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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

BRASIL! ACIMA DE TUDO

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pacto de 'coronéis'

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, acabou dando uma boa contribuição ao debate sobre a correção geral de condutas, ao reagir com rudeza, corporativismo e autoritarismo à constatação da corregedora-geral da Justiça, Eliana Calmon, sobre a existência de "bandidos de toga" no Judiciário. A declaração da juíza nem teria alcançado tanta repercussão não fosse o desejo do ministro de humilhá-la com a admoestação grosseira e a exigência de uma retratação, de resto não atendida numa demonstração de que Eliana Calmon na condição de corregedora é a pessoa certa no lugar certo.

Resultado: a contrarreação de solidariedade à ela e à preservação dos poderes do Conselho Nacional de Justiça impediu que o Supremo votasse na quarta-feira ação da Associação Brasileira de Magistrados (AMB) que, se aprovada como previsto, poria fim à razão do CNJ. Em resumo, a AMB pede que o conselho perca a atribuição de investigar e punir magistrados antes que sejam julgados pelas corregedorias dos respectivos tribunais onde estejam lotados.

Por analogia, tanto essa ação quanto a atitude de Peluso e mesmo o aval da maioria do CNJ à nota de repúdio do presidente do STF à declaração da juíza, remetem ao posicionamento majoritário do Legislativo contrário a punições a desvio de condutas de seus integrantes. Poder-se-ia comparar também ao pensamento predominante no Executivo, segundo o qual uma limpeza em regra nos critérios para preenchimento de cargos na administração pública faria mal à saúde do governo de coalizão.

Ou seja, a norma não escrita que as excelências de todos os Poderes parecem dispostas a adotar é a da impunidade como pressuposto para que reine a paz na República. As verdades ofendem, assim como a realidade enunciada pela corregedora ofendeu os brios do presidente do Supremo e as punições aplicadas nos últimos anos pelo CNJ calaram fundo no espírito do corpo da Associação dos Magistrados.

Pacto de coronéis

O senador petista Lindbergh Farias, combatente da luta dos royalties do petróleo para o Rio, acha que o debate perde a racionalidade e se transforma numa briga de salve-se quem puder entre Estados produtores e não produtores, que poderá extrapolar para outras questões. Por exemplo, para a distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE), cujos critérios deverão ser definidos em lei complementar até o fim de 2012, conforme determinou o Supremo Tribunal Federal. A única maneira de resolver, na opinião do senador, seria o governo tomar a frente e atuar como árbitro a fim de preservar o equilíbrio federativo. "Está faltando liderança, o governo está deixando as coisas correrem frouxas e isso poderá terminar numa grande confusão de Estados contra Estados."

Lindbergh é contra proposta que vem sendo ventilada com apoio de senadores de seu partido e do presidente do Senado, José Sarney, para que se apliquem à distribuição dos royalties os mesmos critérios adotados para os repasses do FPE. "Quais critérios? Eles simplesmente não existem. O que está em vigor hoje é resultado de um acordo político feito em 1989 entre o então presidente Sarney e o Congresso, onde Antônio Carlos Magalhães exercia grande influência", diz ele.

De onde, segundo Lindbergh, resultou um acerto referido na "federação dos coronéis", pelo qual a Bahia é o Estado que recebe a maior alíquota (9,3%) e o Maranhão vem em segundo lugar (7,2%). Como o Congresso até hoje não votou lei complementar instituindo parâmetros claros, no ano passado o STF deu prazo de dois anos para a aprovação da lei. "Se o governo não assumir a liderança do processo, a confusão de agora em relação aos royalties vai se repetir".

Veto a Gisele. Mais bem defendidos estariam os direitos das mulheres se o governo se preocupasse com a defesa do direito de todos de ver ações efetivas no combate aos abusos cometidos contra o patrimônio público.

Fonte: Dora Kramer - O Estado de São Paulo

Comissão de Relações Exteriores da Câmara derruba proposta de punição a torturadores

Verdade histórica não interessa

A tentativa de parlamentares defensores da punição de torturadores de rever a Lei da Anistia sofreu um revés na Câmara dos Deputados. A Comissão de Relações Exteriores da Casa rejeitou anteontem dois projetos que tratam do tema. A proposta segue tramitando e irá ainda à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ao plenário, mas o parecer contrário torna mais difícil transformar a ideia em lei.

As propostas foram apresentadas ao Congresso neste ano pelos deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Luiza Erundina (PSB-SP). Eles desejam editar uma norma legal determinando que crimes cometidos por agentes públicos contra pessoas que combateram a ditadura militar não se incluem no conceito de "crimes conexos" dispostos na Lei da Anistia. [essa corja da esquerda é tão desprovida de inteligência que acham que as leis podem ser mudadas de acordo com a conveniencia. Esquecem os estúpidos que uma lei, mesmo quando revogada por outra, produz efeitos durante sua vigência - imagine uma lei que vigora a mais de 30 anos.]

O tema foi debatido no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o resultado foi de que os crimes praticados por agentes públicos estão anistiados pela lei. Para Erundina, porém, o julgamento não encerra o debate e o Congresso teria o poder para mudar a legislação. Ela destaca que o País já foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos por não ter punido torturadores.

O relator, Hugo Napoleão (DEM-PI), porém, argumentou em seu voto ter havido um pacto entre as forças políticas na época em favor de uma "anistia ampla, geral e irrestrita". Ele ressaltou ainda não ser possível produzir uma lei nova para punir crimes do passado.

Debate

A votação dos projetos ocorreu de forma simbólica e depois de o governo evitar o debate em reuniões anteriores para que não existisse contaminação na votação da Comissão da Verdade, aprovada pela Câmara semana passada. Os governistas, que evitaram a possibilidade de votação nominal, foram fundamentais para a rejeição do projeto. Para o deputado Chico Alencar, o resultado retrata a dificuldade para mudar a legislação sobre o tema. "Acho que significou que do ponto de vista do Legislativo a interpretação do Supremo que os torturadores são inimputáveis foi referendada. Foi um sinal que as condições de aprovação deste projeto na Câmara são precárias", afirmou o deputado, descrente com as perspectivas do próprio projeto. [o mais curioso é que enquanto o tal de Chico Alencar fica tentando punir brasileiros acusados da prática de tortura contra guerrilheiros, o PSOL, o partido do Chico Alencar, tem entre seus assessores o ASSASSINO ITALIANO, porco covarde, especializado em incendiar em crianças dormindo.

O terrorista e incendiário Achiles Lollo, que foi condenado pela Justiça italiana por ter tocado fogo em um casal e em duas crianças, enquanto dormiam, foi acolhido pelo Brasil e se tornou assessor do PSOL.

O porco do Achiles foi antes assessor do PT, mas foi dispensado devido as pressões em virtude do horror dos seus crimes.]

Durante a sessão, os parlamentares governistas procuraram enfatizar que o governo já está tratando da questão dos crimes cometidos durante o regime militar por meio da Comissão da Verdade, que vai investigar violações aos direitos humanas ocorridas entre 1946 e 1988.

O deputado do PSOL atribui o fato de o PT e deputados que combateram o regime terem ficado contrários à revisão da Lei da Anistia mostra a um possível "medo" em relação aos militares. Já o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) acredita que a intenção da Comissão da Verdade é abrir uma porta para punir militares no futuro. "Daria muito na cara o governo aprovar este projeto da Erundina agora porque ia entregar que a Comissão da Verdade é para retaliar."

Observação do site - A Verdade Sufocada:

A vala do Cemitério de Perus

Quando um terrorista, usando uma identidade com dados falsos, obtida de modo criminoso, morria em combate, tínhamos que seguir os procedimentos normais para sepultá-lo.

Obrigatoriamente, eram tiradas as impressões digitais pelas autoridades policiais encarregadas do sepultamento e comparadas com as da carteira de identidade que portava. Confirmado que eram idênticas, o sepultamento era feito com o nome constante na carteira. Suas impressões digitais eram enviadas aos Serviços de Identificação para que suas fichas datiloscópicas fossem comparadas e o verdadeiro nome oficialmente identificado. Isso demandava tempo.

