Visitantes desde 1º junho 2013

Free counters!

COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

BRASIL! ACIMA DE TUDO

IMPOSTÔMETRO

Ad Sense

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A anistia é AMPLA, GERAL e IRRESTRITA. Se mudar, a mudança tem que ser para os dois lados

Anistia ampla, geral e irrestrita. Viva o Brasil

A advocacia-geral da União (AGU), pós-saída do ministro Geraldo Quintão, transformou-se para a sociedade civil numa fonte permanente de desencantos e, também, em trampolim para interessados em se aboletar numa cadeira de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Homem de respeito e de trato urbano, Quintão fora transferido pelo então presidente FHC para apagar um incêndio no Ministério da Defesa, em razão do escândalo envolvendo Elcio Alvares, primeiro ocupante da pasta: para os militares, o ocupante de fato da pasta era a secretária capixaba de Elcio.

O sucessor de Quintão na AGU foi Gilmar Mendes, saído dos quadros do Ministério Público Federal e no Palácio do Planalto desde o tempo do presidente Collor de Mello. À frente da AGU, Mendes notabilizou-se pela recomendação aos seus subordinados para deixarem de cumprir decisões judiciais. Como ministro do STF, Mendes abandonou àquela tese incivil e até dá para imaginar sua fúria, caso tivesse sido descumprida a liminar de soltura que concedeu em favor do banqueiro Daniel Dantas.

Como sabem até os reprovados no exame de habilitação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o advogado-geral está, consoante a lei orgânica, “submetido à direta, pessoal e imediata supervisão do presidente da República”, a quem compete, constitucionalmente, a sua nomeação. A propósito, no sítio-web da AGU está destacado ser o advogado-geral da União “o mais elevado órgão de assessoramento jurídico do Poder Executivo”.

No governo do presidente Lula, e já com Gilmar Mendes no STF por indicação do ex-presidente FHC, a AGU ficou sob a responsabilidade de José Antonio Dias Toffoli. Para espanto geral, Toffoli, bacharel com currículo tisnado por uma reprovação no concurso de ingresso à magistratura estadual de São Paulo, defendeu a legitimidade da Lei da Anistia de 1979. Na verdade, uma autoanistia cunhada pela ditadura para encobrir o terrorismo de Estado e conferir impunidade aos seus agentes. Para a sustentação oral no STF, Toffoli designou uma sua subordinada. [é dificil de entender como pessoas inteligentes conseguem fingir que os porcos terroristas de esquerda não cometeram assassinatos e outros crimes???]

Nesta quadra, convém repetir: como sabem até os reprovados no exame da OAB, o advogado-geral está “submetido à direta, pessoal e imediata supervisão do presidente da República”. No caso, Toffoli defendeu a Lei da Anistia de 1979 com o nihil obstat de Lula e o protocolar chiado de Paulo Vanucchi, secretário nacional de Direitos Humanos. Como não desagradou a Lula sobre a Lei da Anistia, Toffoli foi por ele indicado para o STF, onde se encontra e sem corar de vergonha.

Depois de o STF ter, por 7 x 2 votos, conferido um bill de indenidade aos responsáveis por torturas, 144 assassinatos e 125 sequestros com desaparecimentos de corpos, o atual advogado-geral, Luis Adams, nomeado por Lula e referendado por Dilma Rousseff, voltou a surpreender. O termo apropriado é voltou, pois, no caso Battisti, havia elaborado o parecer em que concluiu que a “exuberância da democracia italiana” fazia supor que o extraditando seria perseguido e haveria risco para a sua integridade física. Com um simples aprovo, Lula encampou as razões de Adams e decidiu pela não extradição. Além de rasgar o Tratado de Cooperação Judiciária com a Itália, Lula manchou as mãos com o sangue das vítimas inocentes de Battisti e faltou com respeito humano aos familiares das vítimas.

Poucos dias atrás, quando do julgamento pelo STF de embargos de declaração, ainda referentemente à Lei da Anistia de 1979 e por omissões e enganos no acórdão relatado pelo ministro relator Eros Grau, aquele que subverteu a história e saiu aplaudido pelos torturadores que serviram à ditadura, o advogado-geral, Luis Adams, desconsiderou solenemente a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Para a Corte Interamericana, numa apertada síntese, não era legítima a autoanistia preparada pelos ditadores de plantão. Na visão de Luis Adams, que esteve na bica para assumir uma cadeira no STF, a jurisdição do Supremo está acima e prevalece sobre a da Corte Interamericana, tudo como se estivéssemos numa república bananeira ou no Sudão, onde não se cumpre a decisão do Tribunal Penal Internacional, que decretou a prisão do presidente por acusações de crimes de genocídio e contra a humanidade.

Ao sustentar a tese da anistia ampla, geral e irrestrita, Luis Adams conferiu ultratividade, prevalência, a toda a legislação originária do regime de exceção e, evidentemente, não recepcionada pela Constituição de 1988, que veda expressamente anistia a torturadores e condena o terrorismo. Mais, o Brasil aderiu à Convenção Americana de Direitos Humanos e, assim, obrigou-se a cumprir as decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos. [a obrigação de cumprir as decisões daquela Corte se referem as adotadas após a adesão.]

Pano Rápido. Em janeiro, a presidenta Dilma defenestrou o secretário nacional de Justiça, Pedro Abramovay, que falou pelo seu governo sem autorização e inventou como meta a soltura de pequenos traficantes dos presídios. Quanto a Adams, o que fará Dilma? [o tal de Abramovay queria simplesmente diminuir ainda mais o número de traficantes que estão presos e a Dilma, em um dos raros momentos em que conseguiu ativas seus dois neurônios - tico e teco - escarrou o tal de Pedro.
Já o Adams em que pese não ser dos mais competentes pelo menos tem o senso de aceitar uma coisa lógica: se ambos os lados cometeram crimes, qualquer anistia tem que valer para as duas partes.]

Por: Wálter Fanganiello Maierovitch - IBGF

Câmar\ Legislativa do DF, ratifica opinião do embaixador americano: é um 'refúgio de canalhas'

Câmara não abrirá processo administrativo contra Benedito Domingos
A Comissão de Ética da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) decidiu, na tarde desta quinta-feira (30/6), não abrir processo administrativo contra o deputado Benedito Domingos (PP). Os cinco integrantes da comissão chegaram a um acordo pela suspenção temporária do caso até que o Tribunal de Justiça julgue o distrital.

O relator do processo, deputado Cristiano Araújo (PTB), votou contra o parecer do corregedor Wellington Luiz (PSC), que pedia a abertura do processo. “Não podemos condenar o deputado antes da matéria ser analisada pelo Poder Judiciário. Além disso, ele foi aprovado nas urnas e quem somos nós para dizer o contrário”, disse Cristiano Araújo.

Seguiram o entendimento do relator os deputados Dr. Michel (PSL), Chico Vigilante (PT), Israel Batista (PDT) e Celina Leão (PMN).

Entenda o caso

Benedito Domingos é acusado de formação de quadrilha e de beneficiar parentes em licitações públicas na Administração Regional de Taguatinga, quando era o administrador. O distrital sustenta em sua defesa que nunca interferiu nos negócios ligados a seus familiares. Ele afirma que as empresas do filho Sérgio Domingos, do neto Leandro Domingos e da nora Sabrina Lima são profissionais e participaram de procedimento licitatório para conseguir contratos com o Governo do DF.

Fonte: CB

Dilma mais uma vez cede à base aliada e mostra que não tem firmeza

Nem tanto ao mar

Não se pode tirar a razão da presidente Dilma Rousseff quando ela rejeita a liberação de R$ 4,6 bilhões do Orçamento em emendas parlamentares remanescentes (restos a pagar) de 2009, alegando que isso levaria ao descrédito a disposição do governo em cortar gastos.

Ao mesmo tempo não se pode tirar a razão dos parlamentares que reivindicam a execução da parte do Orçamento que constitucionalmente lhes cabe manejar. As emendas assumiram caráter pejorativo, mas são legais e legítimas. A questão está no uso do instrumento. Por isso mesmo perdem ambas as partes a razão quando transformam isso, de um lado em um objeto de chantagem e, de outro, em uma tentativa de afirmação de autoridade e de certo modo de busca de popularidade em cima de um adversário, neste aspecto, fácil dada a má imagem dos políticos junto ao público.

Posta como está, a discussão não progride e fica torta: Dilma como a heroína da resistência, que acabará cedendo ou pagando o pato, e os parlamentares como um bando de achacadores que usam suas prerrogativas de votos para o atendimento de interesses supostamente obscuros.

