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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Baixem os preços das ‘carroças’ nacionais que os importados ficarão relativamente mais caros

No Brasil, carros custam até o dobro do valor cobrado em outras praças

[o que torna tudo mais caro no Brasil, gerando o maldito custo Brasil, é a mania absurda de tributar tudo e sempre com alíquotas exageradas.

O vício é tal que a maldita CPMF foi sepultada em 2007, o governo imediatamente aumentou o IOF – a pretexto de compensar a perda inesperada de receita, embora fosse sabido que em 31 dez 2007 aquela contribuição poderia ter sido extinta, o que justificaria que o governo tivesse adotado um ‘plano B’.

O IOF aumentou, a arrecadação como um todo também cresceu, haja vista o impulso da economia, o valor repassado para a saúde diminuiu – tanto nominalmente quanto em relação ao percentual sobre arrecadação e o IOF continuou nas alturas e agora em 2011 sofreu novo aumento na alíquota a pretexto de conter a compra de importados.

Aliás, já chegou a ser cogitado por alguns parlamentares da base governista a aplicação do IR sobre receita auferida por pistoleiros com o ‘crime de pistolagem’ – sobre o valor recebido pelo pistoleiro para a prática do homicídio incidiria a alíquota máxima do IR pessoa física, INPS e outras contribuições legais que incidem sobre os rendimentos do ‘profissional autônomo’ e o que sobrasse seria confiscado pelo governo.

Além do doença de tributar tudo e todos o governo favorece descaradamente as multinacionais do setor automotivo.]

Apesar de reclamarem dos altos custos de produção no país, as grandes multinacionais do setor automotivo vêm aumentando desde 2008 as remessas de lucros e dividendos de suas filiais brasileiras para os caixas ainda combalidos das suas matrizes, sustentando uma média de US$ 4,1 bilhões por ano. Segundo o Banco Central (BC), de 2008, quando teve início a crise financeira internacional, até 2010, as remessas somaram US$ 12,4 bilhões, superando largamente os investimentos diretos de US$ 3,6 bilhões que elas fizeram no país nesse período, uma diferença favorável às matrizes de US$ 8,8 bilhões.

Apenas de janeiro a julho deste ano, as empresas do setor — montadoras e fornecedoras de autopeças — já mandaram US$ 3,17 bilhões para suas sedes, um quinto das remessas registradas por todas as companhias estrangeiras instaladas no Brasil. Em igual período do ano passado, o valor enviado somou US$ 2,6 bilhões. Em todo o ano de 2010, foram US$ 4 bilhões de remessas de lucros, quase dez vezes mais que os US$ 450 milhões investidos pelas corporações em suas subsidiárias no Brasil.

“Em vez de fazerem lobby para conseguir proteção de mercado, as montadoras deveriam abrir seus números, explicitando custos de produção, carga tributária e margens de lucros”, provoca Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios. Para ele, as empresas deveriam reduzir seus ganhos e oferecer preços melhores aos consumidores brasileiros, que já pagam até o dobro pelo mesmo produto que em outras praças.

Fonte: Silvio Ribas – CB

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