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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Petralhada gosta de se associar ao LIXO & ESGOTO. Isto ocorre desde a prefeita de Fortaleza, a petista Maria Luzia Fontenelle

Inimigos sugerem que empresa de Palocci ajudou a esquentar caixa dois de campanha da Dilma

A situação política de Antônio Palocci Filho deve se tornar insustentável, em curto prazo, obrigando a Presidenta Dilma Rousseff a abrir mão de seu braço direito para preservar o resto do corpo no poder. A próxima tacada dos inimigos do Ministro da Casa Civil é revelar que o dinheiro de caixa dois da campanha presidencial passada ajudou a engordar o patrimônio de Palocci. A suspeita é que a grana tenha sido “esquentada” com notas fiscais dadas pelas empresas para as quais o superconsultor trabalhou. O medo do governo é que tal suspeita acabe comprovada.

Os inimigos de Palocci têm acesso privilegiado às informações fiscais das empresas Projeto (de Palocci), Anagrama (do parceiro sérvio Branislav Kontic) e Epoke Consultoria (pertencente a outro parceiro, o franco-argentino Luis Favre, “prestador de serviços de informação”). A operação contra Palocci pretende associá-lo, nos negócios, a alguns petistas de peso: José Dirceu, José Genoíno, Marta Suplicy e Elói Pietá. Como os ataques a Palocci se aproximam demais da cúpula do partido, ontem, o ex-Presidente Lula da Silva resolveu assumir a liderança da defesa do companheiro Palocci.

Na tentativa de despistar que os ataques a Palocci venham de dentro do próprio PT – cujos membros não escondem, publicamente, a falta da ligação pessoal de Dilma e do Planalto com o partido -, a petralhada resolveu arranjar um bode expiatório para a crise palocciana. Apontaram um responsável por vazar as informações empresariais de Palocci. Nos bastidores da mídia amestrada, lançaram suspeitas sobre o secretário de Finanças de Gilberto Kassab na prefeitura de São Paulo, Mauro Ricardo Machado Costa, que foi também secretário de Fazenda do Estado de São Paulo quando José Serra era governador.

Na linha de blindagem a Palocci, Lula tem hoje uma reunião com líderes da base governista na casa do senador José Sarney (PMDB-AP). Extalinácio quer garantir que o Congresso não fará qualquer movimento para investigar a evolução patrimonial de Palocci. Lula também está preocupado com a evolução do escândalo na Prefeitura de Campinas (SP), que atinge um de seus melhores “amigos”. O pecuarista José Carlos Bumlai é um dos focos da apuração sobre suposto esquema de propina entre a empreiteira Constran e a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A - empresa responsável pelo planejamento, execução e operação dos serviços de água e esgoto em Campinas.


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