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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Começa a fritura do Palocci. A ‘chef’ é a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), esposa do Paulo Bernardo, cotado para suceder Palocci

A convocação do Palocci pela Comissão de Agricultura da Câmara dificilmente será revertida pelo petista Marco Maia – além da desmoralização para a já desacreditada Câmara dos Deputados, também compromete o petista – que esteve na berlinda quando tentou, orientado pelo genial Romário, fazer turismo na Espanha por conta da ‘viúva’ – aumenta a curiosidade do procurador-geral da República.

Por tudo se percebe que a convocação de Palocci além de demonstrar descoordenação, desarticulação e desconfiança da base aliada quanto à lisura do ministro, atendeu a interesses outros e com certeza depois da derrota na comissão, também na Câmara e enfim no Senado.

É aí, no Senado, que mora o principal perigo, com oposição mais atuante, dissidência do PMDB mais clara e governistas querendo mais do que um silêncio sepulcral sobre R$ 20 milhões pra cá, apartamento de R$ 6,6 milhões pra lá.

Começou com Ana Amélia (PP-RS) pedindo o afastamento do ministro até que tudo fique em pratos limpos. Depois, a informação de que Gleisi Hoffmann (PT-PR) estava indo na mesma linha em reuniões fechadas do partido e de governo.

Registrem-se o recolhimento petista e a guinada no discurso oficial. Antes, tudo era mero "jogo político". Agora, diz-se que é uma "questão pessoal" de Palocci - não do governo, muito menos do PT. Soa ou não soa como lavar as mãos?

Tudo isto levou Lula, bem no estilo petista, determinar o processo de fritura do Palocci. A chefona só tem uma opção: concordar com o determinado pelo ex-‘Nosso’ guia.

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