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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Almoço de Dilma com PMDBistas tem bate-boa e quase vira barraco

Dilma quase bate boca com peemedebistas por conta de emenda que anistia desmatadores

Qual das Dilmas preside o Brasil – quando o Lula não intervém?

Na conferência sobre o clima, em Copenhague, na Dinamarca, ao lado de figuras de destaque no cenário mundial, Dilma afirmou que

“o meio ambiente é um obstáculo ao desenvolvimento sustentável”.

Ontem em almoço com políticos do PMDB tentando amainar a criseou pelo menos deixar a impressão de que é ela quem manda Dilma afirmou que “- Entendo que o Brasil é uma potência agrícola, mas tenho uma preocupação com a comunidade internacional. Tenho um compromisso de combater o desmatamento

No Senado, Luiz Henrique já teve a primeira conversa com o relator do Código na Comissão do Meio Ambiente, senador Jorge Viana (PT-AC), para costurar um texto alternativo à emenda 164 sem que seja necessário fazer dois outros substitutivos ao projeto da Câmara. A ideia é fazer uma distinção entre o produtor rural que desmata para plantar e os desmatadores que derrubam madeira para vender. - A presidente disse que não é nenhuma fundamentalista ambiental, mas reiterou que vai vetar qualquer anistia dada a desmatadores - confirmou Waldemir Moka.


Segundo senadores presentes, ao introduzir o assunto durante o almoço com a bancada do PMDB no Senado, Dilma destrinchou os 11 pontos que o governo pretende alterar. E foi contestada ponto por ponto por Moka e Luiz Henrique. - Entendo que o Brasil é uma potência agrícola, mas tenho uma preocupação com a comunidade internacional. Tenho um compromisso de combater o desmatamento - disse Dilma. - Não há anistia a desmatadores no texto do Aldo, senhora presidente! Se alguém me provar isso, sou o primeiro a votar contra - rebateu Moka.


A polêmica emenda 164 aprovada contra a orientação do governo diz: "Supressão de vegetação (desmatamento) em Área de Preservação Permanente e a manutenção de atividades consolidadas até 22 de julho de 2008 poderá acontecer em caso de utilidade pública, interesse social, baixo impacto ambiental, bem como nas atividades agrossilvopastoris (lavoura e pecuária), ecoturismo e turismo rural."

- Coloquei claramente o que penso: o Código tem que garantir as florestas, as obras de infraestrutura e que o país continue um grande supridor de alimentos e de biodiesel. O texto do Aldo não tem anistia. Vamos manter o máximo do texto da Câmara - disse Luiz Henrique. - Quem desmatou depois de 2008 vai ser penalizado, não tem salvação. Vou ter um foco muito grande no pequeno produtor.

Jorge Viana se reuniu com Aldo Rebelo e depois com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. - Vamos fazer uma pajelança do meio ambiente e para quem quer produzir. Vai dar tudo certo - afirmou Viana.


Emenda 164 gerou polêmica entre Dilma e senadores do PMDB

O jornal O Globo traz alguns detalhes do almoço entre a presidente Dilma Rousseff e a bancada do PMDB no Senado que ocorreu na quarta-feira, em Brasília. O embate se concentrou ao redor da polêmica emenda 164 ao Código Florestal, que na visão do governo dá anistia a quem desmatou áreas de proteção ambiental antes de 2008:

Segundo senadores presentes, ao introduzir o assunto durante o almoço com a bancada do PMDB no Senado, Dilma destrinchou os 11 pontos que o governo pretende alterar. E foi contestada ponto por ponto por [Waldemir] Moka [MS] e Luiz Henrique da Silveira [SC]. “Entendo que o Brasil é uma potência agrícola, mas tenho uma preocupação com a comunidade internacional. Tenho um compromisso de combater o desmatamento”, disse Dilma. “Não há anistia a desmatadores no texto do Aldo, senhora presidente! Se alguém me provar isso, sou o primeiro a votar contra”, rebateu Moka.

Segundo O Globo, Luiz Henrique, que vai relatar o Código Florestal nas comissões de Constituição e Justiça e de Agricultura, já entrou em contato com Jorge Viana (PT-AC), relator do tema na Comissão de Meio Ambiente. Os dois vão tentar criar um projeto que garanta os direitos dos pequenos produtores e, ao mesmo tempo, garanta a preservação do meio ambiente. Certamente será um trabalho árduo. Mais difícil é saber se o Senado conseguirá fazer isso sem bate-boca e radicalismos, como ocorreu na Câmara.

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