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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Fora do tema. Esquecer que a roubalheira do governo lulista-dilmista-petista. Brasileiro descobre câmbio automático

Consumidor descobre vantagens do câmbio automático

Opção deixou de ser uma exclusividade de carrões sofisticados e passou a equipar versões em faixas de preço mais acessíveis

Com que câmbio eu vou? Vantagens e desvantagens de cada tipo
Por muito tempo o câmbio automático foi encarado como acessório de luxo no Brasil. Poucos carros ofereciam esta alternativa à transmissão manual e nunca por um preço convidativo. Mas, nos últimos cinco anos, com a crescente oferta de novos modelos com a opção, o câmbio automático deixou de ser uma exclusividade de carrões sofisticados e passou a equipar versões em faixas de preço mais acessíveis. Com o trânsito cada vez mais intenso nas grandes cidades, o engata e desengata durante os engarrafamentos termina sendo a melhor publicidade para os carros sem pedal de embreagem. Segundo dados da consultoria Jato Dynamics, as vendas de modelos com câmbios automático e automatizado representavam 5,5% do mercado automotivo brasileiro em 2005. Ano passado já eram 16%.


“Nas décadas de 1980 e 90, os consumidores brasileiros reclamavam dos automáticos porque eles consumiam muito combustível e tinham manutenção cara. Agora, com o trânsito cada vez mais intenso, o condutor que passa muito tempo dentro do carro já sente os benefícios do câmbio automático na hora de amenizar o estresse”, acredita Thomas Schmidt, diretor operacional da ZF Sistemas de Transmissão.

Nas categorias mais altas, é padrão que todos os modelos cheguem ao mercado com estes câmbios, à exceção da BMW, que conta com transmissão manual para agradar os puristas, que preferem uma direção mais esportiva. Entre os sedãs grandes, em torno dos R$ 120 mil, todas as versões saem de fábrica com câmbios automáticos e automatizados. Em faixas de preço mais baixas, a briga do conforto contra o preço começa a ser perdida pelo segundo. Até porque o preço dos automáticos está cada vez mais baixo. “Com a procura maior pela tecnologia automática, a indústria tende a aumentar a produção e baratear os custos finais. Se o preço final dos carros equipados com esses sistemas ficar atraente, o consumidor poderá optar pelas transmissões mais confortáveis”, afirma Luis Chain Faraj, diretor de Motores da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva.

Em toda a gama da Honda, cerca de 67% dos automóveis vendidos em 2010 era automáticos. Na Fiat, cerca de 40% das vendas da minivan Idea de janeiro até agora são de versões configuradas com câmbio automatizado, enquanto no ano passado o volume foi de 20%. Na Renault, o Sandero com câmbio automático já está à venda.

A diferença entre os três tipos de câmbio está na forma de engate das marchas. E também no preço. O câmbio manual é o mais barato e possui uma caixa de marchas que permuta as relações de transmissão da força do motor para as rodas por meio de um pedal de embreagem. No câmbio automatizado, que encarece em 3,5% o preço final do veículo – custa em torno de R$ 2 mil –, a embreagem continua presente, mas passa a ser acionada por um sistema elétrico, eliminando a necessidade do pedal. “As transmissões automatizadas mais simples têm potencial para ganhar cada vez mais consumidores, devido ao custo/benefício melhor que os câmbios automáticos”, explica Paulo Roberto Garbossa, consultor da ADK Automotive.

E, no câmbio automático, não existe embreagem e as trocas de velocidade são feitas através de um conversor de torque. Em compensação, ele aumenta o valor do carro em cerca de 7% – custa entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. O CVT – ou transmissão continuamente variável – é uma variação do automático no qual não há intervalos entre uma marcha e outra. Na verdade, com seu sistema de polias que substitui as rodas dentadas das caixas tradicionais, é uma transmissão sem marchas.

Finalmente, o moderno câmbio automatizado de dupla embreagem pré-engata as marchas com grande eficiência, ao reduzir a percepção da mudança. “A tecnologia aplicada aos câmbios automatizados está evoluindo. A transmissão de dupla embreagem alcança desempenho semelhante ao de uma transmissão automática comum, e ainda reduz o consumo de combustível”, defende Agnaldo Costa, plant manager de Transmissões da Fiat Powertrain Betim. De acordo com o especialista, o conjunto de dupla embreagem proporciona uma redução no consumo de combustível de mais de 10% em relação à transmissão automática convencional e de cerca de 4% se comparada à transmissão manual.

