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terça-feira, 7 de junho de 2011

As procuras alopradas do Engavetador-geral da República

Roberto Gurgel, procurador-geral da República que ontem transformou seu cargo em ENGAVETADOR-GERAL DA REPÚBLICA, sucedeu ao procurador-geral Antonio Fernando de Barros, que por sua vez sucedeu ao procurador-geral Cláudio Fonteles de Lemos.

Ambos os procuradores que antecederam a Roberto Gurgel honraram e muito ao Ministério Público.

Antonio Fernando de Souza, o antecessor de Gurgel, denunciou o escândalo do mensalão e o estupro da conta bancária do caseiro Francenildo Costa, entre outras demonstrações de independência e altivez. Honrou o Ministério Público, esteve sempre a serviço da Justiça e nunca se curvou aos interesses do Executivo.

Dele, Roberto Gurgel só herdou o cargo.

Relacionamos adiante alguns exemplos do comportamento aloprado do atual engavetador-geral da República:

- é favorável a que o assassino e terrorista Cesare Batistti seja solto e permaneça no Brasil usufruindo as benesses de asilado político;

- votou favoravelmente à aprovação pelo Supremo Tribunal Federal da excrescência chamada 'casamento gay';

- não viu nenhum indício de crime nas denúncias apresentadas por parlamentares contra o 'traficante de influência' Antonio Palocci;

- arquivou representação contra Palocci que solicitava abertura do inquérito por ter aquele agora ex-ministro estuprado o sigilo bancário do caseiro Francenildo - alegou não haver fato novo. E fato novo havia e continua havendo, tendo em vista que a Caixa Economica Federal atribuiu ao Palocci a responsabilidade pelo estupro.

- atuou como procurador-geral eleitoral junto ao TSE na sessão que autorizou Roseana Sarney a concorrer a reeleição para o cargo de governadora do Estado do Maranhão. Roberto Gurgel foi favorável a que Roseana Sarney concorresse a reeleição para um cargo para o qual não foi eleita. Como alguém pode ser candidato a reeleição se não foi eleito?

Roberto Gurgel opinou pelo arquivamento das denúncias contra Palocci tendo em vista seu interesse em permanecer procurador-geral da República - cargo que com seu comportamento Gurgel transformou em ENGAVETADOR-GERAL DA REPÚBLICA ou INOCENTADOR-GERAL DA REPÚBLICA.

Acontece que o atual mandato de Roberto Gurgel finda em 22 de julho próximo e depende unicamente de Dilma Rousseff manter Roberto Gurgel no cargo ou nomear um outro procurador.

Como podemos perceber as coisas não andam muito bem para o atual engavetador-geral da República que está prestes a perder o emprego.

Blog da UNR

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