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quarta-feira, 8 de junho de 2011

A Casa Civil não é amaldiçoada; se tornou em Casa do Crime pela índole criminosa dos seus mais recentes ocupantes

A 'maldição da Casa Civil' assombra governos do PT

A Casa Civil acumulou ocorrências sombrias durante os três mandatos petistas. Na cadeira "amaldiçoada" do ministério, já sentaram pessoas como José Dirceu, Dilma Rousseff, Erenice Guerra e Antonio Palocci. Dirceu e Erenice foram dispensados da pasta sob suspeita de corrupção. Dilma, que um dia já esteve lá, também já passou por momentos difíceis, como quando foi noticiado que um dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso havia sido elaborado, em 2008, pelo ministério do qual era chefe. Nesta terça-feira, Antonio Palocci, pressionado, se viu diante de cobranças, mas já havia afirmado que não abdicaria da posição de negar informações de seu interesse privado e estendê-las para a esfera pública. Ele pediu apenas "boa fé" para que seus negócios envolvendo sua consultoria e evolução do patrimônio não fossem divulgados. Palocci pediu demissão pela segunda vez.

Em 2004, o primeiro escândalo que abateu a Casa Civil foi o chamado "caso Waldomiro Diniz". Companheiro de confiança do então ministro José Dirceu, Waldomiro mantinha relações escusas com bicheiros: ele negociava favorecimento em concorrências em troca de propinas e contribuições para campanhas eleitorais. Dirceu conseguiu manter-se no cargo, mas não resistiu ao caso do mensalão. Em 2005, o deputado Roberto Jefferson denunciou, na CPI dos Correios, o esquema. Por apoio político no parlamento, o governo pagava mesadas com dinheiro de estatais. José Dirceu é acusado de "chefe de quadrilha" no processo que ainda vai ser julgado no Supremo Tribunal Federal.

Após Dirceu, Dilma assumiu o posto e conseguiu ficar no cargo até 2010, quando foi alçada à candidatura para a Presidência da República pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A permanência à frente do ministério, além do dossiê contra FH, teve outro sobressalto: o escândalo Lina Vieira. Ex-secretária da Receita Federal, Lina disse, em 2009, ter sido pressionada por Dilma para arquivar investigação contra o filho de José Sarney.

Blindada por Lula, Dilma prosseguiu o plano traçado pelo ex-presidente: chegar ao posto mais importante do país. Isso, no entanto, sem antes ver, durante as eleições do ano passado, o seu braço direito na Casa Civil assumir o ministério "amaldiçoado" e sofrer acusações de tráfico de influência. Reportagem de "Veja" mostrou em setembro de 2010 que o filho dela, Israel Guerra, praticava lobby no ministério, cobrando de empresários "taxa de sucesso" para colocá-los em contato com integrantes do governo.

Governo Itamar Franco

Em 1993, no governo Itamar Franco, o ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves, foi alvo de denúncias. Ele foi citado no esquema de anões do orçamento e investigado na CPI do Orçamento. Diante das suspeitas, Hargreaves afastou-se do cargo. Inocentado, voltou e ganhou elogios pelo afastamento.

Fonte: Bruno Góes - O Globo

[não é a Casa Civil que é amaldiçoada; quem a torna 'maldita' é a desonestidade inerente à condição de ser petista - com raras exceções, ser petista é sinônimo de ladrão.
São os ocupantes da Casa Civil, desde o Zé Dirceu que a tornaram Casa Civil = CC = Casa de Criminosos.
O Zé Dirceu com o ESCÂNDALO DO MENSALÃO - PT, entre outros; A Dilma com o caso do dossiê dos cartões corporativos, o caso da Lina Vieira e a falsificação do curriculo dela (Dilma) na plataforma Lattes; a Erenice Guerra com o assalto aos cofres públicos feito em família com taxa de sucesso e tudo mais e agora o Palocci que além de notóris estuprador de sigilo bancário é traficande influência.
Lembrem que no caso Itamar Franco a Casa Civil não teve nenhum tipo de maldição, nem mesmo nos governos seguintes.
A 'maldição' veio junto com os petistas e enquanto tiver petista por lá será maldita.
A nova ministra, muito provavelmente não aguentará nem até o final deste ano - nada a apontar contra a honestidade dela, só que as tentações são fortes.]

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