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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Com certeza Marco Maia vai anaular a convocação de Palocci. Mas é questão de tempo a queda do Palocci, já está maduro

Marco Maia suspende convocação de Palocci até terça-feira
O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), acaba de suspender a decisão de hoje (1º) da Comissão de Agricultura de convocar o ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para prestar esclarecimentos sobre sua evolução patrimonial. Marco Maia informou ao plenário que na terça-feira da próxima semana anunciará sua decisão sobre a questão de ordem apresentada a ele pelos deputados da base aliada integrantes da Comissão de Agricultura.

Suspendo a sessão da comissão para que eu possa ver os vídeos gravados da reunião, tomar conhecimento das notas taquigráficas e ouvir os deputados que estavam na reunião. Na terça-feira darei a decisão final sobre a questão de ordem”, disse Marco Maia ao plenário da Câmara. Segundo ele, é preciso tempo para analisar o que ocorreu na votação de hoje do requerimento para a convocação do ministro. “Tomarei uma decisão equilibrada, ouvindo e olhando todos os fatos que aconteceram”.

A decisão de Maia foi contesta pelo líder do DEM, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), que argumentou que não existe nenhum dispositivo regimental que ampare a decisão do presidente de suspender temporariamente a decisão da Comissão de Agricultura.

A questão de ordem foi lida em plenário pelo deputado Paulo Piau (PMDB-MG), integrante da Comissão de Agricultura. Segundo ele, 30 deputados da comissão assinaram o documento. Nela, os deputados pedem a anulação da reunião da comissão que aprovou o requerimento de convocação do ministro. Eles alegam que a grande maioria dos integrantes do colegiado foi contrária à aprovação do requerimento e que, mesmo assim, o presidente da comissão, deputado Lira Maia (DEM-PA), anunciou a aprovação do requerimento.

Ministro acredita que convocação de Palocci na Câmara pode ser revertida
O ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, disse nesta quarta-feira (1º/6) que a convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para dar explicações sobre a evolução de seu patrimônio na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, foi um “golpe” da oposição e que o governo tem segurança de que será revertida. Agora à tarde, os deputados da base aliada apresentam ao presidente da Casa, Marco Maia, questionamento contra a decisão. [este ministro está tão desprestigiado, tão sem autoridade, que só ainda não caiu porque ninguém da trupe governista resolveu perder tempo com ele. É a crise diminuir e ele será escarrado do ministério.]

“A presidência da comissão agiu de forma antirregimental e a base vai recorrer dessa decisão. Não se pode colocar em votação e declarar o resultado sem sequer dar tempo para que os que se posicionavam contrariamente levantassem os braços. Isso foi um golpe e não aceitamos”, afirmou, após participar de reunião do Conselho Político com a presidenta Dilma Rousseff e líderes da base aliada, no Palácio do Planalto.

Luiz Sérgio afirmou que não há temor do governo ou de Palocci em prestar esclarecimentos, mas argumentou que o caso já teve as explicações necessárias e que a movimentação financeira do chefe da Casa Civil foi declarada à Receita Federal. “Não existe nenhum receio, Palocci está muito seguro da sua situação nas questões jurídicas e legais. Foram prestadas as contas e entendemos que o que precisava ser feito, foi feito. A oposição busca criar uma crise onde não existe”, disse sobre a convocação.

Perguntado por jornalistas sobre declarações de parlamentares do PT que estariam pedindo o afastamento de Palocci, Luiz Sérgio respondeu: “não chegou ao meu conhecimento declarações nesse sentido. Tenho visto solidariedade do partido e de parlamentares ao ministro Palocci”.

Luiz Sérgio relatou que a presidenta não foi informada sobre a aprovação da convocação de Palocci durante a reunião do Conselho Político e reforçou que o tema em discussão no encontro se limitou ao Plano Brasil sem Miséria. O ministro Antonio Palocci também participou da reunião.

Fonte: Agência Brasil

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