- Não, não, não vou escutá-lo sem meu advogado - disse o acusado aos berros, retirando os fones da tradução simultânea. - Quem você pensa que é? Você não me deixa respirar.
Preso em maio na Sérvia depois de passar 16 anos foragido, Mladic apresentou a um mês uma lista de candidatos para representá-lo no processo. O TPII tem até agosto para avaliar as opções e comprovar sua identidade e qualificação. Em 3 de junho, o ex-general compareceu pela primeira vez ao tribunal, para formalidades. Agora, ele seria acusado de genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade.
- Vocês querem impor minha defesa. Que tipo de corte são vocês? - questionou Mladic pouco antes de ser retirado do tribunal.
Na plateia do tribunal estavam parentes de vítimas do massacre de Srebrenica. Mladic tentou se comunicar com os presentes, embora o juiz tenha ordenado que parasse. Orie também pediu que ele retirasse o boné. Mladic disse que estava com frio na cabeça. As atitudes desafiadoras do ex-general não surpreenderam suas vítimas.
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- Ele mostrou quem é e como é. Ele não demonstrou qualquer arrependimento e não quer justiça para as vítimas - disse Hatidia Mehmedovic, sobrevivente de Srebrenica que viajou para a Holanda para assistir a audiência em Haia.
Fonte: Reuters

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