A possibilidade de reduzir o consumo de combustível e a emissão de poluentes, aliada ao melhor aproveitamento do torque e da potência podem definir o destino das transmissões. “O futuro aponta para a criação de transmissões automáticas com cada vez mais velocidades, que consigam melhorar o desempenho do motor e também se adaptem às necessidades de cada situação ou ambiente”, afirma Luiz Estrozi, gerente de Serviços e Planejamento da BMW. A marca alemã já equipa o sedã médio-grande Série 5, lançado em 2010, com o câmbio automático Steptronic de 8 marchas, que deve substituir o antigo com 6 velocidades na gama de produtos da fábrica.

Futuro automatizado
Os câmbios automatizados começaram a aparecer em larga escala nos modelos brasileiros a partir de 2008, com os sistemas Dualogic, da Fiat, e Easytronic, da Chevrolet. Pouco tempo depois a Volkswagen lançou o I-Motion – e a novidade passou a dividir a opinião de consumidores e especialistas. A imprecisão dos câmbios automatizados nas manobras e arrancadas, por exemplo, é uma das críticas em relação ao sistema. No caso da Chevrolet, o sistema continua restrito ao monovolume Meriva. Fiat e Volkswagen continuam apostando nos automatizados. No Fiat Stilo, lançado em 2008 e vendido até 2010, o câmbio Dualogic chegou a responder por 60% das vendas.

“Os câmbios automatizados simples, disponíveis no mercado brasileiro, ainda não atingiram o nível de performance dos automáticos. Em algumas situações, a troca de marchas ainda é equivocada e atrapalha o desempenho final”, afirma Luis Chain Faraj, diretor de Motores da AEA. Contudo, os especialistas concordam que, para quem não tem condições de adquirir um veículo com câmbio totalmente automático, a transmissão automatizada já demonstra benefícios na redução de desgaste do motor e no conforto para dirigir nas grandes cidades. Além disso, os câmbios automatizados estão em permanente evolução. Nos mais recentes, boa parte dos problemas foram minimizados.

Conheça os vários tipos de câmbio
O mercado automobilístico oferece quatro tipos de câmbio: manual, automático, automatizado e o CVT, transmissão continuamente variável.
Qual deles se adéqua melhor ao seu bolso e estilo de vida? Demorar-se nesse questionamento vale a pena; afinal, você e seu carro vão passar um bom tempo juntos (segundo previsões, a paixão costuma durar três anos). A escolha certa pode garantir mais conforto, economia e segurança ao dirigir.

“Há trinta anos, o câmbio manual era a principal opção no mercado. Os poucos automáticos, também chamados de hidramáticos, disponíveis perdiam muito nas trocas de marcha. Eram considerados coisa de idoso ou de quem tinha alguma deficiência física. O ritmo de vida e a eletrônica embarcada, porém, estão mudando essa história”, diz Reinaldo Siffert, gerente de Marketing e Produto da Citroën do Brasil”.

Segundo Siffert, apesar do avanço tecnológico, os jovens de até 30 anos são os que menos preferem carros automáticos. “Isso acontece provavelmente porque eles ainda não entenderam as vantagens desse tipo de câmbio”. Já entre homens e mulheres, de acordo com estudos da marca francesa, não há diferença. “A quantidade que gosta e que não gosta é a mesma. O que muda mesmo é a idade”.

MENOS ESFORÇO
De acordo com Henrique Sampaio, gerente de Marketing do Produto da Volkswagen do Brasil, muitos motoristas no Brasil e na Europa ainda preferem a transmissão manual, uma vez que ela possibilita uma condução mais esportiva, “especialmente em regiões sem congestionamentos e, consequentemente, sem a necessidade de trocas constantes de marchas”.

Para o consumidor que trafega durante muitas horas nos congestionamentos das cidades, entretanto, o troca-troca de marchas talvez não seja a melhor escolha. “A transmissão automática convencional evoluiu muito tecnicamente nos últimos anos, graças aos recursos eletrônicos, ao bloqueio do conversor de torque, a suavidade na troca de marchas e ao controle sequencial. É uma boa opção para quem busca conforto ao volante”, avalia Henrique Sampaio.

Nem sempre o problema está no preconceito contra o câmbio automático, mas no bolso do consumidor. Uma transmissão automática eleva, em média, o preço do carro em R$ 4 mil. Essa é a diferença entre, por exemplo, um C3 manual e um automático. Um novo Jetta 2.0 ou Golf 2.0 com câmbio automático Tiptronic custará R$ 4.235 a mais.