Convém, portanto, ir devagar com a louça. De um modo geral, tais interesses são nítidos: levar recursos para obras em seus redutos eleitorais ou para quaisquer setores que considerem prioritários. As distorções são outro problema, da alçada policial. Da parte do governo há a responsabilidade para com o controle dos gastos. Responsabilidade esta que deveria também guardar austeridade em relação aos gastos de interesse imediato do Planalto. Eleitoral, por exemplo.

Não se pode considerar a presidente heroína por se recusar a pagar nem os parlamentares achacadores por reivindicarem receber. O erro é de origem: na Presidência quando usa as emendas como forma de assegurar fidelidade de votos no Congresso, e no Parlamento quando condiciona os votos à liberação das emendas.

Em tese, os dois lados estão certos. Na prática, juntos constroem uma deformação por ausência do sentido republicano no tocante à equivalência entre os Poderes.

A se continuar a tratar o assunto como uma relação mercantil, sem o cumprimento das regras (todas elas) tais como descritas em lei e prescritas na lógica da melhor condução das atribuições de Legislativo e Executivo, não há a menor chance de dar certo.

Retrato na História. Se o Itamaraty não tem nada contra, se o ministro da Defesa diz que os militares não têm nada contra, se a maioria do Congresso aprova, se a presidente Dilma Rousseff é a favor do texto da Lei de Acesso à Informação tal como está, por que José Sarney e Fernando Collor querem o sigilo eterno para documentos oficiais ultrassecretos?

Considerando que o prazo máximo para divulgação é de 50 anos e que até lá nenhum dos dois estará por aqui, só há uma razão plausível: legislam em causa própria temerosos do julgamento da posteridade.

Efeitos Battisti. Antonio Tabucchi, dos escritores europeus mais importantes da atualidade, desistiu de participar da Festa Literária Internacional de Paraty em razão da decisão brasileira de não extraditar Cesare Battisti. É mais uma entre várias manifestações de italianos que demonstram que a extradição não era só uma questão de governo na Itália.

Neste caso, ficamos assim: antes um terrorista condenado que um escritor consagrado.

Efeito Delúbio

O PT perdeu Vladimir Palmeira, uma figura histórica nem sempre alinhada aos interesses do partido. Em 1997, por exemplo, o PT nacional interveio na escolha da candidatura de Palmeira para governador do Rio de Janeiro em 1998, preferindo jogar o partido na aliança com Anthony Garotinho, que viria em pouco tempo conferir aos aliados o dístico de "partido da boquinha".

Vladimir agora sai pelo simbolismo que representa a volta de Delúbio Soares.

Fonte: O Estado de São Paulo

CNJ mais uma vez entra em seara proibida e é enquadrado pelo STF

STF suspende decisão do CNJ que determinava novo horário de funcionamento dos tribunais

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quinta-feira, por liminar, a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinava horário de funcionamento unificado para todo o Judiciário. No fim de março, o conselho decidiu que os tribunais teriam de ficar abertos das 9h às 18h , no mínimo. A medida entraria em vigor no próximo dia 4, mas Fux suspendeu sua validade.

Na decisão, o ministro explica que não está obrigando os servidores do Judiciário e juízes a trabalharem menos ou mais do que trabalhavam. A liminar vale até que o STF defina a situação. Fux pediu aos tribunais relatórios com as peculiaridades de cada local para levar seu voto ao plenário.

Hoje, o horário de atendimento varia em cada unidade da federação: parte funciona apenas de manhã, e parte, só à tarde. Essa prática ficará valendo até a palavra final do STF.

A decisão do CNJ foi tomada diante de pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mato Grosso do Sul. Segundo o CNJ, a decisão foi tomada "considerando que há vários horários de expediente adotados pelos tribunais, inclusive em relação a alguns dias da semana, o que traz prejuízos ao jurisdicionado".

A decisão provocou a revolta de servidores do Judiciário - que, na prática, teriam de trabalhar por mais tempo. A medida também deixou os juízes irados. Eles argumentaram que, especialmente em estados do Nordeste, não era possível trabalhar em alguns horários da tarde, devido ao intenso calor.


Fonte: O Globo

Endossamos na íntegra o entendimento do filho do deputado JAIR BOLSONARO – vereador Carlos Bolsonaro

Filho de Bolsonaro sobre "chupa, viadada": Não fui ofensivo

O vereador Carlos Bolsonaro (PP-RJ) não considerou ofensivas as mensagens postadas na sua página do Twitter em comemoração ao arquivamento das representações contra o pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), por quebra de decoro parlamentar. Ele explicou a Terra Magazine que o "CHuUuuupa Viadada" foi apenas uma forma de "demonstrar sua satisfação diante da derrota do opositor.

"A maldade está na cabeça de quem interpreta. Usei a palavra (“chupa") para extravasar. E a oposição ficou chupando o dedo. Até porque, se fosse num outro sentido, eles (gays) não iriam ficar chateados. Iriam ficar felizes, porque é disso que gostam", ironiza, bem ao estilo do pai. Valendo-se de um raciocínio peculiar, Bolsonaro - o filho - pleiteia o "direito" de chamar homossexuais de "viado". [que mal há nisso? Afinal, é comum que os machos de verdade, os que gostam de MULHER, sejam chamados de garanhão’ e nem o cavalo fica ofendido nem o macho.]

"Ontem (quarta-feira, 29) aconteceu uma premiação, uma tal de "Rio sem preconceito", em que pessoas e personalidades iam ser premiadas por sua luta contra a homofobia. O ex-BBB Daniel falou: "Sou bicha, viado, gay - o que vocês quiserem - assumido". Quer dizer, quando um gay se auto intitula viado é bacana, mas quando eu chamo não é? O que eles querem fazer é uma democracia de...uma ditadura. Eles querem ser chamados de gay e de viado quando quiserem. Mas eu não posso chamar. Isso é injusto. Não ofendi ninguém, mas as pessoas têm o livre arbítrio para interpretar aquela colocação da maneira que quiserem".

Questionado se, na condição de membro da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro deveria adotar discurso mais cuidadoso e tolerante, rebateu: "Para ser membro da Comissão de Direitos Humanos, você tem que defender o homossexualismo (sic)? Você tem que defender bandido? Você tem que defender tudo que é errado? Não. Nós temos um outro tipo de pensamento".

O vereador, que leva na parte interna do braço direito uma tatuagem com o rosto do pai, afirma ser vítima de perseguição e diz não se incomodar quando com ilações sobre sua sexualidade.

"Desde novembro do ano passado, quando meu pai descobriu a intenção dos "kits gays" (kit anti-homofobia do Ministério da Educação) e começou a divulgar isso pelos meios de comunicação, passamos a sofrer perseguição. Eles chamam a gente de um monte de coisa o tempo inteiro. São xingamentos, são ameaças. Na rua, no Twitter. Em tudo que é lugar. No prêmio "Rio sem homofobia" eles reuniram atores e atrizes do mais alto gabarito do Rio de Janeiro. Fiquei sabendo que fizeram uma paródia insinuando que nós somos homossexuais. Não vejo problema nenhum. Faz parte do jogo democrático. Quando um guerreiro vai lá para os Estados Unidos e faz uma obra de arte - que ele diz que obra de arte - com punks um transando com o outro e nomina um deles de Bolsonaro, é bacana? Quer dizer, a pressão que a gente vem sofrendo é enorme. Nada fiz além de extravasar".

Apesar da ferocidade das palavras, Carlos Bolsonaro afirmou "não ter problemas com gays" e disse que entre seus empregados há um homossexual.

"Não vou entrar em detalhes, porque eu nunca conversei com ele se eu poderia expor. Ninguém tem nada a ver com que o outro faz entre quatro paredes. Mas por que transformar políticas sociais para beneficiar essas pessoas porque elas têm opção diferente da minha? Isso não existe", indaga, admitindo que parte do tom agressivo é estratégia para atrair os olhares da imprensa".

"É isso também. Nós vivemos dos fatos. O que eu quero neste momento é externar o que a maioria da população está sentindo e a imprensa não tem dado espaço. Estamos sendo sufocados por todos os lados pela ditadura do homossexualismo (sic). Em novelas, em jornais, em programas de televisão. Ninguém aguenta mais isso".

Fonte: Terra Magazine

China inaugura maior ponte sobre o mar do mundo

A China inaugurou nesta quinta-feira a maior ponte sobre o mar do mundo, que liga a cidade de Qingdao, no litoral leste do país, à ilha de Huangdao.


Segundo a TV estatal, a ponte de 42 quilômetros de extensão e 35 metros de largura custou cerca de US$ 1,5 bilhão. Ela é suportada por 5 mil pilares e precisou de quatro anos para ser construída.



