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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ministra Maria do Rosário quer diálogo com ex-agentes da repressão dispostos a entregar dados

Manchar o nome dos agentes pode...

Ministra quer diálogo com ex-agentes da repressão dispostos a entregar dados
Maria do Rosário repudia, porém, tentativas de manchar biografias

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, disse ontem que pretende abrir uma linha de diálogo com ex-agentes da repressão e seus parentes que queiram entregar documentos sobre o período com “informações lícitas e objetivas”.

Ela garante que os papéis serão recebidos “com respeito”, mas declarou que repudiará qualquer tentativa de se manchar a biografia dos mortos e dos desaparecidos políticos. [aliás, o min. Cardozo já cuidou de impedir que a verdade sobre os mortos e desaparecidos seja revelada; fez isto quando baixou portaria determinando que o nome dos traidores que pretendiam transformar o Brasil em uma nova Cuba sejam cobertos com tarja preta nos documentos divulgados e no mesmo ato autoriza que a exposição da identidade dos agentes que combateram aqueles traidores.]

O comentário da ministra foi motivado por reportagem publicada ontem, no GLOBO, sobre um depoimento atribuído a Carlos Alberto Soares de Freitas, o Beto, comandante de Dilma Rousseff quando a hoje presidente da República era militante da VAR-Palmares, organização de esquerda que enfrentou o regime militar.


O depoimento, supostamente prestado ao Exército no dia 28 de fevereiro de 1971, 13 dias após o desaparecimento de Beto, estava no arquivo pessoal de um oficial reformado. As informações nele contidas teriam ensejado uma operação militar no Bico do Papagaio (divisa do Maranhão com Pará) para prender militantes da VAR. — Alguns setores, que sempre resistiram a fornecer dados, estão agora mudando a tática. Estão investindo na destruição da imagem das pessoas, atitude que repudio com veemência. Mas, se estão fazendo isso, é sinal de que sabem que vamos chegar lá — disse Maria do Rosário.


A ministra espera, em breve, conhecer a “Casa da Morte”, local de tortura montado pelo Centro de Informações do Exército (CIE), na primeira metade dos anos 1970, em Petrópolis. De acordo com Inês Etienne Romeu, ex-VAR, Beto teria sido torturado e executado nesta casa.

Transcrito: A Verdade Sufocada

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