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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Presidente Dilma! quem manda no governo brasileiro?

Dilma manda avisar que Pagot não retorna ao Dnit após férias

No jantar com a bancada do PT no Senado, na terça-feira, as ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) levaram um recado claro da presidente Dilma Rousseff: ela não gosta nada da ideia de petistas e aliados defenderem a volta de Luiz Antonio Pagot ao comando do Dnit. O fato de ele não ter acusado ninguém do governo não significa que pode voltar, mandou dizer Dilma. Para o Planalto, essa tese prejudicaria a imagem do governo.

O recado foi para estancar iniciativa de aliados, inclusive do PT, que ensaiavam o discurso do retorno de Pagot, que tirou férias para não ser demitido. Dilma emitiu sinais de que não vai manter Pagot no cargo, mesmo depois da defesa que ele fez de membros do governo nos depoimentos na Câmara e no Senado. Mas já se admite uma saída honrosa para ele, como um retorno ao governo depois de algum tempo, mas em outro cargo.

O consenso no jantar é que Pagot teve desempenho positivo no depoimento ao Senado e que respondeu de forma técnica as questões, o que ajudou a esfriar a crise política envolvendo o Ministério dos Transportes. Nesta quarta-feira, questionado sobre a possibilidade da demissão do seu afilhado político, o senador Blairo Maggi (PR-MT) foi direto. - Se não há indícios contra Pagot, minha solicitação é que seja mantido. Agora, só não acho correto ele ficar de férias e na volta ser exonerado. Se a convicção do Planalto é que Pagot não vai ficar, me avise que ele sai logo.

No mesmo jantar, na casa da senadora Marta Suplicy (PT-SP), os petistas disseram às ministras que Dilma acertou ao tomar decisões rápidas sobre a crise nos Transportes, mas que os métodos e a forma de agir são um ingrediente a mais para acirrar os ânimos entre os aliados. Os senadores chegaram a sugerir que a presidente precisa ser mais diplomática, antecipando suas decisões aos aliados. - Há uma disposição da presidente Dilma de não contemporizar com algumas coisas, o que é bom. Mas a forma como as coisas são feitas pode ser melhor - resumiu um senador petista.

Alfredo Nascimento está descontente com o governo

Há uma preocupação especial com o senador e ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR-AM). Abalado depois que foi obrigado a pedir demissão - por causa das denúncias da revista "Veja" sobre cobrança de propina em sua área de atuação e das suspeitas apontadas pelo Globo sobre o crescimento espetacular do patrimônio de se filho, - Nascimento tem demonstrado mágoa com o governo. Segundo um senador petistas, Ideli e Gleisi foram alertadas que é preciso reinserir politicamente o senador à base aliada.

Um dos presentes reconheceu que um dos principais problemas do governo é a dificuldade de administrar as contradições de uma base aliada tão ampla. Mas todos os senadores destacaram que houve melhora na articulação do Planalto com as bancadas, com a nova divisão de tarefas entre os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), Gleisi e Ideli.

Fonte: O Globo

[presidente Dilma, a senhora com essa indecisão, insegurança da sua autoridade - parece que está presidente da República e não sabe o que pode e o que não pode ou mesmo sepode alguma coisa - está desmoralizando o cargo de presidente da República.

É verdade que seu cargo, desde que foi ocupado em 2003 pelo Lula perdeu muito da importância, da dignidade e como o Sarney gostava de dizer: 'da liturgia';

Mas a senhora é, ou está, presidente da República e não pode aceitar questionamentos a sua autoridade, ou agir com dúvidas sobre sua autoridade,

Esse negócio de um subalterno do segundo escalão ficar batendo o pé e dizendo que está de férias e continua no cargo,

de senador da República ficar dando declarações de como quer que o indicado dele seja demitido ou mantido no cargo - cargo do Executivo,

de transformar duas ministras em 'meninas de recado' para avisar ao Senado sobre o que a senhora gosta ou não gosta, isso só contribui para a maior desmoralização do cargo que a senhora ocupa.

Se encontrasse com a Senhora - o que, sinceramente, não quero, tanto que se souber que a Senhora está em um determinado local público de Brasília, mudo meu caminho, me desagrada ver um petista e por isso sempre que posso evito o contato com os mesmos - lhe passaria um bilhete, com o seguinte teor:

"... os dois sentaram-se à mesa de reunião do salão de despachos do presidente.

- Frota não estamos mais nos entendendo. A sua administração no ministério não está seguindo o que combinamos. Além disso você é candidato a presidente e está em campanha. Eu não acho isso certo. Por isso preciso que você peça demissão.

- Eu não peço demissão, respondeu Frota.

- Bem, então vou demiti-lo. O cargo de ministro é meu e não deposito mais em você a confiança necessária para mantê-lo. Se você não vai pedir demissão, vou exonerá-lo."

Com certeza a senhora conhece o diálogo acima. Para algum desavisado o presidente era o General-de-Exército Ernesto Geisel e o ministro era o General-de-Exército Sylvio Couto Coelho da Frota, ministro do Exército.

Não era um simples funcionário do segundo escalão, caso do Pagot.

Ou será que o Pagot sabe demais e não há tempo hábil nem condições operacionais para fazer com ele o que foi feito com o Celso Daniel?]

Comentário de Cézar Henriquez - Blog da UNR

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