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terça-feira, 3 de maio de 2011

Governo planeja instalar Comissão da Verdade no Congresso neste 1º semestre

Maria do Rosário, que busca apoio da oposição, tem reunião com Vaccarezza
O governo quer celeridade na instalação da Comissão Nacional da Verdade
e acredita que o projeto que cria o grupo poderá ser aprovado no Congresso ainda no primeiro semestre. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, reuniu-se ontem com o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). A exemplo do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que já se reuniu com os líderes da oposição, Rosário tem conversado com os opositores. O ministro já discutiu o assunto com o líder do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), um apoiador da proposta. Rosário já fez contato com o líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), e aguarda retorno. - É uma romaria mesmo, de gabinete em gabinete, e a receptividade está sendo muito positiva. A Comissão da Verdade hoje está sendo discutida por diferentes partidos e o importante é transformar esta numa questão de Estado e não de governo - disse Maria do Rosário.

Jobim obteve de líderes da oposição o compromisso da discussão do tema em seus partidos. ACM Neto diz estar convencido de que as divergências entre os militares com o setor dos direitos humanos cessaram com o fim do governo Lula:
- Sou simpático ao projeto agora porque é fruto de uma discussão equilibrada e de um entendimento. E não é como antes, quando o que ocorria era a tradução de um conflito.

Se aprovada pelo Congresso, a comissão será formada por sete integrantes, todos os nomes indicados pela presidente Dilma Rousseff. Cada Integrante receberá salário de cerca de R$11 mil. O objetivo da comissão é esclarecer graves violações de direitos humanos durante a ditadura. [o simples fato das indicações para integrar a ‘comissão da meia verdade’ ser efetuada pela presidente da República – uma que tem muito a esconder dos atos terroristas que praticou – já demonstra de modo inequívoco a ‘imparcialidade’ de tal colegiado;

Para completar a farsa da ‘independência” dos membros da mesma comissão há o fato de que são todos demissíveis ‘ad nutum’ pela presidente.]


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