No inquérito policial, aberto para apurar a morte, essa situação da dupla identidade era declarada, mas só a Justiça poderia fazer o morto voltar à sua primeira identidade.
Em São Paulo, a maioria dos terroristas mortos em combate foi sepultada no Cemitério Dom Bosco, no bairro Perus. Passado o prazo legal, que penso ser de cinco anos, como acontece em todos os cemitérios do País, se a família não retirasse os restos mortais e os colocasse num nicho ou em um jazigo, eles seriam exumados e enterrados numa vala comum, juntamente com as ossadas de outras pessoas que se encontrassem na mesma situação. A esquerda, dentro do quadro de revanchismo a que se impôs, explora essa situação e acusa as autoridades de enterrar os “presos políticos” em cemitérios clandestinos e com nomes falsos.

Em 1990, Luiza Erundina, então prefeita de São Paulo pelo PT, com a força do seu cargo, ajudou a esquerda nesse processo de “denúncias”, criando a Comissão Especial de Investigações das Ossadas de Perus.

Em 4 de setembro daquele ano, a prefeitura de São Paulo abriu com grande estardalhaço, com manchetes e mais manchetes na mídia, a Vala de Perus, localizada no Cemitério Dom Bosco, na periferia da cidade, onde estavam enterradas 1.049 ossadas de indigentes e, possivelmente, de alguns terroristas.

O Serviço Funerário do Município de São Paulo publicou no Portal Prefeitura de São Paulo, sob o título:
“SFMSP ajuda a resgatar a história política do Brasil”, uma matéria da qual destacamos:“O Serviço Funerário também participou ativamente da localização das ossadas de mais de mil militantes políticos que foram assassinados e enterrados em vala clandestina do Cemitério de Perus. No dia 4 de setembro de 1990, os corpos foram exumados para análise e identificação.”

Vejam a incoerência:

Segundo a ONG Tortura Nunca Mais, foram 358 os mortos e desaparecidos em todo o Brasil e no exterior, incluídos os do Araguaia, os que se suicidaram, os que faleceram em acidentes de carro, os mortos em passeatas e arruaças. De onde esse Serviço Funerário da Prefeitura, na época do PT, tirou os mais de mil militantes políticos , enterrados na vala "clandestina" do Cemitério de Perus?

A farsa das "mais de mil ossadas de militantes políticos que foram assassinados e enterrados em vala clandestina do Cemitério de Perus ", além de jamais ser desmentida, com frequência, volta `as manchetes de jornais. Dessa forma, eles vão reescrevendo a história e doutrinando os jovens

Fonte: A Verdade Sufocada - A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça - 7ª edição - Carlos Alberto Brilhante Ustra

Esperamos realmente que nesse elevado número de prisões esteja realmente os culpados

Investigação

PM acusado de envolvimento na morte de juíza presta depoimento e diz que levou policiais até a casa de Patrícia Acioli

O soldado da Polícia Militar Handerson Lents Henriques da Silva, do 12º BPM (Niterói), acusado de participação no assassinato da juíza Patrícia Acioli, está prestando depoimento na Divisão de Homicídios (DH), na Barra, desde às 10h desta sexta-feira. A prisão temporária do PM foi decretada nesta quinta-feira pelo juiz Peterson Barroso Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói .O nome dele surgiu a partir do depoimento dado pelo cabo que recebeu a delação premiada. Na delegacia, Lents disse que levou o grupo de policiais presos à rua onde a juíza morava e mostrou a casa dela, pois eles alegaram que queriam aprofundar as investigações sobre uma briga ocorrida meses antes no local, entre a juíza e seu companheiro.

As informações são do defensor público Leonardo Rosa Melo da Cunha, que representa o PM. Ele disse na tarde desta sexta que o nome desse policial surgiu no depoimento do PM preso, que também denunciou o ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) como mandante do crime. Segundo o defensor, o policial procurou a Defensoria Pública nesta quinta-feira, pedindo para se apresentar à DH. Quando soube do pedido de prisão temporária contra ele, segundo o defensor, ele manteve o propósito de se entregar.

O policial, um soldado de 27 anos que, segundo o defensor, cursa o sexto período da faculdade de direito e faz curso na Academia de Oficiais da Polícia Militar, foi preso no momento em que começou seu depoimento, na manhã desta sexta. Ele entregou a arma e, da DH, onde ainda se encontra nesta tarde, deverá seguir para a Unidade Prisional da PM.

A Justiça no Brasil vai mal, muito mal

Um poder de costas para o país


A Justiça no Brasil vai mal, muito mal. Porém, de acordo com o relatório de atividades do Supremo Tribunal Federal de 2010, tudo vai muito bem. Nas 80 páginas — parte delas em branco — recheadas de fotografias (como uma revista de consultório médico), gráficos coloridos e frases vazias, o leitor fica com a impressão que o STF é um exemplo de eficiência, presteza e defesa da cidadania. Neste terreno de enganos, ficamos sabendo que um dos gabinetes (que tem milhares de processos parados, aguardando encaminhamento) recebeu “pela excelência dos serviços prestados” o certificado ISO 9001. E há até informações futebolísticas: o relatório informa que o ministro Marco Aurélio é flamenguista.

A leitura do documento é chocante. Descreve até uma diplomacia judiciária para justificar os passeios dos ministros à Europa e aos Estados Unidos. Ou, como prefere o relatório, as viagens possibilitaram “uma proveitosa troca de opiniões sobre o trabalho cotidiano.” Custosas, muito custosas, estas trocas de opiniões. Pena que a diplomacia judiciária não é exercida internamente. Pena. Basta citar o assassinato da juíza Patrícia Acioli, de São Gonçalo. Nenhum ministro do STF, muito menos o seu presidente, foi ao velório ou ao enterro. Sequer foi feita uma declaração formal em nome da instituição. Nada.

Silêncio absoluto. Por que? E a triste ironia: a juíza foi assassinada em 11 de agosto, data comemorativa do nascimento dos cursos jurídicos no Brasil. Mas, se o STF se omitiu sobre o cruel assassinato da juíza, o mesmo não o fez quando o assunto foi o aumento salarial do Judiciário. Seu presidente, Cézar Peluso, ocupou seu tempo nas últimas semanas defendendo — como um líder sindical de toga — o abusivo aumento salarial para o Judiciário Federal. Considera ético e moral coagir o Executivo a aumentar as despesas em R$ 8,3 bilhões. A proposta do aumento salarial é um escárnio.

É um prêmio à paralisia do STF, onde processos chegam a permanecer décadas sem qualquer decisão. A lentidão decisória do Supremo não pode ser imputada à falta de funcionários. De acordo com os dados disponibilizados, o tribunal tem 1.096 cargos efetivos e mais 578 cargos comissionados. Portanto, são 1.674 funcionários, isto somente para um tribunal com 11 juízes. Mas, também de acordo com dados fornecidos pelo próprio STF, 1.148 postos de trabalho são terceirizados, perfazendo um total de 2.822 funcionários. Assim, o tribunal tem a incrível média de 256 funcionários por ministro.

Ficam no ar várias perguntas:
como abrigar os quase 3 mil funcionários no prédio-sede e nos anexos? Cabe todo mundo? Ou será preciso aumentar os salários com algum adicional de insalubridade? Causa estupor o número de seguranças entre os funcionários terceirizados. São 435! O leitor não se enganou: são 435. Nem na Casa Branca tem tanto segurança. Será que o STF está sendo ameaçado e não sabemos? Parte destes abusos é que não falta naquela Corte. Só de assistência médica e odontológica o tribunal gastou em 2010, R$ 16 milhões.

O orçamento total do STF foi de R$ 518 milhões, dos quais R$ 315 milhões somente para o pagamento de salários. Falando em relatório, chama a atenção o número de fotografias onde está presente Cézar Peluso. No momento da leitura recordei o comentário de Nélson Rodrigues sobre Pedro Bloch. O motivo foi uma entrevista para a revista “Manchete”. O maior teatrólogo brasileiro ironizou o colega: “Ninguém ama tanto Pedro Bloch como o próprio Pedro Bloch.”

