O paquistanês Qaiser Iqbal Awan, funcionário da Embaixada do Brasil em Islamabad, capital do Paquistão, testemunhou a operação militar americana que matou o terrorista Osama Bin Laden, na cidade Abbottabad, no domingo (1º). Passava pouco de 1h quando o paquistanês Qaiser Iqbal Awan, funcionário da Embaixada do Brasil em Islamabad, acordou assustado com o barulho de helicópteros sobrevoando a vizinhança nos arredores de Abbottabad, uma cidade militar a 116 quilômetros da capital paquistanesa. A mulher dele e os três filhos também acordaram, assustados. Awan saiu na calçada para ver o que estava acontecendo e viu dois “enormes helicóteros” sobre Abbottabad.
Awan disse que acordou com o barulho de dois “enormes helicópteros” sobre Abbottabad e ouviu um estrondo, que pensou ser uma bomba. O tiroteio começou depois de 10 minutos de silêncio e durou entre 15 ou 20 minutos. “Nunca imaginamos que Bin Laden pudesse estar aqui”, diz. Awan nasceu e foi criado no subúrbio de Abbottabad, assim como seus pais, irmãos, tios, primos. “Estão todos absolutamente chocados com a notícia aqui”. O bairro onde Awan mora fica a cerca de dois quilômetros da base militar paquistanesa na cidade. “Abbottabad é uma cidade militar, cercada por soldados das forças paquistanesas. Ninguém jamais poderia imaginar que Bin Laden estivesse aqui, tão perto”.
Foi só na manhã seguinte que Awan soube se tratar de uma operação militar americana que resultou na morte de Osama Bin Laden. A proximidade do esconderijo de Bin Laden da Academia Militar do Paquistão e de casas de militares aposentados levantou suspeitas sobre o governo paquistanês.

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