“A presença de tropas brasileiras no Haiti é inadmissível, sob qualquer ponto de vista. Os militares estão cumprindo o papel de polícia, reprimindo e vigiando uma população miserável e desvalida. O governo da presidenta Dilma não pode se prestar a ser o cão de guarda dos interesses estadunidenses na região, tanto mais sabendo-se que o golpe de 2004 contra o presidente constitucional do Haiti, Jean Bertrand Aristide teve a participação indireta dos Estados Unidos.“
O assessor especial do Ministério da Defesa, o ex-deputado José Genoino (SP), disse ontem, no 4º Congresso do PT, que a atuação das tropas brasileiras no Haiti destina-se à garantia de “direitos civilizatórios e humanitários”. Genoino argumentou que a presença brasileira tem o objetivo de impedir que americanos, espanhóis e franceses assumam o controle. E disse que, no mês que vem, os batalhões terão redução de 800 homens. “Vamos preparar uma saída responsável, mas garantindo os direitos civilizatórios e humanistas para o Haiti”, disse, sob vaias. Uma hora depois, voltou ao microfone para retirar a palavra “civilizatórios” de sua intervenção.
Fonte: Folha de São Paulo

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