Ambos os procuradores que antecederam a Roberto Gurgel honraram e muito ao Ministério Público.
Antonio Fernando de Souza, o antecessor de Gurgel, denunciou o escândalo do mensalão e o estupro da conta bancária do caseiro Francenildo Costa, entre outras demonstrações de independência e altivez. Honrou o Ministério Público, esteve sempre a serviço da Justiça e nunca se curvou aos interesses do Executivo.
Dele, Roberto Gurgel só herdou o cargo.
Relacionamos adiante alguns exemplos do comportamento aloprado do atual engavetador-geral da República:
- é favorável a que o assassino e terrorista Cesare Batistti seja solto e permaneça no Brasil usufruindo as benesses de asilado político;
- votou favoravelmente à aprovação pelo Supremo Tribunal Federal da excrescência chamada 'casamento gay';
- não viu nenhum indício de crime nas denúncias apresentadas por parlamentares contra o 'traficante de influência' Antonio Palocci;
- arquivou representação contra Palocci que solicitava abertura do inquérito por ter aquele agora ex-ministro estuprado o sigilo bancário do caseiro Francenildo - alegou não haver fato novo. E fato novo havia e continua havendo, tendo em vista que a Caixa Economica Federal atribuiu ao Palocci a responsabilidade pelo estupro.
- atuou como procurador-geral eleitoral junto ao TSE na sessão que autorizou Roseana Sarney a concorrer a reeleição para o cargo de governadora do Estado do Maranhão. Roberto Gurgel foi favorável a que Roseana Sarney concorresse a reeleição para um cargo para o qual não foi eleita. Como alguém pode ser candidato a reeleição se não foi eleito?
Acontece que o atual mandato de Roberto Gurgel finda em 22 de julho próximo e depende unicamente de Dilma Rousseff manter Roberto Gurgel no cargo ou nomear um outro procurador.
Como podemos perceber as coisas não andam muito bem para o atual engavetador-geral da República que está prestes a perder o emprego.
Blog da UNR

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