um assento no Conselho Permanente da ONU para ensinar ao mundo o que é paz, justiça e dignidade. Primeiro, precisa fazer a lição de casa.

Fonte: Eliane Catanhêde – Folha de São Paulo

É necessário que a imprensa continue pressinando o Palocci para ele escolher: mostrar a lista ou pedir pra sair

A lista de Palocci

Vamos falar francamente: nos meios econômicos e empresariais, o pessoal gosta muito do ministro Antonio Palocci. Entre economistas, consultores e executivos, especialmente do setor financeiro, Palocci é considerado o mentor e fiador da "racionalidade econômica" do primeiro mandato do governo Lula, que tirou o Brasil de uma crise de confiança e garantiu a continuidade da estabilidade macroeconômica.

Quando ele apareceu como "primeiro-ministro" da presidente Dilma Rousseff, esse pessoal respirou aliviado. Palocci seria a garantia contra uma guinada da política econômica na direção do que se chamaria de "desenvolvimentismo nacionalista" - categoria na qual se incluem, por exemplo, Guido Mantega (ministro da Fazenda), Fernando Pimentel (do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e, curiosamente, a economista de formação Dilma Rousseff, sempre alinhada com essa turma ao longo de sua carreira.

Aliás, Palocci, colocado ali no coração do poder, seria um sinal de que Dilma já pensa diferente, ou por convicção intelectual ou por necessidade. Não importa. O ministro da Casa Civil, informalmente anistiado ou perdoado de estripulias pessoais anteriores, aparecia de novo como inspirador da racionalidade (metas de inflação, responsabilidade nas contas públicas, câmbio flutuante e algumas privatizações) e fiador nos meios econômicos e empresariais.

Tudo isso considerado, esse pessoal acha normal que Palocci tenha ficado rico em tão pouco tempo. Como me dizia um consultor muito respeitado: "Se uma grande empresa paga R$ 40 mil para uma palestra de um Zico ou um Bernardinho, por que não pagaria, digamos, R$ 80 mil para ter Palocci conversando com seus executivos?". Que ele fizesse três consultorias dessas por mês, mais umas palestrinhas, já dava para faturar algo como R$ 3,5 milhões ao ano. Vezes quatro anos são R$ 14 milhões, menos uns 25% de impostos e custos restam R$ 10 milhões de receita acumulada. Tudo isso?

É. O ministro é médico de formação e político profissional, mas mesmo os melhores economistas se impressionaram com a experiência, o conhecimento técnico e a capacidade de gestão de política econômica adquiridos por ele. Considerando que, eleito deputado, Palocci continuava mantendo laços estreitos com o governo Lula, seu valor no mercado de palestras e consultoria certamente era bem elevado. Considerem, ainda, que esse é um mercado inteiramente livre, não tem nada tabelado nem regulamentado, vai na oferta e demanda, ou seja, o consultor cobra o que quer e a empresa contratante paga o que acha que vale.

Ou seja, estão aí definidas todas as condições para um enriquecimento legal de Palocci - quer dizer, com palestras e consultorias, sem lobbies ou, pior, tráfico de influência.

Tudo bem?

Nem tanto. Há dois problemas: primeiro, parece que há ganhos bem superiores àqueles R$ 14 milhões em quatro anos, que a nossa hipótese sugere. Segundo, ganhos tão elevados levantam a suspeita de que Palocci possa ter ido além das palestras e consultorias, caindo no pantanoso terreno de uma certa "advocacia empresarial" especializada em, digamos, quebrar galhos com o governo.

Difícil provar uma coisa e outra. Normalmente, empresas e consultores/palestrantes assinam contratos formais. No caso de palestras, é fácil comprovar: elas se realizam em dia e local certos, com público e, geralmente, com publicidade. Ou seja, há documentos e testemunhas. No caso de consultoria é mais complicado.

Pode ser, por exemplo, uma coisa bem formal - um documento escrito, contendo a análise de uma empresa, um setor, um mercado. Mas pode ser também na base da conversa. O consultor vai lá almoçar com a diretoria e submeter-se a uma saraivada de perguntas.

Aqui nascem as suspeitas. A reunião com a diretoria pode ser documentada, mas não o teor da conversa, muitas vezes sigilosa. E a pergunta ao consultor pode ser técnica - o senhor acha que a inflação vai sair de controle? - ou de negócios - como uma empreiteira como a nossa pode entrar nessa obra?

E assim caímos no terreno da credibilidade, da confiança, mas também do bom senso e do razoável. Contratante e contratado podem dizer: conversamos algumas horas sobre política econômica, conforme atas de diretoria, e o preço foi de R$ 80 mil, conforme contrato. Está caro, mas enfim...

E se aparece uma nota fiscal de R$ 2 milhões por "serviços prestados de consultoria" e nada mais?

