Nove pessoas foram denunciadas pela morte da jovem e oito delas indicadas a júri popular. Quatro estão presas há quase 11 meses — Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales (primo do goleiro) e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Um menor cumpre medida socioeducativa e o processo corre a passos lentos no Tribunal do Júri de Contagem. Até o momento, 59 pedidos de habeas corpus foram julgados só no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. E não há previsão para a data do julgamento.
A defesa de Bruno espera o julgamento de um habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para responder ao processo em liberdade, o que pode ocorrer em até 90 dias. No início deste mês, a 4ª Câmara Criminal da capital negou pedido de habeas corpus para Macarrão, em que o goleiro consta como interessado.
Há quase 11 meses na prisão, Bruno e Macarrão foram separados por decisão judicial, depois que um detento que dividia cela com Bola denunciou ao Ministério Público um suposto plano para assassinar a juíza Marixa Fabiane Rodrigues; o assistente de acusação, José Arteiro; e investigadores do caso. No início de abril, o goleiro foi transferido do Centro de Observação Criminalística para uma cela individual do pavilhão 4 do presídio. O fiel escudeiro está no pavilhão 5. [a palavra de um 'di menor' tem para a Justiça de MG força de lei; a palavra de um detento tem total valor para a Justiça de Minas; as conclusões de um inquérito presidido por um delegado que já acusou pessoas inocentes, vale tudo para a Justiça mineira. Só o que os fatos dizem e que são favoráveis ao Bruno não tem valor.]
Segundo Vitor Carvalho, procurador e amigo de Bruno, o atleta não treina desde que perdeu a companhia de Macarrão. A cada 15 dias, recebe a visita da noiva, a dentista Ingrid Calheiros, e do procurador. São os dois que tentam organizar a vida financeira do ex-atleta. “Nós tentamos ajudar como podemos: reservamos uma parte do que a gente ganha para ajudá-lo, mas o nível de vida que ele tinha para o que a gente tenta dar nem se compara”, conta Vitor.
Para o chefe da Divisão de Crimes contra a Vida, delegado Edson Moreira, a investigação do caso foi tumultuada pelos defensores, que proibiram os suspeitos de falar à polícia. Ele afirma que o goleiro Bruno é uma pessoa má, fria e calculista, acostumado a agredir mulheres; e que Macarrão foi um dos principais articuladores da morte de Eliza, sendo responsável, inclusive, por contatar Bola. “Se eles tivessem falado na polícia o que disseram em juízo, a investigação tinha progredido muito mais. Mesmo assim, o conjunto probatório colhido na fase investigatória deu suporte suficiente para uma boa instrução conduzida pela juíza Marixa.”
Investigações
O inquérito policial indica que, em 4 de junho de 2010, convencida de que Bruno assumiria o bebê e a ajudaria com as despesas, Eliza deixou o hotel onde estava hospedada no Rio de Janeiro para passar a noite na mansão do goleiro, na Barra da Tijuca. No dia seguinte, viajou para Minas Gerais e, por cinco dias, esteve no sítio do Condomínio Turmalina, em Belo Horizonte, onde foi mantida em cárcere privado. No dia 10, a modelo teria sido levada por Macarrão e o menor J. para conhecer o apartamento onde moraria. Na verdade, era o encontro com seu suposto algoz, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que, para o Ministério Público, é responsável por matar a moça e ocultar o corpo. [se o goleiro Bruno tivesse optado por assassinar a 'maria chuteira' da Eliza, com certeza estaria respondendo em liberdade.]
Fonte: O Estado de Minas


0 comentários:
Postar um comentário