Peluso é o Bloch da vez. Deve gostar muito de si mesmo. São 12 fotos, parte delas de página inteira. Os outros ministros aparecem em uma ou duas fotos. Ele, não. Reservou para si uma dúzia de fotos, a última cercado por crianças. A egolatria chega ao ponto de, ao apresentar a página do STF na intranet, também ter reproduzida uma foto sua acompanhada de uma frase (irônica?) destacando que o “a experiência do Judiciário brasileiro tem importância mundial”. No relatório já citado, o ministro Peluso escreveu algumas linhas, logo na introdução, explicando a importância das atividades do tribunal.

E concluiu, numa linguagem confusa, que “a sociedade confia na Corte Suprema de seu País. Fazer melhor, a cada dia, ainda que em pequenos mas significativos passos, é nossa responsabilidade, nosso dever e nosso empenho permanente”. Se Bussunda estivesse vivo poderia retrucar com aquele bordão inesquecível: “Fala sério, ministro!” As mazelas do STF têm raízes na crise das instituições da jovem democracia brasileira. Se os três Poderes da República têm sérios problemas de funcionamento, é inegável que o Judiciário é o pior deles. E deveria ser o mais importante. Ninguém entende o seu funcionamento.

É lento e caro. Seus membros buscam privilégios, e não a austeridade. Confundem independência entre os poderes com autonomia para fazer o que bem entendem. Estão de costas para o país. No fundo, desprezam as insistentes cobranças por justiça. Consideram uma intromissão.

Por: MARCO ANTONIO VILLA, historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos.

A Ignorância traz muito mais certezas que o Conhecimento... (Darwin)

A vergonha é a herança maior que meu pai me deixou... (Lupicínio Rodrigues)

De onde menos se espera, dali mesmo é que não sai nada... (Barão de Itararé)

Democracia é quando eu mando em você. Ditadura é quando você manda em mim... (Millor Fernandes)

Cartéis do México tentam extorquir professores e fazem pressão com decapitações

Cabeças decapitadas são encontradas diante de escola no México

Cem escolas locais estão fechadas desde que foram achados bilhetes exigindo a entrega da metade dos salários dos professores a cartéis

Cinco cabeças humanas em estado de decomposição foram encontradas na terça-feira em uma escola na cidade turística de Acapulco, no sudoeste do México, país que é palco de violentas disputas entre narcotraficantes e policiais. As cabeças estavam dentro de um saco - segundo fontes, acompanhadas de mensagens escritas à mão, ameaçando o governador do Estado de Guerrero e chefes de cartéis de drogas da região.

Cinco corpos de homens decapitados já haviam sido encontrados em outra parte da cidade, dentro e ao lado de um veículo incendiado. Ainda não está claro se os crimes estão ligados a ameaças de extorsão feitas aos professores de Acapulco. Cerca de cem escolas estão fechadas desde o mês passado na cidade por conta de uma grev

e de professores que exigem melhores condições de segurança. A greve começou depois que bilhetes foram deixados nas portas das escolas ameaçando os professores caso eles não entregassem a metade de seus salários a cartéis locais até 1º de outubro.

Foto: AP

Soldados do Exército do México observam corpos perto de veículo incendiado em Acapulco, que tem registrado aumento de violência entre cartéis de drogas rivais (27/9/2011)

O governador de Guerrero, Angel Aguirre, prometeu mais policiamento e a instalação de câmeras de segurança e alarmes nas escolas, mas os docentes consideram as medidas insuficientes. Um dos grevistas disse à BBC que, ainda que agradecesse as promessas governamentais, não acreditava que a situação de segurança nas escolas melhorará da noite para o dia.

Guerra do tráfico

Acapulco, na costa mexicana no oceano Pacífico, tem vivenciado diversos episódios de violência, enquanto cartéis disputam o controle do tráfico na cidade. À medida que as forças de segurança governamentais aumentam a ofensiva contra os traficantes, estes recorrem cada vez mais à extorsão como meio de manter o fluxo de recursos.

Desde 2006, quando o governo do México iniciou uma ofensiva contra cartéis, ao menos 41 mil pessoas morreram em episódios de violência relacionados ao narcotráfico, segundo cálculos divulgados pela agência France Presse.

Fonte: AFP

Após denúncias na imprensa governo cobra explicações ao Banco do PT, epa... do Brasil, sobre mudança para São Paulo

Planalto cobra explicações sobre a transferência de diretorias do BB

O Palácio do Planalto cobrará explicações do presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendini, sobre o processo de transferência de parte das diretorias e de gerências de Brasília para São Paulo, conforme mostrou ontem o Correio Braziliense. O temor de um esvaziamento econômico do Distrito Federal provocou uma gritaria contrária por parte de políticos locais e de empresários e levou a presidente Dilma Rousseff a questionar assessores sobre os reais motivos das mudanças na instituição financeira. Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao qual o banco está diretamente subordinado, pediu a seu secretário executivo, Nelson Barbosa, membro do Conselho de Administração do Banco do Brasil, que acompanhe de perto toda a reestruturação pela qual passa a instituição. A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, mostrou-se surpresa com a notícia e assegurou que tudo terá de ser esclarecido, de forma que não paire qualquer dúvida sobre as ações do BB.

O governo teme que mudanças puramente relacionadas a estratégias de negócios ganhem conotações políticas, pois há a suspeita de que o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) esteja por trás do processo, para tirar proveito nas eleições municipais do próximo ano. “Com certeza, isso não existe. Mas é preciso dar transparência a toda a operação e justificar item por item. O Banco do Brasil tem ações em bolsa de valores. Deve, portanto, esclarecimentos ao governo, seu controlador, e ao mercado”, disse um técnico da Fazenda.

Já migraram para a capital paulista parte da Diretoria Comercial e da Gerência de Agronegócio e estão sendo transferidos funcionários da Diretoria de Marketing e de áreas de suporte operacional. “Esse movimento, no entanto, não significa um esvaziamento da sede do BB em Brasília. Não há a menor possibilidade de isso acontecer”, afirmou o vice-presidente de Negócios de Varejo da instituição, Paulo Rogério Caffarelli. “A sede do BB é e sempre será em Brasília”, acrescentou. Segundo ele, mesmo com o deslocamento de funcionários para São Paulo, o número de pessoas na matriz passou de 9 mil para 13 mil nos últimos cinco anos. “Temos apenas 800 empregados na capital paulista fora das agências”, enfatizou.

Interferências
Pelo cronograma traçado pelo BB, segundo funcionários da instituição, a meta é chegar a 2 mil pessoas trabalhando em São Paulo em áreas que poderiam estar exclusivamente em Brasília. Para Caffarelli, não há nada fechado nesse sentido. “O correto é que o banco está reforçando seus braços em São Paulo para ficar mais perto de seus principais concorrentes. É questão de sobrevivência. Em 2009, antes de comprarmos a Nossa Caixa, éramos o quarto maior banco no estado. Agora, somos o primeiro em número de agências”, afirmou. Ao mesmo tempo em que ampliou espaço na capital paulista, Caffarelli destacou que o BB investiu R$ 1 bilhão em um parque tecnológico na Cidade Digital do Distrito Federal. Outros R$ 880 milhões serão desembolsados nos próximos 15 anos para a manutenção do projeto. “Temos 3,3 mil pessoas trabalhando em Brasília na área de tecnologia. Além disso, a cidade concentra importantes movimentos estratégicos do banco, como a criação da Diretoria de Clientes Pessoas Físicas e da nova central de negócios”, frisou.

Apesar das explicações do BB, o clima é de insegurança entre os seus acionistas, que temem pelo uso político da instituição. “Posso garantir: o banco está protegido de interferências. Há um programa de governança corporativa que blinda a instituição”, destacou Caffarelli. Outro integrante do alto escalão do BB lembrou que todo o processo de “limpeza política” da instituição começou em 2009, com a posse de Bendine. “Foi ele, inclusive, quem cortou todos os laços de Berzoini com o banco”, contou o técnico, que pediu anonimato.

