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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Netanyahu já rejeitou um esboço de proposta antes mesmo das negociações começarem e assim mostra que a Israel só interessa a guerra

Abbas buscará reconhecimento de Estado palestino na ONU

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse nesta quarta-feira que buscará o reconhecimento de um Estado palestino na Organização das Nações Unidas se não houver avanço no processo de paz até setembro. Falando durante reunião da Organização pela Libertação da Palestina em Ramallah, ele disse que a visão de paz do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, colocada em discurso feito pelo premier na terça-feira , "não tem nada com que possamos trabalhar". Segundo ele, a fala de Netanyahu "se distanciou na paz", ditando soluções antes mesmo de as negociações começarem.

- Falamos no passado e ainda falamos que a nossa escolha é a negociação, negociação e nada além da negociação. Mas se nada acontecer até setembro nós vamos (à ONU pedir reconhecimento por seus 192 estados membros) - disse Abbas.

- Nosso objetivo não é isolar (Israel) ou deslegitimar. Não é um ato de terror ou um ato unilateral - acrescentou.

O plano de Abbas de conseguir reconhecimento do Estado palestino na ONU foi criticado por Netanyahu e Obama em discursos em Washington na semana passada. Em um discurso sobre a estratégia dos EUA para o Oriente Médio, porém, Obama disse que o futuro do Estado palestino deveria ser baseado nas fronteiras anteriores a 1967, com trocas de terras mutuamente acordadas com Israel.

Netanyahu rejeitou a proposta afirmando que deixaria Israel com fronteiras "indefensáveis". Mas Abbas descreveu a ideia nesta quarta-feira como "uma base positiva com a qual podemos negociar".

Uma pesquisa publicada no jornal israelense "Maariv" mostra que 57% da população acredita que Netanyahu deveria ter apoiado a proposta de Obama. O levantamento, porém, também apurou que o premier continua sendo o líder político mais popular em Israel.

Na terça-feira, Nabil Shaath, assessor de Abbas, se referiu ao discurso como uma "declaração de guerra contra os palestinos" . Também em nome de Abbas falou seu porta-voz Nabil Abu Rudeinah, que acusou Israel de novamente "colocar empecilhos para a paz".


Fonte: Reuters

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