As estimativas do governo da província de Qingdao são de que 30 mil carros passem pela ponte por dia, e o pedágio custará aproximadamente US$ 10.


Até a inauguração desta quinta na China, a maior ponte sobre a água do mundo era a do lago Pontchartrain, no estado americano de Louisiana, que é cerca de 4 quilômetros menor.


Fonte: Reuters

Governo recua da instalação da Comissão da Verdade

Governo, o mais novo desaparecido

Apesar de o Planalto dizer que a Comissão da Verdade é prioritária, nenhum ministro foi à audiência na Câmara para discutir o tema com familiares de vítimas do regime militar

Sem a presença de nenhum representante do Executivo, familiares de vítimas do regime militar e alguns parlamentares rejeitaram, ontem, na Câmara, a proposta do governo de votar em regime de urgência o projeto de lei que cria a Comissão da Verdade. Representantes do Palácio do Planalto têm dito que a matéria é prioritária para a presidente Dilma Rousseff e que o interesse do Executivo é aprovar a proposta até 15 de julho.

No entanto, nenhum dos três ministros convidados — Nelson Jobim, da Defesa; José Eduardo Cardozo, da Justiça; e Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos — participou da audiência pública na comissão de Direitos Humanos para discutir o tema. Tampouco enviou representantes.

"Causa-me estranhamento a ausência do governo, autor da iniciativa", criticou a representante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, Maria Amélia Telles. "Estou frustrada e indignada. Viemos para conversar com o governo e vejo as cadeiras deles vazia", ecoou Rosalina Santa Cruz, que foi presa política, destacando a presença de militantes de vários estados brasileiros.

De acordo com a presidente da comissão, deputada Manuela D"Ávila (PCdoB-RS), os três ministros apresentaram justificativa para a ausência e demonstraram estar dispostos a participar de uma nova reunião. Cardozo está se recuperando de problemas de saúde, Maria do Rosário já tinha agendado outros compromissos, assim como Nelson Jobim.

Composição
Na audiência, a Procuradoria da República criticou o período — sugerido no texto do governo — para as investigações da Comissão da Verdade, que é de 1946 a 1988. "É extremamente longo para os dois anos de funcionamento da comissão. Isso inviabilizaria o trabalho. O foco precisa ser o regime de exceção", destacou Marlon Weichert, procurador da República e coordenador do grupo técnico Memória e Verdade. A sugestão do Ministério Público Federal (MPF) é limitar o período entre 1961 e 1985.

O grupo também cobra alterações na formação da equipe da comissão. Pelo texto, a presidente Dilma terá que indicar sete pessoas. Segundo o procurador, todas as experiências internacionais nesse sentido tiveram em média 100 integrantes. Familiares de vítimas criticaram ainda a brecha no texto que permitiria a presença de militares na comissão.

Marlon Weichert questionou ainda a ausência de regulamentação na proposta sobre a divulgação dos relatórios produzidos pela comissão. O MPF sugere a publicidade de todo o material, incluindo a distribuição dos relatórios nas escolas, e o envio dos documentos para o Arquivo Nacional.

Bate-boca
Mesmo que por poucos minutos, a presença do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) provocou a ira de alguns familiares, que chegaram a gritar com o parlamentar. Ele foi chamado de "canalha" e "torturador" por conta da posição contrária ao projeto. Bolsonaro defendeu a participação de integrantes das Forças Armadas na comissão.

Fonte: Correio Braziliense – Alana Rizzo

Grosso calibre

Duas mil balas somem de batalhão do Exército; inquérito foi aberto

Pelo menos dois mil projéteis de armamento de grosso calibre desapareceram no último dia 22, véspera do feriado de Corpus Christi, do Batalhão Escola de Comunicações, na Avenida Duque de Caxias, na Vila Militar. Alguns soldados da unidade estão, desde a semana passada, aquartelados por causa do furto do material. O setor de Comunicação Social do Exército confirmou na quarta-feira o desvio.

O Exército, entretanto, não informou que tipo de munição foi desviada do batalhão. Segundo a corporação, a falta do material foi notada na última segunda-feira. O fato está sendo apurado por inquérito policial-militar (IPM), instaurado pelo comando do Exército.


O Batalhão Escola de Comunicações é o responsável por realizar a segurança da área de sua jurisdição e instalar, explorar e manter o sistema de comunicações do Comando Militar do Leste, da 1ª Divisão de Exército, do Grupamento de Unidades Escola e da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada.


O Rio tem histórico de roubo de armas e munições de quartéis. Em 3 de março de 2006, dez fuzis e uma pistola foram roubados da Central de Transportes (ECT) do Exército, em São Cristóvão. Os armamentos foram recuperados 11 dias depois, em um matagal da Favela da Rocinha, em São Conrado. A ação mobilizou 300 homens. Na época foram feitas diversas operações em morros da cidade.


Um ano depois do roubo, o juiz Marco Aurélio Petra de Mello, da 4ª Auditoria da Justiça Militar, condenou a nove anos de prisão os ex-militares Joelson Basílio da Silva e Carlos Leandro de Souza, ambos de 22 anos. Além deles, Alex Souza Marinho, que está foragido, também foi condenado, a uma pena de oito anos de prisão. Quatro militares, que estavam de plantão na unidade no momento da ação, foram inocentados. O Ministério Público Militar recorreu da decisão.


Em dezembro de 2007, o Centro de Inteligência do Exército (CIE) investigou a suposta relação entre o assassinato do soldado José Gerôncio da Silva, de 21 anos, em Engenheiro Pedreira, distrito de Japeri, na Baixada Fluminense, com o desvio de nove mil balas 7,62, para fuzil automático leve (FAL), do Depósito Central de Munições (DCmun), em Paracambi. Dois soldados foram presos por suspeita de envolvimento no furto da munição.


Bandidos invadiram quartel em Deodoro ano passado

No dia 12 de dezembro do ano passado, dois bandidos armados balearam o soldado do Exército David Soares de Almeida, 19 anos, que estava de serviço numa guarita do 26º Batalhão Paraquedista na Vila Militar, em Deodoro. O militar percebeu a entrada dos criminosos na área externa do quartel e tentou rendê-los. Armado de pistola, um dos criminosos exigiu que o sentinela lhe entregasse seu fuzil calibre 7,62. David reagiu e houve confronto. Alguns tiros pegaram na proteção do abrigo. Outros tiros ou estilhaços atingiram David, que foi socorrido e levado para o Hospital Central do Exército (HCE), em Benfica.


Fonte: O Globo – Ronaldo Braga

[nos bons tempos, em que as Forças Armadas se faziam respeitar, as ocorrências de fatos como esses eram esporádicas e tudo que era levado, era recuperado.

Não havia necessidade de ‘mandado de busca e apreensão’ e o melhor abridor de portar era o coturno e marreta.

Não ficava em poder dos ladrões seuqer um projétil.

Hoje, o Palácio do Planalto, é guarnecido por soldados armados com .12 – a pretexto de que os FAL possuem grande poder de fogo.]

Governo não quer que fiscalização dos gastos da Copa fique sob o comando do tucano Vaz Lima. Sendo fiscal de renda o tucano entende do assunto

Governo quer tirar do PSDB a monitoração de investimentos do Mundial 2014

Os embates em torno das obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas continuam em um novo campo de disputas entre parlamentares na Câmara. Desta vez, em torno da criação de um grupo de trabalho na Comissão Mista de Orçamento destinado a fiscalizar os gastos e a lista de empresas contratadas pelo governo. Teoricamente, a função deveria pertencer a um comitê já formado dentro do colegiado que tem a função de acompanhar a execução orçamentária. O problema é que o grupo existente é comandado pelo tucano Vaz de Lima (SP) e os governistas não estão dispostos a deixar a oposição no papel de fiscal das despesas públicas com os eventos esportivos.

Para diminuir o poder do PSDB e o acesso de oposicionistas a informações importantes sobre as decisões referentes às obras bilionárias, a base governista propôs a criação de um novo grupo, que seria destinado a acompanhar apenas as contas criadas pela Copa de 2014 e pelos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O requerimento foi apresentado pelo deputado Wellington Roberto (PR-PB) e deu início a uma verdadeira queda de braço na Comissão de Orçamento. Há duas sessões não há votações, já que a pauta está obstruída pela oposição, que teme perder o poder fiscalizador em função da maioria governista no colegiado. “Se eles insistirem nessa ideia, nós vamos obstruir até a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Casa vai ter dificuldades de entrar de recesso”, avisa Vaz de Lima.

