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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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domingo, 31 de julho de 2011

Breivik faz o mundo desconfiar da extrema-direita?

Atentados em Oslo

Extrema-direita é forçada a responder por crimes de Breivik

Espalhados principalmente por França, Itália, Holanda, Suíça, Áustria, Hungria e países nórdicos, esses partidos vêm ganhando força na última década, com um discurso anti-imigração, anti-Islã e fortemente avesso à União Europeia

No banco dos réus, logo ao lado do atirador de Oslo Anders Behring Breivik, encontram-se nesta semana todos os partidos de extrema-direita da Europa. Como deixam claro os escritos de Breivik - quer seus comentários em sites como o norueguês Document.no, quer as 1.500 páginas do manifesto que ele publicou na internet pouco antes de realizar os atentados - suas idéias coincidem com as dessas agremiações na islamofobia, na xenofobia e na intolerância. A questão é saber o que separa esse discurso radical de ações brutais como as que deixaram 77 mortos na Noruega: um abismo, que só uns poucos indivíduos doentios vão transpor, ou uma estrada que muitos ainda podem percorrer.

Espalhadas por França, Itália, Holanda, Suíça, Áustria, Hungria e países nórdicos, as siglas de extrema-direita ganharam força na última década, com um discurso anti-imigração, anti-Islã e fortemente avesso à União Européia. Ao lado delas, surgem também grupos como o transnacional Stop Islamisation Of Europe (Pare a Islamização da Europa). Essa organização “não considera um crime criticar o Islã, mas uma obrigação”, como professa em sua página de Facebook, e promete intensificar cada vez mais suas demonstrações antimuçulmanas. Outro exemplo é a Liga de Defesa Inglesa (EDL, da sigla em inglês), que alega ser uma “organização de Direitos Humanos que existe para proteger o direito inalienável de todas as pessoas de protestar contra a invasão do Islã na vida dos não-muçulmanos”.

Na Holanda, Dinamarca e Itália, os partidos de extrema-direita são aliados do grupo governista e têm alguma influência sobre suas decisões. A italiana Lega Nord detém até mesmo ministérios. Na França, a candidata Marine Le Pen, da Frente Nacional, se mostra competitiva para as eleições de 2012.

Próximos ou distantes do poder, esses partidos praticam uma retórica que encontra eco em fatias crescentes da população. “Eles têm um discurso eficaz. Tanto assim, que alguns partidos da centro-direita já se esforçam por imitá-los", diz Jonathan Laurence, cientista político da Faculdade de Boston, nos Estados Unidos.

As políticas adotadas em consequência dessa imitação - como a deportação em massa de um grupo étnico, os ciganos, na França - só alimentam patologias sociais: o ódio aos imigrantes, por parte dos "nativos", e a rejeição dos valores do novo país, por parte dos estrangeiros. Tais conflitos explodem não só em atitudes terroristas como a de Breivik, mas em outros tipos de vandalismo, como o espancamento de imigrantes nas ruas da Grécia por um grupo de neonazistas, em maio deste ano.

No início deste ano, o chefe do Partido da Liberdade holandês, Geert Wilders, teve de dar explicações à Justiça de seu país, acusado de incitação ao ódio e discriminação racial e religiosa. Mas, enquanto não patrocinem abertamente a violência, políticos como Wilders estão protegidos pela liberdade de expressão. “Em muitas ocasiões, eles empregam uma linguagem brutal. Mas são muito cuidadosos em nunca cruzar essa linha, já que isso os tornaria organizações ilegais”, diz Laurence. “Mesmo assim, os recentes acontecimentos em Oslo mostraram que sua ideologia criou um ambiente em que indivíduos instáveis podem tomar atitudes fora da lei. E revelou também que suas ideias são muito parecidas com os jihadistas que eles tão apaixonadamente criticam”.

Veja abaixo o perfil do maiores partidos de extrema-direita da Europa:

Clique aqui e veja principais partidos de ultradireita na Europa

Os partidos de ultradireita vêm ganhando força na última década na Europa - com um discurso fortemente avesso à imigração, ao Islã e à União Europeia. Especialmente após os atentados cometidos pelo extremista Anders Behring Breivik na Noruega, há uma semana, essas siglas têm sido acusadas de espalhar ideais ultranacionalistas e intolerantes pelo continente. Conheça os principais partidos do tipo e o que eles defendem.

Fonte: Revista VEJA

Chapa quente

Marina Silva saiu do PV carregando 20 milhões de votos, certo?

Talvez sim, mas não necessariamente.

Ainda está para ser demonstrado se a votação recebida pela então senadora candidata a presidente da República em 2010 disse respeito só àquelas circunstâncias, ao anseio do eleitor por uma alternativa à dicotomia PT-PSDB, ou se pode ser considerada como um patrimônio duradouro.

Prova mesmo só haverá quando 2014 chegar. A questão, contudo, torna-se desde já pertinente visto que os possíveis concorrentes se posicionam na cabeceira da pista. Luiz Inácio da Silva faz campanha (para si ou pela reeleição de Dilma), José Serra nem bem fecharam as urnas avisou aos navegantes que não pensava em aposentadoria, Aécio Neves acumula forças articulando apoios e Marina já deu um lance. Rumo à construção de um espaço muito mais de base social que partidária.

A ex-senadora poderia ter ficado no PV - cujos defeitos conhecia antes de se filiar - para testar seu capital político na eleição intermediária de 2012. Seria o caminho tradicional. Foi o escolhido por Fernando Gabeira e Alfredo Sirkis, que ficaram a despeito da doença nada infantil do caciquismo que assola (também) o PV e para todos os efeitos provocou a saída de Marina. Ela não fez movimento algum para criar um partido. Falou sobre um projeto "sonhático" suprapartidário que é bonito como gesto de impacto, mas inócuo para a execução de planos político-eleitorais.

E Marina os tem. Ou não teria saído do PT para concorrer à Presidência da República nem teria sido tão cautelosa ao preservar para si os 20 milhões de votos recusando-se a entregá-los na forma de aval a um dos finalistas da eleição de 2010. Portanto, flanando na atmosfera qual um avatar de si mesma é que a ex-senadora não vai ficar. Entrará no jogo, isso é certo. A dúvida é sobre como e ao lado de quem jogará.

Poderá criar um partido? Poderá. Mas as dificuldades além de muitas são quase intransponíveis numa eleição "casada" em que contam as alianças e as máquinas. Ainda mais quando se trata de uma eleição disputada como a que se antevê para 2014, em que os bons espaços estarão ocupados.

No PT com a Presidência, seja Dilma ou Lula o candidato; no PSDB por Aécio ou Serra; no PSB por Eduardo Campos; no PMDB pelo que der e vier ou pelo que vier e der. O resto é adjacência. Como enfrentar essa concorrência? É tarefa árdua. Marina sempre pode arriscar, dependendo do que pretenda. Se a ideia for fazer bonito, vale o risco. Mas, se a valente quiser ir para a linha de frente, terá de ser profissional.

Uma pensata para compartilhar com o leitor: Marina vice de Lula em 2014. Ela deixou o governo contrariada? Deixou, mas com Dilma, não com o PT e muito menos com Lula, por quem nutre veneração. Marina precisa de uma estrutura à qual se incorporar. Lula, em tese, não precisaria de nada, dado que venceu todas as etapas da desconfiança do grande capital depois que formou chapa com o empresário José Alencar.

Mas, na realidade, precisa sim de uma novidade para evitar o efeito fadiga de material. Precisa de uma fiança ética, precisa de um simbolismo para renovar o trato perdido com a utopia, precisa sacudir a poeira acumulada nos últimos anos de compadrio com o atraso, precisa, sobretudo, de refazer os termos do pacto de esperança que, em boa medida, descumpriu. Precisa de um toque de modernidade, precisa se arejar, se reinventar, até mirando-se no exemplo de Fernando Henrique Cardoso. Precisa reconquistar a juventude, resgatar a bandeira do sonho a fim de motivar o eleitorado e justificar a escolha de alguém que já presidiu o País por duas vezes.

Na hipótese de juntar-se a alguém como Marina Silva ainda sinalizaria superioridade em relação às estruturas partidárias tradicionais tão desgastadas e ainda transmitiria a mensagem de que é a vez da sociedade.

Difícil? Mas nada na vida ou na política é impossível.

O complicado em uma aliança com Marina seria governar depois, cumprindo os compromissos inerentes a essa união. Mas convenhamos que se tratando de Lula tudo é possível. Principalmente dar o dito pelo não dito. [caráter escasseia entre as caracteristicas do nominado.]

Por: Dora Kramer - O Estado de São Paulo

Isto é maldade que estão fazendo com os meritissimos

O chororô dos meritíssim​os
Estou com pena dos juízes. Seus 60 dias de férias anuais podem ser reduzidos à metade. É uma maldade com os meritíssimos. O tratamento cerimonioso vem da palavra mérito. Os juízes estão acostumados aos superlativos. Digníssimo, excelentíssimo. Os salários e os benefícios do Judiciário também são superlativos. Quando um juiz é afastado por um abuso, é “punido” com aposentadoria integral. Na semana passada, o direito dos magistrados a férias em dobro foi ameaçado.

