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sexta-feira, 24 de junho de 2011

ONU põe Brasil sob suspeita de tortura e visitará cadeias e unidades para jovens

Missão promete ser dura com as autoridades, já que não é a 1º vez que investigação é feita

A Organização das Nações Unidas (ONU) fará a maior inspeção internacional já realizada nas prisões brasileiras para avaliar sérias denúncias sobre o uso da tortura no País. Segundo informações reveladas ao 'Estado' com exclusividade, a missão recebeu evidências de ONGs e especialistas apontando para violações aos direitos humanos em centros de detenção provisória, prisões e nas unidades que cuidam de jovens infratores em vários Estados.

Não é a primeira vez que a tortura no Brasil é alvo de investigação na ONU e a missão promete ser dura com as autoridades. Os locais de visita estão sendo mantidas em sigilo para que o grupo de inspetores faça visitas de surpresa aos locais considerados críticos, impedindo que as autoridades “preparem” as prisões e “limpem” eventuais problemas. Também será a primeira vez que a tortura será investigada em unidades para jovens - como a antiga FEBEM.

Para poder surpreender as autoridades, a viagem que ocorrerá no início do segundo semestre tem sua agenda guardada a sete chaves. A ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, só foi informada de que a missão ocorrerá e será liderada pelo Subcomitê de Prevenção da Tortura da ONU. Mas não recebeu nem a lista das cidades que serão inspecionadas nem quais instituições serão visitadas. A obrigação do governo será a de dar acesso irrestrito aos investigadores. [a ministra Maria do Rosário tem tanto prestígio que não merece confiança para ser informada do roteiro que estrangeiros farão para inspecionar países brasileiros.

Ministra, na China, com certeza o governo seria oficialmente informado do alcance da visita e poderia fazer alterações.

Lá a SOBERANIA NACIONAL não está à venda por uma inalcançável, e imerecida, vaga no Conselho de Segurança da ONU.

Presidente Dilma, não seria bem mais útil que a ONU visitasse os hospitais brasileiros – em muitos, a carência de TUDO torna os pacientes mais sofridos que os presos. ]

No total, o grupo contará com cinco especialistas internacionais. Para garantir a confidencialidade das discussões, o documento não será publicado sem que exista autorização do governo. A brasileira Maria Margarida Pressburger, que integra o Subcomitê, não fará parte da análise. Ela espera que os inspetores encontrem uma situação alarmante. “Existem locais no Brasil em que a tortura se aproxima da mutilação.”, afirmou.

Acordos

A visita ainda tem como meta pressionar a presidente Dilma Rousseff a ratificar os acordos da ONU para a prevenção da tortura. O Brasil assinou o entendimento em 2007. Mas não criou programas em todo o País para treinar policiais e evitar a prática.

A relação entre o governo brasileiro e a ONU em relação à tortura é tensa desde 2005, quando o Comitê contra a Tortura realizou uma visita a um número limitado de lugares. Ao escrever seu relatório, indicou-se que a tortura era “sistemática" no País. O governo tentou convencer a ONU a apagar essa palavra e bloqueou a publicação do texto até 2007.

Em 2009, o governo comprou uma briga com o relator da ONU contra Assassinatos Sumários, Phillip Alston, que havia colocado em dúvida a redução de execuções. O Brasil chegou a chamar o relator de “irresponsável”.

1 comentários:

Anônimo disse...

um bom dia a todos, primeiro queria que alguenm me informace, qual a moral que a ONU, tem para fazer todo este aparate no Brasil, esquecendo que, tambem participou e acolheu a invasão do Iraque, de onde morreram milhares de inocentes, e tantas outras invasões,causando destruição e mortes, com historias hilariante de terrorismo, e visão economica é outra, se disfazer do arsenal belico que com certeza já esta vencido, coitado deste pais que se deixa vigiar por gente de pessima qualidade. Cada povo tem a sua soberania, e a nossa a muito ja foi pro beleleú.