Uma opção no meio do caminho é a transmissão automatizada. Segundo Henrique Sampaio, este conceito de transmissão foi desenvolvido para carros compactos e médios, pois não provoca perda de potência nem aumento de consumo, além de custar consideravelmente menos.

Para modelos Volkswagen, o motorista teria de desembolsar R$ 2,7 mil a mais por um Gol, Voyage, Fox, Polo, SpaceFox nas versões I-Motion. Segundo Sampaio, as principais vantagens dessa transmissão são o conforto similar ao das transmissões automáticas por um preço menor. “O desempenho é o mesmo de uma transmissão manual convencional, o motorista tem autonomia total na escolha da marcha a ser utilizada, há a possibilidade de atuação em modo automático esportivo, visando à maior agilidade e rapidez nas acelerações, além da durabilidade, plano de manutenção de componentes de desgaste e disponibilidade de peças similares aos de uma transmissão manual”, explica ele.

Entre os semiautomáticos, mas para o segmento de alto luxo, há ainda a opção de transmissão automatizada de dupla embreagem (o chamado câmbio DSG, na VW; S-Tronic, na Audi; e Power-Shift, na Ford/Volvo). “Essa alternativa não apresenta desvantagens em termos de economia de combustível e desempenho do veículo, permitindo ainda números idênticos ou melhores nas acelerações e velocidade máxima. As trocas de marchas são suaves, oferecendo a vantagem adicional da utilização em modo manual através do sistema sequencial pela manopla de câmbio ou pelas borboletas no volante. Além disso, as trocas de marchas são mais rápidas e perfeitas, sem interrupção da potência de tração”, diz Sampaio.

A última– e menos comum – opção é a transmissão continuamente variável (CVT). Usando polias ao invés de engrenagens, esse tipo de câmbio não possui um número limitado de marchas. “Entre as vantagens do CVT estão maior aproveitamento do torque do motor e trocas de marchas imperceptíveis”, diz o engenheiro Fernando Landulfo, professor de mecânica da escola Senai (Vila Leopoldina-SP). Adotam esse câmbio o Nissan Sentra, alguns modelos da Audi e da Mercedes-Benz, o Ford Fusion híbrido e a primeira geração do Honda Fit.

CÂMBIO A CÂMBIO
O engenheiro Fernando Landulfo explica, abaixo, como funciona cada câmbio, suas vantagens e desvantagens. Confira:

MANUAL
Constituído de pares de engrenagem que fazem as relações. Possui número fixo de velocidades (marchas), definidas pela relação de dentes entre os pares engrenados. Os engates das marchas à frente são feitos com ou sem a ajuda de conjuntos sincronizadores (nas caixas mais antigas). A marcha a ré geralmente não é sincronizada. A seleção de marchas se dá por meio de garfos, operados manualmente, através de cabos ou tirantes de comando pela alavanca de mudanças. Alguns modelos dispõem de uma caixa multiplicadora externa (over drive) operada eletricamente. Podem ser instaladas na dianteira ou traseira do veículo, na posição longitudinal ou transversal, incorporando ou não o diferencial. Uma manutenção corretiva - que proporcione durabilidade - exige mão de obra treinada. Necessita de troca periódica de óleo de acordo com as recomendações do fabricante.

VANTAGENS
Bastante robusto, tem uma vida útil longa (quando bem utilizado) e exige pouca manutenção. Na ocasião de uma revisão, após uso sob condições normais, via de regra, exige apenas a troca dos materiais mais sujeitos ao desgaste: rolamentos, garfos, conjuntos sincronizadores total ou parcial e vedadores. A disponibilidade de peças de reposição, originais ou paralelas, é relativamente grande. Além disso, se ligadas ao motor por meio de uma embreagem convencional, não dissipam potência por escorregamento.

DESVANTAGENS
Exige atuação quase que constante do condutor do veículo, que é bastante sacrificado, quando dirige sob tráfego pesado. Necessário treinamento para sua utilização: a seleção incorreta das marchas, para cada situação de condução, pode prejudicar o motor (excesso ou falta de rotações), além de aumentar tremendamente o consumo. Além disso, quando ligadas ao motor por um sistema de embreagens convencional, esta também deve ser corretamente operada, a fim de evitar desgaste prematuro do conjunto (queima de embreagem), danos à caixa de marchas (trancos e "arranhadas" durante a mudança), ou mesmo, acidentes. Alguns conjuntos transversais são relativamente barulhentos quando desengatados. Com o uso, o conjunto seletor de marchas tende a ficar com uma folga irritante, exigindo sua revisão. O conjunto de embreagem se desgasta exigindo substituição. A manutenção corretiva exige mão de obra treinada e, por vezes, ferramental especializado: uma coisa é consertar, outra é consertar bem, proporcionando durabilidade.