Com excesso de competência o CNJ não vai ter condições de investigar todas as denúncias que também não serão investigadas pela Corregedoria

STF veste camisa de sete varas na questão da competência do Conselho Nacional de Justiça
O ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou de pauta na quarta-feira (28) o julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) proposta pela Associação de Magistrados Brasileiros (AMB). Por meio dessa Adin, em resumo, pretende-se reduzir as atribuições do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de modo a tirar sua iniciativa de apurar e punir disciplinarmente juízes descumpridores de seus deveres funcionais.

Clima tenso, segundo mencionou o ministro Marco Aurélio Mello, teria sido a razão da não colocação do processo em julgamento. Na verdade, clima tenso virou eufemismo, pois a opinião pública indignou-se com a anunciada tendência de a ação vingar no Supremo. Na hipótese de sucesso da Adin (e a tendência ontem era essa), cerca de 50 condenações disciplinares, com 24 aposentadorias compulsórias, e seis magistrados em disponibilidade (com função suspensa) seriam anuladas. E os punidos por iniciativa apuratória do CNJ voltariam às funções.

Deve-se frisar que a AMB, promovente da ação (Adin), já foi presidida pelo ministro Paulo Medina, que, acusado de vender liminar para organização de narcotraficantes, foi aposentado compulsoriamente pelo CNJ. Como até as cadeiras do plenário do STF sabem, a Constituição da República, no artigo 103 B, estabelece que ao CNJ compete controlar o dever funcional dos magistrados.

Para a AMB, esse controle a respeito dos deveres dos magistrados estaria afeto às Corregedorias dos Tribunais, apenas com revisão pelo CNJ. Em outras palavras, se uma Corregedoria arquivar apuração disciplinar de magistrado, o CNJ só poderá reexaminar se alguém reclamar.
No Mato Grosso, por exemplo, o CNJ apura atuação de altos magistrados que teriam desviado dinheiro do Tribunal para uma loja da Maçonaria. Como a Corregedoria não tomou nenhuma iniciativa eficaz, não competiria ao CNJ agir, consoante tese canhestra da AMB.

Para o presidente da AMB, juízes só podem ser julgados pelos seus pares (próprios juízes). Como se sabe, o CNJ, que é órgão do Poder Judiciário, é composto por 15 conselheiros, sendo 10 deles juízes. Trata-se de um órgão corporativo e não de controle externo da Magistratura como enganosamente se propala. Ao tirar o processo de pauta (Adin), o ministro Peluso percebeu que, mantida a tendência de acolhimento (já se sabe a posição dos ministros Marco Aurélio Mello, Peluso, Celso de Melo e Fux) da pretensão da AMB, o desgaste para o STF seria enorme. Ficaria completamente desacreditado perante a opinião pública por, ilegitimamente, “blindar” magistrados e garantir-lhes impunidade.

Pano Rápido. Não se sabe quando o processo voltará à pauta de julgamento do STF. Certo mesmo é que o STF está vestido numa camisa de sete varas ou, como dizem os jovens, numa saia justa.

Por: Wálter Fanganiello Maierovitch - IBGF

[no caso do Mato Grosso a alegada doação foi efetuada por ALTOS magistrados o que se deduz, por desembargadores e o natural é que a denúncia não seja investigada preliminarmente pela corregedoria estadual e sim diretamente pelo CNJ.

O que é inviável, absurdo e não funcional é deixar a cargo do CNJ investigar diretamente a atuação de quase 100.000 magistrados, o que ocorrerá se tiver atribuição para julgar qualquer denúncia feita contra juiz de primeira instância.

O ideal - e que pode funcionar mesmo - é que o CNJ julgue diretamente denúncias contra desembargadores e ministros e seja revisor das denúncias efetuadas contra magistrados de primeiro grau.

Se o CNJ tentar colocar em prática sua pretensão de julgar TODAS as denúncias contra juízes e se imiscuir em horários de funcionamento dos Tribunais, logo vai se tornar inútil devido a imensa carga de trabalho.

Menos competência e mais ação produz mais resultados para a NAÇÃO do que competência excessiva e falta de condições para exerce-la.]

Decisão acertada. É sabido que não pretendem construir nada mesmo, só começar para ter mais uma obra inútil e fonte de recursos para MENSALÃO-PT

Justiça Federal suspende licitação do trem-bala

A Justiça Federal de Brasília suspendeu todos os procedimentos que visem a licitação para a exploração do trem-bala que deverá ligar as cidades do Rio de Janeiro a Campinas, passando por São Paulo. A suspensão deverá vigorar até que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) regularize todas as linhas de transporte público interestadual no País com extensão superior a 75 quilômetros. Outra condição determinada pela Justiça para a liberação do trem-bala é a apresentação de projeto básico que permita a completa caracterização da obra. Até lá, o governo não poderá conceder subvenção econômica para a implantação, concessão ou exploração do trem.

A decisão do juiz substituto Alaôr Piacini, da 9ª Vara da Justiça Federal, acolheu pedido do Ministério Público Federal no DF (MPF/DF), segundo o qual, antes de cuidar do trem-bala, a ANTT deve fazer a licitação prévia para o serviço de transporte público, conforme previsto na Constituição de 1988.

A ANTT avisou, por intermédio de sua assessoria, que vai cumprir a decisão da Justiça, mas já determinou os estudos jurídicos para apresentar recurso que a libere para tocar a licitação do trem-bala. A ANTT já tentou licitar o trem-bala três vezes, mas os leilões foram adiados por falta de interessados. A próxima tentativa deverá ocorrer em fevereiro do ano que vem.

A 9ª Vara Federal do Distrito Federal também impôs multa diária de R$ 5 mil à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), caso ela não publique em outubro os editais de licitação para a concessão de novas outorgas de exploração de todas as linhas de transporte rodoviário interestadual e internacional, com extensão superior a 75 km. Segundo o MPF/DF, o prazo está previsto em cronograma apresentado pela própria ANTT à Justiça. O cronograma tem ainda outras três etapas até a total regularização das linhas, o que deverá ser concluído em setembro de 2012. Também nessas etapas, o descumprimento dos prazos obrigará a agência a pagar multa diária de R$ 5 mil.

O Ministério Público alega que a licitação prévia para exploração do serviço de transporte público está previsto na Constituição de 1988 e que Tribunal de Contas da União (TCU) e a ANTT estabeleceram cronogramas para regularizar a questão. O MPF informa, no entanto, que as metas não foram cumpridas e que atualmente as empresas que operam centenas de linhas do transporte interestadual o fazem de forma contrária à Constituição. Também de acordo com o Ministério Público, algumas delas sequer mantém contratos administrativos com a União, operando de forma precária, com base em autorizações. Procurada, a ANTT informou que cumprirá a decisão, mas avisou que vai recorrer: "A ANTT já tem ciência da decisão, que será objeto de recurso. Enquanto isso, a decisão judicial será devidamente cumprida", informou a agência por meio de nota.

Fonte: O Estado de São Paulo

Câmara Legislativa do DF quer fazer mais uma bobagem: rodízio de carros

Comissão da Câmara Legislativa aprova rodízio de veículos no DF
Um projeto de lei que institui o rodízio de veículos no Distrito Federal foi aprovado nesta quinta-feira (29/9) na reunião da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa.

"É uma discussão polêmica mas que precisa ser iniciada", afirmou o relator Cláudio Abrantes ao pronunciar parecer favorável à instituição do rodízio de veículos. Em seu relatório, há números que associam o crescimento da renda com o aumento do uso de carros. "O DF é a unidade da federação com renda per capita mais alta e é o lugar com o maior aumento da frota em termos percentuais", constatou o parlamentar. [é aquela história conhecida dos deputados distritais do DF: quando não legislam em causa própria - vejam a cirurgia de catarata autorizada para a deputada Eliana Pedrosa ao arrepio da legislação do plano de saúde da Câmara - legislam contra o povo ou então fazem besteira.
Ainda não há necessidade de rodizio de veículos no DF e não adianta argumentar que é melhor começar logo já que não existe rodízio preventivo. Também deve ser lembrado que os engarrafamentos no DF são em horários determinados, em que há aumento exagerado da demanda - ou será que o nobre deputado pretende estabelecer rodízio com hora marcada?
O que esses distritais precisam fazer é adotar medidas que realmente funcionem para melhorar o TRANSPORTE COLETIVO do DF: mais trens para o metrô, melhorar o transporte coletivo por ônibus - atualmente é um serviço que só quem leva vantagem são os rodoviários que sempre são atendidos em suas reivindicações e sempre estão sacaneando o POVO.
O deputado autor do projeto é salvo engano o mesmo que representava JESUS CRISTO nas solenidades da Paixão de Cristo no Morro da Capelinha. Parece que não aprendeu humildade e apresenta este projeto absurdo e intempestivo para chamar atenção.]

