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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Fernando Pimentel nega que sua consultoria esteja ativa

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, diz que sua empresa de consultoria está inativa

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse não haver conflito de interesse entre a manutenção de sua empresa de consultoria e a atividade de ministro. Ele argumentou que atualmente a firma estaria inativa e não teria mais contratos. Nesta quarta-feira, o jornal "O Estado de S. Paulo" revelou que mais cinco ministros, além de Antonio Palocci, têm empresas de consultoria, dentre eles Pimentel. Em Ipatinga para participar da inauguração da nova linha de galvanização da Usiminas, o ministro mineiro disse que a P-21 Consultoria, empresa da qual detém 99% do capital social, é mantida apenas para pagar as contribuições do INSS dele e do sócio.


- Eu não tenho, eu tinha uma empresa de consultoria que deu sustento a mim e a minha família nos dois anos de intervalo entre minha saída da Prefeitura de Belo Horizonte e o momento em que assumi o Ministério. Nós não podemos vedar as pessoas de ganhar a vida no momento em que elas saem da vida pública e voltam para a privada, se não você teria que impor uma quarentena eterna a ex-ministros, por exemplo - argumentou o ministro, que diz ter levado o assunto a conhecimento da Comissão de Ética Pública antes de assumir o cargo.


Pimentel abriu a P-21 em janeiro de 2009, com o objeto social focado em prestação de serviços de "consultoria, projetos, palestras, cursos e pareceres na área econômica, tributária e de gestão pública". A empresa ainda está ativa e sofreu alteração contratual em dezembro no ano passado, quando o outro sócio, Otílio Prado, assumiu a gestão da empresa, informou nesta quarta-feira o jornal O Estado de São Paulo.


Perguntado se cogita alterar o objeto social da empresa por ter ingressado novamente no serviço público, a exemplo do que fez o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, Pimentel descartou a hipótese: - Não há motivo para isso, ela não tem contrato com ninguém - respondeu o ministro, que preferiu não dizer o nome de seus clientes no período pré-governo e classificou como "nada extraordinário" o rendimento obtido com a atividade.


Ao ser perguntado se considerava informação de interesse público a divulgação do nome das empresas assessoradas pelo ministro Palocci antes dele assumir o ministério, Pimentel se esquivou: - É ele que tem que responder.


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