Quem comprou a briga foi o presidente do STF, Cezar Peluso. Em entrevista ao jornal O Globo, ele defendeu a redução das férias – ou melhor, a “equiparação” do descanso dos juízes ao de todos os assalariados brasileiros, com base nas leis trabalhistas. A reação da categoria foi estridente e imediata. O chororô afeta a credibilidade de uma classe bem remunerada que estuda em princípio para defender direitos iguais.

A carta aberta dos juízes é comovente. Eles defendem seus 60 dias de férias por motivo nobre. Trabalham demais e sob pressão, não recebem por hora extra, levam “processos complexos” para casa nos fins de semana. Professores, médicos, motoristas, todos deveriam se inspirar no direito ao ócio dos meritíssimos.

Os juízes explicam que, livres das audiências, trabalham durante as férias. E, por isso, precisam dos 60 dias. Para resolver a lerdeza da Justiça, talvez devêssemos ampliar ainda mais as férias dos juízes. Os processos não se acumulariam tanto, sem solução. Noventa dias de férias anuais seriam suficientes para tirar o atraso?

Não é apenas em nome da eficiência que a Associação dos Magistrados do Brasil se amotinou. Os juízes afirmam que férias dobradas reduzem a aposentadoria por invalidez ou morte prematura. Esse argumento parece piada de humor negro com os demais trabalhadores. E a comédia não para aí. O senador petista Eduardo Suplicy criticou o privilégio dos juízes e promotores: “Há tantas outras profissões que exigem extraordinária dedicação e nem por isso têm férias maiores que o normal”. Suplicy esqueceu que ele e seus companheiros no Congresso têm direito a 55 dias de descanso remunerado por ano. Eles querem manter o privilégio das férias mais longas. Onde vai parar a guerra às castas no Brasil?

O professor da PUC do Rio Luiz Werneck Vianna, autor do livro Corpo e alma da magistratura brasileira, defende as longas férias dos juízes. “É uma profissão estressante. Isso é coisa de classe média ressentida”, diz ele. O presidente da OAB, discorda: “ (A regalia) fere a igualdade que deve existir entre os cidadãos. A Justiça brasileira é morosa também pelo excesso de férias, recesso e feriados”. A sociedade já não idealiza o magistrado, afirma o professor de história do Direito da FGV de São Paulo, José Reinaldo de Lima Lopes: “Está cada vez mais forte a mentalidade de que o juiz é um prestador de serviço como outro funcionário”. Foi-se o tempo em que o juiz era indicado pelo imperador ou pelo ministro da Justiça. Há concursos públicos.

Em abril deste ano, a polêmica foi outra. Tentou-se em vão exigir dos tribunais o expediente integral, das 9 horas às 18 horas. Não adiantou o presidente da OAB brigar pela igualdade: “A toga é apenas uma indumentária, e não um escudo para justificar a diferenciação entre os trabalhadores”. Um dos argumentos dos juízes foi o calor excessivo no fim da tarde. O horário dos tribunais em alguns Estados vai das 9 horas às 14 horas. É por isso que precisam de tantas férias para trabalhar. A realidade não cabe num expediente assim.

Onde vai parar a guerra às castas no Brasil? Dilma começou a faxina ética no governo e no Congresso – e isso rende votos. Não importa se as razões da presidente são altruístas ou estratégicas. Alguém começa a peitar os mercenários da política. Mesmo que nenhum ex-ministro mensaleiro devolva o dinheiro, Dilma pode dar uma de Peluso e questionar por que deputados e senadores trabalham dois dias por semana, discutem só o que importa a eles, vendem a consciência em troca de benefícios regionais ou pessoais, gastam as verbas extras sem prestar contas e se esbaldam em recessos com passagens aéreas financiadas por nós. Vivem todos vidas superlativas, alguns com ficha suja. Sem a menor culpa. [falta ao Poder Executivo atual, como faltou ao anterior, FORÇA MORAL para questionar os parlamentares em termos de só votarem quando lhes interessa - o Executivo quando lhe interessa aprovar ou rejeitar uma matéria, faz todo tipo de jogo, até MENSALÃO-PT para que o Congresso delibere conforme os interesses do governo e não os do Brasil e/ou do POVO.]

Por: Ruth de Aquino - Editora Globo - raquino@edglobo.com.br

Dilma se mostra, resta saber aguentará as consequências

Dilma se mostra

A presidente Dilma Rousseff está se saindo melhor que a encomenda. Esta pode não ser a avaliação de quem a encomendou, o ex-presidente Lula, mas ao que tudo indica é a de setores da sociedade que nem mesmo votaram nela. Como, por exemplo, Caetano Veloso, que votou em Marina no primeiro turno, mas hoje considera que Dilma é melhor presidente do que foi candidata. [será que a mudança de opinião do Caetano tem algo a ver com o generosos apoio dado pelo governo Dilma ao Blog da Betânia?]

Já o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que contou um segredo de polichinelo ao revelar que votou no seu amigo José Serra em 2010, nem se deu ao trabalho de fazer a ressalva, e disse que, se Serra fosse presidente, promoveria a mesma “faxina” que Dilma está fazendo no Ministério dos Transportes. [Jobim é tão boquirroto quanto Lula; afinal não resistiu a 'entregar' que fraudou a 'constituição cidadã' inserindo artigos que sequer foram discutidos pela Constituinte.]

Nos últimos dias, graças à entrevista do Jorge Bastos Moreno e às suas repercussões publicadas ontem, estamos diante de uma personalidade mais rica do que se supunha, com uma sensibilidade insuspeitada que a leva a fazer comentários tanto sobre a novela das nove (deixando feliz “Douglas”) quanto sobre Fernanda Montenegro, Caetano ou Chico Buarque. E que se enternece com a filha de Obama, que se referiu ao Alvorada como uma casa, e não um palácio.

Para quem mora na Casa Branca, dizer que o Alvorada é “a casa mais linda” que já viu demonstra um bom gosto precoce de Sasha que, com sua sensibilidade de criança, põe em xeque as críticas de que o grande Oscar Niemeyer constrói monumentos, não residências.

Ao mesmo tempo, o mesmo Moreno, e outros noticiários, trazem de volta ao cenário político a Dilma irascível e autoritária.

Diante da franqueza exagerada do ministro Nelson Jobim, (o mensaleiro Delúbio Soares já ensinou certa vez que transparência demais é burrice) Dilma estaria disposta a demiti-lo, e só não o fez até o momento por que Lula estaria empenhado em defender o ministro indicado por ele. [Jobim pode ser tudo e mais alguma coisa - menos burro.]. Nesse episódio temos mais incoerências do que normalidades. O ex-presidente Lula, defendendo Jobim, se mostra mais conciliador do que é na verdade: “A gente não pode fazer política achando que quem não votou na gente é pior do que quem votou”, pontificou o ex-presidente.

Para quem passa a vida política jogando pobres contra ricos, o “povão” contra a elite, e fez questão pessoal derrotar alguns líderes políticos da oposição, a frase soa falsa, mas a posição é boa.

Já Dilma, que tem desde seu primeiro momento na presidência distendido o ambiente político, defendendo a aceitação do contraditório e lançando a mão estendida à oposição através de gestos republicanos de aproximação com o ex-presidente Fernando Henrique, mostra-se nesse “affaire” menos conciliadora.

É verdade que o ministro Jobim dá a impressão a todo instante de que está querendo deixar o governo, e já teria dito isso à presidente, antes mesmo dos episódios públicos que reforçaram essa percepção generalizada.

Ao saudar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pelos seus 80 anos, Jobim fez referências à maneira sempre gentil com que ele tratava seus assessores, “sem nunca elevar a voz”, o que pareceu a todos uma indireta diretíssima para a presidente Dilma, que tem a fama de gritar e dar socos na mesa.

Jobim falou também da sem-cerimônia com que os “idiotas” hoje se apresentam, o que parecia ser outra crítica, desta vez a eventuais companheiros de governo, quem sabe petistas.

Jobim saiu-se com uma desculpa esfarrapada, acusando os culpados de sempre: disse que se referia “aos jornalistas”.

Superado esse primeiro impasse, o ministro de FH, Lula e Dilma deu uma entrevista explicitando o que todos já sabiam: que votara em Serra na eleição presidencial do ano passado vencida por Dilma. Alegou depois que não costuma ser dissimulado, mas é evidente que escolheu responder diretamente à pergunta em vez de, como já fez diversas vezes, exercitar seus dotes políticos e sair pela tangente.

Experiente como é, não é razoável acreditar que Jobim tenha caído em uma armadilha jornalística. O mais correto é especular sobre o que levou Jobim a claramente, em poucos meses, querer deixar tão explícito seu descontentamento com o governo. A própria presidente, que de boba não tem nada, senão não teria chegado onde chegou, entendeu perfeitamente o objetivo de seu (ex?) ministro, o de afrontá-la na autoridade de presidente. “E isso eu não admito”, teria dito.

Em outro front, noticia-se que a presidente voltou a dar socos na mesa para enquadrar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixando claro que não admite adiar o anúncio da nova política industrial por causa de divergências no governo por causa do tamanho da renúncia fiscal.

Fazenda e Desenvolvimento não chegam a um acordo sobre o alcance dos incentivos, devido à posição conservadora da Receita Federal, e a presidente reagiu: “No meu governo a Receita Federal não manda”.

