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domingo, 5 de junho de 2011

Bombeiros ficam aquartelados e reduzem atendimento nas praias

Bombeiros do Rio decidem ficar aquartelados e diminuir efetivo nas praia

Segundo o comando do movimento, só serão feitos atendimentos a vítimas de arma de fogo, mal súbito e colisões com vítimas, além de incêndios

Os bombeiros do Rio decidiram que, a partir deste domingo, vão ficar aquartelados e só vão sair das unidades em todo o estado somente para atender casos extraordinários que representem risco de vida à população. Segundo o comando do movimento, só serão feitos atendimentos a vítimas de arma de fogo, mal súbito e colisões com vítimas, além de incêndios de grandes proporções.

Nas praias, o efetivo de guarda-vidas será reduzido e a orientação é que todos trabalham descaracterizados, ou seja, sem uniforme.

O novo comandante do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões, nomeado no sábado após a exoneração do coronel Pedro Marcos Machado durante a crise provocada pela invasão do quartel-general da corporação por centenas de militares que exigiam melhores salários, disse ontem que a principal preocupação é normalizar o atendimento à população.

- É o momento de tomar pé das coisas e tranquilizar a cidade - disse Simões. - Digo aos bombeiros que temos uma responsabilidade com a população. O que aconteceu nos agride - acrescentou o oficial, que foi coordenador de planejamento de segurança do Corpo de Bombeiros para o Pan de 2007.

Simões também criticou a postura dos colegas manifestantes: - O quartel do Comando Central é um santuário da corporação. A invasão é inaceitável e imperdoável.

Segundo o promotor militar Leonardo Cunha, que acompanha o caso, os 439 presos responderão por três crimes: motim (de 4 a 8 anos de prisão), dano (de 1 a 6 anos) e impedimento ao socorro (3 a 6 anos), de acordo com o Código Penal Militar.

Enquanto Simões garante que a normalidade será mantida, bombeiros dizem que só estão atendendo a casos de emergência extrema. Segunda-feira, os militares vão estar nos quartéis, mesmo os que estão de folga, como forma de protestar.

Fonte: O Globo

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