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quinta-feira, 2 de junho de 2011

A especialidade do PT é mexer com lixo e assim nem a carniça do Palocci escapa

No PT, dirigentes já brigam pelo lugar de Antonio Palocci

Membros do partido não só querem a cabeça do ministro, como já têm uma lista de nomes da substituí-lo. Está aberta uma guerra interna no PT pela Casa Civil

O ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, conseguiu uma pequena vitória na quarta-feira: adiar o requerimento que o convocava a prestar esclarecimentos à Câmara dos Deputados sobre a evolução de seu patrimônio. Mas a situação do ministro segue complicada. Nem mesmo dentro de seu próprio partido, o PT, Palocci está seguro. Dirigentes e líderes petistas não só querem que o ministro deixe o cargo, como já pensam em nomes para substituí-lo.

O argumento é o de que a manutenção de Palocci provoca enorme desgaste ao governo da presidente Dilma Rousseff e sua preservação aumentará ainda mais a crise política. Mas o movimento de sucessão a Palocci que se instaurou no partido vai contra as recomendações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – e da própria presidente Dilma -, na estratégia lançada para enfrentar a crise envolvendo o ministro.

Um sintoma da mudança de tom em relação a Palocci ocorrerá na reunião desta quinta-feira da Executiva Nacional do PT, em Brasília. Na prática, o partido de Dilma lavará as mãos: não produzirá resolução apoiando o ministro, mas também não pedirá sua cabeça em público. A fragilidade cada vez maior de Palocci já alimenta uma disputa fratricida no PT pelo espólio da Casa Civil. Dois nomes são citados para a vaga: Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Paulo Bernardo (Comunicações).

Para queimar Bernardo, grupos que se opõem a ele vazaram a informação de que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) pedira a saída de Palocci em um almoço oferecido a Lula, em Brasília, na semana passada. Foi uma tentativa de constrangimento, já que Gleisi é mulher de Bernardo. Ela telefonou para Palocci ontem para desfazer o que chamou de "intriga" com o objetivo de atingir Bernardo. No almoço com Lula, a senadora perguntou ao ex-presidente até que ponto valia "queimar gordura" para defender Palocci por causa de um projeto pessoal do ministro, se ele não dava explicações sobre a evolução do seu patrimônio.

Caso Palocci – O ministro da Casa Civil multiplicou por 20 o seu patrimônio em apenas quatro anos. Uma empresa de propriedade de Palocci, a Projeto, comprou dois imóveis (um escritório de mais de 800.000 reais e um apartamento de mais de 6 milhões de reais) entre 2006 e 2010. E o ministro resiste a revelar quem eram seus clientes na Projeto para justificar a evolução do patrimônio. Além disso, circula a informação de que a empresa WTorre Empreendimentos Imobiliários, cliente da Projeto, teria recebido restituição dos impostos em prazo recorde pela Receita Federal.

Fonte: Veja OnLine

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