Em setembro, a Autoridade Palestina deve conseguir que a Assembleia Geral das Nações Unidas vote um pedido para que a Palestina seja integrada à ONU como um Estado completo, o que ainda não é. O movimento, unilateral, tem grande chance de ser aprovados, e especialistas de diversas vertentes avaliam uma possível votação favorável como um fator capaz de acabar de vez com a chance de o diálogo paz com os israelenses ser retomado.
Em Israel, a preocupação é tão grande que o Ministério do Exterior preparou uma enorme mobilização com todos os seus embaixadores, que foram proibidos de tirar férias em setembro e que devem fazer de tudo para tentar conseguir votos contrários ao movimento palestino. Segundo o Haaretz, que teve acesso a documentos oficiais, a tese que os israelenses querem transmitir é de que o pedido da Autoridade Palestina tira legitimidade de Israel, pois busca uma saída sem que ela se dê por meio de diálogos bilaterais.
[alguns pontos a serem destacados na pretensão absurda do estado de Israel:
- o território que Israel considera seu, foi tomado dos palestinos pela força;
- vez ou outra, sempre que lhe convém seus interesses, Israel promove matança de civis palestinos;
- em que se fundamenta a exigência absurda de Israel achar que a Palestina para defender sua existência tem que conversar com aquele estado?]
Cada embaixador recebeu ordens de preparar um plano focado em seu país que deve ser apresentado ao Ministério do Exterior hoje, 10 de junho. “O objetivo é fazer com que o país onde você serve vote contra o reconhecimento do Estado palestino”, escreve [o diretor-geral do Ministério do Exterior, Rafael] Barak. “O seu plano deve incluir uma abordagem aos políticos de cargo mais alto, mobilização de forças multiplicadoras relevantes (como as comunidades judias locais, organizações não governamentais), usar a mídia, influenciar a opinião pública local e diplomacia pública cujo alvo sejam todas as comunidade relevantes”. [as pessoas que defendem o direito do POVO PALESTINO ter seu próprio país, assim com as nações comprometidas com a liberdade, devem envidar todos os esforços para que a ONU receba em seu seio a Palestina.]
De acordo com o Haaretz, os embaixadores devem se reportar semanalmente sobre o tema ao ministério e informar imediatamente sobre qualquer pedido para conversas por telefone com autoridades israelenses ou visitas antes de setembro. A preocupação de Israel é enorme e, como revela uma reportagem da agência Associated Press reproduzida pelo site em inglês do jornal Yedioth Ahronoth, é compartilhada também pela Autoridade Palestina, que parece arrependida de buscar a medida.
Segundo a agência, diante da oposição americana ao plano, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, gostaria de encontrar uma “fórmula mutuamente aceitável para reiniciar as negociações com Israel, preferencialmente baseada nas ideias apresentadas pelo presidente dos EUA, Barack Obama, recentemente.” A pressão para que Abbas prossiga com o plano, entretanto, pode afetar sua decisão:
Algumas fontes palestinas disseram que há um sentimento generalizado de que Abbas, após ter anunciado suas intenções de forma proeminente, deixou-se com pouca margem de manobra e poderá prosseguir com a jogada na ONU simplesmente para evitar uma perda de credibilidade. “Estamos presos a setembro”, disse um oficial palestino. “Nós não sabemos o que fazer depois disso.”
A situação atual de palestinos e israelenses, ainda que tenha um fato novo – a votação na ONU -, é um simbolismo do impasse que existe há décadas entre os dois povos. A força dos extremistas, tanto em Israel quanto nos territórios palestinos, é tão grande que os políticos não conseguem negociar e voltar atrás em posição tomadas anteriormente. Desta vez, a aposta de Abbas pode ter sido alta demais, e um desfecho violento para a oficialização da Palestina não pode ser descartado. [em que novamente Israel utilizará armamento de última geração e o POVO PALESTINO pedras.]

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