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sábado, 10 de setembro de 2011

11 de setembro - dez anos depois - Bush e Clinton homenageiam "heróis" do vôo 93

George W. Bush e Bill Clinton homenageiam "heróis" do voo 93

Os ex-presidentes dos Estados Unidos George W. Bush e Bill Clinton exaltaram neste sábado a coragem dos "heróis" do voo 93, na cerimônia dedicada ao monumento aos passageiros, que também teve a presença do atual vice-presidente, Joseph Biden.

Os cidadãos a bordo daquele voo de 11 de setembro de 2001 optaram por sacrificarem suas vidas para evitar que o avião sequestrado pelos terroristas da Al Qaeda conseguisse alcançar seu destino e fizesse mais vítimas. Os passageiros atacaram a cabine do piloto onde estavam trancados os sequestradores e forçaram a queda da aeronave em um descampado a caminho do destino planejado pelos terroristas. Aparentemente, o alvo deste avião seria o Capitólio, em Washington. A aeronave caiu em Shanksville, no estado da Pensilvânia.

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Naquele dia, o exemplo dos passageiros "nos mostrou que o mal existe, mas também a coragem", afirmou Bush, presidente dos Estados Unidos naquele momento, na cerimônia de inauguração do monumento na localidade onde caiu o avião.

"A opção adotada custou suas próprias vidas (dos passageiros), mas em troca "neste sábado há americanos que estão vivos graças à atitude que eles resolveram tomar, por isso seremos eternamente agradecidos", acrescentou o ex-líder.

Militares são informados

O controle de tráfego aéreo contata as autoridades militares ao receber uma mensagem do voo 11 da American, aparentemente destinado a passageiros: "Se vocês tentarem qualquer coisa, vão pôr vocês e o avião em perigo. Fiquem quietos". Um sequestro está aparentemente em andamento. Caças F-15 são acionados nove minutos depois.

Diante de 4 mil pessoas, entre eles centenas de familiares daqueles passageiros, Bush disse ainda que a decisão de atacar a cabine "está entre os gestos mais valentes da história dos EUA".

Visivelmente comovido, o ex-presidente Bill Clinton comparou o heroísmo e a generosidade desses cidadãos à batalha das Termópilas (480 a.C.), quando 300 soldados espartanos comandados pelo rei Leônidas se sacrificaram diante das tropas persas do imperador Xerxes para ganhar tempo e permitir que a coalizão grega pudesse reagrupar-se. "Espero e rezo que, dentro de 2.500 anos, as pessoas sigam lembrando" a façanha do voo 93, afirmou o democrata Clinton, quem revelou que chegou a um acordo com o presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner, para participar de um ato conjunto de arrecadação de fundos que permita concluir o monumento.

Embora tenha sido completada a primeira fase, o monumento precisa ainda de US$ 10 milhões para ser concluído. Aqueles passageiros "ofereceram a todo país um presente de coragem incalculável: salvaram a capital de um ataque e evitaram que a Al Qaeda pudesse comemorar a destruição do centro do Governo dos EUA", falou Clinton, quem ressaltou que "os passageiros do voo 93 sabiam que o bem comum da humanidade é o que mais importa".

Fonte: Agência EFE

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