Para o deputado, as funções previstas na proposta de criação do novo grupo são as mesmas concedidas ao Comitê de Avaliação, Fiscalização e Controle da Execução Orçamentária, uma das instâncias da Comissão de Orçamento. O comitê nunca teve trabalho relevante no acompanhamento de gastos públicos e encontrou nos eventos esportivos a chance de se tornar atuante. “Acho que essa rebelião é porque os aliados do governo ficaram temerosos de ser eu o fiscal desses gastos. Sou fiscal de renda e entendo bem do assunto. Faremos nosso trabalho”, diz o tucano.

Para integrantes do PR — que encabeça a disputa pelo novo grupo —, não se trata de guerra com a oposição em torno de quem vai fiscalizar, mas da possibilidade de criar uma estrutura que possa trabalhar apenas com dados e informações referentes à Copa e às Olimpíadas. “Temos de ficar de olho na forma como essas despesas serão realizadas. Faremos isso melhor se o grupo de trabalho for específico”, defende o deputado Edson Girotto (MS). “A oposição pode até espernear, mas creio que vamos aprovar essa proposta. Afinal, nunca vi a minoria vencer”, completa.

Senado
Enquanto brigas setoriais seguem na Câmara, o Senado se prepara para iniciar o debate sobre o Regime Diferenciado de Contratações, aprovado na terça pelos deputados. O texto não deve sofrer resistências dos senadores e o discurso da oposição contra o projeto ficou esvaziado depois que o governo modificou trechos da proposta. Foi retirada, por exemplo, a prerrogativa concedida ao Comitê Olímpico Internacional e à FIFA de interferirem nas obras, podendo fazer exigências que resultariam no acréscimo dos preços a limites indefinidos. “Sem dúvida essas mudanças vão facilitar a aprovação no Senado”, comenta o ministro do Esporte, Orlando Silva. O governo quer que a votação seja concluída antes do recesso, marcado para 18 de julho.

Teremos Copa em 2014?

FIFA adia para outubro reunião que decide abertura da Copa 2014

A FIFA adiou de julho para outubro a reunião que vai decidir a cidade que receberá a partida de abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, informou a entidade responsável pelo futebol mundial nesta quinta-feira.

O adiamento da escolha das sedes acontece pouco depois de o Brasil sofrer novas críticas do secretário-geral da FIFA, Jêróme Valcke, sobre o ritmo dos preparativos dos estádios e da infraestrutura do país para o Mundial.

A FIFA cancelou o encontro do comitê organizador do Mundial marcado para o Rio de Janeiro antes do sorteio das eliminatórias do Mundial, em 30 de julho, alegando que os procedimentos do sorteio já foram definidos em maio. Na mesma reunião, também seriam decididas as cinco sedes da Copa das Confederações de 2013.

"Como os procedimentos para o sorteio preliminar da Copa do Mundo da FIFA 2014 já foram aprovados pelo comitê executivo da FIFA no dia 30 de maio de 2011, não há a necessidade de uma reunião do comitê organizador da Copa do Mundo da FIFA antes do sorteio preliminar", informou a FIFA em comunicado.

"Portanto, o comitê organizador se reunirá em outubro de 2011, alguns dias antes das reuniões de 20 e 21 de outubro do comitê executivo da Fifa, o qual ratificará o calendário de partidas da Copa do Mundo da Fifa 2014."

A decisão tomada pelo comitê organizador para a abertura da Copa ainda precisará ser ratificada pelo comitê executivo da FIFA, o que estava previsto para acontecer também no Rio no próximo mês. Agora, tanto o encontro da organização da Copa quanto a aprovação do comitê vão acontecer em outubro.

O motivo do adiamento pode ser o atraso na maioria das obras dos estádios do Mundial. Na semana passada, o secretário-geral da FIFA disse que o Brasil terá "bastante trabalho" para entregar as arenas.

O estádio de São Paulo, cidade favorita do comitê organizador local para receber a abertura do torneio, é o que mais preocupa. As obras de terraplanagem começaram em 30 de maio, mas a engenharia financeira para concluir o estádio para 65 mil pessoas ainda não foi finalizada e há problemas técnicos a se resolver, como a passagem de dutos da Transpetro pelo terreno.

A capital paulista foi descartada pela FIFA para receber a Copa das Confederações de 2013, competição considerada um teste para o Mundial. Os outros concorrentes a receber o jogo de abertura do Mundial são Brasília, Salvador e Belo Horizonte. No final de maio, o governo federal reconheceu atrasos nas obras para o Mundial de 2014, pediu que os trabalhos e investimentos fossem acelerados e anunciou os modelos para as concessões de aeroportos, outra preocupação da FIFA.

Fonte: Reuters – Pedro Fonseca

Homem ou mulher, cometeu o crime tem que ser punido. Levar droga para presídio deve agravar a pena em pelo menos um terço

35% das presas por tráfico foram flagradas ao entregar drogas em presídios
Das 540 mulheres presas na penitenciária feminina, 428, ou 79,25%, foram detidas por envolvimento no comércio de drogas.
Dessas, 148 acabaram flagradas ao entrar em presídios masculinos com entorpecentes destinados a maridos, irmãos, pais e outros familiares

A face do tráfico de drogas nas penitenciárias do Distrito Federal é feminina. Entre os protagonistas do delito, além dos detentos e detentas, estão esposas, irmãs, filhas e mães de condenados. O abastecimento acontece, geralmente, em dias de visita, embora ninguém entre nas unidades prisionais sem passar pela revista obrigatória. Os entorpecentes são camuflados em partes do corpo, roupas e até na comida levada aos presos. Mas nem sempre o trânsito ilegal fica impune. Atualmente, 428, ou 79,25% das 540 mulheres detidas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), foram flagradas ao traficarem drogas. Dessas, 148 foram parar na Colmeia após serem pegas entrando em instituições carcerárias portando substâncias ilícitas.

Ana Rita* passou mais de cinco anos levando drogas para o companheiro no Complexo Prisional da Papuda, em São Sebastião. Não mediu as consequencias nem quando estava grávida da filha mais nova, atualmente com 6 anos. Foi descoberta ainda grávida. Deu à luz na prisão, onde passou um ano e oito meses, mas o bom comportamento lhe rendeu o direito à progressão da pena. Hoje, fora da cela, Ana Rita promete não repetir os mesmos erros do passado. “A porta do crime é a cadeia e dela quero distância. Nem visitas faço mais”, revela. Ela afirma nunca ter tido dificuldades para entrar na Papuda com a droga. “Você fica nua, mas não te examinam. Só fui pega porque me deduraram. Eu não era a única que fazia, muito pelo contrário”, reforça.

A entrada da droga em prisões do DF é um problema antigo, admitido, inclusive, nos discursos de inúmeras autoridades de segurança pública. Além de familiares, as “mulas da droga” têm importante participação no comércio ilegal das substâncias. Traficantes entrevistados pelo Correio revelaram que o transporte de 50 gramas de maconha para dentro de um presídio pode render R$ 1 mil. A 30ª Delegacia de Polícia, em São Sebastião, responsável por ocorrências na Papuda, registra um evento por dia referente à localização de entorpecentes entre os presidiários. A Penitenciária do Distrito Federal 1 (PDF 1) e a Penitenciária do Distrito Federal 2 (PDF 2), ambas de segurança máxima, lideram o número de registros. As apreensões mais comuns são de crack, maconha e cocaína.

Crime por paixão
A dificuldade em se chegar à autoria do delito e à identidade dos responsáveis é apontada pelo chefe da 30ª Delegacia de Polícia, Yuri Pereira Fernandes, como entrave para o trabalho da polícia. “São várias pessoas em uma cela, então é complicado saber quem é o culpado. Quando assumem é por medo dos colegas. E, como são apreendidas pequenas quantidades, os criminosos usam do argumento de serem usuários”, revela. Fernandes confirma a representativa participação feminina no tráfico. “As mulheres são pegas, geralmente, durante as visitas. A droga é cara dentro da cadeia, quando não é transportada por familiar. Por afeição, paixão, elas cometem o crime”, reitera. A pena para tráfico de drogas é de cinco a 15 anos de reclusão.

Quando foi pega, Ana Rita carregava 100 gramas de maconha escondidos na vagina. Apesar de ser interrogada, negou estar com a droga. “Antes de eu entrar para a revista, me chamaram para a direção e me acusaram de estar traficando. Eu disse que não tinha nada, mas me mandaram para o IML (Instituto Médico Legal) e lá eles descobriram”, esclareceu. Ela revela outras formas de entrada da droga. “Já vi muita gente colocar a droga na costura da roupa, no sapato. Eles apalpam, mas fica só nisso”, reitera. No DF, há mais de 2,8 mil pessoas presas por tráfico de drogas, com representativa parcela de mulheres inseridas nesse quadro.