O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça.

Proposta

O objetivo do projeto de lei é restringir o uso de carros nas vias que registram os maiores fluxos nas regiões administrativas. De acordo com o texto, os veículos de placas com fins 1 e 2 ficariam proibidos de rodar às segundas-feiras. Na terça-feira, a restrição seria para os carros com fins 3 e 4. Na quarta-feira, 5 e 6. Sete e 8, às quintas-feiras. E, na sexta-feira, a limitação atingiria os donos de automóveis cujas placas terminam com os números 9 e 0. Aos sábados, domingos e feriados, o tráfego seria liberado para todos.

A medida já é adotada na cidade de São Paulo há 14 anos.

Com informações da Coordenadoria de Comunicação da CLDF

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Biruta de Aeroporto ou é o pessoal do Planalto que está biruta?

Biruta de aeroporto

O real passou de uma desvalorização de cerca de 2.30% contra o dólar, em 17 de maio último, para uma desvalorização em torno de 10%. Se a moeda se mantiver nesses níveis por muito tempo ou vier a subir mais, haverá aumento das taxas inflacionárias e diminuição da sensação de bem-estar das pessoas. Afinal, é sabido que inflação baixa e moeda forte transmitem sensação de riqueza e a prova disso está na multidão de brasileiros invadindo Miami, Nova Iorque e Europa.

O governo reclamava do real apreciado e, de repente, passou a queixar-se da desvalorização que nossa moeda sofreu. Como estava, não bastava para conter a inflação. Como está agora, os preços tendem a se tornar ainda menos controláveis. Como estava, a ameaça de desindustrialização era iminente: dólar muito baixo, além de prejudicar o setor exportador, leva importados a concorrer vantajosamente com os produtos fabricados no território nacional. E esse é o caminho da chamada "doença holandesa": exportação de fábricas e de empregos.

Como está, empresas aumentam suas dívidas em dólar e a família, que planejara viagem barata ao exterior, vê-se obrigada a reformular o contrato ou a dele desistir. O aumento (30%) das alíquotas de IPI para automóveis importados carrega no bojo dois grandes inconvenientes: traz de volta o atrasado protecionismo, que já fracassara sob Geisel e Delfim Netto, e arrisca gerar aumento de preços pelas montadoras aqui instaladas, à míngua de concorrência. De quebra, mais perspectiva de inflação.

O ministro Mantega parece biruta de aeroporto. Perde credibilidade no exterior e, no Brasil, ninguém do mercado leva em consideração o que ele fala. Tanto fez que conseguiu estragar o mercado de câmbio local. As medidas recentes têm cunho meramente arrecadatório, a exemplo do IOF no recolhimento de margem em derivativos, cuja taxa, que era de 0.38%, passou a 6%. Aumentou o IOF nas captações externas de curto prazo, até 720 dias; ora, 720 dias só são curto prazo na cabeça de Guido Mantega.

Finalmente, a recente Medida Provisória 539 taxou em 1% (IOF) as posições vendidas em derivativos, criando, na realidade, uma grande confusão: até hoje não se cobrou nada, ninguém sabe direito como se iria cobrar nem quem faria a cobrança ou quando esta deveria começar. Ignora-se, inclusive, o montante devido até o momento. Para piorar as coisas, o governo já aventa que poderá não cobrar, rebaixando a alíquota a 0%. Brincadeira de mau gosto.

Os leitores e eu entendemos? Pois consolemo-nos todos, porque Mantega e sua equipe tampouco sabem bem o que fizeram. Tudo isso em meio à discussão sobre o aumento do limite de endividamento, o rebaixamento da nota soberana e a assustadora crise de emprego dos EUA. Tudo isso em meio à crise europeia, que provavelmente viverá desfecho doloroso.

Tempos duros virão, infelizmente.

Por: Arthur Virgílio é diplomata e foi líder do PSDB no Senado

Questão de justiça

Seria bom se magistrados ponderassem sobre os casos de improbidade que têm emergido do Judiciário

Antes de qualquer consideração, seria indispensável uma pergunta relativa à afirmação da corregedora nacional de Justiça, de que "a magistratura está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos escondidos atrás da toga": a ministra Eliana Calmon fez assim uma acusação ou uma constatação? As violentas considerações emitidas a respeito pelo ministro Cezar Peluso, presidente do Conselho Nacional de Justiça, e encampadas por mais 11 dos 15 conselheiros, indicam haverem dispensado a pergunta.

De imediato, a seu ver Eliana Calmon cometeu "acusações levianas" e lançou, "sem prova, dúvida sobre a honra de milhares de juízes". Como preliminar, os "milhares" são debitáveis à exaltação do ministro Peluso, inexistindo sugestão disso, e de outra estimativa, nas palavras da ministra Calmon ou de terceiros. Sem referências quantitativas, sobram, porém, comprovações recentes, ou pós-criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de que o Judiciário não é, nem haveria como ser, imune à fraqueza humana nesta sociedade envenenada pelas ânsias de dinheiro e de posses.

Ficaria muito bem a magistrados que ponderassem sobre o significado dos casos de improbidade e outras delinquências que têm emergido do Judiciário, até mesmo de altos tribunais. Desde a venda de sentenças e liminares como procedimento constante, a associações com o lobismo do pior gênero e a irregularidades processuais deturpadoras. São provas provadas da infiltração deplorável, por menos que sua quantidade induza a ideia de degradação vasta. Os casos conhecidos não são numerosos, mas são indicativos. E o provável é que não sejam apenas os já conhecidos, seja pelo que os precedentes poderiam sugerir, como pelo alargamento apenas recente das averiguações, trazido pelo CNJ.

Mas ainda ampliáveis, por exemplo, com o exame de evidências de incompatibilidade entre posses e vencimentos (este exame, por sinal, é o mais detestado nos Poderes e o mais escasso entre os tão necessários, diante de tamanhas evidências no serviço público e nos quadros políticos).

Não há dúvida de que o CNJ tem prestado serviços importantes na redução de falhas comuns e longevas no Judiciário, a par das medidas relativas a condutas pessoais. A outra face dessa atividade positiva é que atesta, embora sem o querer, outra constatação exposta por Eliana Calmon: "A imagem do Judiciário é a pior possível junto ao jurisdicionado".

A rigor, o mau conceito não está só entre os que têm a lástima de precisar recorrer ao Judiciário. E por não estar só aí, mas soar em clamor generalizado no país, é que a alta magistratura afinal admitiu um acordo, com o Congresso, para a criação de uma entidade destinada a lançar olhos indagadores sobre o Judiciário. É o conselho cuja existência, no entanto, está sob contestação de parte dos magistrados, desejosos de vê-lo sem os seus principais e mais necessários poderes. Não é um modo de levar o Judiciário a proporcionar melhores constatações.

Por: Janio de Freitas - Folha de São Paulo

Dignidade, honra e caráter = Num último gesto digno, o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio, pediu para sair

Assassinato da juíza derruba coronel Mário Sérgio

Um dos 21 disparos que matou a juíza Patrícia Acioli ricocheteou no quartel-general da PM, na Rua Evaristo da Veiga, a mais de 25 quilômetros do local do crime praticado por PMs.

Num último gesto digno, o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio, pediu para sair, alegando ser o único responsável pela nomeação do tenente-coronel Cláudio - indiciado como mentor do assassinato da juíza. De fato a permanência do coronel Mário Sérgio à frente da Polícia Militar tornou-se insustentável desde que vieram à tona outros fatos:

- o desvio de munição da PM para os assassinos da juíza;

- e o mensalão do tráfico na UPP do Fallet, no qual policiais militares recebiam propina para liberar a venda de drogas numa área pacificada, cujo principal objetivo era o de acabar com o tráfico.

