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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Para nós, esse processo não pode ser arquivado. Seria um prejuízo muito grande e um brinde à impunidade

Brasil subindo no ranking do turismo… sexual

Depois de uma reportagem do New York Times no fim de semana, o governo brasileiro vai tentar evitar o arquivamento de um processo contra uma empresa americana que ofereceria pacotes de turismo sexual na Amazônia. A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, afirmou à Agência Brasil que iria analisar o caso nesta segunda-feira (11) e pediria informações ao Ministério Público e à Polícia Federal. “Para nós, esse processo não pode ser arquivado. Seria um prejuízo muito grande e um brinde à impunidade”.


De acordo com a ministra, só após a análise da situação do processo é que será decidido se será criada ou não uma comissão para ir à Amazônia para verificar o que acontece na região na questão da exploração do turismo sexual. “Vamos avaliar se será preciso criar a comissão para ira à Amazônia”, observou Iriny Lopes

Segundo o New York Times, há uma investigação criminal conduzida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e duas outras ações – um inquérito criminal no Brasil e um processo na corte federal no Estado da Georgia. “O Brasil está tomando o lugar da Tailândia como o principal destino de turismo sexual”, afirmou Kristen Berg, do Equality Now, uma organização nova iorquina que ajudou a instauração do processo na Georgia.

Essa ação foi aberta no mês passado em nome de quatro brasileiras que afirmam que foram forçadas, quando menores de idade, a se prostituir para americanos em expedições de pesca operadas por um homem de negócios da região de Atlanta. Uma das mulheres disse que tinha 12 anos na época.

Berg afirmou que, com essa ação, pela primeira vez o Ato de Proteção das Vítimas de Tráfico e Violência, de 2000, é usado para processar alguém acusado de operar turismo sexual.

Apesar de todas as campanhas realizadas nos últimos anos para a redução da prostituição infantil, o país está sendo visto como um destino em alta da bilionária indústria do turismo sexual – o que, sabemos, envolve em muitos e muitos casos crianças e tráfico de mulheres. Que as três ações tomadas (as duas nos Estados Unidos e a investigação brasileira) dê algum resultado.

Iriny quer impedir arquivamento de processo sobre turismo sexual na Amazônia

A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, pretende recorrer a autoridades brasileiras para impedir o arquivamento do processo contra a empresa americana Wet-A-Line Tours. Segundo matéria do The New York Times, publicada sábado (9), a empresa, além de vender turismo de pesca oferece pacotes de turismo sexual na Amazônia. “O mais importante é impedir o arquivamento do processo como pretendem os advogados do acusado”, disse a ministra à Agência Brasil.

Iriny Lopes informou que amanhã (11) vai analisar a situação e buscar informações no Ministério Público e na Policia federal para verificar a situação em que se encontra o processo e quais as medidas que devem ser tomadas para evitar que ele seja arquivado. “Para nós, esse processo não pode ser arquivado. Seria um prejuízo muito grande e um brinde à impunidade”.

De acordo com a ministra, só após a análise da situação do processo é que será decidido se será criada ou não uma comissão para ir à Amazônia para verificar o que acontece na região na questão da exploração do turismo sexual. “Vamos avaliar se será preciso criar a comissão para ira à Amazônia”, observou Iriny Lopes.

A ministra disse ainda que fará todos os esforços para não permitir o arquivamento do processo e nem interromper o processo de investigação que está sendo feito para apurar o caso. Na matéria publicada no jornal americano, o proprietário da Wet-A-Line Tours negou as acusações.

Fonte: Agência Brasil

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