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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Não fumo, mas fico curioso com a cara de pau de condenarem o tabaco – legal – e apoiarem descaradamente o consumo da maconha

Servidora é acusada de espionar para empresa de tabaco

Uma funcionária do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior está sendo acusada de passar informações confidenciais de uma reunião internacional antitabagista para a Souza Cruz, empresa produtora de cigarros.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a coordenadora geral de agronegócios do ministério, Rita de Cássia Milagres, participou de um encontro da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre propostas para reduzir o consumo de cigarros. Após a reunião, a funcionária telefonou para representantes da Souza Cruz e para o deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP-RS), parlamentar que defenderia interesse da indústria do fumo.

A convenção proíbe a participação da indústria nos encontros. Também obriga os participantes a se comprometerem a não revelar o teor das reuniões para os fabricantes. O veto à indústria tem uma razão histórica. As fábricas de cigarro fraudaram e manipularam as informações sobre o fumo durante mais de 50 anos, segundo a OMS.

Em resposta à Folha, a funcionária disse que não fez espionagem. O Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou nota dizendo que a pasta irá “adotar os procedimentos administrativos necessários para a apuração da denúncia”. O deputado Heinze disse que suas conversas com a servidora não podem ser consideradas espionagem, e recusa o rótulo de “deputado da indústria do fumo”. “Represento o setor rural, não a indústria”, disse à reportagem.

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