Segundo os organizadores, houve um acordo com a Polícia Militar para que não fosse feita apologia às drogas e ao crime. Os próprios organizadores monitoraram e impediram que cartazes que faziam menção às drogas fossem utilizados no protesto. [a Polícia Militar nem qualquer outra organização pública ou privada tem autonomia e/ou autoridade para negociar a realização de um evento proibido pela Justiça; é DEVER da PM simplesmente impedir, com o uso da força necessária, a realização de um ato ilegal.
Talvez a PM tenha ficado receosa de coibindo a realização da tal 'marcha da loiberdade' - na realidade a marcha pró-maconha, apenas sob outro nome - ter oficiais punidos pelo governo covarde do Alckmin - que puniu dois oficiais PM que impediram a manifestação da semana passada.
A Justiça proibiu a realização da 'marcha pela liberade' e a obrigação da PM era impedir que o evento se realizasse.
Não pode haver acordo com maconheiros.]
Os participantes se concentraram no vão livre do Masp, desde às 13h30m, de onde saíram por volta de 16h em caminhada em direção ao centro da cidade. Eles levavam cartazes com frases como "Mais Respeito, menos Preconceito" e gritavam palavras de ordem como "Ei, Polícia, liberdade é uma delícia". Antes de iniciar o protesto, os manifestantes entregaram flores às pessoas que passavam pela Paulista e também a alguns policiais militares. Na descida da Rua da Consolação, eles fizeram um minuto de silêncio pelos mortos em casos de violência policial. Cerca de 250 PMs foram destacados para o policiamento, sendo 60 do Batalhão de Choque.
Um dos únicos incidentes foi a detenção de um punk que estava esmurrando o carro da TV Globo. Policiais em motocicletas acompanharam todo o percurso, que teve participação de cerca de 3 mil pessoas, segundo os organizadores. - O que vimos não se enquadra em uma manifestação de apologia às drogas - disse o capitão Carlos José de Brito, da PM.
- Proibir a marcha foi uma decisão inconstitucional. Não se trata de apologia às drogas e essas proibições foram a gota d'água para a sociedade se manifestar - disse Gabriela Montau, uma das organizadoras.
No fim de semana passado, a PM entrou em confronto com manifestantes que participavam da Marcha da Maconha, que também havia sido proibida pela Justiça. Manifestantes foram empurrados e a polícia usou balas de borracha, spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os participantes.
Mais cedo, em nota, os organizadores divulgaram que, apesar da proibição, o protesto estava mantido neste sábado. O Tribunal de Justiça usou o mesmo argumento para proibir a Marcha da Liberdade: a apologia às drogas e ao crime.
Segundo os organizadores, o objetivo da manifestação é questionar a violência policial da semana passada e reivindicar o direito à livre expressão e à utilização das ruas da cidade para o debate político. O protesto é organizado por 32 entidades que defendem a liberdade de expressão.
Segundo a nota dos organizadores, "impedir o exercício da livre expressão dos indivíduos significa retirar dos cidadãos o controle e o poder de decisão sobre os assuntos públicos".
Fonte: O Globo

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