Corrupção
O gerente de Inteligência da Subsecretaria do Sistema Penitenciário do DF (Sesipe), John Kennedy Pinto, admite falhas no sistema, mas afirma que o trabalho de fiscalização desenvolvido no Complexo Prisional da Papuda é bom. “Não é fácil esconder drogas e outros objetos nas celas, mas eles conseguem porque existe muita ajuda lá dentro. São muitas alas para vistoriar, além do pátio e outros locais. E algumas pessoas não executam o serviço com o cuidado necessário”, acrescenta. Segundo ele, o presídio é monitorado constantemente.

A criminalidade contamina aqueles que deveriam resguardar a integridade do sistema carcerário. Há 10 dias, brasilienses assistiram à prisão de um agente de atividade penitenciária acusado de facilitar a saída de seis presos de alta periculosidade da PDF 2, onde desde a inauguração — em 2005 — não havia relatos de fuga. Os investigadores não descartam a possibilidade de envolvimento de um segundo profissional no episódio.

O Correio esteve na Papuda na manhã da última quarta-feira, em mais um dia de visita aos presos. Mães, irmãs, esposas e filhas de condenados não pouparam críticas às condições dos presidiários. Reclamaram do tratamento dado aos presos, da comida servida e, inclusive, do método de revista. Segundo relato de algumas, há extravio de roupas, objetos pessoais e de higiene levados para os presidiários. Nenhuma nega a existência do tráfico, embora afirmem que os culpados pela chegada das drogas são os funcionários dos presídios.

“É uma forma de eles desviarem a atenção. Assim, colocam a culpa na gente. E os presos usam as drogas no pátio, todo mundo sabe e ninguém faz nada”, revela a esposa de um detento que teve a identidade preservada. “Sabemos que as revistas têm que acontecer, mas nos tratam como se nós fossemos os criminosos. Faz parte do jogo, sabemos. Mas eu tenho síndrome do pânico. Quando pedem para eu estender a mão, eu tremo. Assim, me mandam para o IML e perco a visita”, acrescentou. Para diminuir o constrangimento, ela sugere a instalação de escâneres corporais nos presídios.

Dinheiro e coação
As “mulas” são pessoas usada por traficantes para transportar a droga, geralmente por fronteiras entre países. Elas recebem um pagamento ou são coagidas a realizar o serviço. Usam diversos artifícios para fazer o trânsito. Em alguns casos, colocam a droga dentro do corpo, engolindo ou escondendo em partes íntimas

A Comeia
Realidade do Presídio Feminino do Distrito Federal

Junho de 2011
Total de presas: - 540
Detidas por tráfico de drogas: - 428
Detidas por tráfico de drogas em instituições prisionais: - 148



9.989 detidas em todo o país

Enquanto no Distrito Federal quase 80% da mulheres presas são condenadas por tráfico de drogas, essa porcentagem, no Brasil, é de 65,4%. Os dados foram apresentados ontem pela socióloga Julita Lembruger durante o Encontro Nacional do Encarceramento Feminino, organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Das 15.263 prisões de mulheres ocorridas nos últimos cinco anos, em 9.989 casos a acusação é de tráfico de entorpecentes. A expectativa é de que outras 3 mil ingressem em cadeias e presídios por todo o país somente este ano pelo envolvimento com drogas.

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, cobrou mudanças na legislação penal brasileira para atender à população carcerária feminina, que praticamente dobrou nos últimos 10 anos. “Elas sofrem por serem mulheres e por estarem presas. As políticas públicas para o nosso esfacelado sistema carcerário são voltadas exclusivamente para o sexo masculino”, disse a corregedora. “A situação das mulheres encarceradas é desconhecida até mesmo pelos movimentos feministas. Assim, cada vez mais elas ficam longe do alcance dos direitos humanos”, acrescentou a corregedora.

Fonte: Correio Braziliense - Alana Rizzo

Já passa da hora dos EUA cessarem o apoio incondicional e imoral que dão a Israel

Palestinos pedirão reconhecimento a um Estado à ONU em setembro

Os palestinos devem comparecer à ONU em setembro para pedir o reconhecimento a um Estado e se transformar em membro de pleno direito, embora nenhuma destas medidas seja garantida e não estejam descartadas outras opções.

O procedimento estabelecido para que um país seja admitido como novo membro da ONU estipula que após ser apresentada a solicitação formal à Secretaria-Geral, nove dos 15 membros do Conselho de Segurança devem dar sua aprovação, entre eles os cinco permanentes com direito de veto.

Se a proposta prosperar, o Conselho de Segurança recomenda então à Assembleia Geral debater a incorporação do novo membro, para o que é preciso a aprovação de dois terços da câmara.

Atualmente, 192 nações integram a ONU, o que significa que o Estado palestino deve contar com o sinal verde de 128 países, no caso de o Conselho de Segurança dar sua recomendação, algo improvável dada a oposição de Washington.

No caso de Israel, a resolução 181 (da partilha de 1947) criou a plataforma legal para seu estabelecimento, ao que seguiram em 1948 vários reconhecimentos em nível bilateral, embora o Conselho não tenha dado sinal verde ao Estado judeu devido à primeira guerra árabe-israelense.

Apenas em maio de 1949 Israel obteve o reconhecimento como membro da ONU na Assembleia Geral após um amplo debate, um processo que, segundo os analistas, os palestinos estudam seguir.

Até o momento, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) conta com o apoio de 116 países, e nesta semana o responsável das Relações Exteriores do Fatah, Nabil Shaath, assegurou que antes de setembro outras 24 nações se somarão a este número.

No caso de os palestinos não conseguirem o apoio de 128 países a princípio, há outras opções. "Ir à ONU em busca de reconhecimento é uma alternativa entre várias opções. Ainda segue havendo ceticismo sobre a medida e suas consequências", explicou Hiba Husseini, advogada e ex-assessora legal da equipe negociadora palestina.

Para Ziad Abu Zayad, advogado e co-editor do Semanário Palestina-Israel, a ideia de ir à ONU é uma mensagem clara de frustração e desespero da liderança palestina. "É como se alguém ameaçasse dizendo: 'vou matar alguém, por favor, me detenha'", diz.

Israel e EUA expressaram sua rejeição aos planos palestinos de buscar reconhecimento fora do marco das negociações, posição que a União Europeia (UE) apoia em maior ou menor medida, mas que também prefere resolver em conversas diretas entre as partes.

O diretor do Centro para a Democracia e Desenvolvimento Comunitário, Walid Salem, sustenta que o objetivo da ida à ONU é estabelecer um processo baseado nos direitos humanos que mude a atual relação de amo (Israel) e vassalo (palestinos).

A semente da proposta, explica, é cozinhada há três anos pelo governo do primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Salam Fayyad, que partia de três premissas fundamentais: criar as instituições para um futuro Estado palestino, promover a luta não violenta contra a ocupação e obter o apoio internacional para um Estado.

A essas ideias se uniu a tese do negociador palestino Mohamed Shteye de comparecer à ONU sem descartar as negociações de paz com Israel. Assim reafirmou em maio o presidente da ANP, Mahmoud Abbas: "nossa primeira opção são as negociações, mas se não houver progresso até setembro iremos à ONU". No entanto, outras autoridades palestinas insistiram que a OLP irá a esse organismo internacional com ou sem progresso nas negociações.

Se não for alcançada uma maioria, os palestinos podem solicitar uma revisão de sua situação para obter uma melhor posição de cara às negociações, como equiparar seu status ao de caráter especial que tem a UE.

Outra opção é pedir que seja colocada em prática a resolução 181, solicitar uma resolução contra os assentamentos ou inclusive ressuscitar aquela que equiparava o sionismo ao racismo.

Os palestinos, contudo, querem evitar a todo custo o exemplo de Kosovo, reconhecido por pelo menos 76 países mas que não conta com o beneplácito de Rússia e China, membros permanentes do Conselho.

O coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Robert Serry, insiste que, independentemente do que ocorrer em setembro, "a comunidade internacional seguirá chamando pressionando as partes a retornar à mesa de negociações".

Fonte: Portal TERRA

Brasil! contribuinte paga o presente de casamento do Carrefour x Pão de Áçucar

Duas redes de varejo se casam e quem dá o presente é o Brasil, ou melhor, o contribuinte ?
Senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), sobre o BNDES financiar a fusão entre o Pão de Açúcar e o Carrefour

Mais um desvio de função do BNDES

Fundado em 1952, no segundo governo Vargas, o BNDE — sem o “s” de social — surgiu para ser o grande suporte financeiro da industrialização. Numa economia em que uma das doenças crônicas é a falta de financiamento de longo prazo para projetos de maturação demorada, o banco ocupou, e ocupa, espaço vital.

