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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Com menos de uma semana no cargo, novo ministro do Turismo já é acusado de nepotismo e passa a ser o sexto do RANKINK dos que vão sair

Genro do novo ministro do Turismo tem cargo na Câmara

Levou poucos dias para que uma primeira notícia desabonadora sobre o novo ministro do Turismo, Gastão Vieira (PMDB), chegasse ao público. O jornal O Globo publica nesta terça-feira uma reportagem mostrando que um genro do ministro, André Bello de Sá Rosas Costa, ocupa um cargo comissionado na Câmara, na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Casa. A contratação de parentes, inclusive genros, é vetada, mas Gastão, que era deputado federal até a semana passada, se justificou dizendo que não influenciou na contratação de seu genro.

O ministro negou interferência na contratação. Informou que André Bello já havia trabalhado como assessor do ex-deputado Roberto Rocha (PSDB-MA). E explicou ainda que o genro viajou para os Estados Unidos para estudar e, ao voltar ao Brasil, procurou emprego por conta própria. “Não pedi emprego para ele e não fui eu quem o colocou lá. E genro não constitui nepotismo. Não houve má fé. O André tinha uma história na Câmara antes de casar com a minha filha. Quando conseguiu o emprego, falou comigo e disse que não havia proibição. Não tinha como impedir o meu genro de trabalhar” justificou Gastão Vieira. [ministro: genro pode complicar e muito, que o diga o juiz Nicolau Lalau – foi o boquirroto de um ex-genro que ferrou com e a gang do TRT-SP; até mesmo o ‘incomum’ Sarney, que pode tudo, quase se complica ao dar emprego para a namorada de uma neta.]

Apesar de Gastão alegar que “genro não constitui nepotismo”, o Globo informa que a assessoria da Câmara afirmou que vai encaminhar o caso ao Ministério Público Federal assim que o caso for comunicado oficialmente.

Gastão Vieira foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff como substituto de Pedro Novais (PMDB-MA) por sua boa reputação e assumiu se dizendo um “ficha limpa”. De fato, o ministro não tem processos judiciais contra ele e demitiu a filha de seu gabinete quando a Justiça proibiu definitivamente a contratação de parentes por parlamentares.

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