São duas faces da mesma mulher, e a mistura pode dar certo, transformando Dilma de mero instrumento de poder de Lula, que pretenderia governar através de interposta pessoa, em uma “persona” política relevante. [neste parágrafo, certamente, o colunista Merval Pereira delirou ou optou pela fina ironia.]

A “faxina” no Ministério dos Transportes tem dado a Dilma uma musculatura política que a transforma em presidente popular e respeitada. [o valor dessa musculatura política, sua consistência, vamos ver na volta do recesso. Dilma será cobrada e punida pelos arroubos - nota-se que a coragem baixou na presidente com o Congresso Nacional em recesso.]

Mas se a atitude não for a mesma nos demais feudos políticos de partidos mais influentes, como PT e PMDB, o comportamento errático pode levar à desmoralização dessa nova personalidade, transformando seu mandato em mero interregno que se perderá na História.

Fonte: Merval Pereira - O Globo

Primeiro a OI investiu R$ 15 MIL, na empresa 'fundo de quintal' do Lulinha; agora investe R$ 300 MIL em peça da neta do Lula

Oi banca R$ 300 mil de peça estrelada por neta de Lula

Empresa é a única patrocinadora de produção; em 2005, tele também socorreu firma de filho do ex-presidente - empresa de 'fundo de quintal' do Lulinha, filho fenomenal do ex-'Nosso guia'.

Patrocínio por meio de Lei Rouanet foi possível graças a prorrogação de prazo para captação aprovada por ministério

Depois de socorrer uma empresa do filho do ex-presidente Lula, - a GAMECORPS do Lulinha, filho mais velho do Lula - a Oi vai financiar peça de teatro que terá no elenco uma neta do petista.

O patrocínio da neta do Lula, pela OI, é renúncia fiscal o que significa dizer que o dinheiro sai dos cofres públicos = contribuinte patrocinando estréia da neta do Lula

A produção, que busca patrocínio há um ano e três meses, conseguiu a ajuda após promover na mídia a participação da jovem. A peça "Megera Domada", de Shakespeare, marcará a estreia de Bia Lula, 16, filha de Lurian Lula da Silva, nos palcos.[Lurian da Silva é aquela filha do Lula, enrolada com uma ONG - a ONG fechou e o dinheiro sumiu - e que teve dívidas pagas pelo generoso Paulo Okamoto.]

A Oi é a única empresa até agora a patrocinar o projeto via Lei Rouanet. A tele vai bancar R$ 300 mil, quase metade do custo da produção, de R$ 639,4 mil.

A captação "salvou" a peça, prevista para estrear em novembro, e só foi possível porque o Ministério da Cultura, na gestão de Ana de Hollanda, ampliou por um ano o prazo para a produção encontrar patrocínio.

Fonte: Folha de São Paulo

Não podemos escolher nossos familiares

Irmão de Zico foi perseguido pela ditadura

A intromissão do regime militar no futebol não se restringiu à exploração ufanista do desempenho da seleção tricampeã na Copa de 70. Durante a ditadura, até mesmo jogador de futebol era perseguido pelos agentes da repressão. Foi o caso de Fernando Antunes Coimbra - um dos irmãos de Zico -, que teve sua carreira de atleta interrompida de forma prematura, no início da década de 1970, por ser considerado comunista. Nando, como é conhecido, foi o primeiro ex-jogador de futebol a ser anistiado pelo governo e indenizado. [mais um a se beneficiar da bolsa-ditadura.]

O rótulo de "subversivo" não interferiu apenas na carreira de Nando, mas também na de seus irmãos. Segundo a família, Edu deixou de ser convocado para a seleção de 70 por ser irmão de um perseguido político. E Zico, pela mesma razão, foi esquecido da seleção olímpica que foi a Munique (Alemanha), em 1972, e que ajudou a classificar no Pré-Olímpico de 1971, na Colômbia. Sua não convocação quase o fez abandonar o futebol.

A carreira de Nando no futebol durou menos de seis anos, entre 1966 e 1972. Ele saltava de um clube para outro após intervenção de agentes do governo e era excluído dos times sem qualquer explicação dos dirigentes. Nando começou no juvenil do Fluminense e, como profissional, atuou no Santos (do Espírito Santo), América (RJ), Madureira, Ceará, Belenenses e Gil Vicente. Esses dois últimos, clubes de Portugal.

O jogador foi perseguido até mesmo no exterior. Quando se transferiu para o Belenenses, em 1968, foi procurado e interrogado em um hotel de Lisboa por dois agentes da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), do ditador Salazar. Preferiu voltar ao Brasil sem ter feito uma partida sequer pelo time.

- Tinha 22 anos e chegaram dois caras de terno, sabendo tudo da minha vida. Fiquei desesperado, chorei um monte e consegui voltar para o Brasil - contou Nando.

Fonte: Globo.com

A Bolsa Ditadura não chegou ao Araguaia

Em abril do ano que vem completam-se 40 anos do início das operações do Exército contra os militantes do PCdoB que se internaram nas matas do Araguaia com o intuito de iniciar uma guerrilha contra a ditadura. Será a triste lembrança de um massacre onde morreram cerca de 60 pessoas, na maioria jovens estudantes.

Poucos pereceram em combate. Quase todos foram executados, muitos deles depois de terem se rendido à tropa do Exército. Foram execuções frias, praticadas mesmo depois de alguns presos serem usados até para pequenos serviços. Ordens de Brasília. [leiam o texto em destaque e vejam que os porcos terroristas realmente eram inocentes - tão inocentes quanto Stalin:

...O Cel. Lício, continuando sua narrativa, acrescentou que "não sei, não posso me lembrar, se foi o Cid ou se foi o Cabo Marra que pegou o Genoino. Esse elemento era o Geraldo, posteriormente identificado como Genoino.

Ele foi recolhido ao xadrez, posteriormente enviado a Brasília. Em seguida, três, quatro dias, veio o veredicto da identificação: o guerrilheiro Geraldo é o José Genoíno Neto. O grupo do Genoíno prendeu um filho do Antônio Pereira, aquele senhor humilde, que morava nos confins da picada de Pará da Lama, a 100 Km de São Geraldo. O filho dele era um garoto de 17 anos, que eu não queria levar como guia, porque, ao olhar para ele, me lembrei do meu filho, que tinha a mesma idade. Então eu disse ao João: Não quero levar o seu filho. Eu sabia das implicações ou já desconfiava. O pobre coitado do rapaz nos seguiu durante uma manhã, das 5h até o meio-dia, quando encontramos os três nos aguardando para almoçar.

Pois bem. Depois que nos retiramos, os companheiros do José Genoíno pegaram o rapaz e o esquartejaram. Genoíno, aquele rapaz foi esquartejado, toda Xambioá sabe disso, todos os moradores de Xambioá sabem da vida do pobre coitado do Antonio Pereira, pai do João Pereira, e vocês nunca tiveram a coragem de pedir pelo menos uma desculpa por terem esquartejado o rapaz. Cortaram primeiro uma orelha, na frente da família, no pátio da casa do Antonio Pereira. Cortaram a segunda orelha, o rapaz urrava de dor, e a mãe desmaiou. Eles continuaram, cortaram os dedos, as mãos e no final deram a facada que matou João Pereira. Eles fizeram isso porque o rapaz nos acompanhou durante 6 horas, a fim de servir de exemplo aos outros moradores para não terem contato com o pessoal do Exército, das Forças Armadas". Aquele crime foi um ato de verdadeira tortura antes da morte da vítima. Ninguém da esquerda quer falar nisso."

Clique aqui e tenha mais detalhes

Foi uma guerrilha que começou com a fuga do chefe político, João Amazonas, que se foi embora em abril de 1972 para não mais voltar, e terminou com a fuga do chefe militar, Angelo Arroyo, que abandonou a área em janeiro de 1974. Quarenta anos depois, a tragédia do Araguaia sobrevive como amostra da capacidade do Estado brasileiro de proteger o andar de cima, mostrando-se incapaz de olhar para o de baixo.

Os comandantes militares encobriram os crimes praticados por ordem dos chefes da ocasião. Os poucos sobreviventes do PCdoB e algo como 50 famílias de militantes assassinados foram indenizados.

Até hoje, 44 pobres camponeses que viviam na região esperam algum tipo de ressarcimento. Eles não queriam instalar uma república comunista moldada no modelo albanês. Quando muito, ajudaram os “homens da mata”. Tiveram as roças e criações destruídas. Pelo menos um pequeno vilarejo foi incendiado. Toda a população masculina de outro foi presa. Cavavam-se enormes buracos no chão, onde colocaram-se centenas de pais de família, nus. [com certeza pais de família na maioria participantes ou adeptos dos porcos guerrilheiros. Zé Genoíno ficou algum tempo em um desses buracos - era um sistema de contenção mais prático do que construir delas em plena selva.]

Era uma gente pobre que foi lançada na humilhação e na miséria. Para eles, não houve “Bolsa Ditadura”, como a que Lula e Fernando Henrique Cardoso recebem. Em 2010 ela valia R$ 4,2 mil mensais para Nosso Guia e uns R$ 8 mil para FH.

