Por tudo se percebe que a convocação de Palocci além de demonstrar descoordenação, desarticulação e desconfiança da base aliada quanto à lisura do ministro, atendeu a interesses outros e com certeza depois da derrota na comissão, também na Câmara e enfim no Senado.
É aí, no Senado, que mora o principal perigo, com oposição mais atuante, dissidência do PMDB mais clara e governistas querendo mais do que um silêncio sepulcral sobre R$ 20 milhões pra cá, apartamento de R$ 6,6 milhões pra lá.
Começou com Ana Amélia (PP-RS) pedindo o afastamento do ministro até que tudo fique em pratos limpos. Depois, a informação de que Gleisi Hoffmann (PT-PR) estava indo na mesma linha em reuniões fechadas do partido e de governo.
Registrem-se o recolhimento petista e a guinada no discurso oficial. Antes, tudo era mero "jogo político". Agora, diz-se que é uma "questão pessoal" de Palocci - não do governo, muito menos do PT. Soa ou não soa como lavar as mãos?
Tudo isto levou Lula, bem no estilo petista, determinar o processo de fritura do Palocci. A chefona só tem uma opção: concordar com o determinado pelo ex-‘Nosso’ guia.

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