Nesta condição, o quase sexagenário BNDES, por ser estatal, tem sido usado como instrumento de toda sorte de programa, dos mais consequentes aos delirantes.

Foi peça-chave na montagem da espinha dorsal da indústria automobilística no país, na siderurgia, mas também atuou na linha de frente na política de substituição de importações no governo Geisel, da qual, se restou capacitação técnica em algumas áreas, herdaram-se “esqueletos” nos armários da dívida interna, constituídos por pesados subsídios na criação frustrada de grandes grupos nacionais.

Subjacente àquela enorme transferência de dinheiro público para alguns empresários eleitos, agravou-se o sério problema da distribuição de renda.

Na execução de uma série de medidas para se contrapor às pressões recessivas vindas de fora, geradas pela explosão do mercado de hipotecas nos Estados Unidos, o banco foi peça fundamental. Não poderia ser diferente.

Ali, porém, a partir de 2009, na fase final do governo Lula, emergiu de maneira explícita, sob a justificativa da “política anticíclica”, um projeto de converter — mais uma vez — o Estado no grande indutor do crescimento.

Ressuscitou-se o geiselismo, inclusive com direito a dinheiro subsidiado em operações de apoio a empresários para serem “os campeões nacionais” na economia globalizada.

Neste contexto é que se coloca a inadequada participação do banco para viabilizar a megaoperação de junção do grupo Pão de Açúcar e do Carrefour, e criar, no Brasil, de longe a maior rede de supermercados, uma empresa de R$ 65,1 bilhões de faturamento anual, só menor que a Vale e a Petrobras.

A rigor, o que tem a ver um banco estatal de fomento, num país como o Brasil, com fusão de redes varejistas? Nada. Pelos números divulgados na terça-feira, o BNDESpar, braço de participação em empresas do banco, entraria com R$ 3,91 bilhões no negócio, em troca de 18% do capital do Novo Pão de Açúcar, a surgir do negócio — caso Abílio Diniz consiga demover a resistência do sócio Casino, também francês como o Carrefour.

É risível a justificativa do banco de que a operação facilitaria a colocação de mercadorias brasileiras no exterior. Melhor caminho para aumentar as exportações nacionais é investir na infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária, sabidamente subdimensionada diante do tamanho que atingiu a economia.

Não faz sentido gastar dinheiro subsidiado pelo contribuinte — mesmo que não fosse — para facilitar uma fusão que deve ser resolvida entre empresas privadas, da forma usual. Grupos fortes que são, têm acesso fácil ao crédito no mercado financeiro mundial.

O mesmo erro já foi cometido pelo BNDES numa fusão de frigoríficos, fora dos verdadeiros interesses estratégicos do país. Mais uma vez, a ideologia que move o projeto do “Brasil Grande”, outra herança dos militares, pode desperdiçar volumosos recursos no plano obsessivo de criação de grandes empresas, enquanto as reais necessidades de investimentos públicos são deixadas de lado.

Fonte: O Globo - Editorial

Dois ex-guerrilheiros são raqueados: Dilma e Zé Dirceu

Dilma Rousseff teve a caixa de entrada de sua conta de e-mail invadida por um hacker do Distrito Federal.

Deu-se em 2010, em meio à campanha presidencial. O invasor copiou cerca de 600 mensagens recebidas por Dilma.

Deve-se a revelação aos repórteres Matheus Leitão e Rubens Valente. Em notícia pendurada na manchete da Folha, a dupla conta o seguinte:

1. Após localizar o hacker, os repórteres encontraram-se com ele, na última segunda (27), num shopping de Taguatinga, cidade assentada a 20 km de Brasília.

2. O sujeito não quis se identificar. Disse chamar-se “Douglas”. Mora na cidade, tem 21 anos. Está desempregado.

3. Depois de capturar as mensagens do correio eletrônico de Dilma, o hacker tentou vendê-las a partidos de oposição.

4. Mencionou o PSDB e o DEM. Disse que sua oferta foi refugada. Tentou vender os textos aos repórteres. De novo, sem sucesso. O jornal não paga por informações.

5. Para demonstrar a autenticidade da “mercadoria” que tenta comercializar, o jovem aceitou acompanhar os repórteres a uma lan-house.

6. Exibiu, de relance, o conteúdo de 30 e-mails. Não permitiu que as mensagens fossem fotografadas. Tampouco autorizou cópias.

7. Constaram da “amostra”, por exemplo, resultados de exames médicos que Dilma teria feito em Porto Alegre, instruções para o segundo turno da campanha…

…Uma agenda telefônica com dados de parentes e assessores de Dilma, depoimentos ligados ao escândalo que levou à queda da ex-ministra Erenice Guerra…

…Comentários sobre acusações feitas contra Dilma pela ex-diretora da Receita Federal Lina Vieira, e mensagens de boa sorte na campanha.

8. No meio do pacote, os repórteres identificaram uma mensagem cuja autenticidade puderam atestar. Tratava-se de e-mail enviado a Dilma pela própria Folha.

Na mensagem, o jornal pedia à então candidata que autorizasse o acesso ao processo que a ditadura militar movera contra ela.

Os autos, mantidos à época sob sigilo, encontravam-se arquivados no Superior Tribunal Militar.

9. Os repórteres procuraram a Presidência da República, que acionou pessoas que assessoraram Dilma na campanha de 2010.

10. Feitas as consultas, a Presidêcia alegou que tem dificuldades para confirmar se os e-mails foram mesmo extraídos da caixa de mensagens de Dilma.

11. A ministra Helena Chagas (Comunicação Social) declarou: "O que importa é que, verdadeiros ou falsos, esses e-mails são frutos de um ato criminoso".

12. Pelo menos dois remetentes atestaram o conteúdo de a autenticidade mensagens exibidas pelo hacker aos repórteres.

13. Num dos textos, de 7 de outubro de 2010, o jornalista Kennedy Alencar pedia a Dilma que confirmasse sua presença num debate presidencial.

14. O evento ocorreria dali a dez dias. Kennedy participou da organização e apresentou o debate.

15. Noutro e-mail, o padre-cantor Fábio de Melo desejava boa sorte a Dilma na véspera do segundo turno da eleição, "dia histórico".

16. Ouvido, ele confirmou ter enviado mensagem a Dilma. Embora não se recordasse dos termos, disse que o e-mail tinha “o espírito” do texto em questão.

17. Afora o ataque à caixa de mensaens de Dilma, o jovem invasor disse ter violado também o e-mail do grão-petê José Dirceu.

18. Alcançado na Europa, onde se encontra, Dirceu disse ter detectado a invasão. Registrou a ocorrência na polícia.

19. O hacker mostrou aos repórteres apenas duas das mensagens que diz ter pescado na máquina de Dirceu. Confrontado com o conteúdo, Dirceu disse que “fazia sentido”.

20. Uma das mensagens fora enviada pelo escritor Paulo Coelho, amigo do ex-chefe da Casa Civil de Lula. Tratava de um possível encontro dos dois, na Europa.

21. A invasão ao e-mail de Dirceu é mais recente. Deu-se, segundo ele próprio, por volta das duas da madrugada da última segunda (27).

22. Dirceu contou que a senha de sua conta teria sido alterada após telefonema de um desconhecido ao provedor de internet UOL.

23. O intruso logrou alterar a senha porque forneceu dados pessoais de Dirceu. O petista procurou o UOL e conseguiu restabelecer o controle de sua caixa postal.

24. Na conversa com os repórteres, o hacker contou que, antes de investir contra Dilma e Dirceu, invadiu a página eletrônica do diretório nacional do PT.

25. Extraiu do site do partido e-mails pessoas de filiados e “outros dados”.

Fonte: Blog do Josias

O destino adequado para o oficio que será enviado é o mesmo dos papéis que já foram destruídos

ONU aumenta pressão contra Brasil para investigar tortura na ditadura

Representante das Organizações das Nações Unidas vai enviar carta ao governo brasileiro para pedir que País investigue crimes e abra arquivos

A ONU reforçou, agora de forma mais contundente, os pedidos para que o Brasil inicie investigações imediatas sobre a tortura nos anos da ditadura. A organização pede ao País para abandonar sua posição em relação à lei de anistia e também para abrir os arquivos militares. A nova declaração foi feita por Navi Pillay, número 1 da ONU para Direitos Humanos.