Quarenta anos depois, restam poucos camponeses vivos. [mesma 'justiça' que autoriza pagamento de indenização aos familiares do porco traidor do Lamarca - entre outros.] O governo reconheceu o direito dos 44 sobreviventes, mas uma liminar da Justiça suspendeu o pagamento. Periodicamente, hierarcas visitam o Araguaia, fazem discursos, exaltam os mortos e, aos vivos que restam, dão apenas promessas. Na semana passada, a ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, repetiu esse roteiro.

A justificativa tem a idade do Brasil: “O que se pode fazer?” Em tese, pouco, porque a Justiça que barrou a indenização dos miseráveis é a mesma que confirmou créditos de R$ 2,5 bilhões para um plantel de beneficiados em que reluzem indenizações milionárias de aproveitadores endinheirados.

Antes que o último camponês do Araguaia morra sem receber um tostão, aqui vão quatro sugestões de providências capazes de atenuar o problema:

1) Lula e Fernando Henrique Cardoso doam à Viúva seus cheques do Bolsa Ditadura, ou separam 10% do que arrecadam com palestras e passam o dinheiro para os 44 camponeses do Araguaia. Por baixo, podem comparecer com R$ 12 mil mensais.

2) Cada um dos cinco mil beneficiados pelo Bolsa Ditadura doa R$ 10 mensais. Arrecadam-se R$ 50 mil.

3) O PT e o PCdoB doam 5% dos R$ 30 milhões que recebem do Fundo Partidário (dinheiro da Viúva) para os 44 do Araguaia. Nesse caso, cada um deles poderá receber R$ 1 mil mensais durante três anos.

4) Com a mesma malandragem que o governo pratica para beneficiar sonegadores de impostos, enfia numa medida provisória um contrabando que cria um fundo de R$ 10 milhões para que os juros da Bolsa Copom remunerem com R$ 1,2 milhão anuais os camponeses. Isso dá R$ 2.300 por mês para cada um deles.

Fonte: Elio Gaspari

Racismo exclui atleta italiano de competição de ciclismo

Agressão racista tira ciclista italiano do Tour do Rio

O ciclista italiano Marco Coledan, da equipe Trevidiani, foi excluído do Tour do Rio, por uma decisão unânime dos responsáveis pela competição, após fazer agressões racistas contra o brasileiro Renato Santos, conhecido como Centenário, do clube DataRo de Ciclismo. O desentendimento aconteceu no sábado, durante a etapa de Teresópolis a Três Rios. Os dois vinham no mesmo pelotão, quando começaram a discutir.

O italiano, então, xingou o brasileiro. O atleta Murilo Ferraz, que é da equipe de Centenário e já morou na Itália, entendeu a expressão e traduziu para o colega. Coledan teria chamado Centenário de algo como "negro sujo". O brasileiro imediatamente comunicou ao comissário Felipe Augusto Cunha Almeida. [o que torna algumas leis brasileiras um verdadeiro absurdo é exatamente o excesso de rigor na sua aplicação, o que impede que circunstâncias específicas sejam levadas em conta - seja para atenuar ou agravar eventual punição:

- ocorreu uma discussão entre os dois atletas, sendo que a primeira ofensa partiu do brasileiro - o teor dessa ofensa ninguém se preocupou em conhecer, nem mesmo o 'informante' Murilo;

- em uma atitude típica da quase totalidade dos seres humanos, especialmente no calor de uma competição, o italiano revidou com uma expressão que no seu país não tem conotação racista e que foi proferida em italiano - o que reduziu, em muito, o seu eventual potencial ofensivo e as possibilidades de ser entendida.

O ocorrido suscita uma pergunta: se na próxima Copa, a China participar e um atleta chinês xingar em mandarim um atleta brasileiro, afrodescendente, com uma expressão que possa ser considerada racista e houver por perto um 'murilo' que entenda chinês e traduza a expressão o autor do xingamento deve ser punido? mesmo que só ele e o 'murilo' tenham entendido a expressão, que na China é usada sem sentido racista.]

O diretor geral da prova e representante da União Ciclística Internacional (UCI), o canadense Adrian Levesque, foi informado do ocorrido pelo colégio de comissários. Ele entendeu que existe uma regra que permitia excluir o italiano da prova. Como não houve agressão física, não caberia outra punição. Os comissários acharam também que seria prudente tirar Coledan do Tour já que poderia haver uma tentativa de represália na etapa deste domingo contra o italiano.

O técnico da equipe italiana, Mirko Rossato, tentou minimizar o episódio: - Ele (Coledan) brigou com o atleta brasileiro como ocorre em qualquer corrida. Mas, essa decisão de exclusão foi da organização e nós aceitamos. Quem ofendeu primeiro foi o brasileiro, e ele respondeu. Só que com uma palavra que não se usa no Brasil, mas que não tem qualquer importância em italiano.

Já Centenário disse que considerou justa a decisão da exclusão do italiano da prova e afirmou que não pretende processá-lo judicialmente: - Ele me ofendeu com palavras racistas, uma coisa que não pode acontecer. Eu contei para os comissários e queria que acontecesse isso (a punição). O que aconteceu é inadmissível. Briga pode ser, mas não racismo. Ainda mais no Brasil, um país onde lutamos muito contra isso.

Neste domingo, os atletas largaram da etapa de Rio das Ostras às 7h. Eles seguem para o Rio, onde devem chegar às 11h na Quinta da Boa Vista. O colombiano Juan Soares, da EPM, é o líder geral da competição, que começou na quarta-feira.

Fonte: O Globo

Terrorista norueguês pretendia destruir outros alvos

Autor dos ataques na Noruega confessa que tinha vários alvos para destruir
O extremista de direita norueguês Anders Behring Breivik, autor do massacre de 22 julho que deixou 77 mortos, afirmou durante interrogatório que tinha em mente vários outros alvos de ataque, informou neste sábado (30/7) a polícia norueguesa que, no entanto, não quis confirmar as notícias de que dois desses objetivos seriam o Palácio Real e a sede do Partido Trabalhista, no poder.

"Durante seu interrogatório, ele disse, de forma geral, que estava interessado em outros objetivos", comentou o promotor da polícia, Paal-Fredrik Hjort Kraby. "Trata-se de alvos que parecem naturais a um terrorista", completou o chefe da investigação policial.

Segundo o jornal Verdens Gang deste sábado, o Palácio Real norueguês e a sede do Partido Trabalhista também figuravam na lisa dos objetivos de Breivik.

De acordo com publicação, o Palácio Real era um dos objetivos devido a seu valor simbólico, enquanto que a sede do Partido no poder estaria na mira do extremista por seu papel na instauração de uma sociedade multicultural.

Ainda segundo o jornal, que não revela suas fontes, os investigadores acreditam que Breivik teve dificuldade em fabricar explosivos, fora a bomba que ele admite ter detonado no bairro dos ministérios, no centro de Oslo.

Behring Breivik, um norueguês de 32 anos e que se considera em uma cruzada contra a "invasão muçulmana" na Europa, também confessou ser o autor da chacina na ilha de Utoya, onde as juventudes socialistas realizavam um acampamento de verão.

Os dois ataques deixaram um total de 77 mortos, principalmente jovens, segundo a última contagem da polícia.

Citado na sexta-feira pela imprensa, o advogado de defesa de Breivik, Geir Lippestad, confirmou que seu cliente tinha outros alvos em mente.

"Ele tinha vários projetos de diferente envergadura naquela sexta-feira. Ocorreram coisas naquele dia, que não quero abordar, que fizeram com que as coisas transcorressem de maneira diferente do que ele havia previsto", acrescentou.

A polícia, por sua parte, afirmou ter reforçado as medidas de segurança em torno dos principais prédios institucionais.

Um relatório publicado na noite de sexta-feira pelos serviços de inteligência da polícia, a PST, confirmou que não houve motivos para elevar o nível de segurança na Noruega devido ao caráter "único" da matança de 22 de julho.

Um dia depois de serem realizados os primeiros funerais das vítimas da chacina, a Noruega homenageou neste sábado as equipes de socorro mobilizadas no dia mais negro da história do país nórdico desde a Segunda Guerra Mundial.

Um evento reuniu neste sábado à tarde bombeiros, soldados, policiais e motoristas de ambulâncias junto ao príncipe herdeiro Haakon na catedral de Oslo. Nos arredores, os cidadãos colocaram rosas junto aos veículos de resgate.

Outro evento reuniu milhares de pessoas na abertura de um torneio de futebol para crianças e adolescentes perto da capital norueguesa.

Em prisão preventiva em um presídio de segurança máxima por um período renovável de oito semanas, Behring Breivik será examinado por dois psiquiatras que começarão seu trabalho na semana que vem para determinar se ele é penalmente responsável pelos atos. Os especialistas devem entregar suas conclusões até 1º de novembro.

Suas ações, que chocaram o mundo, continuaram criando mal-estar neste sábado, uma semana depois do duplo atentado.

O cineasta dinamarquês Lars von Trier confessou sentir-se "completamente transtornado" pela ideia de que Behring Breivik considere seu filme Dogville um de seus favoritos e afirmou que a extrema direita dinamarquesa é em parte responsável pela chacina por conta de seus ataques ao Islã.

