A ganância lucrativa da Petrobras e a obscenidade dos impostos nas costas do consumidor brasileiro são as vilãs do alto custo dos combustíveis, principalmente a gasolina. Intensificam-se na Internet criativas campanhas de boicote-cidadão para forçar a baixa dos preços dos produtos nos postos. Mesmo com impostos abusivos, a gasolina devia custar, no máximo, R$ 2,47. Sem imposto, na bomba, sairia por R$ 1,39. Hoje se paga cerca de R$ 3 para abastecer. Agora, o governo jura que vai baixar o preço da gasolina usando o poder de pressão de uma subsidiária da Petrobrás.
As contas apresentadas pelas campanhas via Internet fazem o consumidor se sentir um otário. Quem abastece 200 litros mensais de gasolina de qualidade questionável (misturada em 20% ao “Etanol”, e que agora tem 1% de água) constata a seguinte divisão de gastos. O dono do carro desembolsa R$ 494. O dono do posto lucra R$ 50. Quem transporta a gasolina leva R$ 4. A Petrobras fica com R$ 16. No final das contas, quem leva mesmo a melhor, como sempre, é o governo impostor e perdulário. Fatura R$ 216 em cima do que o motorista desembolsou.
A composição do preço da gasolina explica como funciona tal absurdo econômico. Calculando-se em Reais (moeda valorizada criminosa e artificialmente por nossa política econômica entreguista e suicida), a gasolina “a” (pura, vendida exclusivamente pela Petrobras, que ainda detém o monopólio) custa R$ 0,80. Os 200 mililitros de álcool anidro (Etanol) – 20% misturados à gasolina – saem por R$ 0,24. O total por litro da gasolina, sem impostos, chega a R$ 1,04.
Sobre esse valor incidem impostos que chegam a 104% do preço bruto. CIDE-PIS-COFINS (impostura federal) aumenta o valor do produto em R$ 0,44. O ICMS (imposto estadual) acrescenta R$ 0,64. O total de impostos sobre o preço original da gasolina chega a R$ 1,08. Assim, o custo gasolina, somado aos impostos, atinge o valor de R$ 2,12. Na média, por litro, são registrados os seguintes lucros. A distribuidora leva R$ 0,08. O frete fica com R$ 0,02. E o posto lucra uns R$ 0,25. Por isso fica gritante a diferença, na bomba, entre a gasolina sem impostos (R$ 1,39) e a com impostos (R$ 2,47).
Jura que vai?
Por ordem do Chapeuzinho Vermelho do Palácio do Planalto, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, promete agora usar o poder monopolista da BR Distribuidora, da Petrobrás, para forçar a queda dos preços dos combustíveis aos consumidores finais:
“O governo vai pressionar a BR Distribuidora, da Petrobras, para baixar o custo, ela tem uma cadeia de postos. Se os outros (revendedores) não seguirem a queda, a BR vai vender mais combustível”.
A subsidiária da Petrobras tem cerca de 7 mil postos no Brasil (18% do total de revendedores) e 47,8% do volume de combustíveis vendido.
Fonte: Blog Alerta Total - Jorge Serrão

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