Líder do MST acredita que assassinatos no campo continuarão a ocorrer
Líder do MST defende marco legal na região
A ofensiva dos fazendeiros, que tentam ampliar os limites de suas terras na Amazônia, em especial no Sul do Pará, provocando assassinatos de lideranças camponesas, é "institucionalizada" pelo governo federal, conforme avaliação do coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Charles Trocate, também dirigente estadual do movimento sem-terra no Pará. - A regularização fundiária promovida pelo governo fomenta o conflito à medida que agudiza as contradições entre camponeses e grileiros. Na lei que regulariza 60 milhões de hectares na Amazônia não há procedimentos para assentamentos para a reforma agrária - disse Charles Trocate.
Para ele, ao contrário do que pretende o governo, com o envio de tropas da Força Nacional, os conflitos agrários vão se agravar e mais mortes devem acontecer caso não haja a implantação de um marco legal na região.
Fonte: Adauri Antunes Barbosa e Demétrio Weber - Globo.com

0 comentários:
Postar um comentário