Na França, o ex-líder do partido de extrema direita Frente Nacional, Jean Marie Le Pen, reabriu a polêmica ao reafirmar em suas declarações de sexta-feira que a "ingenuidade" do governo norueguês foi "mais grave" que os atentados.

Fonte: France Presse

Agnello Queiroz, petista que governa o DF, sonha trazer abertura da COPA 2014 para o DF

LEMBRETE IMPORTANTE: A COPA 2014 só pode ter o jogo de abertura em Brasília se houver COPA 2014 no Brasil

Havendo COPA 2014 no Brasil, Brasília para sediar a COPA precisa atender outro requisito importantíssimo: Possuir em pleno funcionamrento um ESTÁDIO DE FUTEBOL.
Brasília ainda não tem e dificilmente terá até 2014 - o seu governo está anunciando que um terço das obras de construção do estádio já está concluído, mas para ser verdade tal anúncio só se incluir nas obras de construção as de demolição do estádio Mané Garrincha, demolição esta que foi concluída há pouco mais de um mês.

Até mesmo para apenas ser uma das cidades séde da COPA 2014 é necessário que a cidade pretendente também tenha uma infraestrutura adequada, especialmente em termos de transporte público, com destaque para os trechos AEROPORTO - HOTÉIS, HOTÉIS - ESTÁDIOS.

Brasília não tem transporte público à altura sequer de sua população fixa quanto mais para atender milhares de turistas.
VEJAMOS:

- o METRÔ-DF pelo seu traçado, 'foge' do Setor Hoteleiro, do Aeroporto e do futuro Estádio Nacional de Brasília - para ligações entre estes setores é como Brasília não possuísse metrô;
- o VLT - veículo leve sobre trilhos, inventado ainda pelo Arruda, está emPACado;
- o transporte coletivo por ônibus não existe, considerando que o existente é insuficiente para atender a demanda normal da cidade e com elevado número de veículos em péssimo estado de conservação;
- as vias de ligação Aeroporto x Setor Hoteleiro e Setor Hoteleiro x Estádio precisam na sua quase totalidade de duplicação - algumas foram no governo anterior (já que o atual ainda não fez nada em termos de melhorias no sistema viário) mas esqueceram que aumentar o número de faixas de rolamento de duas para quatro e manter um viaduto com duas faixas, ou aumentar para três, é só deslocar o ponto de engarrafamento.

Nas vias em questão além do número insuficiente de faixas de rolamento algumas apresentam péssimo estado de conservação.
Existem inúmeros outros pontos falhos na infraestrutura do DF, que certamente não serão corrigidos até 2014 por falta de competencia administrativa e mesmo de recursos.

Assim, governador 'agnello queiroz' Brasília não tem condições de ser cidade séde da COPA 2014 - caso essa ocorra no Brasil, é óbvio - por faltar desde o ESTÁDIO até toda a INFRAESTRUTURA.

Aproveito e pergunto ao senhor:
- seu governo já caminha para o oitavo mês; nesse tempo já adotou alguma medida que tenha melhorado, ainda que um pouquinho só, o atendimento nos hospitais públicos do DF?
- já foi tomada alguma medida que tenha reduzido, mesmo que só um tiquinho, um nadica de nada, a INSEGURANÇA PÚBLICA no DF?
- foi adotada alguma melhora no transporte público coletivo do DF? dar aumento a rodoviários não conta, já que é política petista 'sufocar' o empregador para assim 'matar' a iniciativa privada, o que torna obrigatório que todo ano - mesmo sem aumento das tarifas - os rodoviários tenham:
- redução de carga horária;
- aumento de beneficios;
- aumento de salários.

Senhor Governador, lembre-se que pessoas ingênuas votaram no senhor e com certeza esperavam, e ainda esperam, desfrutarem de um melhor atendimento público de saúde, de um melhor sistema de transporte coletivo, de uma melhor SEGURANÇA PÚBLICA.

Seja honesto e cumpra suas promessas.

Cézar Henrique - Blog da UNR

Crise agora chega ao Comando do Exército

Comandante do Exército vira alvo de investigação

O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e mais sete generais viraram alvo de investigação da Procuradoria-Geral de Justiça Militar sob suspeita de participação em fraudes em obras executadas pelo Exército, informa reportagem de Marco Antônio Martins, publicada na edição deste domingo da Folha.

Os oficiais comandaram o DEC (Departamento de Engenharia e Construção) e o IME (Instituto Militar de Engenharia) entre 2004 e 2009, período em que o Exército firmou vários convênios com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para realizar obras em rodovias.

Um grupo de engenheiros e contadores chefiados pela promotora Ione de Souza Cruz, do Ministério Público Militar, apontou indícios de fraude em 88 licitações feitas pelo Exército para executar obras do Ministério dos Transportes e apontou desvios de recursos públicos no valor de R$ 11 milhões.

Em nota, o Centro de Comunicação do Exército afirmou que não tem conhecimento da investigação e que "não cabe à Força e nem aos militares citados emitir qualquer tipo de posicionamento sobre o assunto".

[a única ação de relevo, ainda que um relevo depreciativo, do atual comandante do Exército foi a de proibir comemorações nos quartéis do Movimento Revolucionário de 31 de março - fato que com certeza não contribuiu para destacar favorávelmente sua gestão à frente do Exército Brasileiro.]

sábado, 30 de julho de 2011

Dilma discursa e Pelé rouba cena em sorteio

Dilma fala em melhor Copa da história e faz Pelé roubar a cena em sorteio

Após nomear Pelé como embaixador honorário da Copa de 2014, Dilma Roussef fez o ex-jogador roubar a cena no sorteio das Eliminatórias para o Mundial, realizado na tarde deste sábado, na Marina da Glória. Além de exaltar o astro, a presidente prometeu realizar um campeonato histórico.

[PELÉ você é o 'ATLETA DO SÉCULO' e merece todas as honras. Como tudo na vida sua carreira de personalidade pública, memorável em todos os aspectos, está chegando ao final.
Seja sábio como sempre soube ser e não manche sua IMAGEM se envolvendo com essa DE SER 'embaixador honorário' da Copa de 2014, aceitando essa 'honraria' você estará se misturando com a trupe que governa o Brasil e corre o sério risco de sair sujo.
Mantenha a postura daquele que sempre soube se destacar de forma favorável, sempre mereceu o apreço de todos os brasileiros e que - não vai aqui nenhuma ironia e sim plena aprovação, já que o atual governo e o que o antecedeu são a prova cabal do quanto suas palavras estavam certas - soube pronunciar aquele inteligente e acertado veredito: 'O POVO BRASILEIRO NÃO SABE VOTAR'.
Ter Dilma Rousseff como presidente do Brasil e o $talinácio Lula da Silva como seu antecessor é a mostra indiscutível e conclusiva de que realmente o POVO BRASILEIRO NÃO SABE VOTAR.]

Ao saudar os presentes, Dilma classificou o "querido" Pelé como um "craque inesquecível". Em seguida, ela citou a identificação do Brasil com o futebol e lembrou que o País é prolífico em revelar grandes jogadores, entre eles o ex-membro da seleção brasileira. "O Brasill continua a ser identificado como o país do futebol e isso nos envaidece.Amamos o futebol, ganhamos cinco Copas do Mundo e aqui nasceram muitos dos maiores craques de todos os tempos, a começar pelo maior deles, o nosso querido Pelé, que fizemos questão nomear como embaixador honorário", disse a presidente.

No momento em que foi exaltado por Dilma, Pelé recebeu intensos aplausos, inclusive da própria presidente, que teve suas palmas amplificadas pelo microfone. Posicionado na primeira fila da plateia ao lado de Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL), o ex-jogador se levantou e saudou o público.

Na última sexta-feira, Pelé demonstrou incômodo e deu a entender que não foi convidado por Teixeira para participar do sorteio como protagonista. Horas depois, a assessoria de imprensa do evento divulgou nota para esclarecer que o ex-jogador recusou o chamado para o evento no último mês de abril.

Sucessor de Luiz Inácio Lula da Silva, entusiasta da Copa do Mundo, Dilma evita qualquer tipo de proximidade com Ricardo Teixeira. Ainda assim, ela prometeu empenho na preparação para o campeonato e falou em realizar uma edição histórica. "Vocês encontrarão um país muito bem preparado para a Copa do Mundo, com toda a infraestrutura necessária, um sistema eficiente de transporte, avançada tecnologia de comunicação e muita segurança. Estamos fazendo a nossa parte para que a Copa de 2014 seja a melhor de todos os tempos", afirmou.

Dilma desejou boa sorte aos participantes das Eliminatórias da Copa do Mundo, prometeu que o povo brasileiro receberá os visitantes de "braços abertos" durante o campeonato e procurou destacar e evolução sócio-econômica do país nos últimos anos.

"Temos uma economia estável e em crescimento. Nos últimos oito anos, elevamos para a classe média 40 milhões de brasileiros. Somos um país que promove inclusão social e que tem na diversidade étnica, cultural e religiosa uma de suas maiores riquezas, além de respeitarmos o meio-ambiente", disse a presidente.