O indiciamento do coronel Cláudio foi apenas a gota de sangue que faltava para ficar patente que o coronel Mário Sérgio - com toda sua honestidade, competência e galhardia - não foi capaz de conter os assassinos de farda infiltrados em sua corporação. Foi a primeira vez na história do Estado do Rio que uma juíza foi vítima de atentado e praticado justamente por quem deveria protegê-la. Ontem havia informações não confirmadas por fontes oficiais de que pode surgir o nome de mais um oficial da PM envolvido com o assassinato da magistrada.

Conheço Mário Sérgio desde 1994, quando ele era um destemido major do Batalhão de Operações Especiais, numa época em que a tropa de elite ainda era uma polícia sem mácula. Sua chegada ao comando trouxe um sopro de redemocratização à Polícia Militar - já que ele substituiu o coronel Gilson Pitta, cuja gestão foi marcada pelo arbítrio e pela ausência de transparência. Um dos primeiros policiais a ter um blog, Mário Sérgio anunciou para mim que o comandante da PM teria um site para interagir com a tropa.

A ideia, porém, não vingou. O comando de Mário Sérgio - que durou dois anos e dois meses - trouxe também novidades como acabar com um regime disciplinar de quartel para o policial que trabalha nas ruas diretamente com a sociedade civil. O coronel determinou que policiais não fossem mais presos porque tinham o coturno mal engraxado ou a barba por fazer. A chegada de Mário Sérgio ao comando sem dúvida foi um avanço para a tropa. Foi também na gestão dele que o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora - do secretário Beltrame -- conquistou corações e mentes. Sob o comando de Mário Sérgio, o caveira 37, as forças de segurança conquistaram também os territórios do Alemão e da Vila Cruzeiro, com a ajuda da Marinha e do Exército.

A luta e a coragem de Mário Sérgio, porém, começaram a ser minadas pela igual disposição de seus comandados de se envolverem com o crime. Foi na gestão dele que pela primeira vez o tráfico abateu um helicóptero da PM, numa operação até hoje mal contada. Foi no período em que comandou a PM, que dois policiais militares foram flagrados por câmeras liberando assaltantes que mataram o coordenador do Afro Reggae. O pior é que esses PMs não foram devidamente punidos. Mário Sérgio tomou erradamente a defesa de policiais militares acusados de sumir com o corpo da engenheira Patrícia Amieiro, crime ocorrido há cerca de três anos. Foi na sua gestão de Mário Sérgio que policiais do 20° BPM (Nova Iguaçu) foram acusados de desaparecer com o corpo de um menino de dez anos, baleado numa ação policial - o Caso Juan. E o comandante demorou a agir. Mário Sérgio errou também ao se envolver diretamente na crise dos bombeiros.

Com certeza, Mário Sérgio não vai demorar a escrever um livro contando bastidores publicáveis de sua passagem pelo comando da polícia de dom João VI. Apesar de Mário Sérgio estar licenciado, sua substituição será imediata. O nome do atual comandante interino, coronel Álvaro Aguiar, não combina com a política pública de pacificação de favelas e nem mesmo com a concepção mais simples de policiamento comunitário, o conceito básico das UPPs. Imagine o constrangimento que seria para a população de favelas pacificadas receber a visita de um oficial que em 1997 esteve envolvido no escândalo do "Muro da Vergonha", o espancamento de moradores da Cidade de Deus, flagrado por um cinegrafista amador. As pessoas mudam, mas nem tanto. Para a substituição de Mário Sérgio outros três nomes de coronéis full já estariam sendo apreciados pela Secretaria de Segurança, com a ingerência do Palácio Guanabara, mas um quarto não pode ser totalmente descartado - Aristeu Leonardo, Pinheiro Neto e Ronaldo Menezes, atual corregedor. Este último aliviaria um pouco o clima na tropa por tratar-se de um ex-barbono, oficiais que fizeram movimento de reivindicação na PM. Os dois Pinheiros são "caveiras" - policiais do Bope - assim como Mário Sérgio, e têm grande experiência operacional. São policiais muito bem capacitados e que conhecem quase tudo de estratégias de guerra. Vamos ver como se saem com a política porque esse continua sendo o nó górdio da polícia. [Nota do Blog da UNR: o coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, foi escolhido comandante-geral da PMERJ.]

Fonte: Blog Repórter do Crime – Jorge Antonio Barros

01, o Caveira 37, Pediu pra sair. Situação do comandante da PMERJ, coronel Mário Sérgio Duarte, ficou insustentável

Substituição

Coronel Erir Ribeiro da Costa Filho é o novo comandante da PM

O coronel Erir Ribeiro da Costa Filho é o novo comandante da Polícia Militar. A decisão foi tomada na tarde desta quinta-feira, durante uma reunião entre o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, subsecretários e assessores diretos para escolher o sucessor do coronel Mário Sérgio Duarte, que deixou o cargo na noite desta quarta-feira. A coronel Kátia Boaventura foi escolhida subcomandante administrativa e o coronel Alberto Pinheiro Neto será o subcomandante operacional, no lugar do coronel Álvaro Garcia, que exercia interinamente o comando da corporação.

O coronel Erir da Costa Filho chegou a ser exonerado em 2003, após acusar o deputado estadual Chiquinho da Mangueira (PMDB) de pedir uma trégua no combate ao tráfico de drogas na comunidade. Após quatro anos em funções administrativas, ele assumiu, em 2007, o comando do Batalhão de Choque. Em julho de 2009, passou para o 2º Comando de Policiamento de Área, na Zona Oeste. Kátia Boaventura tem 28 anos de PM e comandava a Academia da Polícia Militar. Alberto Pinheiro Neto, de 47 anos, comandou o Batalhão de Operações Especiais (Bope) em 2007 e foi promovido a coronel em 2009.

Coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, novo comandante da PM. Foto: Jorge William - O Globo (arquivo)

O governador Sérgio Cabral evitou falar sobre a crise na Polícia Militar nesta quinta-feira, durante o lançamento do Programa Renda Melhor Jovem. Cabral chegou ao Teatro Carlos Gomes, no Centro, por volta de 10h30m, e entrou no prédio pela porta lateral, evitando encontrar os jornalistas que o aguardavam na porta principal. Na saída, por volta de meio-dia, o governador deixou novamente o teatro pela porta lateral e não atendeu aos pedidos dos jornalistas para conceder uma entrevista.

O ex-comandante-geral da PM, coronel Mario Sergio Duarte, afirmou, na manhã desta quinta-feira, em entrevista à Bandnews FM, que seu pedido de exoneração, feito ontem à Secretaria de Segurança, nada mais foi do que o cumprimento de seu dever moral. - Não há nenhuma outra alternativa do que assumir a minha responsabilidade pela escolha do comandante. Esse é um ato moral que me cabe, o papel do funcionário público. Essa é minha forma de dizer que minha proposta de ter uma PM com respeito ao cidadão deve envolver todos os escalões: o soldado que está na ponta e também os altos escalões, como a minha pessoa. Por isso, solicitei minha exoneração. Não gostaria de fazer isso, neste momento em que estou acamado e não posso vir a público, mas é meu dever moral - afirmou o coronel.

Mario Sergio Duarte, que se recupera de uma cirurgia na próstata, entregou seu pedido de exoneração ontem, dois dias depois da prisão do tenente-coronel Claudio Luis Oliveira, ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo), suspeito de ser o mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli.

Sobre a escolha de nomear o tenente-coronel Cláudio - que responde a 12 processos administrativos - para o comando do 22º BPM (Maré), Mario Sergio Duarte disse que sempre há risco de erros neste tipo de escolha: - Por mais que tenhamos precaução na hora da escolha, nós pesamos todas as informações. Mas sempre vai haver uma possibilidade de erro na nossa escolha mesmo de policiais com a ficha completamente limpa. O coronel Claudio foi o terceiro comandante do Batalhão de São Gonçalo na minha gestão, e ele vinha obtendo redução dos índices de criminalidade. Mas o processo de escolha de comandantes é extremamente penoso. O que não pode depois é dizer: "eu não sei, eu não vi, eu fui traído". A responsabilidade é minha. Sobre seu substituto, Mario Sergio não deu detalhes, mas desejou sorte: - Não sei quem será o novo comandante, mas desejo o melhor.

