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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Até quando as pessoas de bem, as famílias, vão ter que suportar a pouca vergonha de eventos como ‘marcha da maconha’, ‘parada gay’ e similares?

Preocupação com ataques leva PM a dobrar número de policiais na segurança da Parada Gay em SP

[o mais irresponsável da situação é que enquanto a PM desloca efetivos, já escassos, para proteger um bando de gays que com sua presença nas ruas ofendem as famílias e à moral, outros pontos da cidade ficam sem policiamento e a bandidagem a solta.

Mas, no Brasil de hoje a vida de um GLBT tem bem mais valor do que a de um cidadão de bem, de um pai de família.]


A polícia paulista vai dobrar o número de policiais militares na segurança da 15ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que acontece no próximo dia 26 de junho, na Avenida Paulista. A Polícia Militar anunciou que 1.500 homens farão a segurança do evento. Em 2010, foram 800. O objetivo do reforço é evitar agressões após o término do evento. Segundo o coronel Renato Cerqueira Campos, comandante de policiamento da região central de São Paulo, haverá reforço no policiamento inclusive à noite, após o término do evento. - O término da Parada é uma preocupação. Pedimos que as pessoas não andem sozinhas em locais ermos, para evitar riscos de ataques - afirmou.

Em São Paulo, cresceu a preocupação com ataques homofóbicos, praticados por grupos de intolerância. Neste ano, os organizadores da Parada Gay estimam a participação de 3 milhões de pessoas. A Parada, que foi incluída no calendário oficial de turismo da cidade, começa ao meio-dia, com concentração em frente ao vão livre do MASP. Os participantes vão caminhar até o Largo do Arouche, onde costuma ocorrer a dispersão. Este ano, os organizadores estudam encerrar o evento com um show da cantora Vanessa, mas ainda não fecharam a participação da artista e o local da apresentação. Normalmente, ataques de grupos de intolerância acontecem após o fim da Parada Gay, quando os participantes se dispersam.

Região da Paulista é alvo

Nos últimos dois meses de 2010, a Avenida Paulista foi palco de duas agressões. Em 14 de novembro, quatro adolescentes atacaram um três amigos que passavam pela avenida. Um deles foi alvejado com duas lâmpadas florescentes e ficou com o rosto gravemente ferido. Com a divulgação do caso, um dos agressores foi reconhecido por um agente de viagens que havia sido atacado em março, na Rua Augusta, com soco inglês. Os ossos da face dele foram quebrados e foi necessário colocar pinos e placas de titânio em cirurgia. A vítima viu as imagens gravadas pelas câmeras e procurou a polícia.

A polícia traçou um mapa de crimes relacionados à homofobia de São Paulo, das mil denúncias de agressões recebidas pelo serviço, 50% aconteceram no centro expandido. Depois, 19% na região Leste; 16% na região Sul; 9% na Zona Norte; e 6% na Oeste.

Em dezembro, dois jovens que caminhavam de mãos dadas no calçadão foram espancados por um grupo formado por seis ou sete pessoas, entre elas duas mulheres. [é bicha? Não tem local? Vai em um destes hoteizinhos baratos e aluga um quarto e faz o que gosta sem incomodar nem envergonhar ninguém.] Eles tinham saído de uma casa noturna GLS na Rua dos Ingleses e iam para um ponto de ônibus quando foram surpreendidos. Um PM que atendeu a ocorrência disse que os agressores eram skinheads, mas a vítima diz que não deu para identificar com o grupo porque eles tinham aparência normal, não eram carecas e não estavam com coturno.

O operador de telemarketing Gilberto Tranquilino da Silva, 28 anos, disse que foi surpreendido pela agressão e contou que chegou a brincar com o amigo sobre a possibilidade de sofrerem um ataque na região. Gilberto recebeu um chute na cabeça, mas conseguiu fugir. O amigo dele recebeu chutes e socos e caiu desacordado na calçada. Foi socorrido pela PM e levado ao hospital.

- Nunca pensei em ser agredido na Avenida Paulista. Se eu não tiver segurança na Paulista, onde vou estar seguro? - indagou o amigo dele, que não quis ser identificado.

Histórico de ataques após a Parada

Em setembro passado, a Justiça condenou dois homens pelo atentado a bomba que feriu mais de 13 pessoas que participaram da 13ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), realizada em 2009. Os jovens de 20 e 24 anos foram condenados na sexta-feira a dois anos de prisão em regime fechado por associação criminosa. Eles seriam integrantes do grupo neonazista "Impacto Hooligan", que praticaria crimes violentos contra homossexuais e punks, segundo a sentença.

O ataque ocorreu após o término da Parada, na Rua Vieira de Carvalho, perto do Largo do Arouche. O artefato foi jogado no meio das pessoas por volta de 21h40m, quando o evento já havia se encerrado, mas os participantes continuavam reunidos no local. O juiz Luiz Raphael Nardy Valdez, da 29ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, entendeu que os réus, juntamente com outras sete pessoas, associaram-se em quadrilha ou bando armado, no primeiro semestre de 2008. Cartas encontradas na casa de um deles confirmaram o planejamento do atentado. "Fica clara a simbologia utilizada pelos integrantes do bando, especialmente os numerais 88 e 98. Conforme demonstrado nos autos de inquérito e confirmado pelos adolescentes membros da quadrilha, os números se referem à localização da primeira letra das palavras no alfabeto. Especificamente, 88 refere-se à HH, que por sua vez indica a saudação nazista "Heil Hitler", enquanto 98 se refere a IH, que tem o significado óbvio de Impacto Hooligan", disse o magistrado na sentença.

No mesmo ano, o cozinheiro Marcelo Campos Barros, de 35 anos, morreu após agressão sofrida na Praça da República. Ele não teria participado da Parada e estaria apenas passando pelo local, segundo amigos dele. Outro rapaz, um adolescente de 17 anos, também foi ferido na esquina da Rua Dona Antônia de Queiroz com a Frei Caneca, perto da Consolação.

Em 10 de junho de 2007, horas depois da Parada Gay daquele ano, o turista francês Gregor Erwan Landouar, de 35 anos, foi morto com uma facada no abdômen, ao sair da lanchonete Ritz, na Alameda Franca, nos Jardins. Ele estava acompanhado de três pessoas, que tinha conhecido no local naquele dia. Menos de um mês depois, o punk Genésio Mariuzzi Filho, de 23 anos, apelidado de Antrax, foi detido. O rapaz, dizendo-se integrante da gangue Devastação Punk, confessou à polícia que praticou o crime para descontar a raiva por seu grupo ter perdido uma briga com uma gangue rival. Durante o julgamento, ele afirmou que "deu azar" porque o caso foi amplamente divulgado pela mídia. Ele foi condenado a 27 anos e seis meses de prisão.

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