O processo de ataque sexual movido por uma camareira em Nova York contra o ex-diretor gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn corre o risco de desmoronar. Investigadores que acompanham o caso encobriram falhas de credibilidade no depoimento de Nafissatou Diallo, a camareira da Guiné que acusou DSK, como ele é conhecido na França, de atacá-la. Fontes que acompanham o caso afirmam que a prisão domiciliar pode ser relaxada ainda nesta sexta-feira.
A expectativa é que as condições de fiança sejam reformuladas em audiência. Apesar de os testes terem encontrado provas de contato sexual entre DSK e a mulher, os promotores não acreditam em grande parte das informações dadas pela camareira sobre o encontro e sobre ela mesma. Um dos envolvidos no caso disse ao "New York Times" que a mulher mentiu seguidas vezes desde a acusação. Entre as descobertas, existem questões relacionadas a ligações com atividades criminais, incluindo venda de drogas e lavagem de dinheiro, e questões ligadas ao visto da camareira.
A promotoria pode tentar um acordo para que DSK se declare culpado de uma infração menor, mas segundo o "New York Times" os advogados dele não devem aceitar a proposta. As revelações significam uma reviravolta no caso. Antes da denúncia, DSK era considerado o favorito nas pesquisas de intenção de voto para concorrer à Presidência da França no próximo ano. O caso motivou também a saída de DSK do FMI e uma polêmica sobre a sucessão no cargo. [o que se espera é que a delatora seja devidamente processada, pegue uma sentença pesada e após cumpri-la nos moldes da lei americana que costuma ser dura com bandido, seja expulsa imediatamente dos EUA.
E que isso sirva de exemplo para os Estados Unidos e o resto do mundo, que não é qualquer um sair acusando alguém e o acusado ser preso de imediato.
Tem que se levar em conta a credibilidade do acusado.
Aqui mesmo no Brasil, basta uma palavra mal colocada no contexto de uma conversa para você correr o risco de pegar uma pena mais severa - diga-se de passagem, imprescretivel - do que se tiver cometido um homicidio - que é uma pena que prescreve.
Aqui no Brasil qualquer coisa gera um processo, basta ver que tem gay revoltado porque o filho do deputado JAIR BOLSONARO os chamou de viado.]
Conversa com presidiário na véspera da denúnciaUm dia antes do encontro com DSK, a mulher teria tido uma conversa por telefone com um presidiário em que ela discutiu os benefícios de apresentar queixas contra DSK. A ligação foi gravada. O detento tinha sido preso por porte de maconha e estava entre uma série de indivíduos que fizeram múltiplos depósitos em dinheiro que somam cerca de US$ 100 mil nos últimos dois anos. Os depósitos vieram de lugares como Arizona, Pensilvânia, Geórgia e Nova York.
A mulher disse que não sabia nada a respeito dos depósitos. Ela disse aos investigadores que seu pedido de asilo no país incluía um estupro anterior, mas não há registros. Disse ainda ter sofrido mutilação genital, mas isso não consta em documentos. Advogados de DSK já haviam dito que se concentrariam em atacar a credibilidade da mulher.

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