Fonte: CB

Dada a largada: NUNCA, JAMAIS, tantos vão roubar tanto neste país

Governo e patrocinadores tentam 'camuflar' falhas no primeiro evento da Copa no Brasil

Cinco dias e R$ 30 milhões de dinheiro público depois, o Brasil passou pelo primeiro grande teste da Copa do Mundo de 2014. E o resultado só não foi pior porque o Comitê Organizador Local (COL) contou com o precioso auxílio de alguns de seus patrocinadores e, principalmente, das três esferas governamentais.

A começar pelo dinheiro para realizar o sorteio preliminar do Mundial, primeiro grande evento do torneio que aconteceu no país, neste sábado, na Marina da Glória. Para garantir que a cerimônia acontecesse no Rio de Janeiro, os governos municipal e estadual tiveram de abrir os cofres e pagaram R$ 15 milhões cada. O dinheiro foi para a Geo Eventos, ligada à Rede Globo, e responsável pela organização.

Nem só com verba pública foram feitas as ajudas governamentais. Apesar de a presidente Dilma não estar em sintonia com Ricardo Teixeira, o governo federal permitiu que o aeroporto Santos Dumont fosse fechado por quatro horas para que o barulho dos aviões não atrapalhasse na transmissão do sorteio.

Além disso, policiais rodoviários de todo o Brasil foram convocados para fazer a escolta dos principais dirigentes da Fifa e de uma seleta lista VIPs. Dessa forma, o presidente Joseph Blatter e o secretário-geral Jerome Valcke, por exemplo, ganharam proteção de oito batedores para circular pela cidade, esquema utilizado apenas para a presidente da República. Os demais “contemplados” (um grupo de 25 vips) tinham a companhia de quatro motocicletas, que fechavam o trânsito para a passagem da comitiva. Uma maneira de furar os congestionamentos, mesmo que isso irritasse os motoristas “comuns”.

Apesar de todos esses apoios, o sorteio ainda teve de driblar outros contratempos. E, para isso, a Fifa contou com a colaboração de seus patrocinadores. Na área da Marina da Glória, por exemplo, o sinal de telefonia celular é praticamente inexistente. A Oi, parceira do COL, instalou duas antenas próprias e, após muitas reclamações, distribuiu chips para jornalistas e convidados.

Em contrapartida, Fifa e COL também deram uma “forcinha” para os patrocinadores. Durante os cinco dias de evento, mesmo com o forte calor, não houve distribuição de água. Com isso, qualquer pessoa que estivesse com sede deveria se dirigir a uma pequena loja do McDonald’s instalada dentro do centro de imprensa e pagar R$ 2,50 por uma garrafinha.

Mesmo “amarrando” bem diversos aspectos com governos e patrocinadores, a natureza acabou sendo a grande vilã do sorteio. Neste sábado, um vendaval provocou diversos estragos, inclusive na tenda montada especialmente para a cerimônia, e obrigou os organizadores a correrem para consertar tudo, fato que ocorreu simultaneamente ao show comandado pelos apresentadores da TV Globo Fernanda Lima e Tadeu Schmidt.

Depois de todos esses problemas, o Brasil terá mais de um ano para absorver as lições e organizar novamente outro grande evento. Em 2013, o país abrigará a Copa das Confederações e o sorteio final dos grupos da Copa do Mundo de 2014, que acontecerá entre os dias 12 de junho e 13 de julho.

Fonte: UOL - Esporte - Futebol

Gafes do sorteio da Copa criam alvoroço nas redes e para variar Galvão Bueno pisou feio nas bolas do Ganso

Os 'olhos do mundo' se voltaram para o Brasil durante o sorteio das eliminatórias da Copa de 2014, neste sábado (30), no Rio. E, como era de se esperar, nas redes sociais, não foi diferente. Entre os temas mais comentados do Twitter, o marcador #sorteiodacopa chegou ao topo dos assuntos mundiais, seguido de países e jogadores que participavam da solenidade.

Atentos a cada detalhe, os twitteiros não deixaram nenhum convidado sem críticas. E não faltaram motivos. A primeira a discursar foi a presidente Dilma Rousseff, que foi alvo de protestos ao declarar: "O Brasil estará pronto para encantar o mundo em 2014". Com isso, a governante deu a deixa para reclamações sobre a infraestrutura dos aeroportos e estádios brasileiros. "Dilma poderia aproveitar que está ao vivo para 600 milhões de telespectadores e dizer sobre os aeroportos, infraestrutura, estádios", sugeriu um twitteiro.

Em seguida, a apresentadora Fernanda Lima garantiu nova polêmica, ao dizer para o jogador Neymar: "Se tu fizeres o mesmo que contra o Flamengo na quarta-feira, tua vaga está garantida, tá?". No entanto, a modelo parece ter se esquecido que o Santos perdeu. E, é claro, os internautas não perdoaram: "Isso, Fernanda Lima, fala de um jogo que o Neymar perdeu", disse um internauta.

O sorteio mais esperado, o da Europa, foi feito pelo jogador do Santos 'Ganso' e pelo maior artilheiro das Copas, Ronaldo Fenômeno. E, numa troca de palavras, o jornalista Tadeu Schmidt chamou Ronaldo de Romário. "Pior que falar o nome de outra mulher na cama... pode isso, Wright?", brincou outro.

E ainda rolou um flashback do 'Cala boca, Galvão!" no microblog. Desta vez, o narrador soltou essa: "Já imaginou o Ganso enfiando as bolas e o Ronaldo partindo?". É melhor nem postar os comentários do Twitter.

Pelo visto, a Copa promete também nas redes. O que você achou do evento?

Fonte: Nas Redes - por @renatamonty

Tabela das Eliminatórias para a COPA 2014

Total de 166 países disputando 31 vagas

MAU USO DO DINHEIRO PÚBLICO COMEÇOU JÁ NOS SORTEIO DAS ELIMINATÓRIAS

R$ 30 milhões de dinheiro público
O resultado só não foi pior porque o Comitê Organizador Local (COL) contou com o precioso auxílio de alguns de seus patrocinadores e, principalmente, das três esferas governamentais.

A começar pelo dinheiro para realizar o sorteio preliminar do Mundial, primeiro grande evento do torneio que aconteceu no país, neste sábado, na Marina da Glória. Para garantir que a cerimônia acontecesse no Rio de Janeiro, os governos municipal e estadual tiveram de abrir os cofres e pagaram R$ 15 milhões cada. O dinheiro foi para a Geo Eventos, ligada à Rede Globo, e responsável pela organização. [na África do Sul, para um evento de igual porte, os gastos foram de R$ 2 milhões.]

Nem só com verba pública foram feitas as ajudas governamentais. Apesar de a presidente Dilma não estar em sintonia com Ricardo Teixeira, o governo federal permitiu que o aeroporto Santos Dumont fosse fechado por quatro horas para que o barulho dos aviões não atrapalhasse na transmissão do sorteio.

Legado da COPA. Que legado?

Só deixa legado quem tem um para deixar. E o Brasil NÃO TEM.
Nos momentos que antecederam o sorteio das chaves das eliminatórias da COPA 2014
a TV mostrou o que foi construído pela África do Sul para sediar a COPA 2010 e os beneficios que ficaram para aquele país.

Mostrou as melhorias nos aeroportos, a duplicação das estradas, o trem-bala, ônibus expresso ligando cidades distantes, estações de ônibus substituindo as paradas, estádios privatizados e dando lucro e outras melhorias.

Tudo foi mostrado minutos antes de no circo chamado BRASIL se iniciar o sorteio das eliminatórias da COPA 2014, cuja realização está prevista para o Brasil.

Caso a COPA 2014 realmente se realize no Brasil, que legado deixará para os brasileiros?

AEROPORTOS: todos os aeroportos brasileiros, sem exceção - alguma exceção é quando um consegue ficar pior do que outro e subir no ranking dos piores - apresentam péssimas condições e não suportarão o aumento da demanda advindo da eventual realização da COPA 2014 em Brasília - os aeroportos estão congestionados nas áreas de espera dos passageiros, nas esteiras de bagagens, nos pontos de atracação dos aviões, no controle de aproximação, no controle do espaço aéreo;

RODOVIAS: simplesmente o Brasil não tem rodovias e dentro das cidades apresenta um trânsito tumultuado, muitas vias precisando de duplicação;

ESTÁDIOS: não temos estádios e com certeza os dois anos e poucos meses que faltam para a COPA não é tempo suficiente para concluir os mesmos - ainda não conseguiram terminar a demolição do Maracanã e só após demolido é que será iniciada a construção do novo;

TREM-BALA: um sonho de verão da presidente Dilma e irrealizável nos próximos dez anos;

TRANSPORTE COLETIVO: não temos isso, nem sob a opção METRÔ, nem por ÔNIBUS nem a alternativa FERROVIAS. Até mesmo serviço de táxi é ineficiente.

Estes problemas VÃO CONTINUAR EXISTINDO EM 2014 e nos anos seguintes pela simples razão que já transcorreu mais de um ano que o Brasil foi escolhido para sediar a COPA 2014 e praticamente nada foi feito - nem no governo do megalomaníaco Apedeuta Ignorantácio, tão pouco no da sua 'criatura'.

