Atualização: PALOCCI, a CASA CAIU. Hiper-super-mega-consultor é despejado pela segunda vez
Faltam quatro assinaturas para ser criada a CPI do Senado para investigar o Palocci
Mesmo frustrada com a decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar as representações contra o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, a oposição está longe de jogar a toalha e desistir de investigar as suspeitas de tráfico de influência que pesam contra o principal ministro do governo Dilma.
Em reunião, representantes do PSDB, DEM, PPS e PSOL deverão definir a estratégia para a votação amanhã do requerimento de convocação de Palocci que será submetido à votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e prometem investir na busca de novas adesões para a criação de uma CPI na Casa. A expectativa é de que mais dois governistas possam dar seu aval para a CPI: Pedro Taques (PDT-MT) e Cristovam Buarque (PDT-DF).
O senador Pedro Simon (PMDB-RS), que vinha aguardando o pronunciamento do procurador-geral, também antecipou que deverá assinar o requerimento da CPI, mas só nesta quarta-feira, depois da votação do pedido de convocação de Palocci na CCJ. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), já antecipou que a ordem para a base é derrubar a convocação e impedir a instalação da CPI.
Confirmadas as novas adesões à CPI, o número de assinaturas no Senado deverá subir para 23, ou seja, ficariam faltando apenas quatro para as 27 necessárias. A oposição cogita se necessário, ir atrás da assinatura do senador Itamar Franco (PPS-MG), que está internado em São Paulo desde que foi diagnosticado com leucemia.
Na segunda-feira, a senadora Ana Amélia (PP-RS), da base aliada, assinou o documento. Ela disse que foram insuficientes os esclarecimentos dados por Palocci a respeito de sua empresa de consultoria, a Projeto. O chamado G-8 do PMDB, um grupo de senadores independentes do partido, deverá se reunir ainda hoje para discutir a situação de Palocci. A expectativa é que parte do grupo possa assinar o requerimento da CPI.
Fonte: Adriana Vasconcelos – O Globo

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