Em nota, a Secretaria de Segurança informou que Mário Sérgio enviou uma carta ao secretário José Mariano Beltrame reconhecendo "o equívoco" de ter nomeado o tenente-coronel Cláudio para o 7º BPM (São Gonçalo), o primeiro cargo de comando dado ao oficial, que está preso desde quarta-feira em Bangu 1 com outros sete PMs. Na carta com o pedido de exoneração, enviada a Beltrame pelo Black Berry do hospital onde está internado, se recuperando de uma cirurgia na próstata, ele disse estar "ciente do desgaste institucional decorrente de sua escolha". "Sobre o caso particular que me impõe esta decisão, o indiciamento do tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira no homicídio da juíza Patrícia Acioli, e sua consequente prisão temporária, devo esclarecer à população do Estado do Rio de Janeiro que a escolha do seu nome, como o de cada um que comanda unidades da PM, não pode ser atribuída a nenhuma pessoa a não ser a mim", escreveu Mário Sérgio.

A exoneração, pedida, segundo a nota da secretaria, "em caráter irrevogável", aconteceu um dia depois de Beltrame ter afirmado, em entrevista coletiva, que Mário Sérgio gozava de sua "plena confiança". Ainda segundo o texto, o secretário lamentou a saída do oficial.

Fonte: O Globo

Banco do Brasil esvazia sede em Brasília ao transferir diretorias para São Paulo. Caixa também deve mudar para a capital paulista

Bancada do DF discutirá esvaziamento do Banco do Brasil em Brasília

Na surdina, o Banco do Brasil está desidratando suas instalações em Brasília, num movimento que pode resultar no esvaziamento econômico do Distrito Federal. Até 2014 pretende enviar para São Paulo um número expressivo de funcionários — pelo menos um terço das diretorias e cerca de 2 mil empregados das áreas que não lidam diretamente com o público estão de mudança. A maior parte da operação deve ser concluída até 2012, ano das eleições regionais. Nos bastidores, fala-se que a estratégia visa fortalecer o PT no pleito. Tanto é assim que, nos gabinetes mais altos do Planalto Central, a sigla BB ganhou outro significado: Banco do Berzoini, uma referência ao deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), considerado o articulador do movimento. Ex-funcionário do BB e ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, ele mantém grande influência sobre a instituição desde o governo Lula.

A mudança para São Paulo começou a ser preparada em 2010, quando parte da gerência de Agronegócio e da Diretoria Comercial, que cuida dos grandes clientes empresariais, instalou-se na capital paulista. A cidade de São Paulo levou ainda um terço da diretoria de Crédito e 70% da de Marketing, que, na transição, dobrou seu orçamento de R$ 240 milhões para R$ 420 milhões. A próxima a migrar é a área de Suporte Operacional. “Áreas de interesse social e negocial devem mudar, mas a sede do banco não sai de Brasília, ela não pode, tem de ficar junto à capital”, disse um técnico que prefere se manter anônimo.

Caixa acompanha
A Caixa Econômica Federal também estaria fazendo movimento semelhante e levando áreas para São Paulo — até a divulgação de informações sobre a instituição, como balanços e estatísticas, foi, em grande parte, transferida para a capital paulista. Para Adelmir Santana, ex-senador e atual presidente da Federação Nacional do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio), a situação é alarmante e causará impacto negativo sobre a economia local. “São funcionários de boa renda que deixam a cidade. É uma medida fora de propósito”, criticou.

O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) fez coro. “É um absurdo essa situação. Duvido que a presidente Dilma tenha conhecimento disso”, afirmou. “Vamos reunir a bancada do DF para manifestar nosso repúdio a essa medida e cobrar a reversão das transferências”, garantiu. [chega a ser ridículo um senador da República ser tão servil à presidente da República, ultrapassando o puxa-saquismo, que tem a cara de pau de dizer que a presidente da República não sabe nada – só que no afã de agradar a Dilma o senador findou considerando a presidente uma alienada.]

Força de Berzoini
O Sindicato dos Bancários do DF também é contra a reestruturação no BB. Segundo Eduardo Araújo, um dos diretores da entidade, a maioria das transferências não atende a critérios técnicos. “Devem levar gente de todo o país para São Paulo e uma parte para o Paraná”, explicou. Araújo afirmou que o processo está ocorrendo de maneira gradual para não chamar a atenção. “A cada semestre uma diretoria vai para São Paulo”, observou.

Procurado pelo Correio, Ricardo Berzoini afirmou que “há meses” está afastado dos assuntos do Banco do Brasil. “Não tenho influência nenhuma, no máximo uma boa relação com o sindicato. Isso é uma fantasia”, rebateu. A Caixa Econômica negou que esteja transferindo setores para São Paulo. O BB informou que “qualquer ilação com política é descabida” e que não tem ligação alguma com Berzoini. Disse que “não existe informação oficial” acerca da migração de um terço das diretorias e de 2 mil empregados para São Paulo. Destacou ainda que nas representações das diretorias da instituição na capital paulista trabalham o equivalente a 10% dos funcionários lotados no DF. A instituição informou também que, apesar de ser líder em todas as regiões do país, o BB ocupa a terceira colocação no mercado paulista e que, por isso, reposições de áreas de negócios sempre são analisadas buscando a liderança. “Mas isso não significa que o BB esteja se mudando para lá”, afirmou o banco em nota.

Centro financeiro
Os funcionários do Banco do Brasil transferidos de Brasília se instalaram em dois prédios na Avenida Paulista, um dos principais centros financeiros da capital de São Paulo. Um dos edifícios foi recentemente adquirido pela instituição e outro pertencia ao Banco Nossa Caixa, cujo controle acionário passou para o BB em março de 2009. Um dos argumentos para a compra de um dos edifícios foi a proximidade com grandes clientes.

Deputados federais e senadores da Bancada do Distrito Federal vão se reunir às 14h30 desta quinta-feira (29/9), na sala de reuniões da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, para discutir o esvaziamento do Banco do Brasil em Brasília. Reportagem publicada nesta quinta no Correio Braziliense revelou que, até 2014, a instituição pretende enviar para São Paulo ao menos um terço das diretorias e cerca de 2 mil empregados das áreas que não lidam diretamente com o público.

A maior parte das transferências deve ser concluída até 2012, ano das eleições regionais. A ideia é fortalecer o PT na disputa em São Paulo. “Vejo esse esvaziamento com muita preocupação. É um absurdo, uma agressão a Brasília. Vamos tomar todas as providências que estão ao nosso alcance para evitar isso”, afirmou o senador Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), coordenador da Bancada do DF no Congresso Nacional

Ele convocou a reunião para discutir as medidas a serem tomadas em relação às mudanças realizadas nas instalações em Brasília. Uma das iniciativas será convidar o presidente do BB, Aldemir Bendine, para prestar esclarecimentos na Câmara. “Liguei para o presidente ontem, mas ele negou a situação. No entanto, outras pessoas que conheço dentro do banco confirmaram que diretorias como a internacional, a de mercado de capitais e a de crédito estão sendo esvaziadas”, disse o senador.

Fonte: Cristiane Bonfanti – CB

No Bahrein socorrer feridos é considerado ato de terrorismo

Bahrein condena 13 médicos a 15 anos de prisão por atender manifestantes

A Corte de Segurança do Bahrein, na qual juízes civis e militares julgam civis, condenou, nesta quinta-feira (29), 13 médicos e enfermeiras a 15 anos de prisão por “crimes contra o Estado”, em uma decisão que gerou revolta e indignação em instituições ligadas aos direitos humanos. A maior parte dos condenados trabalhava no hospital Salmaniya, em Manama, capital do Bahrein, que ganhou fama durante a fase mais aguda de protestos contra a monarquia do rei Hamad ibn Isa al-Khalifa. Foi para o hospital de Salmaniya que foram muitos dos feridos após um massacre na Rotatória da Pérola, no centro de Manama, quando forças de segurança atacaram ferozmente os manifestantes acampados.

