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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Polícia do Rio tenta prender 16 milicianos

Draco realiza operação para prender 16 membros de milícia

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) realiza uma operação, na manhã desta quarta-feira, para prender 16 membros de uma milícia que atua há 13 anos em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Até agora, 11 pessoas já foram presas, entre elas o delegado federal aposentado Luiz Carlos da Silva, apontado como um dos chefes da quadrilha. Ele foi preso em casa, em Jacarepaguá.

Os detidos estão sendo encaminhados para a sede da Academia de Polícia Civil, no Centro do Rio. Os 120 policiais que participam da ação buscam ainda cumprir 35 mandados de busca e apreensão. Por enquanto, duas armas, uma arara e um outro pássaro já foram recolhidos.

Agentes da Draco cumprem mandados em Copacabana / Foto: Fernando Quevedo

A investigação que desencadeou a operação Tríade foi conduzida pela Draco e durou seis meses. A quadrilha foi denunciada pela prática de crimes hediondos, como cobrança de taxas por serviços clandestinos de segurança, conservação de ruas, sinal de internet e TV a cabo, cobrança por água encanada, entre outros. O grupo criminoso atua desde 1998 nas localidades da Pedra Branca, Santa Maria, Pau da Fome, Estrada dos Teixeiras, Estrada do Rio Pequeno e Estrada do Rio Grande

Além do delegado federal aposentado, são apontados como chefes da quadrilha o comissário de polícia lotado na 28ª DP (Campinho) Eduardo Lopes Moreira e o policial militar do 20º BPM (Mesquita) Thiago Rodrigues Pacheco. Outros membros identificados como sendo do segundo escalão da milícia são um guarda municipal, dois militares da Aeronáutica e dois advogados. Os envolvidos usavam da influência de seus cargos para interferirem nas investigações de interesse da quadrilha e evitar a repressão policial.

Os mandados estão sendo cumpridos em Copacabana, na Zona Sul, no Recreio dos Bandeirantes, na Taquara, em Santa Cruz e em Campo Grande, na Zona Oeste, e em Marechal Hermes, no subúrbio.

A Draco contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco), que ofereceu as denúncias, e também da Corregedoria Geral Unificada (CGU), da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança (Ssinte) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Fonte: Extra

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