Em um encontro com a imprensa internacional nesta quinta-feira, 30, a ex-juíza sul-africana e atual alta comissária da ONU para Direitos Humanos, insistiu que o governo tem a obrigação de garantir o "direito à verdade à população". Pillay também confirmou que enviará nos próximos dias uma carta ao governo brasileiro, pedindo a mudança de posição. "Vamos ser rigorosos nisso", afirmou.

A ONU vem fazendo pedidos insistentes ao Brasil para investigação de crimes contra direitos humanos durante a ditadura. Há duas semanas, alegou que a devolução das caixas com informações sobre a existência de pelo menos 242 centros de tortura no Brasil pelo Conselho Mundial de Igreja deve ser aproveitada para rever a posição do País em relação a como lidar com o seu passado.

Fonte: O Estado de São Paulo

[o grande problema da ONU é que não tem moral para resolver os grandes problemas do mundo, aí fica tentando mostrar serviço com ameaças que não tem como executar.]

Hacker do DF invadiu conta de e-mail da Dilma

Morador de Taguatinga - DF, invade e-mails de Dilma Rousseff
Um hacker que mora em Taguatinga invadiu o correio eletrônico pessoal da presidente Dilma Rousseff e copiou e-mails que ela recebeu durante sua campanha à Presidência da República, no ano passado. O rapaz não quer se identificar. Diz apenas se chamar "Douglas", ter 21 anos e estar desempregado.

A invasão aos e-mails da presidente e de onde ela partiu foi revelada nesta quinta-feira (30/6) pelo jornal Folha de S.Paulo. Segundo a repo9rtagem, o jovem tentou vender os arquivos a políticos de dois partidos de oposição, o DEM e o PSDB, mas disse que não teve sucesso.

Na semana passada, uma onda de ataques de hackers teve como alvo sites de órgãos do governo federal. Segundo balanço divulgado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) na terça-feira (28), 20 portais do governo e 200 sites municipais, principalmente de prefeituras, foram atacados.

O mais crítico, segundo afirmou o diretor-presidente da empresa, Marcos Mazoni, foi o ataque ao site da Presidência da República, ocorrido na madrugada de quarta-feira (22).

No dia seguinte ao ataque, o grupo de hackers LulzSecBrazil, responsável pela maioria das ações, postou em sua conta no Twitter um link para um arquivo com supostos dados pessoais de Dilma, como números do CPF e do PIS, data de nascimento, telefones e signos. "Douglas", de acordo com a Folha, afirma que não integra o grupo que realizou estes ataques.

Hacker violou mensagens de Dilma na campanha de 2010
Um hacker invadiu o correio eletrônico pessoal da presidente Dilma Rousseff e copiou e-mails que ela recebeu durante sua vitoriosa campanha à Presidência da República, no ano passado

O rapaz tentou vender os arquivos a políticos de dois partidos de oposição, o DEM e o PSDB, mas disse que não teve sucesso.

A Folha encontrou-se com o hacker na segunda-feira (27), num shopping de Taguatinga (DF), a 20 km de Brasília. Ele não quis se identificar. Disse que se chama "Douglas", está desempregado, mora na cidade e tem 21 anos.

Na semana passada, uma onda de ataques de hackers teve como alvo sites de órgãos do governo federal. Segundo balanço divulgado pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) na terça-feira (28), vinte portais do governo e 200 sites municipais, principalmente de prefeituras, foram atacados.

O mais crítico, segundo afirmou o diretor-presidente da empresa, Marcos Mazoni, foi o ataque ao site da Presidência da República, ocorrido na madrugada de quarta-feira (22).

No dia seguinte ao ataque, o grupo de hackers LulzSecBrazil, responsável pela maioria das ações, postou em sua conta no Twitter um link para um arquivo com supostos dados pessoais de Dilma, como números do CPF e do PIS, data de nascimento, telefones e signos.

"Douglas" afirma que não integra o grupo que realizou estes ataques.

Fonte: Folha de São Paulo

INsegurança e caos na saúde pública do DF. Hospitais e UTIs públicas do DF podem parar totalmente

Paralisação na saúde ameaça fechar emergências e UTIs na próxima semana
A peregrinação de pacientes pelos hospitais e unidades de saúde do Distrito Federal continua no quarto dia de paralisação de servidores da saúde pública. Desde a segunda-feira, 10 mil técnicos, auxiliares e servidores de nível superior de várias áreas cruzaram os braços. Consultas, exames e procedimentos cirúrgicos estão sendo desmarcados ou cancelados, deixam a população refém da paralisação.

Na próxima quarta-feira, o situação na rede pública de saúde pode piorar. Os grevistas pretendem parar também centros cirúrgicos, unidades de terapia intensiva (UTIs) e emergências, que vêm funcionando com apenas 30% do efetivo. Isso dependerá, no entanto, de um acordo durante assembleia marcada para próxima terça-feira.

Diariamente, são realizadas 120 operações com marcação antecipada na rede pública. Somente nos três primeiros meses do ano, foram realizadas 7.951 cirurgias eletivas. O índice, no entanto, deve sofrer redução em função das consequências geradas pela greve. A Secretaria de Saúde confirma o impacto nos procedimentos.

Ontem, o Governo do Distrito Federal (GDF) protocolou pedido de ilegalidade do movimento no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), por entender que a paralisação é despropositada. Além disso, o Executivo endureceu a posição, fechando as portas para novas propostas enquanto os servidores não voltarem ao trabalho. Desde o início da paralisação, o ponto dos funcionários foi cortado.

Ninguém
Em meio ao impasse está a população e o calvário diário nas filas e bancos de espera de unidades de saúde. A desempregada Maria da Conceição Cardoso, 50 anos, procura, desde segunda-feira, hospitais públicos no Plano Piloto e centros de saúde em Samambaia na tentativa de marcar uma cirurgia para o neto. O pequeno Jonas, de apenas 5 anos, precisa passar por uma operação de adenoide. “Encontrei alguns locais fechados. Não me receberam no Hospital de Base, nem nos postos. Falaram que ninguém estava trabalhando”, conta Maria. “Meu menino não pode esperar. Quando esse pessoal voltar da greve pode acontecer de os exames já estarem com a validade vencida. Se isso acontecer, terei de fazer tudo de novo.”

Apesar da pouca idade, Jonas conhece bem, desde os oito meses, o significado da dor. Vítima de um acidente doméstico, o menino teve parte do corpo queimado. Sem condições de atendimento em Cuiabá (MT), onde a família do garoto morava. Além de precisar da cirurgia, Jonas tem asma, tem intolerância à lactose, sofre de rinite alérgica, além de sofrer com problemas de incontinência urinária e nas articulações.

Negociação
O que querem os servidores
» Revisão anual da remuneração, tendo como parâmetro o índice de correção do Fundo Constitucional do DF;

» Incorporação de 100% da Gratificação por Apoio Técnico Administrativo (Gata);

» Redução da carga horária para 20 horas semanais;

» Plano de saúde;

» Equiparação do auxílio-alimentação com o valor pago na área federal, ou seja, aumento de R$ 199 para R$ 304;

» Dobrar o valor do auxílio-creche, de R$ 95 para R$ 190;

» Cronograma de pagamento para os precatórios por meio de projeto de lei;

» Restruturação do plano de carreira, de cargos e de salários;

» Modificação tecnológica das condições de trabalho;

» Realização de concurso público para o preenchimento de todas as vagas existentes;

» Tornar realidade o programa habitacional da categoria;

» Reestruturação do parque de apoio para a manutenção de equipamentos;

» Construção da nova sede da Secretaria de Saúde;.

» O que propõe o GDF

» Reajuste do tíquete-alimentação para R$ 304 a partir de julho de 2011;

» Incorporação de 40% da Gratificação por Apoio Técnico Administrativo (Gata), conforme previsão em lei em setembro de 2011;

» Plano de saúde a ser implementado em janeiro de 2012;

» Conclusão do projeto de lei que dispõe sobre a restruturação da carreira de Assistência Pública à Saúde em setembro de 2011;

» Debate e cronograma de incorporação dos 80% da Gata em setembro de 2011;

» Finalização do projeto de lei que cria gratificações para os agentes de vigilância ambiental e comunitários, além de servidores lotados nas emergências e nas unidades de pronto-atendimento (UPAs) a partir do segundo semestre de 2011;

» Continuidade das negociações sobre a redução de carga horária, bem como o estímulo do pagamento das verbas rescisórias da categoria.

Desrespeito à população
Na manhã de ontem, a reportagem do Correio percorreu o Hospital de Base, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e o Centro de Saúde nº 1 de Samambaia. Nos dois primeiros locais, faltavam profissionais em áreas como recepção, radiologia, lavanderia e laboratório, mas os pacientes conseguiam atendimento. No último, entretanto, as atividades estavam suspensas.