Desde a escolha, o que a trupe governista tem feito é 'brigar' para decidir qual a forma de contratação e execução das obras que permitirá que MAIS roubem MAIS, se com licitação secreta ou pública, com projeto básico ou sem (a corja governista, especialmente os petistas, pode ser ALOPRADA, ESTÚPIDA, IGNORANTE, mas é PRECAVIDA e sabe que sempre há o risco de o 'projeto de poder' furar e com isso serem deletados nas próximas eleições.

Assim, a solução é cada um procurar descobrir a forma de roubar mais para fazer o seu 'pé de meia', já que com a derrota nas eleições de 2014 {a não realização da COPA no Brasil ou o fracasso na tentativa de realizá-la, sepultará de vez os planos petistas de perpetuação no poder} o 'aparelhamento' do Estado vai acabar e todos eles estarão desempregados. A salvação é roubar o máximo nas obras da COPA e das OLIMPIADAS e garantir alguma coisa para sobreviver.)

Não estamos torcendo contra o Brasil mas a VERDADE precisa ser dita e temos que mostrar que o engodo de que as obras estarão prontas antes de JUNHO/2014 tem que ser desmascarado.
A FIFA não espera e ainda em 2013 se valerá do recurso que sempre tem: um PAÍS CORINGA para sediar a Copa e que ja foi usado em outras Copas.

Apagão e calote coletivo na Eletropaulo

Comunidade pobre de SP se revolta com contas de luz e dá calote coletivo na Eletropaulo

“O rapaz da Eletropaulo veio ontem aqui cortar a minha luz, mas eu peguei a vassoura e o coloquei para correr. Daí ele escreveu no papel que o morador estava ausente e foi embora.” Esta fala de uma moradora da comunidade Promorar Jardim Julieta, na zona norte de São Paulo, serve para resumir a revolta da população local com a AES Eletropaulo, concessionária privada que distribui a energia elétrica na Grande São Paulo.

A maior parte das famílias reclama do valor das contas de luz, que, segundo elas, não condiz com o consumo nas casas pequenas e simples do bairro. O mesmo ocorre na vizinha favela do Violão, ainda mais pobre do que o Jardim Julieta. Nos dois locais, o problema parece ser generalizado. A conta de luz e as pelejas com a Eletropaulo são os assuntos mais comentados nas ruas e vielas estreitas das comunidades.

A cobrança abusiva teria começado em 2008, quando a AES Eletropaulo realizou a troca dos relógios de medição nas casas da região. Com os equipamentos novos, os moradores dizem que as tarifas saltaram de R$ 15 ou R$ 20 mensais para R$ 100, R$ 150 e R$ 200, em média.

Diante do problema, os moradores decidiram, ainda em 2008, tomar uma decisão: ninguém mais iria pagar a conta de luz até que a cobrança fosse normalizada. O calote coletivo ajudou a mobilizar as comunidades e a chamar a atenção para o problema, mas hoje, quase três anos depois, virou mais uma dor de cabeça para as famílias, que contraíram dívidas de até R$ 6.000 com a concessionária.

Moradores em desespero

Em maio deste ano, agentes da AES Eletropaulo passaram de casa em casa para calcular o valor da dívida acumulada no período. Na maioria dos casos, a concessionária amortizou parte do débito e dividiu o valor de 12 a 24 parcelas. A cobrança de valores considerados altos pelos moradores nas contas de luz, entretanto, não foi resolvida. Além das contas altas, as famílias agora precisam também pagar as parcelas das dívidas do passado, sob pena de terem a energia cortada e os nomes enviados para o Serasa.

É o caso de Vânia Conceição de Souza, que está desempregada e mora com o pai doente e a filha numa casa de três cômodos no Jardim Julieta. A família contraiu uma dívida de R$ 2.850 com a AES Eletropaulo, a ser paga em 24 parcelas de R$ 118,75. O que mais a assusta é a conta de luz de junho: R$ 550,20, valor superior à renda mensal da família, de um salário mínimo, que o pai de Vânia recebe de aposentadoria.

O relógio medidor da casa de Vânia registrou em junho o consumo de 1.465 kWh, o que representa sete vezes o consumo médio residencial no Estado de São Paulo (203 kWh) e quase dez vezes a média nacional (155 kWh). Vânia afirma que nos meses anteriores a conta foi menor, entre R$ 200 e R$ 300, mas ainda foi muito acima do que é gasto na casa, que tem duas televisões, geladeira, computador e um chuveiro. “Não sei mais o que fazer”, disse.

A também desempregada Graziele dos Santos, 28, tem uma dívida de R$ 2.832 com a AES Eletropaulo, parcelada em 15 vezes. Em média, a conta de luz na casa, que tem três cômodos, geladeira, microondas e duas televisões, varia de R$ 150 a R$ 200. Vivem na residência seis pessoas. Em março deste ano, o consumo da família foi de 539 kWh, três vezes a média do Estado.

Atualmente, a família está sem fontes de renda. Maria dos Santos, 54, mãe de Graziele, trabalhava como diarista, mas sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) em maio deste ano. Na mesma época, a irmã de Graziele foi despedida após ter faltado ao emprego para ajudar a mãe. Na casa, moram ainda duas crianças e outro irmão de Graziele, que sofre de depressão. “A gente já desligou um chuveiro, mas a conta não baixou”, afirmou.

Até morto se endivida

Laodicéia da Silva Rocha, 58, e Pedro Rocha Neto, 59, vizinhos de Graziele, pagam duas contas de luz por mês e tem duas dívidas com a AES Eletropaulo. O casal herdou os débitos da filha, que morava em uma casa acima da deles e morreu em dezembro, vitima de câncer no útero. Somadas as dívidas do casal (R$ 4.863, dividida em 24 parcelas), da filha (R$ 2.148), mais as contas mensais (em média, R$ 150 para o casal e R$ 60 para a filha, respectivamente), a família paga mais de R$ 500 por mês à concessionária.

“Só estamos pagando a conta de luz, e olhe lá”, afirma Laodicéia. O casal sustenta uma filha, dois netos e um bisneto com o que arrecadam com um pequeno comércio de doces e lanches, na parte inferior do imóvel. “Aqui não tem movimento, só no fim de semana”, diz Pedro.

Segundo Fátima Lemos, assistente técnica da diretoria do Procon-SP, a transferência de débitos de uma pessoa que morreu para outra é uma prática ilegal. “O débito é pessoal. Quem tem que pagar a conta é quem utilizou o serviço. Transferir uma titularidade para outra é irregular”, afirma.

Moradora favela do Violão, Rosana Amaro Gambeta, 44, costuma pagar contas entre R$ 120 e R$ 160. A de julho foi de R$ 134,42, correspondente a um consumo de 399 kWh, quase o dobro da média residencial do Estado. O valor só não é maior porque Rosana é beneficiária do Bolsa Família e, por esta razão, paga a tarifa social, modalidade que prevê descontos aos consumidores.

Ainda assim, a moradora afirma que a conta não é proporcional ao que a família, de seis pessoas, gasta no imóvel de três cômodos. “Tem gente que mora em casa boa lá na Vila Sabrina (bairro vizinho, de classe média) e paga muito menos”, reclama Rosana, que tem uma dívida de R$ 1.833 com a AES Eletropaulo.

Vizinha de Rosana, Maria Aparecida Sobral não é beneficiada pela tarifa social, apesar de se enquadrar nos critérios necessários - renda per capita mensal inferior a meio salário mínimo. Com consumo médio de 319 kWh, a família de Sobral - ela, o marido e três filhos pequenos - paga cerca R$ 140 por mês, além das parcelas da dívida de R$ 1.918 que contraiu. “Estou desesperada.”

A líder comunitária Neide de Oliveira Ramos, 47, afirma que o problema atinge cerca de 4.500 casas, em 20 quarteirões da região. Segundo ela, os moradores fizeram uma audiência com a AES Eletropaulo e o Procon no início de 2009, mas o problema não foi resolvido. “A gente quer pagar a conta, mas o valor tem que ser justo”, diz.

O que diz o Procon

Segundo Fátima Lemos, do Procon-SP, em 2009 a AES Eletropaulo apresentou um relatório no qual informou que regularizou a situação das famílias no Jardim Julieta e na favela do Violão. “Desde então não recebemos mais reclamações de lá”, afirmou. Lemos disse que a cobrança abusiva nas contas é “um problema sério” e que o Procon vem recebendo muitas reclamações de consumidores em São Paulo.

“A AES Eletropaulo tem um programa de regularização da rede elétrica. Há muitas reclamações de consumidores de que quando há essa regularização, imediatamente depois as contas vêm muito elevadas”, disse. Lemos orienta os consumidores a procurar as agências reguladoras do setor, a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) e Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Sobre os casos do Jardim Julieta e da favela do Violão, Lemos afirma que os valores das contas são, no mínimo, estranhos. “Não dá para imaginar que uma pessoa simples pague contas como essas. A conta tem que ser proporcional, equivalente às condições dos moradores.”

A funcionária do Procon-SP defende que haja a regulamentação do setor e uma política de atendimento ao consumidor. “É preciso uma política de atendimento diferenciada, com acompanhamento dos problemas dos moradores, reformas da fiação, orientação de como economizar, entre outras medidas. Mas não há regulamentação para isso. As empresas têm muita liberdade.”

