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quarta-feira, 25 de maio de 2011

A pergunta que não quer calar: por que os petistas gostam tanto de lixo e esgoto. Mais um amigo do Lula envolvido no escândalo do lixo de Campinas

Lula e o esgoto

O escândalo de corrupção na prefeitura de Campinas não tem nada de escandaloso. Tudo nesse caso é absolutamente normal.

Há uma ordem de prisão contra o vice-prefeito, do PT, que está foragido. Segundo o Ministério Público, ele é uma das cabeças de um propinoduto montado no serviço de águas e esgotos.

Qual é a novidade? Nenhuma.

É mera repetição do padrão consagrado, que tem no caso Celso Daniel seu emblema máximo: PT, lixo, esgoto, propina.

Em meio a essa mesmice, mais uma revelação trivial: no caminho da propina entre a empreiteira e a companhia de saneamento aparece, como suspeito, um empresário. Adivinhe de quem ele é amigo?

Acertou. É amigo do filho do Brasil.

Luiz Inácio da Silva, o homem e o mito, é candidato a um verbete no Guinness. Entrará no livro dos recordes como o cidadão com o maior número de amigos acusados de alguma trampolinagem.

Até no episódio do dossiê dos aloprados, os principais suspeitos eram amigos de Lula.

Tinha o churrasqueiro do presidente, o segurança e personal-chapa do presidente, o sindicalista de fé e irmão camarada do presidente desde os anos 70, e assim por diante. Isso para não falar em Delúbio, Silvinho, Gushiken e grande elenco mensaleiro – todos da cota afetiva de Lula. O aparecimento de mais um amigo do ex-presidente no caso do esgoto de Campinas não tem, portanto, qualquer relevância.

Será possível que o Ministério Público ainda não entendeu o jeito Lula de fazer amizades? Em vez de ficarem implicando com o ex-operário, deveriam estimulá-lo a ampliar o temário de suas valiosas palestras. Além de ensinar o jeito PT de administrar, Lula poderia discorrer sobre a importância do afeto na política.

E explicar como se faz para ter um milhão de amigos fichas-sujas, mantendo intacta a estampa de herói. Seria um sucesso.

Ele nem precisaria explicar como ficou amigo de Dilma Rousseff.

Fonte: Guilherme Fiúza – ÉPOCA

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