
No final do ano passado, o WikiLeaks revelou o conteúdo de um telegrama diplomático no qual o Departamento de Estado pede a seus representantes que investiguem a possível presença da Al-Qaeda, de grupos radicais como Hezbollah e Hamas, além de “agentes estatais iranianos”. A principal suspeita é de que a fronteira comum entre os três países serve como fonte de financiamento desses grupos e abrigou os autores dos atentados contra a embaixada de Israel e da associação mutual judia Amia, em Buenos Aires.
Os dois ataques deixaram mais de 100 mortos. Os Estados Unidos mantêm estreita cooperação com as agências de inteligência dos países da Tríplice Fronteira. A PF e a Abin trocam constantemente informações com os americanos e, apesar de não possuir legislação antiterrorismo, procura enquadrar suspeitos no código penal. O último relatório global sobre o tema, divulgado pelos EUA no final de 2010, elogiou as medidas tomadas pelo governo brasileiro no combate ao terror na América Latina. “Em julho, o chefe da Divisão de Inteligência da Polícia Federal afirmou que um indivíduo preso em abril tinha ligações com a Al-Qaeda”, diz o documento, em referência às declarações do delegado Daniel Lorenz sobre a detenção do libanês Khaled Hussein Ali.
Fonte: IstoÉ Independente

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