A iminência de um revés diplomático na Assembleia Geral da ONU em setembro - quando os palestinos ameaçam levar à votação o reconhecimento de seu Estado unilateralmente - levou Israel a preparar um contra-ataque contra a Autoridade Nacional Palestina (ANP).
Segundo documentos do Ministério das Relações Exteriores vazados ao site de notícias "Walla", o governo do premier Benjamin Netanyahu considera cassar os passaportes especiais que permitem aos mais altos escalões da ANP cruzar livremente postos de controle na Cisjordânia e ter, ainda, acesso irrestrito ao território israelense.
Os chamados "passaportes VIPs" são distribuídos pelo governo israelense somente às autoridades do primeiro escalão, como integrantes do Gabinete e velhos negociadores do partido Fatah. Com o documento, os funcionários palestinos podem passar por qualquer posto de controle sem serem submetidos às inspeções do Exército de Israel.
Outra retaliação possível, afirma o documento, é a suspensão definitiva do "Acordo de Paris", assinado em 1994, segundo o qual Israel repassa à ANP mensalmente um montante relativo a cobrança de impostos e que a administração de Ramallah usa para pagar parte de seu funcionalismo público.
Essa transferência de recursos já foi temporariamente suspensa há um mês em protesto ao acordo de reconciliação entre os partidos Hamas e Fatah.
Fonte: O Globo

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