AUTOMÁTICO
Possui número fixo de marchas, definidas por um ou mais trens "epicicloidais" conectados entre si. As mudanças ocorrem quando se aciona ou freia partes desses "trens", por meio de cintas ou embreagens que, por sua vez, são acionadas por pistões hidráulicos. O sistema hidráulico é alimentado por uma bomba interna e comandado por válvulas que abrem e fecham, por diferença de pressão, ou através de solenóides, comandados com uma central eletrônica computadorizada.

Podem ser instaladas na dianteira ou traseira do veículo, na posição longitudinal ou transversal, incorporando ou não o diferencial. A seleção das marchas é feita de forma automática, através de dispositivos mecânicos, ou comandada por uma central eletrônica, que seleciona o melhor momento de troca e a melhor marcha, tomando como base uma série de informações, recolhidas por sensores ou pela interação com outras centrais eletrônicas do veículo. Alguns modelos disponibilizam programas de "trocas esportivas", condução em pista congelada, ou a seleção manual das marchas, por meio de borboletas instaladas na coluna da direção, ou na alavanca seletora do sistema. É totalmente compatível com sistemas de tração nas quatro rodas ou integral. Necessita de troca periódica de óleo e filtro de acordo com as recomendações do fabricante, assim como ajuste das cintas de freio em alguns modelos.

VANTAGENS
Proporciona conforto ao condutor. É bastante robusto, tem vida útil longa (quando bem utilizado) e exige pouca manutenção. Na ocasião de uma revisão, via de regra exige apenas a troca dos materiais mais sujeitos ao desgaste: rolamentos, discos das embreagens internas, cintas de freio e vedadores, além de uma inspeção no conversor de torque (acoplamento hidráulico que substitui a embreagem). As equipadas com comando computadorizado selecionam, de forma suave e impecável, a melhor hora de troca e a melhor marcha, visando à economia e/ou desempenho, dependendo do recurso selecionado. Em manual, permite uma condução mais esportiva, ou um melhor aproveitamento do freio motor em declives longos e acentuados.

DESVANTAGENS
É intolerante com uso fora das condições para as quais foram fabricadas. Sua durabilidade está diretamente atrelada à troca periódica do óleo e do filtro (quando recomendado pelo fabricante). A manutenção corretiva é relativamente cara, pois exige mão-de-obra especializada. As peças só podem ser encontradas em casas especializadas ou nas concessionárias. Não aceita "quebra galho" na hora do reparo. O conversor de torque dissipa um pouco da potência do motor através do escorregamento entre suas partes. No entanto, os conversores mais modernos são equipados com sistema "lock-up" que, em determinadas situações, une mecanicamente cambio e motor eliminando o problema do escorregamento.


AUTOMATIZADO
Desenvolvido e aperfeiçoado na Fórmula 1, pode-se dizer, simploriamente, que são câmbios manuais, dotados de embreagem convencional, cujo acionamento da embreagem e do mecanismo seletor de marchas se dá por meio de servo atuadores, que são comandados eletronicamente. O condutor seleciona as mudanças por meio de borboletas instaladas na coluna da direção ou na alavanca seletora do sistema. Modelos de passeio também disponibilizam a seleção e troca das marchas totalmente automática. No modelo superesportivo a troca se dá em fração de segundos.

VANTAGENS
Para os populares, simplicidade e baixo custo de manutenção de um câmbio manual, aliados ao conforto e as demais vantagens de um sistema automático. Para os superesportivos trocas extremamente rápidas e precisas.

DESVANTAGENS
Maior custo de aquisição. Quanto à durabilidade, robustez e custo de manutenção, faltam informações mais precisas para uma análise mais profunda.

CVT
Sigla de "Continuously Variable Transmission", proporciona infinitas marchas. Dessa forma, tem-se uma aceleração contínua, mantendo a rotação do motor praticamente constante. Podem ser construídas por meio de polias variáveis, toróides ou cones. O controle do sistema é totalmente eletrônico.

VANTAGENS
Mudanças imperceptíveis. Enorme suavidade. Maior aproveitamento do torque do motor.

DESVANTAGENS
Altíssimo custo de reparação (quando possível) e maior limitação de torque. Quanto a durabilidade e robustez, por ser um sistema de uso restrito, faltam informações mais precisas para uma análise mais profunda.

Fonte: Yahoo! Autos

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