As forças do governo invadiram o hospital e alegam que os médicos e enfermeiras não estavam ajudando os feridos, mas sim participando de um complô “terrorista” contra a monarquia, uma acusação rechaçada pelos médicos e por instituições ligadas aos direitos humanos. A Al Jazeera detalha as acusações:

A Agência de Notícias do Bahrein disse que os médicos tentaram “ocupar à força o Centro Médico de Salmaniya, possuíam armas sem licença e facas, incitaram a derrubada do regime, roubaram equipamentos médicos, prenderam policiais e divulgaram falsas notícias”. Eles também são acusados de “incitar o ódio ao regime e insultá-lo, instigar o ódio a outra facção religiosa e obstruir a implementação da lei, destruir propriedade pública e participar de reuniões cujo objetivo era colocar em risco a segurança geral e cometer crimes”.

Nesta quinta-feira, a ONG Anistia Internacional publicou em seu site o depoimento de um dos médicos condenados, escrito antes do julgamento final. Ele conta que foi preso em casa por 30 homens armados e mascarados. Ele, então, foi algemado, vendado, agredido, torturado com espancamentos e choques elétricos e sofreu ameaças de estupro. Depois de 22 dias, foi solto.

“Quando eu vi meu filho, ficamos parados por alguns minutos antes que ele corresse para meus braços. Eu o abracei e chorei. (…) Então o horror das cortes militares começou. Nas primeiras audiências estávamos em choque e não conseguíamos acreditar que o governo ainda estava insistindo naquelas acusações totalmente inacreditáveis. Na audiência final, em 29 de setembro, eles vão nos condenar. Acredito que eles sabem que somos inocentes, mas vão nos condenar de qualquer jeito. É um ato político para que outros entendam a mensagem. Se eu tivesse a escolha novamente, eu faria meu trabalho no hospital e salvaria as pessoas feridas não importando qual seu passado. Estou esperando pacientemente, eu tenho fé. Eu acredito que a verdade sempre vence e sempre será vista, não importa o quanto demore. A única coisa que me enfraquece é não ver meu filho crescer na minha frente e temer que ele me esqueça se eu for aprisionado por muitos anos.”

Não desistem mas serão sempre derrotados e erros - como o que beneficiou o covarde do Sarmento - não podem ser repetidosdos

Eles não desistem...

"Comissão rejeita projeto de revisão da Anistia”

Oposição à proposta de Luiza Erundina uniu parlamentares de correntes distintas, como Sirkis e Bolsonaro

Com apoio do governo, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara rejeitou ontem, em votação simbólica, o projeto da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) que previa a revisão da Lei de Anistia. O texto abria a possibilidade de julgamentos de agentes do Estado responsáveis por tortura, desaparecimentos e mortes de militantes de esquerda que se opuseram à ditadura.

“Os petistas da comissão adiaram a apreciação do projeto quatro vezes, e o governo só liberou a votação após a aprovação da Comissão da Verdade, na semana passada.”

Observação do site - A Verdade Sufocada:
Adiaram não quer dizer que desistiram. Na realidade, é o que realmente eles desejam...

E, fica a pergunta no ar: se isso acontecer, o que eles farão com militantes da luta armada como esse, que jamais foi preso, e que recebeu como prêmio indenização do governo pelos crimes que confessa no vídeo que pode ser visto clicando aqui

"O Palácio do Planalto temia que o projeto de Erundina acirrasse os ânimos entre defensores dos direitos humanos e os contrários a alterar a interpretação da Lei de Anistia, e que esse clima contaminasse a votação da Comissão da Verdade.”

O rato da foto é covarde terrorista Carlos Eugênio Sarmento da Paz que nunca foi preso, cometeu assassinatos com extrema frieza e covardia - veja o vídeo do depoimento do chacal - foi anistiado.

Este porco ter ficado vivo foi mais um dos erros que nós, os BRASILEIROS DO BEM, cometemos e que não podem ser repetidos.

Com certeza o BRASILEIRO DO BEM que, por generosidade, cometeu este erro ainda hoje está arrependido

No momento da votação ontem, 12 deputados concordaram com o parecer do deputado Hugo Napoleão (DEM-PI), contrário ao texto de Erundina. Entre eles, parlamentares com histórico de luta contra o regime militar, como Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Alfredo Sirkis (PV-RJ), que atuou na luta armada. Também votaram contra o texto de Erundina: Henrique Fontana (PT-RS), Jair Bolsonaro (PP-RJ), Mendes Thame (PSDB-SP) e Jaqueline Roriz (PMN-DF).

O deputado Jilmar Tatto (PT-SP) foi escolhido para apresentar a posição do governo e leu um texto. O petista começou elogiando o projeto de Erundina, que considerou meritório e importante para o Brasil encontrar com sua História, mas argumentou que o STF já decidira ser contra a revisão da Lei da Anistia. Tatto afirmou ainda que apareceu o "fato novo" do projeto que cria a Comissão da Verdade. - Vamos instalar a Comissão da Verdade, que trata de temas daquela época. O Brasil não deixa as coisas debaixo do tapete. Apura - disse Tatto.

Erundina critica limites da Comissão da Verdade
Erundina, que não é integrante da Comissão de Relações Exteriores, mas, por ser autora da proposta, tem direito à palavra, disse que o Congresso Nacional é independente para votar nova interpretação da Lei da Anistia. - A atual lei não se deu em bases de igualdade. Ainda estávamos em plena ditadura. Uma nova Lei da Anistia é um atendimento a uma sentença da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que julgou o governo brasileiro responsável por desaparecimentos na Guerrilha do Araguaia - disse Erundina. [ao que consta quem tem competência constitucional para interpretar texto legal é o Poder Judiciário, no caso da Lei da Anistia o Supremo Tribunal Federal, que já se manifestou sobre o assunto.

O Congresso Nacional tem competência para promulgar uma nova lei sobre a matéria – que por força de determinação constitucional não pode retroagir para modificar o alcance da Lei da Anistia vigente.

A sentença da Comissão Interamericana de Direitos Humanos é altamente discutível, já que contraria a Constituição Federal quando torna imprescritíveis determinados crimes que, pelo texto constitucional em vigor não gozam do instituto da imprescritibilidade.]

A parlamentar criticou a aprovação da Comissão da Verdade.- Esse texto não permitirá apurar tudo. Será uma meia Comissão da Verdade.

Alfredo Sirkis defendeu a Comissão da Verdade e se posicionou contra o julgamento de militares que cometeram violações de direitos humanos naquele período. Sirkis disse ainda que a esquerda também cometeu seus crimes. - Os principais responsáveis já morreram, e outros, de escalão médio, estão em completo anonimato e ficarão expostos às câmeras de TV - disse Sirkis, numa referência a Jair Bolsonaro (PP-RJ), deputado contrário ao projeto de Erundina e à criação da Comissão da Verdade.

Bolsonaro atacou o texto de Luiza Erundina.
- A esquerda está no poder hoje graças aos militares. Muitos foram terroristas, assassinos. Tem que se respeitar a decisão do STF - disse Bolsonaro, que, ao final da reunião, rasgou o projeto de Erundina. Ivan Valente (PSOL-SP) foi o único integrante da comissão a votar contra o parecer de Hugo Napoleão e a favor da punição para militares. Ele chegou a discutir com Bolsonaro. - A tortura é crime inafiançável, e a impunidade, um péssimo exemplo. Não há nada de revanchismo - disse Valente.

O deputado do PSOL pediu verificação de quorum, mas o presidente da comissão, Carlos Leréia (PSDB-GO), afirmou que seu partido não tinha representação suficiente. Outros deputados apoiaram Valente, mas Leréia disse que a sessão já estava encerrada. O PSOL vai recorrer e tentar anular a sessão. Os deputados do PT presentes não se manifestaram. Se houvesse verificação, cada parlamentar teria que anunciar seu voto.

Fonte: Evandro Éboli – O Globo -

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