A doméstica Raimunda Alves de Moura, 63 anos e o marido, o jardineiro Milton Evangelista de Moura, 69, deram viagem perdida ao recorreram à unidade em busca de remédios para pressão alta. “É deixar de comer para comprar o remédio em outro lugar ou morrer”, disse Maria, indignada. “Que outra opção eu tenho? Vou ter que pagar R$ 30 em uma caixa de medicamento pois não tenho noção de quando vai acabar essa greve”, acrescentou.

Ontem, durante reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governador Agnelo Queiroz (PT) reforçou as críticas ao movimento grevista destacando que encara a paralisação como uma provocação à sociedade e ao governo. “Isso é uma irresponsabilidade, uma atitude criminosa contra esse povo que já sofreu violentamente. Esse é o nosso limite da tolerância”, pontuou. “Fizemos o que nos pediram. Oferecemos o auxílio-alimentação de R$ 304 — sem contrapartida —, plano de saúde e incorporação da gratificação. Não há motivos para continuarem parados.”

A posição de Agnelo foi contestada durante manifestação realizada ontem, em frente à Secretaria de Saúde do DF (SES/DF), na Asa Norte. Na ocasião, cerca de 600 servidores fizeram um panelaço para protestar. O presidente do sindicato da categoria, Agamenon Torres, confirmou que a greve deve alcançar os centros cirúrgicos.

“O que puder ser suspenso sem colocar em risco a vida dos pacientes, será. Continuaremos atendendo todas as emergências, mas vão faltar servidores em outros locais, justamente para fazer pressão. Até que o governo atenda nossas reivindicações é isso que irá acontecer”, ameaçou.

Fonte: Correio Braziliense - Mariana Laboissiére

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Olhe a ZONA que é uma sessão do Senado Federal presidida pela senadora Marta Suplicy


Clique aqui e assista vídeo que mostra a ZONA

que é uma sessão do Senado da República presidida pela senadora Marta Suplicy,
aquela que além de defender tudo que é prática sexual bizarra, quando ministra do Turismo, em pleno apagão aéreo, decretou que todos as vítimas do CAOS AÉREO, relaxassem e gozassem.

Marta Suplicy, a do relaxa-e-goza falta com o decoro enquanto preside uma sessão do Senado

Marta Suplicy, ai que saco!

Enquanto preside uma sessão do Senado da República, a desbocada, destrambelhada e desregrada senadora Marta Suplicy - aquela que durante os 'apagões aéreos' mando todo mundo relaxar e gozar - quebra o decoro parlamentar proferindo termos inapropriados a uma parlamentar em pleno exercício da presidente do Senado.

Clique aqui para ver e ouvir

PREVIDÊNCIA SOCIAL: governo vai mexer nas regras e quando ele mexe o segurado se ferra

Governo quer reduzir pensões e elevar tempo de contribuição de mulheres

O governo já tem pronta uma minirreforma da Previdência, que será enviada ao Congresso ainda este ano. Elaborada pelas equipes técnicas dos ministérios da Fazenda e da Previdência, a proposta mexe nas regras das pensões pagas a viúvas e viúvos e traça mecanismos alternativos para o fim do fator previdenciário, com aumento da idade e do tempo de contribuição para que os trabalhadores do setor privado (INSS) possam requerer suas aposentadorias. No caso da pensão por morte, uma das mudanças é a redução no valor do benefício dos novos pedidos de concessão: hoje, a pensão corresponde ao valor integral pago ao segurado. A ideia é reduzi-la para 70%, no caso de cônjuges sem filhos menores de 21 anos.

O governo propõe também criar um prazo de validade do pagamento do benefício de dez anos para viúvas e viúvos que tenham menos de 35 anos. Acima dessa idade, a pensão permanece vitalícia. Além disso, a proposta prevê novos critérios na concessão da pensão, com distribuição para os filhos menores: em vez de ficar com 100% do benefício pago ao segurado morto, como ocorre hoje, o novo beneficiado passaria a receber 70% do valor; 30% seriam repartidos com os filhos menores (cinco no máximo). Quando um desses filhos completar 21 anos, perderá direito ao pagamento. Mas o cônjuge continuará a receber os 70%.

A mulher que se casar novamente perderá direito à pensão. Para evitar casos de jovens que se casam com idosos só para ter direito à pensão do INSS, será criado um prazo de carência de 12 meses para o início do pagamento da pensão. Soma-se a isso o pagamento por, no máximo, dez anos nos casos de quem tiver menos de 35 anos. [é uma forma de evitar o crescimento do número das já famosas ‘viúvas do Viagra’.]

Beneficiários atuais não seriam afetados

Ao divulgar as contas da Previdência Social em maio, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, afirmou nesta terça-feira que o governo enviará sua proposta ao Congresso até setembro, caso não haja acordo com as centrais:

- Não adianta prolongar essa discussão sem fim. Se não houver acordo, o governo enviará sua proposta ao Congresso - afirmou o ministro, ciente de que é grande a resistência dos parlamentares em mexer nos direitos dos aposentados.

Garibaldi destacou que há consenso de que o regime de Previdência precisa passar por alterações para que seja sustentável no futuro, daqui a 20, 40 anos, devido ao envelhecimento da população. Ele reiterou, no entanto, que as medidas valerão somente para quem vier a ingressar no mercado de trabalho:

- Não precisa sacrificar a geração que já está aí. Por isso, defendemos que o que for feito não incida sobre o contrato que já foi assinado - disse o ministro, acrescentando que uma pequena reforma pode produz grandes resultados.

Em 2010, R$ 70 bi gastos em pensões

Técnicos que trabalham na proposta argumentam que as despesas com pensão são muito elevadas. Foram R$ 70,3 bilhões gastos em 2010 - 27,5% do total de despesas da Previdência (R$ 254,9 bilhões). Além disso, o Brasil é um dos poucos países do mundo em que esse tipo de benefício é integral e vitalício.

O economista Marcelo Caetano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), considera positiva a iniciativa do governo de tornar mais rígidas as regras para o pagamento de pensão por morte. Mas ressaltou que qualquer alteração de regras da pensão só será sentida nas contas públicas num prazo mais longo, pois se trata de uma transição lenta na forma de pagamento. Além disso, como só valerá para novas concessões, a economia será pequena no início, com tendência de crescimento no longo prazo.

Caetano destacou ainda que o governo precisa tomar cuidado para não tornar ainda mais desigual o tratamento que é dado aos beneficiários do INSS e o destinado aos servidores públicos: - Por uma questão de equidade, os dois regimes devem ser mexidos - afirma o economista. A proposta do governo prevê também novas regras para as pensões dos servidores públicos. Hoje, os cônjuges que herdam o benefício já têm restrições, como limitar a 70% o valor da pensão que exceder o teto do INSS, hoje em R$ 3.680.

Em outra frente, o governo está decidido a impor regras duras para aceitar o fim do fator previdenciário, defendido pelo Congresso e que respondeu por uma economia de R$ 31 bilhões nos últimos dez anos. É preciso que haja contrapartidas, inclusive para as mulheres, que estão vivendo mais. Nesse caso, as mulheres passariam a contribuir por 33 anos em vez dos 30 anos atuais, sendo mantidos os 35 anos para os homens. O tempo mínimo de contribuição para obter direito ao benefício do INSS, nos dois casos, passaria de 15 anos para 25 anos.

Essas medidas, porém, não seriam suficientes para repor a perda decorrente do fim do fator previdenciário. Foram elaboradas várias alternativas. A que mais agrada ao governo, tecnicamente, é aumentar a idade média da aposentadoria, hoje em 51 anos (mulher) e 54 anos (homem), para 53 anos e 58 anos, respectivamente. O aumento seria progressivo, sendo que, num prazo de dez anos, atingiria 63 anos e 65 anos, respectivamente.

A tese dos 85 pontos (mulher) e 95 pontos (homem) - somando-se a idade e o tempo de contribuição para que se tenha direito à aposentadoria integral -, que chegou a ser negociada no Congresso, também foi vetada pela Fazenda. Caso os sindicalistas insistam nesse caminho, terão que aceitar um aumento progressivo nessa conta, de forma que atinja 101 anos (mulher) e 105 anos (homem).

O governo também pretende concentrar esforços na mobilização da sua base no Congresso para aprovar o projeto que cria o fundo de previdência complementar dos servidores públicos. Assim, evitaria que esses servidores continuem a se aposentar com salários integrais.


Fonte:
Globo.com

Pesquisa personalizada