Outro lado

Procurada pela reportagem, a AES Eletropaulo afirmou que recentemente realizou um trabalho de auditoria na favela do Violão e “foi constatado que os valores registrados estavam corretos”. Segundo a concessionária, o valor das contas é decorrente do consumo elevado nas casas da comunidade.

A AES Eletropaulo disse que “o nível de consumo não pode ser avaliado diretamente nem pelo tamanho da casa e nem pelo número de pessoas que habita, pois depende muito do hábito de consumo e condições das instalações elétricas internas às residências, além do estado dos eletrodomésticos.”

De acordo com a concessionária, “todas as reclamações dos consumidores geram inspeção de campo e correção de eventuais problemas, porém, nem sempre o morador entende que o valor da conta está certo”. Por fim, a AES afirma que tem desenvolvido em comunidades de baixa renda ações para minimizar o impacto no orçamento das famílias. “Mais de 1.100 favelas tiveram suas ligações regularizadas desde 2004”, diz.

Fonte: UOL Notícias

[os comentários que vou fazer com certeza não podem ser classificados dentro do famoso critério 'politicamente correto' mas são honestos, verdadeiros e fundamentados.

É complicada e lamentável a situação das pessoas das comunidades citadas - certamente eleitores do Lula, Dilma e PT, o PERFIL é inequívoco: gostam de dar o calote e não respeitam o que não lhes pertence e possuem a tendencia de que o que não podem comprar, tentam tomar.

Energia elétrica é um BEM essencial para o conforto de qualquer ser humano e até mesmo indispensável.

Mas, deve ser usado com parcimônia em qualquer circunstância - até mesmo pela relação que tem com a preservação do meio ambiente.

Quando o desemprego atinge uma residência - algo realmente lamentável e que deve ser evitado a todo custo, mas infelizmente acontece com frequencia maior que a divulgada pelo governo - a coisa se complica e algumas medidas devem ser adotadas e tudo começa pela redução das despesas - as vezes não tem sequer onde cortar, mas procurando sempre se encontra.

Na matéria se percebe que casas em que todos estão desempregados ou com uma renda mínima tem dois chuveiros, dois televisores e outros bens convenientes mas não essenciais e que ocorrendo o desemprego devem ter seu uso limitado. O chuveiro elétrico é o vilão do consumo em qualquer casa da classe menos favorecida o seu uso de forma mais consciente, até mesmo com algum racionamento, reduz em muito o consumo de energia elétrica.

Mas em lugar de adotar medidas de racionamento o que se percebe - especialmente em pessoas que apresentam o perfil de eleitores da corja petista - é logo partir para o calote, questionar os critérios de medição da companhia e se apropriar do que não lhes pertence.]

Sombras de um passado nazista. Querem atribuir a uma filosofia política os atos de um louco

Ataque de extremista de direita lembra período em que Noruega foi governada por fantoche de Hitler

Os atentados do extremista de direita Anders Behring Breivik despertaram na Noruega uma lembrança sombria do passado. Como na Finlândia, que era aliada de Hitler, os nazistas encontraram uma minoria nazista, liderada pelo norueguês Vidkun Quisling, quando invadiram o país em 1940. Enquanto na Dinamarca - que foi invadida na mesma época - pescadores arriscavam suas vidas para salvar judeus, na Noruega foram os aliados de Quisling que assumiram com toda a convicção a tarefa de deportá-los. Quisling e seu partido nacionalista "Nasjonal Samling" eram tão detalhistas quanto os colegas alemães na definição das raças "superiores" e "inferiores". À frente do governo marionete durante a ocupação, ele classificava desafetos como "judeus", "meio-judeus" e "judeus em um quarto".

- Quando os nazistas chegaram, enfrentaram a resistência, principalmente nas montanhas do Norte, mas contaram, por outro lado, com a ajuda dos próprios noruegueses para a deportação dos poucos judeus que viviam no país - diz Ulrich Brömmling, historiador alemão que vive em Oslo e há 20 anos pesquisa a história da Escandinávia.

Durante a Segunda Guerra, o jornal norueguês "Fritt Folk" divulgava as manifestações de ódio racista de Quisling. Ao argumentar por que a "solução final" (extermínio de todos os judeus) era importante, ele dizia: "Os judeus causaram mais danos na Noruega do que em outros países onde têm uma população maior".

Escandinávia tinha papel estratégico

A Escandinávia ocupava um papel estratégico nos planos de Adolf Hitler. Se as ocupações dos países eslavos tinham em vista dizimar grande parte da população, deixar outra parte como mão de obra escrava e as terras desocupadas como espaço para a expansão de povos de origem alemã, os escandinavos eram vistos como "arianos" e deveriam fazer parte da "Grande Germânia" depois da "vitória final". Um tratamento especial era planejado para a população nativa de Dinamarca, Noruega e Finlândia. As declarações antissemitas de Quisling não chegavam a ser algo estranho em um país que tinha uma tradição antissemita e onde era proibido o ingresso de judeus até 1851. Antes disso, até 1814, quando a Noruega era parte da Dinamarca, vigorava a lei dinamarquesa que permitia aos judeus entrar e morar no país, desde que tivessem uma licença especial de uma autoridade.

Um dos pioneiros na luta pelos direitos dos judeus foi o escritor Henrik Wergeland, filho de um pastor protestante nascido em 1808 que aos 23 anos começou a combater o preconceito contra os judeus. Em 1851, seis anos depois da morte de Wergeland em Oslo, suas ideias foram aceitas e, finalmente, a lei que proibia o ingresso de judeus no país foi abolida. Segundo o Centro de Pesquisa do Holocausto de Oslo, criado em 2006 como um dos primeiros a estudar o envolvimento da Noruega com os nazistas entre 1940 e 1945, quando as tropas alemãs ocuparam a Noruega viviam 2.200 judeus no país. Destes, 767 acabaram deportados para o campo de extermínio de Auschwitz. As operações de deportação dos judeus eram comandadas por Knut Rod, chefe de polícia de Oslo, que seguia com maior afinco do que os finlandeses a politica de perseguição dos judeus, embora a Finlândia fosse aliada da Alemanha nazista desde 1940.

Depois da guerra, Quisling foi condenado à morte e executado, mas Knut Rod, o responsável pelas deportações, foi absolvido e continuou na polícia de Oslo até 1965, morrendo em 1986. Para Ulrich Brömmling, o caso Knut Rod revela como os noruegueses se recusaram a admitir sua parcela de culpa pela colaboração. Havia forte resistência à Alemanha nazista no país, mas uma minoria influente se aliou a Hitler. - Depois da guerra, falava-se apenas na resistência, na luta heroica contra Hitler. Ninguém queria falar sobre como noruegueses deportaram judeus e ajudaram Hitler a tomar posse do país - lembra.

Colaboracionismo era assunto tabu

Durante muito tempo, o assunto permaneceu tabu na Noruega. Só há cerca de 15 anos teve início uma discussão nacional sobre o nazismo no país. Detalhes foram revelados em 2005 pelos historiadores Trond Eriksen e Hakon Harket, coautores do livro "Ódio contra judeus", que conta como noruegueses lutavam com tropas alemãs na frente Leste, na chamada "Divisão Wiking", que teve participação ativa no extermínio dos judeus da Ucrânia.

Já a Dinamarca, invadida na mesma época, entregou-se imediatamente, pois as tropas do país não tinham como enfrentar a poderosa "Wehrmacht" (Forças Armadas) alemã. Mas as tentativas bem-sucedidas de dinamarqueses de salvar judeus causaram fúria no ditador alemão e foram mencionadas por Adolf Eichmann, o arquiteto do Holocausto, ainda durante o seu julgamento em Israel, em 1961: "A Dinamarca nos causou mais dificuldades do que qualquer outro país", disse.

Apenas em 2 de outubro de 1943, pescadores dinamarqueses e seus ajudantes salvaram 7 mil judeus, que foram transportados de barco para a Suécia. No país, que conseguiu ficar neutro durante a guerra, também havia um forte movimento fascista, que só não conseguiu chegar ao Parlamento por estar pulverizado em 90 organizações. Assim mesmo, em fevereiro de 1939, foi realizado por ordem do governo um censo para o registro dos judeus na Suécia.

Depois da guerra, a Escandinávia se desenvolveu como uma das regiões mais democráticas do mundo. Mas em 1951, os neonazistas começaram a se organizar. Em maio daquele ano, neonazistas de toda a Europa tiveram um encontro na cidade sueca de Malmo. E no Festival Nordisk são repetidas todos os anos as teses sobre a possível "superioridade racial dos povos nórdicos".

- Um elo de ligação com a época do nazismo de Hitler é a ideia do valor da raça, do povo do Norte, alto, louro, de olhos azuis, uma ideia que foi adotada também por Anders Behring Breivik - avalia Brömmling.

Nos últimos anos, as ideias antigas foram misturadas com o medo do Islã, com o temor de que mais imigrantes pobres de países muçulmanos reduzam o padrão de vida dos escandinavos.

- A imagem do inimigo dos direitistas escandinavos não é mais a dos judeus, mas sim de muçulmanos e outros imigrantes pobres, que os extremistas veem como responsáveis pelo surgimento de multiculturalismo onde nem todos são mais louros de olhos azuis - observa Brömmling.

Fonte: Graça Magalhães-Ruether

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