Claro que toda a desconfiança poderia ser superada se Palocci apresentasse a lista de clientes e respectivos pagamentos. Mas, se a lista mostrasse grandes companhias nacionais e internacionais, todas com interesses diretos ou indiretos em relação ao governo, e valores de consultoria mais elevados do que o mercado conhece, então a publicidade provocaria o resultado oposto: mais suspeita.

Eis, portanto, a variável-chave para o desenrolar dessa história: a lista de clientes e preços de Palocci. Pode ser uma resposta ou a pá de cal. Certo, de qualquer modo, é que a batalha em torno da lista será fonte duradoura de desgaste.

O governo pode até conseguir barrá-la nos órgãos oficiais. Mas sempre pode vazar alguma coisa, não é mesmo?

E se Palocci cair, muda a política econômica? Em qual direção? Eis o debate que já está por aí. Tema próximo.

Por: Carlos Alberto Sardenberg - JORNALISTA

A volta do Zé da Laia também traz de volta a vergonha que o Lula nos fez passar e o circo que ele montou no dia que acordou invocado

A volta de Zelaya evoca a delirante manhã em que Lula acordou invocado

A volta a Honduras do ex-presidente Manuel Zelaya exige a reprise do post com o título “A manhã de janeiro em que Lula acordou invocado”, publicado em 12 de dezembro de 2009. O texto, que provocou mais uma intensa mobilização do timaço de comentaristas, descreve mediunicamente o que Lula faria em 28 de janeiro de 2010, depois de confrontado com o noticiário sobre a posse do presidente Porfírio Lobo.

Os eventos aqui relatados só não se consumaram porque Lula soube na tarde de 27 de janeiro que Zelaya deixara a embaixada pela manhã. Mas foi cumprida a profecia resumida na última frase. Marco Aurélio TOP TOP Garcia, claro, representou o governo Dilma Rousseff no comitê de recepção ao golpista trapalhão que durante cinco meses dirigiu a Pensão do Lula, instalada na embaixada em Tegucigalpa. TOP TOP TOP merecia ser proibido de voltar ao país até resolver a pendência. Milhões de brasileiros rezariam para que não conseguisse.

Na manhã de 28 de janeiro de 2010, o presidente Lula acordou invocado, saiu da cama sem falar com Marisa Letícia, vestiu o mesmo terno da véspera e foi para o Planalto sem fazer a barba. Entrou no gabinete em silêncio, chamou aos berros o secretário Gilberto Carvalho, ordenou-lhe que lesse em voz alta o noticiário sobre a posse festiva do presidente Porfírio Lobo, ocorrida na manhã anterior, e perdeu a paciência com Honduras.

Mais invocado que nunca, ligou para o Obama sem chamar o intérprete, exigiu que o companheiro conversasse em brasileiro, quis saber se a Uáite Rause iria mesmo reconhecer o segundo governo golpista e, ao ouvir que sim, soltou o tremendo iú ar a san ófi a bítichi que aprendera dois dias antes com Celso Amorim. Antes que o ianque desse um único pio, em inglês ou português, do outro lado da linha, proibiu Barack Obama de chamá-lo de Cara, rompeu relações com os EUA e jogou o celular pela janela.

Colocou os pés sobre a mesa, ordenou a Gilberto Carvalho que parasse de bater palmas e convocasse para uma reunião, em caráter de urgência urgentíssima, os companheiros Marco Aurélio TOP TOP Garcia, Celso Amorim, Dilma Rousseff e Nelson Jobim. Pediu o jornal da véspera, trancou-se no gabinete, escreveu duas letras na linha horizontal superior das palavras cruzadas, parou para descansar e começava a dormir quando ouviu batidas na porta. Os convocados estavam lá, avisou Gilberto Carvalho.

Na abertura da reunião, o presidente declarou instalado o Conselho de Guerra da República, composto pelos presentes, e nomeou o ordenança Gilberto Carvalho para cuidar da ata. No improviso de 25 minutos, encarregou Marco Aurélio TOP TOP Garcia da montagem da Frente Bolivariana de Combate aos Golpistas em Geral e da América Central em Particular, incumbiu Celso Amorim de conseguir o apoio logístico da Nicarágua, mandou Dilma Rousseff incluir no PACo as obras necessárias para a ocupação do país inimigo e promoveu Nelson Jobim a almirante-de-esquadra e chefe da Marinha Brasileira de Ataque e Conquista.

Depois de nomear-se Chefe Supremo do Conselho de Guerra, proclamou a independência do prédio da embaixada em Tegucigalpa, transformou-o em sede da República Bolivariana de Honduras, decidiu que a caçula da ONU teria como presidente o companheiro Manuel Zelaya e ordenou a Gilberto Carvalho que enviasse um buquê de rosas à primeira-dama Xiomara.

Terminada a reunião histórica, Lula resolveu contar o que fizera ao amigo hondurenho, pediu a Dilma Rousseff que emprestasse o celular e ligou para o casarão em Tegucigalpa. E então soube pelo senhor Catunda, antigo encarregado de negócios, que não havia mais hóspedes por lá. No meio da madrugada, depois de reconhecer o novo governo, Zelaya abandonara a pensão. Sem pagar a conta.

