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sexta-feira, 17 de junho de 2011

A ONU que não tem competência para sua função primeira - evitar as guerras localizadas, combater a fome - fica cuidando de direito de bicha

Conselho de Direitos Humanos da ONU aprova resolução contra discriminação de gays

[Milhões de pessoas estão morrendo de fome na África e em outros locais; várias guerras localizadas estão matando outros milhões; o estado de Israel sempre que quer promove um genocídio contra o POVO PALESTINO - usa aviões e armamentos modernos contra civis armados com pedras.

E a famosa Organização das Nações Unidas - ONU, nada faz. Recentemente seu Conselho de Segurança autorizou 'proteção especial para o povo líbio'. Realmente, a proteção foi especial, passaram a morrer mais civis líbios em função dos bombardeios da ONU do que mortos pelas tropas de Khadafi.

E agora resolve mostrar serviço defendendo direito de gay.]
O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou nesta sexta-feira pela primeira vez uma resolução condenando a discriminação contra gays, lésbicas e transgêneros. Considerada histórica, a declaração passou com margem estreita, recebendo 23 votos a favor e 19 contra, além de três abstenções, entre elas da China.

A representação do Brasil está entre os que votaram a favor da resolução, apresentada pela África do Sul e também apoiada pelos EUA. Já o grupo dos que se opuseram à decisão inclui Rússia, Arábia Saudita, Nigéria e Paquistão.

Falando em nome da Organização da Conferência Islâmica, o embaixador paquistanês Zamir Akram disse que a medida "não tem nada a ver com os direitos humanos fundamentais".

- Estamos gravemente preocupados com a tentativa de introduzir nas Nações Unidas algumas noções que não tem fundamento legal - disse.

'Eles não estão sozinhos', diz subsecretário americano

A resolução tem caráter apenas simbólico, já que não impõe a adoção de qualquer política. O texto pede direitos iguais para as pessoas, independentemente de sua orientação sexual, e expressa preocupação com a violência e a discriminação ao redor do mundo. Perguntado sobre como a resolução beneficiaria homossexuais em todo o mundo, o subsecretário americano Daniel Baer disse que é um sinal de que "muitas pessoas na comunidade internacional estão com eles".

- É um método histórico de tirania fazer você sentir que está sozinho - disse. - Uma das coisas que essa resolução faz por pessoas em todo lugar, particularmente a população GLBT, é lembrar que não estão sozinhas.

A questão dos gays vem polarizando os debates na ONU há anos. Embora as discussões sobre o assunto estejam avançando no Ocidente, advogados afirmam que os tratados internacionais não oferecem proteção adequada aos homossexuais contra discriminação e tratamentos inadequados.

Fonte: Agências Internacionais

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