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sábado, 23 de julho de 2011

Falando pelos cotovelos

Escutas mostram goleiro Bruno no telefone com a namorada em presídio de Minas Gerais

A Justiça de Minas Gerais confirmou as suspeitas de que o ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, usufrui de privilégios na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, onde está preso desde o ano passado, acusado de envolvimento no desaparecimento e morte da ex-amante Eliza Samudio. Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça constataram que o atleta usou o telefone corporativo da penitenciária para namorar e conversar com a noiva Ingrid Calheiros.

Trecho de uma ligação revelada na sexta-feira pelo jornal "O Tempo" mostra o casal trocando mensagens de afeto, discutindo a relação com a mídia e estratégias de defesa no processo. A Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais informou que abrirá um procedimento interno para apurar se houve facilitação ao jogador. [se Bruno tivesse sido flagrado negociando drogas, certamente o assunto não teria importância.
Há por parte da polícia e da justiça mineira a nítida intenção de perseguirem o goleiro Bruno até que não possam mais procrastinar o julgamento, ocasião em que a inocência do Bruno será provada.
No próprio estado de MG, um estudante que assassinou o professor dentro do colégio, em horário de aulas, isso em setembro 2010, já foi julgado e absolvido.
O Bruno ao que tudo indica vai 'cumprir' uns dez anos de prisão sem julgamento - apenas por um mero capricho das autoridades mineiras.]


Juíza pedia fim de privilégios para Bruno

A gravação foi realizada em dezembro do ano passado, época em que Cosme Dorivaldo Ribeiro dos Santos era o diretor da unidade. Ele foi afastado há cerca de um mês, suspeito de envolvimento com a venda de privilégios a presos. Ribeiro foi transferido para outra unidade prisional em Belo Horizonte, o Ceresp Gameleira. A secretaria informou que ligações sociais são permitidas a detentos "mediante autorização e justificativa, por motivo relevante". No entanto, não soube informar o que justificou a ligação de Bruno para a noiva.

A juíza Marixa Fabiane, vinha pedindo à direção do presídio que os privilégios ao ex-goleiro cessassem, mas sem sucesso. - Há dois anos, a Comissão de Direitos Humanos (da Assembleia Legislativa de Minas) denuncia os privilégios para presos ricos na Nelson Hungria - disse o presidente da comissão, o deputado estadual Durval Ângelo (PT).

Fonte: O Globo

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