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quinta-feira, 2 de junho de 2011

A (IN)segurança PÚBLICA: Polícia Militar de São Paulo altera horário de trabalho de grupos de elite para coibir assalto a caixas eletrônicos

PM muda horário de trabalho contra roubo a caixas eletrônicos

A Polícia Militar anunciou nesta quinta-feira que vai mudar o horário de trabalho dos policiais de dois grupos de elite da corporação para combater os assaltos a caixas eletrônicos em São Paulo. Segundo o comandante-geral da PM, Álvaro Camilo, os policiais da Força Tática e da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), que costumam entrar às 10h serão deslocados para horários da tarde para trabalharem durante a madrugada também.

Além disso, o comandante anunciou ainda que vai pedir ao Tribunal de Justiça Militar que os policiais envolvidos em crimes graves, como os assaltos a caixas eletrônicos não sejam encaminhados para o Presídio Militar Romão Gomes. "[Esses policiais] são bandidos. Eles têm que ir para presídio comum", afirmou o comandante.

As mudanças ocorrem após a operação que prendeu, no início desta semana, policiais militares sob suspeita de envolvimento nesse tipo de crime. Na ocasião, foram presos 4 PMs, um ex-PM e outros dois homens suspeitos de integrar uma das quadrilhas. Neste mês ocorreram mais de 20 roubos e furtos. A onda de arrombamentos, que são feitos com o uso de maçaricos ou explosivos, tem levado comerciantes a desativar os terminais.

CÉDULAS

O Banco Central anunciou ontem que não irá mais ressarcir o cidadão que receber uma cédula danificada por dispositivos antifurto de caixas eletrônicos.

"A recomendação é que a população não receba a cédula suspeita de estar danificada por dispositivo antifurto. Essa cédula perderá a validade", disse o diretor de Administração do BC, Altamir Lopes.

O objetivo da medida, segundo o BC, é contribuir para a redução dos casos de furtos e roubos a caixas eletrônicos, ao dificultar a circulação de notas roubadas ou furtadas.

O Banco Central estima em cerca de 75 mil o número de cédulas manchadas por mecanismos antifurtos de caixas eletrônicos não retiradas de circulação.

Fonte: Folha de São Paulo

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