Fonte: Blog do Augusto Nunes

A máfia dos direitos autorais em música

Quem cobra o Ecad?

Dez histórias mostram por que o órgão de arrecadação dos direitos autorais em música não funciona

O Escritório Central de Arrecadação (Ecad), órgão fundado em 1976 para arrecadar centavo a centavo de cada música tocada no Brasil e repassar aos artistas os direitos por sua execução, é como o samba. Não existe paralelo no mundo. Isso acontece por três motivos:

1) Em nenhum outro país um órgão de administração de direitos autorais reúne tantas associações de músicos, compositores, intérpretes, arranjadores e autores de música. O Ecad é formado por nove associações, que funcionam como sindicatos. Cada profissional escolhe sua preferida. “O Brasil tem, sozinho, o mesmo número de associações que, juntos, Portugal, Estados Unidos e Espanha”, diz Daniel Campello Queiroz, advogado especialista em direitos autorais e sócio diretor da Up-right, empresa que administra o direito de artistas como Zeca Pagodinho.

2) Pelo Ecad circula uma dinheirama sem fim. No ano passado, o órgão arrecadou R$ 432 milhões. No mesmo período, as receitas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que administra outro símbolo do país, não passaram de R$ 263 milhões.

3) Finalmente, falta fiscalização. Livre de qualquer tipo de controle externo, o Ecad se acostumou a viver sem dar explicações. Só a partir de 2005, passou a publicar balanços. Tal liberdade é assegurada por uma interpretação da Constituição de 1988 que, no artigo 5º, impede a interferência do Estado em associações profissionais. De acordo com um estudo sobre a gestão de direitos autorais em 136 países, a fiscalização do governo está presente em 114 deles, segundo o sociólogo Alexandre Negreiros, e doutorando em musicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Por tudo isso, o Ecad há muito tempo virou sinônimo de descaminho e extravio de dinheiro para o bolso de alguns, já que os músicos, historicamente, reclamam de que pouco recebem por suas obras. “É muita gente fazendo a mesma coisa e fazendo mal”, diz o advogado Campello Queiroz.

Quando Ana de Hollanda tomou posse como ministra da Cultura, no início do ano, o Ecad voltou a se tornar foco das atenções. Ela despertou, nas redes sociais, a ira dos defensores de uma política menos rígida em relação à propriedade intelectual ao empossar no cargo de diretora de Direitos Intelectuais a advogada Márcia Regina Barbosa, um nome considerado próximo ao Ecad. Voltaram a pipocar então denúncias de fraudes e irregularidades, como a revelação de que “laranjas” receberiam direitos referentes a trilhas de filmes famosos. No Senado Federal, foi protocolado o pedido de abertura de uma CPI para investigar o escritório de direitos autorais e levantar irregularidades na entidade. Nas últimas quatro semanas, ÉPOCA coletou dez histórias de fraudes, irregularidades ou comportamentos questionáveis do Ecad.

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Cerco se fecha em torno de Palocci. Mas ele ainda tem muito folego e por isso a pressão tem que continuar e aumentar

OAB sugere afastamento de Palocci até o fim das apurações

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), defendeu nesta segunda-feira (30) o imediato afastamento de Antonio Palocci da Casa Civil até que as denúncias sobre a evolução de seu patrimônio sejam apuradas e esclarecidas. “O pedido de afastamento é algo que soaria muito bem no âmbito da sociedade. É algo que deixaria o governo Dilma muito mais tranquilo”, disse Cavalcante. Ele também criticou a demora na explicação dos fatos. “Obviamente, isso respinga em toda a credibilidade do governo”.

Cavalcante criticou o fato de a Controladoria Geral da União (CGU) não ter aberto processo de investigação sobre as denúncias de que o patrimônio do ministro-chefe da Casa Civil aumentou 20 vezes nos últimos quatro anos. Um decreto presidencial de 2005 determina que a autoridade competente deve abrir sindicância ao tomar conhecimento de notícia ou de indícios de enriquecimento ilícito, inclusive evolução patrimonial incompatível com os recursos e disponibilidades do agente público.

O presidente da OAB acredita que as controladorias são rígidas com funcionários subalternos e mais flexíveis com relação a ministros e secretários de Estado. “Com isso, essas controladorias mostram que têm uma autonomia parcial e limitada”. Ele defende ainda que o próprio governo deveria tomar a atitude de mostrar que um de seus principais ministros tem conduta ilibada e que o fato de haver um certo tipo de blindagem aumenta suspeitas.

“Quando o governo blinda o ministro e diz que não vai investigar, obviamente, que todos nós brasileiros passamos a pensar que tem alguma coisa de podre em tudo isso”. Cavalcante defendeu, ainda, a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) como forma alternativa de apurar os fatos. “Não tenho qualquer dúvida de que a CPI seria algo que poderia ser utilizado”, completou.

Fonte: Agência Brasil

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