Ampliação do Bolsa Família pode estimular a natalidade
Uma ampliação natural para um programa que beneficia mulheres - as responsáveis, nas famílias, por receberem o dinheiro do Bolsa Família -, e em linha com reajustes ao programa já feitos este ano. Mas o benefício extra de R$ 32 a grávidas e mulheres que estejam amamentando também pode levar no futuro, caso esse valor extra aumente com o tempo, (hipótese que, com a volta gradual da inflação, se tornará realidade), a um risco potencial de estímulo à natalidade. Economistas e pesquisadores do Bolsa Família ouvidos pelo GLOBO dizem que a ampliação anunciada nesta segunda-feira tem o efeito positivo de levar mais recursos para uma fase essencial do desenvolvimento da criança, a primeira infância. Para alguns, o efeito negativo potencial, que seria o estímulo para que famílias pobres tenham mais filhos para receber o benefício, poderia vir apenas se houvesse aumento expressivo dos R$ 32.
[Ao aumentar o número de benficiados, por residência, pelo 'bolsa-família' o governo federal estimula a que cada família beneficiária daquele programa com três bolsas = três filhos = resolva ter mais dois filhos, para assim auferir mais duas bolsas, gerando uma explosão demográfica, especialmente no Norte e Nordeste, com aumento no númro de nascimentos da ordem de 40%.
É uma irresponsabilidade que só pode ser praticada por um governo aloprado e irresponswável como o da presidente Dilma e que busca unicamente aumentar o 'voto de cabresto'.
O programa bolsa-família, assim como qualquer programa do tipo dar o peixe em vez de ensinar a pescar, é um programa irresponsável, por manter os 'beneficiários' - na verdade os 'miseráveis' - dependentes da permanência daquele governo.
Portanto, repudiamos veementemente qualquer programa baseado em 'bolsas'. Mas estimular a 'produção' de beneficiários para aumentar a dependencia eleitor x governo é falta de caráter, uma irresponsabilidade sem tamanho e mesmo criminosa.
Se querem aumentar o número de 'votos de cabresto', a 'compra velada de votos', então em vez de aumentar o número de beneficiários, estimulem a manutenção do mesmo número - já que reduzir 'eleitores de cabresto' vai contra os principios petistas - e aumentem o valor por bolsista.
Mantenham os três bolsistas por residência e aumentem o valor do 'esmola', que o govenro chama 'bolsa-família' para R$ 52,00 - a miséria continua a mesma mas pelo menos não estimula a produção de mais miseráveis.
Parem de considerar os desfavorecidos, que são estimulados a se manterem dependentes do 'bolsa-família', como meros 'produtos' destinados a gerar mais votos para manter a corja que nos governa no poder.
O governo Dilma ao estimular o aumento da natalidade esquece que cada ser humano que nasce, merece:
- VIVER EM CONDIÇÕES DIGNAS;
- TER ALIMENTAÇÃO FARTA E BOA QUALIDADE;
- MORAR EM RESIDÊNCIA QUE OFEREÇA CONDIÇÕES DE SEREM HABITADAS POR SERES HUMANOS.
- USUFRUIR DE ASSISTÊNCIA MÉDICA E EDUCAÇÃO COMPATÍVEIS COM A DIGNIDADE DE UM SER HUMANO.
Ao aumentar o valor do número de beneficiados pelos R$ 32,00, o governo está estimulando o aumento descontrolado da natalidade e sem se preocupar com a qualidade de vidas desses seres humanos que vão nascer fruto desse estímulo irresponsável e criminoso.]
Professor da Escola de Economia da FGV-SP, André Portela fala de "aspectos positivos e potencialmente negativos" da ampliação:
- O positivo é que se trata do aumento de renda de um programa com boa focalização, que vai especificamente para famílias muito carentes. Sendo ampliado para, por exemplo, mulheres que amamentem, é um dinheiro a mais que vai para uma fase importante da vida da criança - diz. - Agora, o risco negativo potencial é se criar um incentivo ao aumento da natalidade, e isso poderia contribuir para a continuidade das condições de pobreza daquela família. No entanto, nenhum estudo feito até hoje apontou que o programa leve a aumento de fecundidade. Além disso, se o valor começasse a subir, poderia até passar a ser um atrativo e levar a esse estímulo, mas, como é hoje, é baixo para isso.
- É uma ampliação em linha com as duas mudanças deste ano: o reajuste e o aumento do limite máximo de três para cinco filhos. Dar ênfase às crianças é louvável. Estudos mostram que a primeira infância é estratégica, e que qualquer benefício traz efeitos permanentes. Por outro lado, pode ser que o benefício aumente a fecundidade. Mas é importante não haver bloqueios ideológicos por conta disso ou já sair dizendo que o benefício pode incentivar a ter mais filhos. O tempo e os dados vão mostrar os custos e os benefícios da ampliação - diz Marcelo Neri, professor da FGV-RJ.
Do conselho do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) e ex-presidente do IBGE, o sociólogo Simon Schwartzman não vê risco de a ampliação levar as famílias a terem mais filhos, justamente pelo baixo valor. - Há estudos que já mostraram que o programa diminuiria um pouco a carga de trabalho das mulheres beneficiárias, mas, no caso de gestantes e mulheres amamentando, se isso ocorrer, pode até ser visto como positivo. Mas não há pesquisa que tenha apontado maior número de filhos por causa do benefício. Se fosse um salário mínimo... Mas R$ 32 vão é dar uma folga para a família comprar um pão - diz Schwartzman. - O importante é que as contrapartidas, as exigências feitas às famílias, como realização de pré-natal, continuem.
Fonte: O Globo

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